Este estudo propOe-se analisar o comportamento alcoólico de uma nação indígena de Mato Grosso, os índios Bororo, mais especificamente aqueles que vivem na Terra Indígena Meruri. Busca-se analisar as causas da antigüidade e da persistência de tal comportamento, conhecido por todos os estudiosos da etnia, mas inexplicavelmente desconsiderado. Diante da complexidade do problema, que pede por sua natureza uma abordagem bio-fisiológica, econOmica, psicológica, sócio-cultural e cosmológica, optou-se por aprofundar a história da introdução do álcool, as instituiçOes culturais e as características da personalidade étnica que expliquem a motivação do comportamento alcoólico
Sans titreMato Grosso
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A dissertação avalia a capacidade dos Terena em reconstruir os seus territórios na esteira da Guerra do Paraguai, após a qual se iniciou um processo de desterritorialização, com a expansão da propriedade privada. Mostra como os Terena usaram a memória de sua participação na guerra como instrumento na negociação com as autoridades matogrossenses, resultando na formação de Reservas Indígenas sob a orientação do SPI. Demonstra, ainda, como a luta pela consolidação do território continuou ao longo do século XX
Sans titreReconstitui a história dos índios Xavante a partir do contato com segmentos da sociedade nacional, do século XVIII até sua submissão no final da primeira metade do século XX
Sans titreA dissertação examina crOnicas e memórias sertanistas, além de documentos inéditos de cunho oficial da administração colonial, para estudar as representaçOes construídas referentes ao Paresi. Objetos tanto do apresamento por sertanistas quanto da proteção por parte da Coroa, prevaleceu a imagem de “dóceis” e pacíficos agricultores, em contraposição de outros “bárbaros selvagens”. A autora conclui que estas circunstAncias levaram os Paresi a “contracenar” de maneira diferenciada da maneira que se construía seu “modo de viver” anterior à chegada dos portugueses
Sans titreRelaciona a ornamentação corporal Xavante como um sistema de liguagem usando pelos homens. Ordena e classifica a realidade do processo cognitivo básico do universo Xavante
Sans titreApresenta o grupo doméstico como o elemento da organização social responsável pela articulação entre a esfera jurídica, política e ritual, e a esfera doméstica
Sans titreInterpreta e analisa a realidade contextual e sócio-cultural sobre a cestaria como objeto de uso e representação simbólica do grupo Karajá
Sans titreColetânea de artigos e entrevistas com os índios Arara que vivem no município de Aripuanã, a noroeste de Mato Grosso. Inventaria dados históricos e etnográficos e descreve o processo de desestruturação social do grupo, decorrente do contato com a sociedade envolvente e da sua inserção como trabalhadores nos seringais, acompanhando sua rearticulação étnica em torno da luta pela retomada de suas terras. Esse movimento contou com o apoio de outros grupos indígenas e de alguns setores organizados da sociedade civil, como sindicatos e a igreja, em oposição aos madeireiros, fazendeiros e autoridades locais, que, calcados no discurso progressista, justificavam a necessidade da construção de uma estrada através do território dos Arara. A retomada de seu espaço, além de ser reconhecida como legítima, representa um passo importante na delimitação das posições de poder no cenário do conflito, ainda em curso
Sans titreBaseado numa ampla pesquisa em arquivos, jornais e publicações oficiais, o livro estuda a trajetória de Rondon, do projeto de telégrafos á Revolução de 30. Ao relacionar as atividades de Rondon a um projeto de nacionalidade, o autor busca mostrar o caráter incompleto do processo, ressaltando a ineficácia e as contradições do projeto de integração dos sertões à nação. No capítulo sobre a política indigenista, critica com certa veemência a vertente "revisionista" de estudiosos que "denigram" a imagem de herói nacional e defensor romântico dos índios, imagem essa produzida por uma vertente "hagiográfica" ligada aos militares. O livro inclui uma seleção muito interessante de fotografias do acervo do Museu do Índio
