Aldeia Vila Nova
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Mulheres que estavam cantando dentro do kuxex saem em debandada, correndo para suas casas. Kotkuphi estava chegando à aldeia e ele não pode encontrá-las dentro de seu kuxex. É como antigamente: os homens saiam para temporadas de caça e as mulheres tomavam conta do kuxex porque ele estava vazio. Arrumavam-no também.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Toninho imita canto de pássaro (putux xanot) que canta andando à noite. Ele não viu, mas o pai dele contou.
Final da história que está no arquivo <mx_rj_vid_20150424_04>. É a história sobre o antepassado que seguiu os Kotkuphi na estrada.
José Ricardo Jamal JúniorZé Antoninho conta em português a história contada por Toninho no arquivo <mx_rj_vid_20150424_01>. É a história se refere ao tempo em que os homens saiam para temporadas longas de caça e as mulheres ficavam sozinhas na aldeia e cuidavam do kuxex. Arrumavam e cantavam a música de Kotkuphi, história de mutum, tuim. Quando acaba o canto, Kotkuphi vem, o espírito, ficar na porta da casa que as mulheres tinham feito pra ele. Aí ele gritou e as mulheres saem correndo para suas casas. Os Kotkuphi trazem os bichos que mataram, caçaram.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Já no início Zé Antoninho começa falando sobre a ordem da sequência de cantos, um pouco em Maxakali, um pouco em Português. Toninho também comenta. Estamos revisando as anotações para saber quais cantos que já foram transcritos.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
5’10’’ – Toninho explica que quando os assobios acontecem no fim de uma sequência de cantos, é porque acabou aquela sequência. Outra vai começar.
6’00’’ – Toninho pede para colocar fotos de bolsas/artesanato na internet para tentar vender as coisas que trouxeram.
6’54’’ – Toninho explica que o Kotkuphi que está cantando é kokuphi pahok, Kotkuphi cego.
11’50’’ – Zé Antoninho mostra que está fazendo um índice dos cantos que estavam sendo transcritos. Ricardo Jamal comenta sobre o que é um índice, uma tabela.
Trabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: Toninho começa a contar história na praça, mas a chuva atrapalha e a gravação para. Há vento na gravação.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Toninho conta história do casal que encontrou Kotkuphi na estrada. Kotkuphi ficou bravo e matou o antepassado e a esposa do antepassado.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Toninho e Zé Antoninho escrevem cantos ao mesmo tempo.
1’35’’ – Toninho canta para ver se está certo, conferindo com a escrita.
2’10’’ – Toninho explica que kuyõg é macaquinho. Fala, em seguida, da ordem na qual os bichos aparecem na sequência de cantos. Zé Antoninho tenta explicar qual bicho é. É algum que já viram no zoológico. Tentamos identificar procurando imagens na internet. Por fim, parece ser o “macaco barrigudo”. Vemos rapidamente fotos de outros macacos.
14’00’’ – Toninho pede para ver fotos de passarinhos na internet.
Trabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
História do Kotkuphi que matou o antepassado e a esposa do antepassado, amarrando a mulher por cima do macaco que ele já tinha matado e havia amarrado na cintura.
Explicação de que quando Kotkuphi faz “ueeee”, ele está chorando. Kotkuphi chora diferente das pessoas.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Toninho traduz o canto de Kotkuphi “xokyãm xex yõg ãmot xeka kunat”. Algo como “lagartixa está brincando, coçando, na areia”.
Toninho traduz o canto de Kotkuphi “xokyãm xex yõg ãmot xekaxop kunat”.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: visionagem do material gravado na viagem de campo à Aldeia Maravilha ocorrida em outubro de 2014 . No material que assistem, as mulheres cantam dentro do kuxex.
3’17’’ – Toninho explica o contexto, em língua Maxakali. Em 8’40 ele começa a desenhar.
No arquivo <mx_rj_vid_20150424_02>, Zé Antoninho conta em português.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Toninho e Zé Antoninho escrevem cantos ao mesmo tempo. Toninho canta baixinho conferindo o que está escrevendo e, em seguida, vamos conferindo reescutando o canto.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Imagem no início está embaçada (até 3’00’’).
17'30'' – Toninho canta um canto com muitas repetições e ele está se preocupa em escrever todas. Mas sai de cena um pouco depois, cansado com a escrita das repetições.
Trabalho de qualificação de acervo: visionagem do material gravado na viagem de campo à Aldeia Maravilha ocorrida em outubro de 2014 . No material que assistem, os Yãmĩy vêm pegar comida com as mulheres.
