cantor (increr) da Aldeia Cachoeira
André Cunihtyc KrahôAldeia Cachoeira
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cantor (increr) da Aldeia Cachoeira
André Cunihtyc KrahôJoão Duruteu Txai e Luiz Copaca da Aldeia Pé de Côco andam no cerrado indo para o cemitério; no dia seguinte ao enterro levam folha de Bacaba para colocar “fazendo uma casa para o espírito do falecido”, debaixo da palha colocam alguns pertences como bolsa, instrumentos como a cabacinha (cukonré), tecidos, coberta; “a viúva coloca uma cabaça para o marido pegar.” O Cotoj não é enterrado com o cantor (increr). Pode até ser colocado sobre no tumulo do falecido, mas alguém o carrega e passa a usa-lo.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite = Aw caprat crer acompanhadas pelo cantor de maracá ( Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; na cena segurando um bastão a Cantora Anciã (Honkrepoj ) Maria Joana Prupru Krahô.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; na cena final D.ªPerolina (mãe do Pesquisador Gregório Huhtê da Aldeia Cachoeira) cantando e dançando.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) – Domingos Kaj Krahô da Aldeia Rio Vermelho. Cena sem foco se alternam com cenas focadas.
Coletivo KrahôAmanhecer do dia depois da noite inteira de cantoria no pátio; grupo feminino acompanhado do cantador (cotojcrer) Antônio Tàmi Krahô da Aldeia Pedra Branca com seu maracá. D.ªPerolina; Creuza Prumkwyj; dentre outras cantoras; e Leonardo Pires Rosse registrando o áudio.
Coletivo KrahôCarlito Pànrã no pátio com côro de mulheres canta Cantiga de Maracá (CutojKrer);
Coletivo KrahôCena da fila de meninas e mocinhas que participam do coro de mulheres sem cantar ainda, apenas ouvindo – demonstram timidez ao serem filmadas; no áudio Carlito Pànrã canta Cantiga de Maracá, aparece ao fim.
Coletivo KrahôBoa e longa cena do cantor (inkrer) Carlito Pànrã cantando com maracá (cotoj) no pátio (cá) da Aldeia Cachoeira com o Côro de mulheres de todas as idades.
Coletivo KrahôVer explicação do arquivo anterior;
Segundo Huhtê existe uma movimentação espacial executada por Odeci Tejapoc para se entoar a música do Cacot. Pra ilustrar desenha no papel um grande Z e um grande X.
Ver explicação dos dois arquivos anteriores. Na imagem também aparece o pesquisador Leonardo Pires Rossi registrando o áudio.
Coletivo KrahôTejapoc, Agente de Saúde (nome?) e Sr.Xêpym que segura o feixe de cacot no pátio central (cà) conversam.
Coletivo KrahôCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
Coletivo KrahôNa roda de anciãos Francisco Potyt da Aldeia Rio Vermelho conta na língua nativa do tempo em que os animais formaram a aldeia e começaram a criar as várias festas/rituais/amjekin.
Creuza Prunkroi filmando; no fim de sua fala Krwakraj e Tejapoc o apoiam com gestos corporais afirmativos; Krwakraj complementa dizendo que essas músicas de caçada alertam as pessoas; orientam que não pode dormir muito; faz parte da preparação física e espiritual - a vigília.
Gregório Huntê conta que antigamente os Krahô corriam no escuro, sem nada, nem lanterna, chinelo, nada. Fazem um resguardo muito duro nesse momento, ninguém come pele de animal, só a carne, pra ficar mais protegido e desviar de todo o perigo. Se a pessoa não tem essa capacidade de resguardo logo logo pisa no toco; machuca; tem que correr mesmo para ser atleta e caçador bom. Ele comenta que esses preparos estão desaparecendo e os jovens já não praticam muito esses conhecimentos.
Francisco Potyt canta a música da caçada que é executada fora da Aldeia; ele é o “profissional” / “mestre” dessa música; ele não é cantor de maracá (Cotoj Inkrer) ele é especialista nas cantigas do Wyty, Copó e Xÿ; segundo Huntê ele é o único Krahô que ainda sabe canta-la. Os professores Krahô ficaram muitos felizes de estarem registrando uma música já rara de se ouvir, uma vez que os jovens não estão se interessando muito pela caça, todo o ritual vai ficando meio esquecido.
Essa cantiga, cantada com o intuito de deixar os animais mais contentes; os bichos escolhem a pessoa que eles mais tem afinidade para passar na frente, e se entregar como caça.
