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Código de referência
Título
Data(s)
- 2014 (Produção)
Nível de descrição
Dimensão e suporte
Área de contextualização
Nome do produtor
Entidade custodiadora
Área de conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
Descrições:
00:00:00 - Aldeia Pé de Coco; Casa de Wyhty (Pensão/Casa Ritual); Luiz Fernando Piiken com o Kopó (bastão ritual); música de Wyhty e Krincapé - "Conama pacuri" ela fala de uma pessoa que tem raiva da outra; também o movimento de um rabo;
00:03:20 - Cenas da Oficina de Vídeo com Bruno Vasconcelos; Joel Cuxy;
00:09:20 - Inicio do depoimento do Sr.José Cadete Krahô; ele explica sobre a feitura do Patwê (instrumento de sopro feito de um tipo de cabaça comprida); o desenho no trançado de talo de buriti faz referencia as pintas da cobra Ponhudi (Caninana); sua caracteristica é que ela não ofende com veneno, mas corre atrás da vitima para bater com o rabo; essa cobra não gosta de ninguém que tem cabelo curto, fica brava e bate; Zé Cadete explica meio na lingua e meio em português como se faz o Patwa; só o dono do Patwa pode leva-lo; no depoimento Zé Cadete explica como é confeccionado o Patwa, sobre os materiais usados; unclusive sobre uma cera de abelha chamada "Tom";
00:12:30 - Zé Cadete mostra como se toca o Patwê (instrumento de sopro feito de um tipo de cabaça comprida);
00:12:50 - Chamador vem chegando e começa a cantar; o cantador vai até onde está o povo; toca novamente o Patwá que é tocado em várias ocasiões; tem muitas coisas que o Patwa avisa: da sinal de guerra; anima festas; se tem visitante chegando; não é usado em velório, apenas no amjekim de encerramento do luto Pergahac com o intuito de alegrar a comunidade; tem toques diferenciados; é um movimento muito impej; os mais experientes sabem acompanhar nos instrumentos de sopro as cantorias; Prum comenta desses instrumentos que podem ser escutados de muito longe; conta do Hohy, parecido com o Patwa, mas feito com chifre de boi alcançava distâncias impressionantes;
00:14:40 - Esposa do Sr.Tejapoc cortando cabelos para o ritual
00:16:15 - Escuro
00:17:00 - Zé Cadete fala em portugues sobre inciação dos músicos Krahô; tem que ir caçar; fazer paparuto; banhar; os meninos estão gordos; vamos empenar e leva-los para dentro do mato; aí se pergunta o que o rapaz vai fazer: vai cantar...vai ser só chamador...ou vai só comer...os tios vão atrás do maracá (cotoj); Ze Cadete Hahacre na lingua: comentou sobre o Icreré (casa de resguardo de jovens) para crescimento desses meninos que são guardadas para serem cantador de cotoj; ser chamador; ser cantador de wythy ou kricapé; lá eles se preparam para apresentar o maracá no pátio; parentes vão caçar, matar um animal para fazer um presente para agradar os mestres que estão cuidando dos jovens; no dia do ritual de ancerramento desse processo os jovens saem da casa Icrere e são levados direto para o mato; lá perguntarão para eles o que vão querer seguir; o resguardo para a pessoa ter voz boa pra cantar e ter movimento bom; exige muito esforço; não pode ficar perto das pessoas; comer junto dos outros; encostar em suor de outras pessoas; dormir com mulher; não pode comer comida feita no "borraio"; não pode dormir perto do fogo, porque maracá é do frio, não pode esquentar; cotoj tem que ficar no frio direto para a melodia do cantor ficar mais bonita; e mesmo que o jovem não queira assumir nenhuma dessas funções ele participa da festa para terminar e segundo Prum, "vai só mesmo ajudar as pessoas;" Na entrevista Prum também perguntou sobre o Hahi(faixa de algodão - ornamento especial de cantora) para usa-lo a mulher que está se preparando para ser cantora profissional tem que fazer resguardo, usar produtos do mato para passar na garganta; passar sangue de tatu Peba no ouvido para captar mais a música para não esquecer; estar junto com o cotojcrer (cantor de maracá) já cantando; todo mundo vai ver; os parentes vão arrumar a linha para fazer o Hah~i; resguardos similares são realizados para o uso do Cat-ré(ornamento especial de cantora - com uma cabacinha miuda cortada - cuinha) toda a festa ela vai estar animando o pátio, não vai ter sono, não vai dormir com homem; se o pessoal estiver comendo ela não vai botar a mão no meio; e da mesma forma o movimento do Kojker (parece um pente feito de talo de