Toninho explica que as mulheres tentam dar comida para os Yãmĩy, mas não sempre acertam pra quem têm que dar comida. Por isso as pessoas riem. Há mais Yãmĩy cantando dentro do kuxex. Quando gritam vem outro até o pátio.
15’05’’ – Explicações sobre cada um dos espíritos: Yãmĩy preto, Yãmĩy vermelho (os dois vêm do mato) e iymãgnãg (é o nome do espírito que se refere ao passarinho takxen, não identificado. É ele que vem com um espinho na mão quando as crianças estão brincando no pátio). Quem precisa do Yãmĩy vermelho o chama e ele vem (precisa porque quer escutar o canto dele, dar comida pra ele). O preto vem sozinho, de graça, sem ninguém precisar dele.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorA história parece dizer respeito aos materiais produzidos durante a viagem de campo de outubro de 2014, à Aldeia Maravilha. Nessa ocasião, foram registrados Kotkuphi, Yãmĩy e também pescaria das mulheres e dos homens. A exegese parece conectar esses eventos. Esse arquivo é a explicação em português da história contada por Toninho Maxakali no arquivo <mx_rj_vid_20150425_02>.
Zé Antoninho conta em português a história de Kotkuphi: “Em português é espírito. Quando Kotkuphi quer ir embora para o céu, alguém mandou um recado para um outro espírito, aquele preto [Yãmĩy preto]. Então, homens e mulheres vão pescar para cozinhar peixes para os espíritos. Comem um pouco e deixam um pouco para a religião. À noite dança perto do mimãnãm, no pátio. As mulheres pescam de novo e depois dão para a religião de novo. Tem também Yãmĩyhex, que em português é mulher-espírito. O pajé vai dizer para as mulheres arrumarem comida para a religião. Então as mulheres vão com junto com homens e Yãmĩyhex pescar. Yãmĩyhex vai pescar para a mãe dela. Quando chegar na aldeia, entrega para cada homem, pai dela. Yãmĩyhex tem mãe e pai na aldeia. Antigamente faz assim.”
Trabalho de qualificação de acervo: Toninho conta história em língua Maxakali na praça. Há um pouco de vento na gravação.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
12’53’’ – “Antigamente Kotkuphi matou botocudo e espírito dele está acompanhando Kotkuphi. Então, quem canta é botocudo. Canta diferente”.
15’25’’ – “Primeiro termina canto de Kotkuphi, depois é esse”.
Comentários sobre a pintura que fazem as mulheres e crianças quando Kotkuphi vai se despedir. É um gesto que imita Kotkuphi, que também está se pintando dentro do kuxex.
Notas também sobre as características das pinturas corporais de Yãmĩyhex (como cobra) e de Kotkuphi (como onça).
Toninho conta que quando Kotkuphi vai embora, ele se pinta igual onça. Daí, quando a onça o vê no mato, pensa que ele também é onça e não o ataca. Toninho escreve isso em língua Maxakali. Zé Antoninho traduz depois e também explica que Kotkuphi está se arrumando para ir embora, como branco quando vai viajar para outra cidade. Então, ele se pinta. A pintura é como nossa roupa. Tinta vermelha é igual camisa vermelha.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
7’15’’ – Toninho canta mostrando o canto que está escrevendo.
14’55’’ – Toninho explica que na gravação estão trocando a ordem das frases do canto. O correto seria cantar primeiro “paxot” (macuco) e depois “xaxip” (mutum), mas estão cantando na ordem inversa.
20’00’’ – Toninho explica alguma coisa sobre a direção da ordem das sequências de cantos. Kotkuphi começa cantando “descendo” e depois canta “subindo”. Ao que parece, canta-se a sequência no sentido do começo ao fim para depois cantá-la do fim ao começo. Pode ser que isso tenha à ver com o movimento de Kotkuphi que quando vai embora “sobe”.
22’00’’ – Informações sobre cantos que são de “outra aldeia”.
Trabalho de qualificação de acervo: visionagem do material gravado na viagem de campo à Aldeia Maravilha ocorrida em outubro de 2014 . No material que assistem, as mulheres erguem suas varinhas com presentes, do lado de fora do kuxex, para trocar com as flechas confeccionadas por Kotkuphi. Enquanto isso Kotkuphi está cantando também.
Toninho explica que as mulheres estão reunidas fora do kuxex e os homens lá dentro, junto com Kotkuphi.
