Esses homens incríveis e suas máquinas maravilhosas - eis o lema desta passagem de século, quando se acreditou piamente na capacidade de controlar mares, céu, terra e os próprios homens. Talvez os maiores ícones dessa época em que o otimismo social tornava-se uma espécie de utopia alentada e o futuro prometia um destino civilizado sejam a ciência e suas invenções diletas, que revolucionavam o transporte, a higiene, a agricultura e o próprio dia-a-dia. É dessa maneira que o Brasil entra no novo século: confiante nas verdades absolutas, nas certezas fáceis e nos prognósticos que anunciavam o controle e a evolução de toda a humanidade rumo a um só destino. Mas esses "tempos modernos" traziam seus limites: veneno e antídoto, a ciência representava, ao mesmo tempo, a utopia e seu calvário
COSTA, Angela Marques daLivro
2016 Descrição arquivística resultados para Livro
Mitos e lenda da Amazônia como a criação do dia e da noite, a lenda do Eldorado, a história do homem-árvore e as façanhas dos grandes herois indígenas
Küss, DanièleLivro abordando aspectos da cultura xinguana
VILLAS-BOAS, OrlandoO livro foi publicado no verão de 2021 para a exposição "A arte dos povos da floresta: heranças de um Brasil profundo - olhar sensível de todos", com curadoria de Emanoel Araujo
O livro reúne histórias contadas por pajés Yanomamis do rio Demini, sobre os tempos antigos, quando seres que hoje são animais e espíritos eram gente como os Yanomami de hoje
Ballester, AnneEste livro convoca o leitor à reflexão: qual o papel que nos compete enquanto cidadãos em face da condição Yanomani? "Escrevo este livro para explicar ao Yanomani - convictos de que a existência do homem branco é fruto de um castigo divino provocado por terem infringido um preceito - que nem todos somos seus inimigos e que há brancos que os querem vivos, para que o povo de Omã continue sendo, com se autodenomina, um povo de ´homens de verdade´". (O autor)
EUSEBI, LuigiPublicação sobre a situação dos indígenas em áreas urbanas, com enfoque na região de São Paulo
O choque entre os dois povos exigiu uma série de adaptações por parte dos índios. Gruzinski analisa, por exemplo, os deslocamentos na composição e na forma dos pictogramas, e também o progressivo aparecimento da paisagem de fundo e da escrita alfabética nos mapas indígenas, marcando a gradual assimilação da representação ocidental de espaço; Outras fontes já conhecidas são iluminadas por nova perspectiva. É o caso dos questionários aplicados pela administração espanhola na colônia. Gruzinski mostra, na própria formulação das perguntas, como os índios eram obrigados a rever suas concepções segundo critérios alheios; Por meio de investigações como essas, o leitor descobre como os índios se submetiam às expectativas espanholas. E percebe que não apenas os índios mudavam nesse processo: também os espanhóis se tornavam "outros" ao recorrer a xamãs indígenas e ao tentar compreender o que diziam seus interlocutores. O mundo colonial mexicano é, assim, restaurado em seus aspectos mais sutis e, do ponto de vista das culturas indígenas sob domínio espanhol, mais fundamentais
GRUZINSKI, Serge“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, Tzvetan“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, TzvetanEm seu A CRIANÇA E A MULHER TUPINAMBÁ, o Prof. José de Ribamar Chaves Caldeira analisa antologicamente uma sociedade fundamental para a formaçào sociocultural brasileira, em especial do Maranhão: os Tupinambás. A análise da criança e da mulher Tupinambá nos possibilita uma viagem pelo universo indígena, irradiando novas possibilidades para melhor compreensão da cultura e sociedade maranhenses
CALDEIRA, José de Ribamar ChavesAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Ana Valéria Araújo
ARAÚJO, Ana ValériaAvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaOrganizado por Ana Valéria Araújo e editado pelo ISA em 1995, 542 p. O livro reúne 8 ações judiciais propostas pelos advogados do NDI, no período de agosto de 1989 a dezembro de 1994, em favor dos direitos das seguintes comunidades indígenas: Gavião da Montanha, Ticuna, Nambiquara (Sararé e Hahaintesu), Guarani (Sete Cerros e Jaguapiré), Waurá, Panará, Araweté, Parakanã, Xikrin do Bacajá, Assurini, Kararaô e Xikrin do Cateté. Cada capítulo é aberto com informações sobre os índios, um mapa, um resumo do problema e uma explicação suscinta da questão judicial. Em seguida, apresenta a transcrição das peças processuais mais importantes daquele caso, incluindo pareceres e decisões proferidas
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaTrata-se da atualização do livro “A Defesa dos Direitos Indígenas no Judiciário – Ações Propostas pelo Núcleo de Direitos Indígenas (NDI)”. A nova publicação traz dez casos selecionados por seu caráter paradigmático e com perspectivas de gerar precedentes que influenciem na defesa dos direitos socioambientais no Brasil. Quatro deles foram atualizados e seis são novos. Destes, um está ligado a populações tradicionais indígenas, enquanto os outros relacionam-se aos temas: Parque Nacional das Emas, Defesa da Mata Atlântica e Acesso à Biodiversidade. Todos vêm acompanhados de uma contextualização do momento histórico-político no qual estavam inseridos, fundamentos jurídicos utilizados pelos advogados do Instituto Socioambiental e as principais peças processuais, além de reflexões jurídicas sobre cada ação.