Essa cantiga especial de caçada só pode ser cantada fora da aldeia, no período da seca, onde os caçadores acampam; não pode ser cantada nas festas nem dentro da aldeia.
Cantiga canta do “Icakôc xà” = o sapo sobre a água durante a noite
A música da caça será cantada a noite toda até de manhã. Chega no final volta. Ninguém pode dormir para ficar mais atento mesmo. Segurança. Não pode fazer sexo. Tem que ficar firme esperando o dia amanhecer e cada um vai ter que entrar pro rumo que quiser. Caçador bom já encontra, mata, e chega primeiro. Quem é mais preparado é famoso pela caça.
Só Francisco Potyt sabe cantar essa música. Como os jovens estão deixando de caçar a cantiga tem ficado esquecida. Potyt é um mestre porque o pai dele também era um mestre. A cantiga fala de sapo, periquito, rio, planta, chuva, nuvem, filhote, dia, noite.
Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
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Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
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Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôZé Cadete Jõhê (hõkjêr catê=chamador) pintado e ornado manda o cantor animar mais, não pensar em tristeza.
Coletivo KrahôJoão Duruteu Xàj Krahô da Aldeia Pé de Coco, ornado com colar com cuconre, canta sobre a beleza do jenipapo (prôt-tixô).
Em termos de andamentos das músicas, usam o termo “capr~i” para um andamento mais lento, e “huphê” para um andamento mais acelerado.
Áudio 69 – explicação sobre os ritmos e levadas
Gregório Huntê explica que os Krahô possuem seis levadas/ritmos diferentes no maracá. “Cada cantor vai estar levando seu maracá de forma diferente, de acordo com sua habilidade, seu compromisso de mestre, sua responsabilidade. Igaiperxà – quanto mais você estiver mexendo mais você vai sentir.”
Existem dois andamentos das cantigas.
Continuação da filmagem anterior.
Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti] entoada pela comunidade que canta contornando o Kricapé
O ancião/mestre João Côrã Krahô confecciona a peteca põhyhpr`y feita com a palha do milho (pohy).
Ornado com o Kuj (brinco) pintado de urucum; o Kuj é feito de uma madeira singular;
Continuação da ótima cena anterior de cima da árvore filmando a corrida de tora vindo pela estrada no cerrado; corredor vem com o cinto Xy soando pela estrada; os anciãos Zé Cadete; Francisco Potyt; vem caminhando; João Duruteu Txai vem correndo com short azul, começa a cantar canção Wacmejê quase chegando na aldeia.
Coletivo KrahôPedro Filho K~ijapy Krahô vem correndo, pintado de jenipapo, cantando Cantiga Wacmejê (Seca).
Coletivo KrahôComunidade masculina vindo até o pátio (cà) participar da finalização da corrida de tora Pohy jô Crow. Preparando para cantar o música da Tora (Crow) do Milho (Pohy)
Coletivo KrahôGrupo masculino canta e anda em círculos ao redor das duas toras de milho (pohy jo crow). Inicia o mandato Catamjê (inverno). Tejapoc (mestre Aldeia Pé de Coco) e Pêhà (Cacique da Aldeia Cachoeira) dirigem a cantoria do Pohy (milho). Derlindo e Cesar Krahô movimentam a festa. No fim da cena a cantora (hôkrepôj) solista Silvia Hõrôt Krahô – filha de Gregório Huhtê - entra fazendo duo vocal com Pêhá.
Coletivo KrahôGrupo grande masculino no pátio (cá) continua cantando a Cantiga com participação da cantora (hôkrepôj) solista Silvia Hõrôt Krahô. Finalização do Amjekin Pohy jõ Crow (Ritual do plantio/tora do milho) . Luzimar Kààkà Krahô filmando. Logo que finalizam o canto o grupo se dispersa rapidamente, ficam alguns rapazes mais novos, adolescentes, que pegam e carregam a tora de forma “jocosa”, ou melhor, já sem compromisso ritual.
Coletivo KrahôCrianças brincando de luta corporal
Coletivo KrahôCrianças brincando descontraídas no pátio (cà) com as petecas (põhy pry) depois do ritual.
Coletivo KrahôProfessor Fabio Junior Inxycaprêc acompanhando a corrida de Hotre.
Coletivo KrahôAndorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê).