3’25’’ – Toninho explica que os presentes feitos pelas mulheres e crianças são miçangas, dinheiro, boneco, brinquedo... qualquer coisa. Kotkuphi vai gostar de algum e vai pegar a vara de cada uma delas. Quando termina o canto, as varinhas e as flechas são destrocadas. Antigamente as mulheres davam era goma de mandioca. A goma era guardada dentro do kuxex. Quando achavam carne, caça, fazia-se beiju que era distribuído para todos que participavam.
17’18’’ – Toninho diz que Kotkuphi era coisa muito séria. Ele conta uma história que seu pai lhe ensinou. É a história de Kotkuphi que queria ir embora. Mas o mõnãyxop, antepassado, foi olhar sua armadilha enquanto Kotkuphi se arrumava para ir embora. Mas o mõnãyxop demorou a voltar e acabou sentindo o cheiro de urucum dos Kotkuphi. Foi atrás querendo caçar para seus filhos comerem. Econtrou os Kotkuphi na estrada, que assobiaram bravos para que ele fosse embora, voltasse para a aldeia. O Kotkuphi que era Kotkuphi dele ficou um pouco com ele e também tentou convencê-lo a voltar, mas ele não quis. O Kotkuphi dele saiu brevemente para caçar. Nesse ínterim, os outros voltaram e mataram o antepassado e comeram-no. Quando o Kotkuphi que havia saído voltou, não encontrou o antepassado, mas viu o osso da coxa dele. Colocou no fogo até estourar e o antepassado viveu de novo. A história se repetiu e os Kotkuphi comeram-no novamente, mas sobrou o osso da falange do meio do dedinho da mão. Após Kotkuphi procurar no meio de vários ossos de bichos queimados, achou o osso da falange do antepassado. Colocou de novo no fogo até pocar. Saiu o antepassado de novo, mas não era igual, ele estava amarelo. Seu Kotkuphi o levou para ficar onde ficam os Kotkuphi. Ofereceram-no amendoim, mas ele não queria. “Porque você não come?”, perguntou o Kotkuphi. Mas o antepassado estava com saudade dos filhos. Então, Kotkuphi o ajudou a chegar de volta na aldeia, por um atalho.
Trabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Quando chega comida no kuxex, Kotkuphi grita. É como quando os brancos dizem “obrigado”.
Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
Apresenta um processo de escuta dos cantos com Toninho escrevendo um dos cantos. Ele também vai dando indicações de que um canto acaba, está começando outro, pede para ouvir novamente um canto específico.
11’51’’ – Zé Antoninho começa a escrever um pouco e, em seguida, canta o que está escrevendo.
25’45’’ – Toninho volta a escrever.
Trabalho de qualificação de acervo: tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorTrabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
José Ricardo Jamal JúniorQualificação de acervo: escuta das gravações antigas do acervo do MI.
O que estão ouvindo aqui é a história da leão, contada por Dominguinhos, no arquivo <AVESON 198 Lado A>.
18’20’’ – Toninho conta a história do antepassado que foi buscar mel. Sobrou um pouco. Ele teve sede e seguiu o caminho da anta, por onde ela passava para tomar água. Ele pendurou sua bolsa em um galho de árvore e pisou nas raízes da árvore para tomar água. Então, o leão saiu e pegou a cabeça dele e entrou no rio. O pai e a esposa do antepassado esperavam, mas ele não chegava. Então, no dia seguinte, os familiares foram procurá-lo, para saber o que tinha acontecido, se algum bicho tinha pegado ele. Acharam, por fim a bolsa com mel. O pai do rapaz morto mandou outras pessoas procurarem o cocô do leão com os restos do filho. Acharam o calcanhar. Ele colocou o osso no fogo e passou por pilão. O pó foi colocado em uma flecha, na ponta e no encaixe da ponta. O pai guardou em uma bananeira perto de casa. Durante a noite, o filho morto jogou a flecha no chão. No dia seguinte, ele deu a flecha para alguém que não achou o leão. Depois ele mandou o cunhado que andava direto com o filho morto. O leão havia brigado com a esposa dele, perto do rio. O cunhado achou o leão e flecou. O bicho caiu dentro do rio. Então, o antepassado tirou um pau grande e tateou a água até achar o leão morto. O pai do rapaz morto desceu pelo pau até dentro da água e pegou o leão morto. Levou o bicho para a aldeia tirou o couro e repartiu a carne entre todas as pessoas, que comeram.