ROCHA, Ana FláviaEnsaios resultantes de um primeiro ciclo de conferências promovidas pela Funarte. Estudo das condições econômicas e políticas da Europa e de Portugal na época dos descobrimentos. Este livro resultou do primeiro seminário que a Divisão de Estudos e Pesquisas da Funarte (Ministério da Cultura) organizou sobre os quinhentos anos do descobrimento do Brasil. São 23 ensaios escritos por pesquisadores brasileiros, portugueses e franceses -- entre eles, Gerd Bornheim, Luiz Felipe de Alencastro, Marilena Chaui, Vitorino Magalhães Godinho, António Borges Coelho, Jean-François Courtine e Jean Delumeau. Na base da coletânea está a idéia de que datas emblemáticas como "Brasil 1500" costumam ofuscar todo o resto, mas podem ser também a ponta do iceberg de um processo de reflexão. Assim, o tema genérico desdobra-se em eixos específicos -- por exemplo, que e como pensava a Europa na época do descobrimento, como era a organização política de Portugal, a arte e a técnica das navegações, a chegada ao Brasil, as narrativas dos primeiros viajantes e os primeiros conflitos
NOVAES, AdautoAo longo dos anos 1970, Bourdieu se dedica a várias pesquisas sobre o processo de diferenciação social, visando elaborar uma teoria geral das classes sociais. A Distinção aparece como síntese desse período e é considerada, por vários autores, como a obra central na carreira sociológica de Bourdieu
BOURDIEU, PierreNeste trabalho, a autora procura abordar aspectos da dinâmica dos Guarani-Mbya, como xamanismo, mobilidade, relações de parentes e cosmologia. Inicialmente, compõe um mapa geral das duas aldeias mbya em que viveu, com o objetivo de tornar possível ao leitor visualizar os contextos locais em suas particularidades. Depois, aprofunda-se, dedicando-se à etnografia dos deslocamentos, do parentesco, de aspectos estruturais da multilocalidade mbya. Trata também da questão da não-durabilidade da vida humana, ligada ao tema da doença, analisa capacidades existenciais enviadas aos humanos pelos deuses, com atenção à noção de alma e dos nomes pessoais, finalizando com o tema da vida breve no comentário do tratamento, pela cosmologia mbya, da morte, da imortalidade e do destino incorruptível da pessoa na "Terra sem mal"
PISSOLATO, ElizabethO que foi a Era Vargas? O que tornou Getúlio Vargas a figura política mais popular do país no século XX? Este livro apresenta uma interpretação concisa e equilibrada sobre o homem e o mito Getúlio Vargas ao qual estão intimamente associadas idéias como as de Estado desenvolvimentista, industrialização, nacionalismo, direitos trabalhistas, proteção social, autoritarismo e liderança pessoal. Analisa sua trajetória política, suas iniciativas econômicas e sociais, oferecendo elementos para compreendermos as transformações pelas quais passou o Brasil desde sua chegada ao poder em 1930
D'ARAUJO, Maria CelinaO livro foi organizado pelo autor em três partes. A primeira, com seis capítulos, destinou-se à análise do tráfico de africanos escravizados, tratando de sua origem (Capítulo I), dos empreendimentos intelectuais, políticos e diplomáticos para sua contenção (Capítulos II, III. IV e V) e, finalmente, de sua extinção (Capítulo VI). A Parte II, nos dois capítulos que a compõem, aborda a Lei de 28 de setembro de 1871 – a Lei do Ventre Livre. Nesta divisão da obra, o autor retoma alguns projetos emancipadores que, apresentados ao Parlamento brasileiro após 1850, foram rejeitados na totalidade; recupera o processo de instituição da Lei de 1871, desde a apresentação das propostas de Pimenta Bueno ao Conselho de Estado, em 1866, até a conformação do Projeto Rio Branco em 1871; são abordados também os debates e as cisões que este projeto ensejou na Câmara dos Deputados e sua passagem pelo Senado
MORAES, Evaristo deNeste universo que se expande e se fragmenta, há uma necessidade crescente de orientação. O que é a chamada nova história? Quando ela é nova? E um modismo temporário ou uma tendência de longo prazo? Ela irá - ou deverá - substituir a história tradicional, ou as rivais podem coexistir pacificamente?