Cakrô canta canção do Catamjê (período das chuvas = “inverno”). Cantiga do Gavião.
Puxa com o canto a Sucuri (Rohti) que sai de dentro da casa e vai bem lentamente até o pátio central (Cà). Homens de todas as idades com o rosto tampado por folhas.
Quando chegarem ao cà (pátio) os membros do partido Catamjê, escolherão as lideranças politicas daquele semestre.
Continuação. Cena filmada do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Acompanham nos registros Souza Krahô; Leonardo Pires Rosse e Ana Gabriela Morin.
“Somente o grupo do inverno imitando a sucuri; abrindo a sessão de eleições indígenas; do escolhimento de membros da comunidade para governar.” (Gregório Hunte Krahô)
Continuação cenas anteriores. A fila de homens = Sucuri (Rohti) chega ao pátio central (Cà). A fila se desfaz, tiram as folhas de frente do rosto, alguns sentam. Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê) pronuncia algumas palavras de encerramento na língua.
Coletivo KrahôSe junta a Faustino CrocCroc e Inhonhy “Mundico”, Balbino Tehhi Krahô outra liderança Catamjê e continuam conversando baixinho decidindo quem será o novo líder sazonal – “prefeito” = Homré e seus conselheiros.
Coletivo KrahôLuz de inicio da noite. Bela imagem. Os anciãos Inhonhy “Mundico”, CrocCroc e João Xavier - que fuma – conversam entre si. Outros anciãos sentados na areia, Zé Cadete.
Coletivo KrahôEm reunião com os homens o cacique da Aldeia Manoel Alves e pesquisador/tradutor explicando na língua sobre os detalhes do projeto.
Coletivo KrahôEm reunião com os homens o cacique da Aldeia Manoel Alves e pesquisador/tradutor explicando na língua sobre os detalhes do projeto.
Coletivo KrahôGrupo observa caminhão com mercadorias;
Coletivo KrahôComida socializada em uma bacia colocada no chão; arroz e carne; todos vão se servindo e comendo com as mãos; João Duruteu Xàj come com a colher grande.
Coletivo KrahôTrês crianças comendo juntas sentadas no chão; cena curta e tremida.
Coletivo KrahôVice-cacique da Aldeia Cachoeira aproximando com vasilhas na mão;
Coletivo KrahôGrupo de homens caminha em direção ao pátio central (cà); no meio deles José Cadete Jóhê Krahô vem cantando.
Coletivo KrahôNoite no pátio central, com uma luz de filmadora, a comunidade chora e canta, velando o corpo do Sr.Domingo Catxêt Krahô, mestre Icrer (cantor) e Pajé; Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira canta parado com o maracá (cotoj) uma música de velório; as mulheres cantoras (hokrepoj) respondem cantando um lamento sentido; cena forte; morte.
Coletivo KrahôNoite no pátio central; Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira canta parado com o maracá (cotoj) uma música de velório; uma senhora faz duo com ele; outras mulheres cantoras (hokrepoj) estão sentadas ao redor do caixão do falecido; lamentam; cena forte; morte.
Coletivo KrahôO pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô discursa sobre o projeto para alguns índios, com a presença de Veronica Aldé (parte em língua nativa e parte em português);
Coletivo KrahôNo Amjekin Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) corrida de Hotre (torinha); feita da palmeirinha Pati (Wôôre pàr).
Coletivo KrahôContinuação da cena arquivo 3537; No Amjekin Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) corrida de Hotre (torinha); feita da palmeirinha Pati (Wôôre pàr).
Meh hohcukren jujarên atajê.
Continuação da Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti] entoada pela comunidade que canta contornando o Kricapé. Muitas crianças, moças e mulheres (pyjê) acompanham o grupo de homens (mehumre). Uma das moças que aparece na filmagem é a “sadona” como uma cacique (pahi) feminina. Huntê comenta que não a deixam só.
Coletivo KrahôFinalização (Hicuxà) da Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti].
Coletivo KrahôJosé Cadete contando a história do massacre que aconteceu quando ele tinha dois anos de idade. Uma tia salvou sua vida, pois a mãe não resistiu e morreu. Nesse dia disparam e mataram o Cacique Balbino no meio do pátio.
Coletivo KrahôAndorinho Cakro canta segurando o kopó (bastão ritual) ornado com penas de arara. Canção que representa o mandato do inverno - Catamjê. “O canto e os gritos são uma forma de combinação. Uma politica – conselho de partidos.