Leão urrando dentro da jaula, no zoológico de Belo Horizonte. Leoa dentro da jaula andando.
José Ricardo Jamal JúniorMõgmõka xeka, Harpia, no zoológico de Belo Horizonte, cantando porque um homem está dentro do seu viveiro.
José Ricardo Jamal JúniorQualificação de acervo: escuta das gravações antigas do acervo do MI.
O que estão ouvindo aqui é a história do leão, contada por Dominguinhos, no arquivo <AVESON 198 Lado A>.
A história contada no fim da gravação é mesmo da onça pelada, contada por Nicolau, mas está cortada, não está completa. Toninho conta um pouco adiante: Antepassado foi pegar taquara para fazer ponta de flecha, mas ao voltar para a aldeia não repartiu entre as pessoas. Outro antepassado viu e, no dia seguinte, conversou com sua esposa para irem tirar taquara para eles, pois ficaram sem. Então, foram e ao voltar, anoiteceu. Instalaram-se à beira da estrada. Acenderam fogo, deitaram e dormira. Aí veio a onça pelada e tirou a cabeça da mulher e comeu. O antepassado acordou em seguida, ouvindo a onça pelada comer alguma coisa, e quis acordar a mulher para ouvir também. Balançou a mulher, mas ela estava morta, sem a cabeça. O antepassado a colocou dentro da sua bolsa e amarrou forte no alto de uma árvore. O inmõxã veio e foi deixando o sangue que pingava encher a sua boca. Então, engolia. Ao tentar encher uma segunda vez sua boca, o antepassado flechou-o dentro da boca. O antepassado enterrou a esposa e depois queimou inmõxã. É preciso queimar para acabar tudo. Onça pelada é inxox kaxax. É sempre algum bicho que vira, à noite: porco, cachorro, carneiro.
Gilmar Maxakali falando.
Marilton MaxakaliO porco está amarrado em um pau. Mozart e Maciel o carregam assim. Anatório caminha atrás com Laurindo (de calça azul) e um outro rapaz.
Josemar MaxakaliPanorama das pessoas ocupando o pátio.
Josemar MaxakaliHomens capinam a margem do caminho que dá acesso ao pátio e ao kuxex.
Josemar MaxakaliDois rapazes voltam do rio para a estrada, de bicicleta.
Josemar MaxakaliPorco está sendo arrastado para perto do kuxex. Bruno filma. Pacari Pataxó também registra.
Josemar MaxakaliMeninos almoçando usando as tampas das panelas.
Josemar MaxakaliRoberto Romero fala palavras que está aprendendo em Língua Maxakali. A cena é em frente à casa de Marquinhos Maxakali. Bruno Vasconcelos também aparece.
Josemar MaxakaliArnalda descasca mandioca.
Josemar MaxakaliMenina lavando pratos. Marciano Maxakali, filho de Marquinho, a ajuda.
Josemar MaxakaliCrianças levando cadeiras para o kuxex, que estpa sendo reformado com capim.
Josemar MaxakaliChegam na estrada com o porco. Colocam o bicho dentro do carrinho de mão. Maciel empurra o carrinho aldeia acima.
Josemar MaxakaliMulher continua o preparo do kotpex, recheando-o.
Marilton MaxakaliMoças comem e falam para a câmera que está gostoso.
Josemar MaxakaliTrabalho de qualificação de acervo em Belo Horizonte. Visionagem e escuta dos materiais gravados durante o encontro de pajés ocorrido durante o trabalho de campo de Fevereiro de 2014, na T.I. Pradinho.
José Ricardo Jamal JúniorAnatório sai da aldeia, chegando na estrada. Josemar Maxakali o pergunta onde está indo. Conversam um pouco.
Josemar MaxakaliMulheres carregando panela com suco. Em seguida, outras preparam o kotpex com a mandioca que já está ralada e com folhas de bananeira.
Marilton MaxakaliDalvina Maxakali e Bilza Maxakali preparam comida. Anatório está próximo. Zé Ilton pela o porco, que teve a pele sapecada com capim e fogo.
Josemar MaxakaliCanto coletivo kotkuphi
Choro de kotkuphi
Varinhas batendo na parede do kuxex
Crianças participam de “auê” com os parentes pataxó à noite, em frente à casa do cacique da Aldeia Vila Nova Guigui Maxakali. Bruno filma e Leonardo grava o áudio.
Josemar MaxakaliQualificação de acervo: escuta das gravações antigas do acervo do MI.