PETER BURKE (org)O que dizem sobre a história de um país os monumentos erguidos em praça pública? Ou as bandeiras e hinos nacionais? Ou, ainda, caricaturas e charges tiradas das páginas de um jornal? José Murilo de Carvalho mostra, com a sensibilidade característica dos bons pesquisadores, como esse material pode ser de grande utilidade para se decifrar a mitologia e a simbologia de um sistema político.Por meio de imagens, o autor nos oferece um curioso passeio pelo momento de implantação do regime republicano. Entre texto e ilustrações, aprendemos como os mitos de origem criados para a República, seus heróis, a bandeira verde-amarela e o nosso hino traduzem com fidelidade as batalhas travadas pela construção de um rosto para a República brasileira.Prêmio Jabuti 1991 de Melhor Ensaio e Biografia
CARVALHO, José Murilo deQuarto volume de uma série de obras dedicadas à investigação do imaginário colonial, este livro tem como foco central as imagens - pensadas como instrumentos fundamentais de dominação. A guerra das imagens - no palco do México colonial - eclode no século XV, com a chegada de Colombo, e se estende pelos séculos seguintes, mobilizando diversos atores - europeus, índios, mestiços, entre outros - e distintas estratégias de domínio. Uma profusão de imagens chega ao México com os primeiros europeus, na tentativa de impor uma nova ordem visual e de monopolizar a representação do sagrado. É nesse momento de difusão do catolicismo e de ascensão da autoridade espiscopal que se desenvolve um grande conjunto de imagens barrocas - imagens religiosas convencionais, mas que incorporam elementos de devoção popular. Além de examinar os códigos visuais impostos pelos colonizadores e a recepção das imagens cristãs por índios e mestiços, a análise reflete sobre as reverberações da imagística colonial na guerra de Independência, no México pós-revolucionário - representado pelo muralismo pictórico - e, modernamente, na expansão da televisão comercial mexicana
GRUZINSKI, SergeA expansão da fronteira colonial na América portuguesa no século XVII criou zonas de conflito com as populações autóctones. No norte do Estado do Brasil a zona da pecuária no sertão tornou-se ponto de convergência dos conflitos resultantes da expansão colonial, especialmente entre os colonos luso-portugueses e os povos indígenas. A Guerra do Bárbaros, como ficou conhecida a série de conflitos que ocorreu entre 1651 e 1704, é minuciosamente analisada por Pedro Puntoni nesse estudo de fôlego, acompanhado de mapas e ilustrações. O autor refuta as interpretações que vêem nessa Guerra uma espécie de confederação unificada, mostrando seu caráter fragmentário, e destacando os papéis dos diferentes agentes em jogo: soldados, missionários, agentes da Coroa Portuguesa e índios de nações diversas. Mostra também os conflitos entre estes últimos, denominados de Bárbaros pelos colonizadores na época, e as disputas que mantinham entre si
PUNTONI, PedroAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
VAINFAS, RonaldoPensadores contemporâneos da História, provenientes de distintas tradições nacionais e simpatias teóricas, refletem acerca do conceito de historiografia e analisam a epistemologia da história
MALERBA, Jurandir (org)Engleton toma como base sua insatisfação quanto ao significado antropológico amplo e com o sentido estético rígido da cultura, e busca algo que a diferencie de outros conceitos fundamentais da Sociologia, por considerar em jogo o uso do conteúdo da alta cultura. Busca as transformações históricas pelas quais o termo passou e seus usos contemporâneos. Ao mergulhar na crise moderna da idéia de cultura, aborda os choques culturais, a dialética da natureza e da cultura, dialogando com Marx, Nietzsche e Freud, e aprofunda a visão com relação à homogeneização da cultura de massas, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários
EAGLETON, TerryEste livro reúne, numa edição muito bem cuidada, nove estudos e uma entrevista do etnólogo. O texto de maior interesse para a discussão em torno da história dos índios é "O Mármore e a Murta", uma releitura da documentação quinhentista informada por um saber etnológico apurado. Outros ensaios também abordam aspectos críticos dos rumos atuais da etnologia sul-americana, os quais abrangem problemas de arqueologia e história indígena
CASTRO, Eduardo Viveiros de