Esse canto vem acompanhado de um grito dos Wakmejê – grito e o canto são uma forma de combinação política; ambas compõem uma soma musical. “Nesse momento vão passar aquele poder de estar dominando a comunidade para o partido do inverno. .Por isso é muito respeitado. Ninguém pode gritar assim sem querer.
Esse grito pode ter outros sentidos. Pode estar contando quem nasceu, das crianças recém-nascidas na aldeia, se foi um Catamjê que deu o nome.
As pessoas podem gritar esse grito aí o “chamador” de onde estiver responde e todos vão saber que o grupo Catamjê aumentou.
Quando entra a época da chuva tem essa canção e esse grito.
Os homens que ficam na fila da Hohti (Sucuri) com a folha na mão cobrindo o rosto representam o verde e o preto, o inverno.
Dessa fila do Hoti (sucuri) vão escolher os membros da comunidade que formarão o novo partido Catamjê. O conselho é mais do que o cacique. Cada membro tem seu padrão. “Vem a fila descendo de acordo com a origem do poder que deixou”
Prefeito = homre
A cantiga que Andorinho canta respondendo o grito fala das espécies: aves, palmeiras, alimentos cerais, que pertencem a época da chuva. O povo do buriti; a família da sucuri; o grupo do gavião e da batata, todos esses tem uma classificação ligada a agua, a noite, a chuva, ao verde. Nada de amarelo.
Mulheres (pyjê) dando água (cô) a seus familiares homens (primos, tios, sobrinhos) que estão retornando da corrida de tora; aceitam goles de cada mulher que se encontra no criakape (via principal) a espera-los. Elas tem essa obrigação.
Vários dos jovens corredores estão com a boca / queixo pintados de tinta preta feita de um carvão especial obtido de uma madeira própria para protegê-los dos espíritos dos mortos.
“Essa pintura do corredor é proteção contra os espíritos (megaron) dos mehin que já morreram e gostam de correr quando faz uma festa dessa. Tem o carvão de uma arvore que você pode usar e megaron vê que está bravo e não pode mexer.” (Gregório Huntê Krahô)
As palmas indicam o inicio da finalização do partido Wakmeie (Seca).
“Nem sempre Catamje ganha a corrida mas o poder está ganho.”
(Gregório Huntê Krahô)
Parahkwyj dando água (cô) para Cahxêt seu irmão (ihtõ);
Coletivo KrahôParahkwyj dando água (cô) para Cahxêt seu irmão (ihtõ);
Coletivo KrahôGrupo grande masculino no pátio (cá) cantando a Cantiga Ikarã que finaliza o mandato Wacmejê (seca) e inicia o mandato Catamjê (inverno). Tejapoc (mestre) e Pêhà (Cacique da Aldeia Cachoeira) dirigem a cantoria do Pohy (milho).
Coletivo KrahôBoa cena de Odecir Tejapoc canta Cantiga de Wythy. Leonardo Pires Rosse registra o áudio.
Coletivo KrahôSulivan Catàmjàt Krahô recebe de sua mãe ( Hõnxê) vários presentes com os quais é adornado.
Coletivo KrahôGrito Catamjê (partido inverno) por João Duruteu Xàj Krahô, da Aldeia Pé de Coco – indo para a corrida de Hotre (torinha pequena da palmeirinha conhecida regionalmente de Pati do cerrado).
Coletivo KrahôCrianças brincando com as petecas – ahkrajre apu põhyhpry japi
Coletivo KrahôAndorinho Cakrô Krahô que é o Ihtyctyjre (mensageiro) Wacmejê, é autorizado e respeitado para ir até os Catamjê – novas lideranças – e trazer as ordens para seu grupo. Andorinho Cakrô Krahô fazendo chamado, para a corrida de Hotre (torinha) acompanhado do pesquisador Leo Pires Rosse que registra o áudio. Grito Wacmjê – Hii, Xwyy. “Corrida de Hotre é Icrer (cantor) ou Ihtyctyjre que vai levando levando Catmjê para Wacmejê”.
A torinha Hotre que pertence ao ritual Pohy jõ Crow é feita de um pedaço da palmeirinha nativa do cerrado conhecida regionalmente como “pati” e na língua wôôre pàr. Segundo os Krahô seu palmito é um importante energético utilizado em algumas dietas para o preparo de corredores e guerreiros.