Paty (palmeirinha do cerrado; passa-se quase um mês ralando o talo para ele ficar bem fininho); sobre o Txy (cinto percussivo; instrumento masculino feito com várias "cabeças" de cabaça cortadas e amarradas em uma faixa) para usar o Txy tem uma música e vai tem entrega no meio do pátio para todos observarem que ele é o corredor; mulher nenhuma pode se mover para o rumo dele; o jovem que recebe o Txy para usar nas corridas não pode namorar; não pode beber de noite, só de manhã; ele deve acordar mais cedo que todos e ir tomar banho no rio sozinho, nessa hora ele bebe essa água cedinho; faz banho com folha; até ele cumprir a missão dele com o Txy não pode ter mulher; só quem faze esse resguardo e de alimento e banho de folha nas pernas; mulher mestruada não pode chegar perto dele; não pode chegar perto do fogo; ele não fala com todo mundo, tem que falar com a pessoa que ele acha que não vai atrapalhar o corpo dele; nem da mãe e das irmãs não chega perto; se alguém vê esse corredo namorando no dia seguinte já sai no "jornal" e ninguém vai confiar mais que ele vai ganhar corrida ou ser um bom cantador; esses são os movimentos dos resguardos; Amjekin Cordi do Cat-ré acontece quando a familia vai apresentar no pátio para a comunidade aquela filha que leva jeito e será preparada para ser Hokrepoj (cantora profissional)- só sai a tarde; o paparuto é dividido na porta da casa da menina com os parentes que ajudaram, estão felizes porque aquela familia tá consagrando uma nova cantora; daí vai toda a população da aldeia para o pátio e a menina vai cantar sozinha com o cantor de maracá; o inkrer puxa a cantiga e ela vai ter que responder; usa os ornamentos especificos; cantam cantigas de maracá; não tem ensaio antes, não pode treinar; já chega pronta; ela tem que mostrar quem ela é; todo mundo vai confiar nela; "é isso que acontece nas aldeias";
00:21:00 - Zé Cadete explicando como é feito o maracá (cotoj);
00:24:15 - Zé Cadete começa a cantar fazendo movimentos do maracá (cotoj) com a mão; fala do respeito que tem que ter; fala das cantoras (hokrepoj) e do Hahi (faixa transversal tecida no algodão utilizada pelas jovens iniciantes no oficio dos cantos)
00:26:08 - Exemplo musical cantado;
00:27:30 - Zé Cadete comentando sobre os cabelos estarem ficando brancos mais cedo; sobre as dietas e resguardos que eram praticados antigamente; indica dois grandes mestres da cultura que devem ser entrevistados: Valdomiro e Francisco Potyt;
00:34:00 - Pergunta da Prumkwyj na lingua para Zé Cadete;
00:39:00 - Aldeia vista do alto;
00:40:00 - Duas mocinhas na serra; estão pintadas cada uma de um partido sazonal: wacmejê e catamjê;
00:40:58 - Amanhecendo no terceiro dia do Amjekin Pohypre; cavando buraco na areia do pátio central (cà) para colocar o Feixe Pohypre de alimentos de pé; homens se revesam no enxadão;
00:45:09 - Os dois feixes de Pohypre e a comunidade;
00:46:28 - Os feixes são colocados na porta do Pohypre;
00:49:50 - Sr.Olegário Tejapoc vem conversar com o Grupo Haragatejê; dá conselho para os jovens; explica sobre os cuidados que devem ter com o feixe de alimento; Um senhor da Aldeia Pedra Branca sendo pintado pela SrªPerolina (esposa do Sr.Zé Cadete);
00:52:00 - Grupo Haragatejê/Catamjê e o grupo Kajgatejê/Wacmejê trazem os Pohypre correndo;
00:53:00 - Performance e Cantiga Pohypre;
00:53:12 - Sr.Olegário Tejapoc com o maracá (cotoj) canta Cantiga Pohypre;
00:54:20 - Uma mulher com papel ritual no Pohypre - por conta do nome que carrega ser vinculado ao milho - vem ao patio e bate no feixe; assim que ela bate no feixe Pohypre tudo pára - o movimento e a cantiga; os homens que ali estão participando batem na boca gritando e assim encerram esse momento;
00:56:10 - Sr.Tejapoc explicando como será a divisão dos alimentos, que ainda são poucos mas da próxima vez será melhor; também se oferece para ajudar na realização do Amjekin Pohypre ou outros que ele como mestre da cultura possa orientar em outras aldeias;
Incorporações
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Acesso restrito para fins de pesquisa
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Reprodução não autorizada
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Sistema de escrita do material
Notas ao idioma e script
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Idioma(s)
português do Brasil