Na foto vemos tucum já tingido com mangarataia. Mangarataia é uma raiz. Depois socar as raízes na panela e misturar com fixador, é levado ao fogo para ferver. Em seguida é colocado tucum branca na panela, e deixar ferver por uns minutos, até pegar ficar no ponto de tirar da panela. Enquanto isso as mulheres vão mexendo sempre para poder pegar a cor amarela.
Sans titreRio Negro
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As pessoas da comunidade todos indo em fileira para centro comunitário. Todos estão com algo nas mãos de crianças aos mais velhos. No dabucurí eles levam para oferecer peixes, caças, frutas diversos, farinha, beiju, curada, tapioca, caxiri e outros.
Sans titreNa foto estão tocando japurutu e dançando, o Senhor Paulino e Bibiana, Ilda e Messias. Atrás outras pessoas da comunidade vão deixando no meio as coisas que estão oferecendo as professores.
Sans titreA foto vemos um aturá com Feixe de maniva, que estão na beira da roça, que vai ser plantada.
Sans titreUma roça recém queimada, que já está plantada. A dona da roça no meio, quebrando manivas.
Sans titreNa foto vemos uma enorme panela no fogo. Dentro da panela está o líquido tirado da mandioca, o preparo leva muito tempo para poder ficar pronto, que chamamos de “tucupi”, que é nosso único tempero, que colocamos no peixe.
Sans titreDona Aparecida seguindo seu esposo na trilha, e sua filhinha atrás dela.
Sans titreDepois de um longo processo de fazer o beiju, usando toda sabedoria do “fazer”, enfim está pronto o beiju para fazer caxiri.
Sans titreA Dona Lúcia em seu quintal moqueando (defumando) pedaços de surubim (pintada), debaixo de açaizeiros.
Sans titreNa imagem vemos várias panelas de caribé (beiju fervido), mingau (farinha fervida), mingau com goma, mingau de abacaxi. Na comunidade sempre há momentos de compartilhar comida com demais parentes nos centros comunitários. Que chamamos de caribé, onde levamos nossa comida para comer juntos.
Sans titreCanoa sendo carregada por vários homens para ultrapassar pedras da cachoeira. Registro da dificuldade para se chegar à Ucuqui-Cachoeira, depois de muitos dias de viagem.
Sans titreA casa de Pimenta Baniwa tem várias unidades na bacia do Içana, sendo uma delas na comunidade de Ucuqui.
Sans titreA maloca é onde se realizam as refeições coletivas ao longo da semana e também todas as reuniões, cerimônias e festas coletivas de toda a comunidade.
Sans titreApresentação de 11 espécies diferentes de pimentas cultivadas na roça da D. Dulcila Fontes. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Sans titreNádma apresenta o tuberculo do cará na sua roça, ao lado do pé de cará. Além das manivas e pimentas que constituem os principais cultivos de roça, as mulheres de Ucuqui apresentam grande diversidade de plantio.
Sans titreVerônica a caminho de sua roça navegando com canoa e motor de polpa para chegar até a sua roça. Navegar pelo igarapé é uma rotina das mulheres.
Sans titreD. Carmem apresenta as manivas com seus nomes em baniwa. Falou sobre o cuidado que tem com suas manivas e plantas que tem na roça. Contou a história do Kaali o dono da roça, segundo nossas narrativas, dizendo que para agradar o dono da roça, precisa fazer caxirí e assim ter sempre mandioca na roça. As manivas são o principal cultivo da roça e as mandiocas, suas raízes, são a base do consumo alimentar da comunidade.
Sans titreA caminho da roça, uma mulher carrega seu mingau de cubiu. Quando a mulher vai para roça sempre leva algo para seus filhos. Aqui a mulher levou mingau de cubío, uma fruta comum que tem nas roças
Sans titreLúcia exibe suas manivas na roça. Na roça sempre há enormes diversidade e variedade de manivas cultivadas pelas mulheres da comunidade.
Sans titreDepois de visitar todas as roças da comunidade, reunimos todas as mulheres na maloca para um compartilhamento de sementes, cultivos, histórias e saberes. Nessa foto, Lorena, Francineia e Júlia, componentes da equipe, integram a roda.
Sans titreDona Carol e Arcélia peneiram as cinzas.
Sans titreRegistros de técnicas e processos de modelagem após a subida inicial das peças de cerâmicas. A jovem Francy Silva ensinando às meninas Baniwa como moldar a cerâmica.
Sans titreNa foto a Madalena faz teste no korawali (apito) para ver se está soando bem.
Sans titreJovem garota baniwa lustra pequeno prato de cerâmica.
Sans titreDona Maria Brazão lustrando seu prato, e fazendo acabamento e polindo seu prato para ficar brilhoso, usando caroço de inajá na finalização
Sans titreRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Diferentes tipos e cores de tinta para pintar os padrões das cerâmicas.