Para os Krahô todas as palmeiras do cerrado estão ligadas à metade, como por exemplo o Buriti (Crow pàr); o Inajá (awar pàr); a Buritirana (Crowaràre pàr); Tucum de Porco ( Rorti pàr); Piaçava (Ropjre pàr); Tucum ou Côco Rasteiro (Ronre pàr); Bacaba (Capêr pàr); Côco Cunha (Cakônti pàr); Côco da Cutia (Crexãre pàr); Palmito (Hotre pàr); Pati (Wôôre pàr)
Chegada do Hotre (torinha) com o jovem Danilo Atwyr Krahô ao pátio ganhando a corrida.
Coletivo KrahôContinuação cena anterior. Càámã cator xà. Chegada do jovem Luiz Cupakã da Aldeia Pé de Coco ao pátio trazendo a segunda torinha de milho – Hotre.
Coletivo KrahôOutros ângulos da fila = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Gilson Hikjêhtyc na fila.
Coletivo KrahôGrupo de homens; cortando a vaca para dividir a carne.
Coletivo KrahôEmbaixo das mangueiras, grupo de homens sentados, alguns preparam adereços com fibras. Leonardo Pires Rosse e Veronica Aldé, pesquisadores Prodocson aparecem na cena; Zé Miguel da Aldeia Pedra Branca canta segurando o Kopó (bastão ritual). Dia de reuniões e encerramento de atividades.
Coletivo KrahôMulheres no rio
Coletivo KrahôAdultos dividindo frutos do cerrado (não identificado) com as crianças.
Coletivo KrahôCortando a carne da vaca sobre folhas de babaçu.
Coletivo KrahôComunidade sob as árvores espera pela divisão dos alimentos.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos bons.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos bons.
Coletivo KrahôSr.ªPerolina sentada no chão descasca um lote de mandiocas com um facão enorme; vai colocando as mandiocas no cofo trançado de buriti. Trechos ótimos com detalhes e bons cortes.
Coletivo KrahôGrupo de “artistas” preparando para tirar foto.
Coletivo KrahôO pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô discursa sobre as dificuldades enfrentadas para cursar e se formar na universidade (parte em língua nativa e parte em português).
Coletivo KrahôFala da pesquisadora Ana Gabriela Morin (Prodocult).
Coletivo KrahôDuas mulheres pintando dois homens com jenipapo (prôtti). A mais velha se chama Dª.Iracy Wapyr é da Aldeia Rio Vermelho. A mais nova Mª Claudina Romkwyj e é da Aldeia Cachoeira. O primeiro homem se chama Pedrinho Hampà Krahô, e o segundo, José Lindo Xêpým Krahô.
Coletivo KrahôIndo para o cemitério = kre
Coletivo KrahôJoão Duruteu Txai, caminhando cerrado adentro.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) o Canto da Lagartixa - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; no fim da na cena duas cantoras (Hocrepôj ) experientes aparecem mais em primeiro plano deixando claras duas vozes do coral. A mais anciã do duo profissional é Iraci Wapyr Krahô.
Coletivo KrahôGrupo de mulheres (pyjê), cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer). Cena escura porém interessante; luz no cantor e seu maracá.
Coletivo KrahôCena bastante escura; cantiga de maracá com grupo feminino; apenas silhuetas aparecem no escuro da noite.
Coletivo KrahôNo pátio (cá) o cantor Antônio Estrela Caxêt da Aldeia Cachoeira canta com maracá e coro feminino – imagem boa; curta;
Coletivo KrahôNo pátio (cá) o cantor Antônio Estrela da Aldeia Cachoeira canta com maracá e coro feminino – close nas meninas;
Coletivo KrahôCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
Coletivo KrahôDepoimento do Sr.Odilio Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira sobre a festa Amjkin Cacot. Explicação em português e na língua Krahô; ao fundo Zé Miguel Kõc (Aldeia Pedra Branca) canta segurando o Copó (bastão ritual) para incentivar os artesãos e animar a comunidade;
Cena de três anciãos (mekore) iniciando a confecção dos cacot (flechas com pontas de palha de milho amarrada com embira de buriti) e petecas. Utilizam palhas de milho (pohy) seco e folhas secas de buriti (crow) de onde retiram a embira.
Não é em qualquer lugar que se fazem as petecas e os cacot (flechas com ponta de peteca) de milho; tem que ser na casa do rapaz homenageado no Pohy jõ Crow e Pohypre, essa ligação a esses rituais se dá através do nome pessoal.