O que estão ouvindo aqui é a história da leão, contada por Dominguinhos, no arquivo <AVESON 198 Lado A>.
Dominguinhos é pai da mãe de Geró (Rosária, Rosário ou Rosalina), que mora na Aldeia Cachoeirinha, em Topázio, MG.
Antônio é bisavô de Toninho. Toninho é filho de José Antoninho, que é filho de Antoninho, que é filho de Capitão Antônio. Antônio é o que está contando a história.
A história contada no fim da gravação é mesmo da onça pelada, contada por Nicolau, mas está cortada, não está completa.
Pacari, Iena e Vandiclea Pataxó cantam em palmas junto com Roberto Romero cantos de capoeira.
Josemar MaxakaliCrianças participam de “auê” com os parentes pataxó à noite, em frente à casa do cacique da Aldeia Vila Nova Guigui Maxakali. Tocam chocalhos e dançam em roda em volta do fogueira. Bruno filma e Leonardo grava o áudio.
Josemar MaxakaliCanto solo de kotkuphi
José Antoninho MaxakaliCanto coletivo kotkuphi
Choro de kotkuphi
Varinhas batendo na parede do kuxex
Grito coletivo de Yãmĩy e vocalização coletiva de dentro do kuxex
José Antoninho MaxakaliGrito coletivo de Yãmĩy e vocalização coletiva de dentro do kuxex
José Antoninho MaxakaliGuigui fala ao microfone. Gilmar e Joviel também. Valdinei Maxakali aparece filmando.
Josemar MaxakaliCanto solo sequencial
Marilton MaxakaliCanto.
Josemar MaxakaliGuigui convida os parentes pataxó a se apresentarem cantando. Eles o fazem, com a participação de alguns Maxakali.
Josemar MaxakaliCanto começa. Mulheres cantam e dançam ao redor dos cantores.
Josemar MaxakaliTrabalho de qualificação de acervo em Belo Horizonte. Visionagem e escuta dos materiais gravados durante o encontro de pajés ocorrido durante o trabalho de campo de Fevereiro de 2014, na T.I. Pradinho.
Marilton assiste a história que Israel Maxakali conta no arquivo <mx_rj_vid_20150414_02>. Marilton diz que não entende bem o que ele diz, porque ele está falando coisas na língua do antepassado. Mesmo assim, traduz um pouco.
Ao fundo, ouve-se os apitos pataxó que Josemar está escutando em outro computador.
Toninho Maxakali e Guigui Maxakali fala ao microfone. Toninho Maxakali canta solo um longo canto. Em seguida Guigui retoma a fala (00:05:12). Outros cantam: Manoel Damásio (00:10:10), Joviel (00:14:20), Guigui (00:17:05).
Josemar MaxakaliChoro coletivo de kotkuphi
José Antoninho MaxakaliMaciel Maxakali bate no porco. O animal tenta fugir, mas é arrastado por Mozart Maxakali. Eles param um pouco.
Josemar MaxakaliMulher serve comida em uma panela.
Josemar MaxakaliO porco finalmente chega próximo ao kuxex.
Josemar MaxakaliMenina lavando pratos.
Josemar MaxakaliMulheres estão do lado de fora do kuxex, na sombra. Algumas descem a rua da aldeia.
Josemar MaxakaliArnalda e Bilza Maxakali descem em direção a cozinha carregando saco de mandioca na cabeça.
Josemar MaxakaliCrianças almoçam e falam para a câmera e entre si.
Josemar MaxakaliArnalda Maxakali dz que cozinharão mandioca com carne para todos comerem juntos.
Josemar MaxakaliMaciel Maxakali e Mozart Maxakali (de azul) carregam o porco para fora do chiqueiro. O porco grita.
Josemar MaxakaliCrianças participam de “auê” com os parentes pataxó à noite, em frente à casa do cacique da Aldeia Vila Nova Guigui Maxakali.
Josemar MaxakaliGrito coletivo de Yãmĩy e vocalização coletiva de dentro do kuxex
José Antoninho MaxakaliArnalda e Bilza Maxakali chegam perto da cozinha e tiram a mandioca do saco.
Josemar MaxakaliAs pessoas estão se servindo o almoço.
Josemar MaxakaliArnalda maxakali almoça dizendo que está comendo carne de porco. Várias pessoas estão almoçando.
Marilton MaxakaliArnalda e Manoel Damásio almoçam e falam para a câmera.
Josemar MaxakaliCanto solo sequencial
José Antoninho Maxakali