Sans titreRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Peças que vão ser pintadas e os matérias que vão ser usado nesse processo de pintura.
Sans titreFrancy Baniwa na oficina de audiovisual ensinando à algumas crianças da comunidade a operar a câmera.
Sans titreDona Cristina com gancho e tucum na mão e Graciela passando no meio a uma roça de capoeira.
Sans titreDona Graziela Fontes tirando tucum do talo cheio de espinhos.
Sans titreNessa imagem as mulheres depois de tirar tucum, estavam no meio da roça aguardando as demais mulheres.
Sans titreTucum já puxado e suas folhas no chão.
Sans titreA Dona Graciela lavando seus tucuns e suas filhas perto dela tomando banho, sempre perto para aprender.
Sans titreNa imagem vemos o trabalho coletivo entre as mulheres e crianças da comunidade, para puxar seus feixes de tucum.
Sans titreNesta imagem as mulheres estão caminhando em meio às manivas chegando na roça.
Sans titreNa imagem pudemos ver as mulheres arrancando mandioca na roça. Usando suas técnicas milenares, do cuidar das manivas, de como deve ser feito, sempre usando métodos próprio. Fazendo fogo, capinando e fazendo replantio novamente.
Sans titreÀ direita é a Dona Graciela, Cristina, Nilda e sua prima. As mulheres descansam numa grande árvore que estava no meio da roça. Depois de muito tempo de cultivo de mandioca, hoje só tem batatas doce.
Sans titreNessa imagem vemos a Dona Cristina em sua roça, e seu aturá perto. Nesse momento ela fala de todas as maniwa que ela tem na roça, com seus respectivos nomes.
Sans titreNa imagem vemos flores de uma maniva e algumas frutas. O registro foi feito na roça da Dona Cristina Camico, durante visita à sua roça, na qual fizemos muitos registros sobre diversidade de maniva que ela planta em sua roça, os nomes todos em Baniwa.
Sans titreTrecho de canoa no Rio Negro, Ozimar Araújo, Airton.
Sans titreRio Negro
Índios em canoa no Rio Negro
Rio Negro e canal
Homens na lancha Lobo de Almada subindo o rio Negro
Na imagem eu (Francineia Fontes) estava ajudando outros alunos a queimarem a roça da escola. Durante a queimada tivemos o remo de Arú (sapo) que estava com Dona Bidoca com que fez gesto como se estivesse remando, para chamar o vento e dando um grito em forma de cântico.
Sans titreNa foto percebemos o momento de “wayuri ou trabalho coletivo”, entre os alunos da escola. As crianças desde pequeno aprendem com os pais a valorizar os conhecimentos.
Sans titreAs crianças raspando mandioca, usando suas facas para raspar com todo cuidado e sabedoria. Deixando as mandiocas raspadas em cima da folha de bananeira.
Sans titreNa foto está a Dona Natália, ela é artesã profissional. Umas das mulheres ativa na produção de bolsas batidas, feito com tudo novelo.
Sans titreNa imagem percebemos duas peneiras de beiju. Vemos a mulher usando sua sabedoria para colocar beiju um em cima do outro sem estragar, com todo cuidado vai colocando por cima.
Sans titreNa foto aparece a professora Alzira Castro, sentada enchendo o tipiti e ela vai colocando a massa dentro. Usando folhas de açaí para deixar tipiti sentar e pisar com pé, usando técnicas tradicionais do uso.
Sans titreA Dona Bibiana sentada em seu quintal. Onde por longo tempo ouvimos várias narrativas sobre roça, sobre narrativas antigas, depois ela cantou um cântico feminino “beno beno” cantada na língua baniwa.
Sans titreOficina de registro realizada em outubro de 2019. Na foto aparece Dona Bidoca Castro sentada no rio, peneirando saúvas. Essa técnica é usado para tirar todas as parte da saúva, para poder ficar somente as cabeças, que será colocada com pimenta ou tucupi, que será usado como tempero dentro da caldeirada de peixe.
Sans titreNa foto aparece Dona Natália Martins, indo para sua roça, que fica umas 3 horas descendo o rio e depois subindo um igarapé, até o sítio Uwíwa (fecha).
Sans titreNa foto vemos uma panela no fogo com material dentro. Depois da mistura entre fixador e urucum, é levado ao fogo para ferver. Em seguida é colocado tucum branca na panela, e deixar ferver por uns minutos, até pegar ficar no ponto de tirar da panela. Enquanto isso as mulheres vão mexendo sempre para poder pegar a cor vermelha.
Sans titreNo meio estão as frutas oferecidos pela comunidade. Aparece a Dona Cleomar e sua Nora Laura colocando farinha no balde, e as crianças aparecem do lado também.