Sans titreOs Tapirapé vivem numa região de floresta tropical, com flora e fauna tipicamente amazônicas, entremeada de campos limpos e cerrados. Agricultores, suas aldeias tradicionalmente se localizam nas proximidades de densas florestas em terrenos altos não inundáveis, onde mantém suas roças. Tapi’itawa, a aldeia mais conhecida do grupo, reproduz as condições ideais para a localização de uma aldeia: terreno não-inundável próximo a florestas altas para agricultura, também com proximidade a campos abertos marginais aos afluentes do Araguaia e a um córrego de existência perene mesmo durante a estação seca. Os Tapirapé exploram alternadamente esse ambiente, segundo a época do ano e atividade a que se dedicam: agricultura, caça, coleta e pesca
Sans titreEste livro fornece a possibilidade de realizar um estudo das dificuldades e conflitos estruturais que os Xavante são obrigados a enfrentar quando se confrontam com as normas morais de seu próprio sistema. Fundamentalmente o livro se volta para a sociedade Xavante com seus mitos, rituais, classes de idade e ordem doméstica, mas o ponto chave do trabalho é a discussão dos princípios estruturais que estão na base de todas essas esferas que constituem a vida social dos Xavante
Sans titreManoki é como se autodenominam os índios mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não tem proximidade com outras famílias lingüísticas. Sua história, contudo, não é muito diferente da maioria dos índios no Brasil: foram praticamente dizimados em decorrência de massacres e doenças advindas do contato com os brancos. Em meados do século XX, a maior parte dos sobreviventes não viu alternativa senão viver em uma missão jesuítica, responsável por profunda desestruturação sócio-cultural do grupo. Em 1968, os Manoki receberam do governo federal uma terra fora de sua área de ocupação histórica, cujas características ambientais inviabilizaram o uso tradicional dos recursos. Destino um pouco diverso teve os Myky, grupo manoki que se manteve isolado da sociedade nacional até 1971. Desde então, passaram a sofrer igualmente as conseqüências do cerco da especulação imobiliária em seu território. Atualmente ambos grupos estão reivindicando a ampliação de suas terras
Sans titreNas Selvas do Brasil contém um apanhado das observações do grande estadista Theodore Roosevelt, realizadas no curso de uma viagem pelo interior de nosso país. Em junho de 1913, reúnem-se, no Museu Americano de História Natural da cidade de Nova York, um dos diretores dessa instituição, aquele ex-presidente dos Estados Unidos da América, um sacerdote católico e alguns naturalistas. O projeto apresentado por Roosevelt, de uma excursão pelo interior do Brasil, com o intuito de estudar e recolher exemplares da fauna dessa região, é abraçado entusiasticamente pelos presentes. O interesse científico e, sobretudo, o sabor esquisito da aventura em terra estranha levaram o estadista ilustre a transformar-se em uma nova sorte de sertanista, à cata de exemplares zoológicos, explorador da geografia de zonas ainda não conquistadas pela civilização, observador inteligente da terra e do homem que iria conhecer, os quais analisaria com carinho e justeza. Este livro constitui importante contribuição científica e representa um exemplo de intrepidez, de cooperação e de sacrifício
Sans titreEste livro propõe, por meio de um diálogo com estudantes e professores, um novo olhar sobre a diversidade sociocultural mato-grossense, cujas riqueza e complexidade podem ser reconhecidas nos diferentes povos que constituem a sua matriz cultural; Índios, negros, populações tradicionais e migrantes, num processo interativo de culturas milenares, recriam constantemente. Nesse processo, o desafio está na formação de cidadãos que respeitem e celebrem as diferenças, como o melhor caminho para uma sociedade solidária e com justiça social
Sans titreO livro resulta de uma pesquisa de arqueologia por contrato, ou seja,desenvolvida em áreas de impacto ambiental e amparada pela legislação brasileira. A pesquisa foi realizada por ocasião da construção de uma usina hidrelétrica no Mato Grosso
Sans titreO Alto-Xingu é feito de misturas. Ele é o produto do encontro secular entre povos de origens e tradições diversas, que vieram a criar e compartilhar uma cultura comum. Da constelação xinguana fazem parte hoje povos dos três maiores agrupamentos lingüísticos das terras baixas da América do Sul: Aruaque, Carib e Tupi
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