Rio de Janeiro
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No exercício de 2008 a direção da Funai deu início a implementação de ações do Plano Plurianual – PPA 2008/2011 do Governo Federal, destinada aos Povos Indígenas, elaboradas seguindo diretrizes e orientações que tem como objetivo trabalhar com os conceitos de Proteção e Promoção dos interesses dos Povos Indígenas, assumindo o caráter multissetorial das ações destinadas a essa população.; A definição dessas diretrizes surgiu como resultado da análise das deliberações resultantes da Conferência Nacional dos Povos Indígenas, realizada em 2006, que se constituiu na consulta mais ampla já realizada aos povos indígenas quanto às suas reivindicações e expectativas, evidenciando uma maior participação política, econômica e social junto à sociedade nacional, ao mesmo tempo em que sejam mantidas a proteção e promoção pelo Governo Brasileiro dos direitos territoriais, ambientais, culturais e a seu modo de vida
SANTOS, Ricardo VenturaAo enfocar a presença dos Macuxi na área urbana de Boa Vista, esta dissertação considera estes índios uma categoria específica, entre o universo indígena das aldeias e o universo urbano que não os aceita plenamente
BRAZ, Azenate Alves de SouzaRelata um breve momento da vida dos índios GaviOes do sul do Pará e suas tentativas de resistências à aculturação imposta pelas sociedades civilizada brasileira
GONDIM, Fátima das Graças de AragãoImagens da qualificação das cerâmicas matis, na reserva de cerâmicas do Museu do Índio/RJ, na primeira parte da visita ao acervo. Reconhecimento da única máscara de mariwin presente na instituição pelos participantes, artefato que está incompleto.
Michelle LudvichakImagem das bonequinhas karajá, que chamaram a atenção dos jovens matis durante a visita ao arcevo museológico.
Michelle LudvichakQualificação do tenke, carcás, peça essencial da cultura diária e simbólica dos Matis. Junto a ele está a panelinha usada para guardar o veneno curare, utilizado nos dardos da zarabatana. Binin Bëchu explica a Celso Maldos para que é utilizado o maxilar de macaco preso na estrutura de bambu do tenke. Esse serve para alocar o barro utilizado para a sustentação e equilíbrio dos dardos quando assoprados. A técnica de utilização de bolinhas de barro nos dardos da zarabatana é uma técnica de caça própria dos Matis.
Michelle LudvichakImagens de arcos do acervo da instituição. É possível ouvir no áudio do arquivo Maria José Sardella pedindo para os jovens amarrarem corretamente as partes constituintes do tenke, carcás matis.
Michelle LudvichakImagens da qualificação das cerâmicas matis, na reserva de cerâmicas do Museu do Índio/RJ, na primeira parte da visita ao acervo. Reconhecimento da única máscara de mariwin presente na instituição pelos participantes, artefato que está incompleto.
Michelle LudvichakImagem de uma máscara e outra peça de outras etnias, artefatos que constituem o acervo do Museu do Índio e que chamaram a atenção dos jovens matis, etnia que também produz máscaras próprias.
Michelle LudvichakOs Matis conhecem o setor de armas, observando as flechas do acervo. Essas peças aguçam o interesse dos jovens e Dani acha curiosa a forma como as flechas são guardadas em um Museu nawa, não-indígena.
Michelle LudvichakQualificação do tenke, carcás, peça essencial da cultura diária e simbólica dos Matis. Junto a ele está a panelinha usada para guardar o veneno curare, utilizado nos dardos da zarabatana. Foi identificado na peça um pau ignígeno, utilizado para ascender fogueiras. Binin Bëchu explica como é usado o pau ignígeno e como se passa o veneno nos dardos da zarabatana, utilizando uma faca própria para isso. O jovem, ao final, amarra corretamente as partes constituintes do artefato.
Michelle LudvichakTrabalho sobre as políticas culturais para os povos indígenas apresentado no VI Seminário Internacional de Políticas Culturais realizado na Casa de Rui Barbosa entre os dias 26 a 29 de maio de 2015
VALENTE, Renata CurcioDurante séculos, milhões de brasileiros nasceram, viveram, amaram e morreram em cima dela. No sertão, ela envolvia os mortos conduzidos ao cemitério. Cantada por poetas, chamada carinhosamente de "mãe veia", mãe velha, pelos mais antigos, a rede de dormir atravessou os tempos sem que ninguém lhe dedicasse pesquisa, estudo ou análise
Cascudo, Luis da CamaraDurante séculos, milhões de brasileiros nasceram, viveram, amaram e morreram em cima dela. No sertão, ela envolvia os mortos conduzidos ao cemitério. Cantada por poetas, chamada carinhosamente de "mãe veia", mãe velha, pelos mais antigos, a rede de dormir atravessou os tempos sem que ninguém lhe dedicasse pesquisa, estudo ou análise
Cascudo, Luis da CamaraRede extendida no tear manual construído só para tecer esta rede e a mulher escondida atrás dela trabalhando.
Coletivo KulinaA questão de fundo desse livro é a definição de indígena com a qual opera o indigenismo. Se o leitor definir uma sociedade indígena como 'uma comunidade local que se desagregou em função do processo de expansão da sociedade nacional', não poderá considerar indígena uma população dispersa. Povos caçadores, que vivem em pequenos grupos e se deslocam por um território amplo, não cabem nessa definição. Coletividades e famílias que foram encapsuladas em fazendas só poderiam ser consideradas 'índios' se exibissem uma indianidade genérica, e não os elementos constantes de sua cultura atual. E povos sem contato não seriam 'ainda' indígenas; só o seriam depois da pacificação e da territorialização; Uma definição tão restritiva e circular torna a ação indigenista prisioneira de si mesma, incapaz de aceitar o desafio da diversidade histórica e cultural dos povos, limitando-se ao espaço do reconhecimento. Não são apenas as populações que foram territorializadas segundo a atuação dos poderes constituídos ou das missões religiosas que devem ser reconhecidas como objetos de direito. Aquelas que, lançando mão de múltiplas estratégias adaptativas, tentaram de algum modo preservar valores por elas partilhados e construíram uma sociabilidade e um projeto de futuro calcados em sua relação com o passado merecem igual atenção do Estado
SANTOS, Ana Flavia MoreiraUm dos campos de resistência e de formulação de alternativas é o multiculturalismo, tema deste volume, no qual são analisadas as políticas identitárias e os direitos coletivos dos povos indígenas e das mulheres, os movimentos regionais de emancipação e de luta pela igual dignidade das orientações sexuais, o pluralismo jurídico e as concepções multiculturais dos direitos humanos
SANTOS, Boaventura de Sousa (org)As recomendações presentes neste documento, têm como objetivo possibilitar o planejamento de estratégias de guarda e de preservação de documentos de arquivo, de acordo com sua temporalidade e destinação
ARQUIVO NACIONALInúmeras rebeliões e movimentos armados coletivos sacudiram a América portuguesa nos séculos XVII e XVIII. Esse livro propõe uma revisão das leituras tradicionais sobre o tema, mostrando como as lutas por direitos políticos, sociais e econômicos fizeram emergir uma nova identidade colonial
FIGUEIREDO, LucianoZohe, da aldeia Buaçu, exibe um colar de miçangas em dia comum. Os Kulina, homens e mulheres, fazem questão de usar seus adereços mais suntuosos em ocasiões de grandes e/ou importantes reuniões, seja nas aldeias, seja na cidade. Mas eles também usam muitos colares e gargantilhas em dias normais, especialmente as mulheres e as crianças.
Coletivo Kulina