Sans titreNa imagem aparece Dona Lúcia Emílio pegando e mostrando as frutinhas de pakúwa katinga (Banana que tem cheiro), a sua casca vai ser usado para tingir tucum e a fruta vai ser comido com beiju.
Sans titreDona Cleomar, com seu aturá cheio de maniva quebradas em pedaços, seu tucum e tomando seu xibé. Os pedaços de manivas estão prontos para serem plantadas na roça que foi queimada.
Sans titreDona Cleomar com seus pedaços de maniva que vão ser usado para continuar plantando a roça recém queimada.
Sans titreUma cesta ( aturá) cheio de frutas: cará e na folha de embaúba estão os cajus, plantadas na roça.
Sans titreEm cima de uma peneira de farinha, tem 03 pedaços de curada (beiju feito com goma).
Sans titreNa foto a Dona Aparecida está descansando. As roças ficam muito longe. Quando voltam da roça trazendo frutas ou mandioca, no meio do caminho sempre tem pedaços de pau caído que serve como pontos estratégico de descanso. Depois disso segue caminhando.
Sans titreRegistro de petroglifos importantes para a cosmologia baniwa. Lugar do surgimento da humanidade segundo a tradição Baniwa, o lugar chamado Wapui-Cachoeira.
Sans titreInício das atividades de registro sobre o conhecimento das mulheres baniwa sobre as plantas. D. Felícia replanta pé de pimenta na sua roça
Sans titreA Mujéca é o prato mais comum no dia-a-dia: mistura-se o peixe cozido com goma numa panela para aumentar o rendimento. Come-se sempre com bastante pimenta. Comida consumida no cotidiano da comunidade: mujeca, peixe cozido e pimenta.
Sans titreRegistro do cotidiano da comunidade de Ucuqui Cachoeira. Nesse momento ouvimos várias narrativas sobre a roça e D. Maria come mujeca em sua casa, umas das anciãs mais velha da comunidade.
Sans titreD. Maria e seu filho Paulo seguem para a roça, no caminho da floresta. Domínio dos caminhos na floresta ao redor de Ucuqui
Sans titreCrianças brincam na roça, próximas à colheita do abacaxi. Destaque para uma variedade grande de abacaxi, que já havia sido parcialmente comido por um animal na roça.
Sans titreVerônica e família a caminho de sua roça, no motor de polpa. Essa imagem representa as famílias quando vão para roça, arrancar mandioca ou capinar. Vão os pais, filhos e cachorros.
Sans titreVista ampla da roça, com destaque para as manivas. Essa roça é na terra firme, o tamanho da roça é enorme, na roça percebesse q diversidade de manivas, muitas variedades de pimentas e cultivo de outras frutas.
Sans titreDetalhe sobre processamento da mandioca. Do tipiti sai da massa que será que peneirada e torrada para fazer farinha e também a manicuera que pode ser fervida e usada na quinhampira (peixe com pimenta).
Sans titreBacia com cascas queimadas.
Sans titreNa foto aparecem a Francy Silva, Cleonice e uma mulher baniwa juntam as cascas caraípe em seus aturás.
Sans titreCascas de karaipé queimando em uma fogueira.
Sans titreFrancy Baniwa polindo um vaso que era usado no ritual do kaapi, onde os sábios colocavam o chá.
Sans titreVitória e suas duas filhas moldam as cerâmicas juntas
Sans titreVitória moldando as tampas e ensina à sua filhinha as técnicas na prática.
Sans titreUma delas volta com o barro em seu aturá e seu chinelo preso ao mesmo.
Sans titreDona Madalena retirando as peças da fogueira com ajuda de uma vara de motor rabeta, pois o calor é muito forte.
Sans titreDona Carol passando uma resina na cerâmica par ajudar na hora de queimar as peças.
Sans titreDepois de andar nas capoeiras tirando tucum, elas estavam voltando na trilha da roça para casa, com vários cabeças de tucum.
Sans titreNa imagem vemos o feixe de tucum que foi tirado de uma palmeira, que fica nas capoeiras.
Sans titreQuando as mulheres vão para roça, elas sempre tomar xibé, antes de ir para roça. Momento que elas socializam os afazeres para depois.
Sans titreEm uma das atividades que registramos, descobrimos uma riqueza entre cunhadas. À esquerda é a Gorete mãe solteira, à direita sua cunhada Nilda casada com irmão da Gorete. Por sua cunhada ser mãe solteira, a sua cunhada deu para ela metade da roça. Gorete plantou sua roça, o que separa a roça é uma fileira de abacaxi, demarcando parte das duas. Quanta riqueza sobre o cuidado com o outra.
Sans titreDona Cristina processando o tucum.
Sans titreTrecho de canoa no Rio Negro, Brasilino Mendes, Fabricio Fernandes da Silva, Roberto Sanches e Pedro Moraes.
Sans titreMargem do Rio Negro
Vista do alto o Rio Negro