Criança exibe uma pimenta, no meio da roça. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Lorena França ReisRio Negro
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Esses artefatos que são usados pelas mulheres na casa de forno. O círculo é feito de turí (talo de uma árvore), é um molde usado para fazer beiju; vassourinha feito de piaçaba; tarubá feito com pedaço de madeira; abano feito com talos de tucum, usado para virar beiju e outro abano feito com arumã, também para virar beiju, existe dois de tipos de abano; um remo para torrar farinha e por baixo está peneira de farinha.
Francineia Bitencourt FontesRegistro do cotidiano da comunidade de Ucuqui Cachoeira. Os Meninos jogando bola.
Lorena França ReisUma cesta cheia de frutas tirada da roça. Na ida a roça sempre trazem variedade de frutas para casa que são: banana, e dois tipos de batatas
Lorena França ReisO Senhor Antônio Almeida está benzendo kariamã da Helena, nora da Cleomar. Depois do nascimento do seu filho, era hora de benzer para ela e o beber poderem tomar banho no rio. Protegendo seus corpos dos seres invisíveis.
Lorena França ReisA Laura Martins com seu aturá segui a trilha que vai levá-lo até sua roça que fica em umas das serras. O caminho é longo.
Lorena França ReisDona Aparecida seguindo seu esposo na trilha, e sua filhinha atrás dela.
Lorena França ReisVerônica e família a caminho de sua roça, no motor de polpa. Essa imagem representa as famílias quando vão para roça, arrancar mandioca ou capinar. Vão os pais, filhos e cachorros.
Francineia Bitencourt FontesNa imagem aparece Aparecida Batista e seu esposo Jaime Chaves segurando motor rabeta, indo para roça que fica umas 2 horas descendo no rio. Se deslocando da comunidade às suas roças que ficam em seus sítios, é uma rotina das famílias indígenas do rio Içana.
Lorena França ReisNa foto aparece Dona Natália Martins, indo para sua roça, que fica umas 3 horas descendo o rio e depois subindo um igarapé, até o sítio Uwíwa (fecha).
Lorena França ReisA casa de Pimenta Baniwa tem várias unidades na bacia do Içana, sendo uma delas na comunidade de Ucuqui.
Lorena França ReisChegando no sítio Típuku, a Laura Martins sai com seus aturás nas costas, indo em direção do caminho da roça.
Lorena França ReisUma delas volta com o barro em seu aturá e seu chinelo preso ao mesmo.
Julia Bernstein BarretoTrês meninas recolhem um barro mais avermelhado no igarapé.
Ceci Penido da CunhaNa imagem vemos a Jovem Josiane Mandú subindo numa árvore para poder tirar tucum. Algumas árvores, servem de apoio para pode tirar a matéria-prima. Pois pé de tucum é muito espinhosa, por isso é tirado com um gancho feito com uma vara bem cumprida.
Francineia Bitencourt FontesNa imagem a Dona Virgília Almeida está com seu feixe de tucum na cabeça, no meio da floresta, juntamente com as outras mulheres.
Lorena França ReisFrancy da Silva e Dona Carol retiram barro de um buraco perto do rio.
Julia Bernstein BarretoMulher baniwa da comunidade de Santa Isabel retirando casca do tronco com facão.
Julia Bernstein BarretoFrancy Silva voltando para casa com seu aturá cheio de cascas de caraípe nas costa.
Ceci Penido da CunhaNa foto aparecem a Francy Silva, Cleonice e uma mulher baniwa juntam as cascas caraípe em seus aturás.
Francineia Bitencourt FontesNa imagem aparece Dona Lúcia Emílio pegando e mostrando as frutinhas de pakúwa katinga (Banana que tem cheiro), a sua casca vai ser usado para tingir tucum e a fruta vai ser comido com beiju.
Lorena França ReisDona Carol e Francy Silva, mestras de cerâmica com seus aturás rumo à extração das cascas de caraípe na floresta.
Julia Bernstein BarretoCrianças brincam na roça, próximas à colheita do abacaxi. Destaque para uma variedade grande de abacaxi, que já havia sido parcialmente comido por um animal na roça.
Lorena França ReisNa foto vemos uma menina, em suas mãos está sua panela colhendo pimenta, perto está seu cachorro. Essa imagem representa todas as crianças indígenas. Vão com as mães para colher frutas e outros afazeres, já aprendendo muitas coisas.
Lorena França ReisNazaré colhe pimentas na roça. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
Lorena França ReisAlgumas frutas são plantadas na roça, tais como pupunha. A Dona aparecida está colhendo frutas de pupunha que tirou na sua roça antiga que já é “kukuera”, onde só tem frutas.
Lorena França ReisNa foto aparece a professora Alzira Castro, sentada enchendo o tipiti e ela vai colocando a massa dentro. Usando folhas de açaí para deixar tipiti sentar e pisar com pé, usando técnicas tradicionais do uso.
Isabel Castro MandúA Mujéca é o prato mais comum no dia-a-dia: mistura-se o peixe cozido com goma numa panela para aumentar o rendimento. Come-se sempre com bastante pimenta. Comida consumida no cotidiano da comunidade: mujeca, peixe cozido e pimenta.
Lorena França ReisD. Maria e seu filho Paulo seguem para a roça, no caminho da floresta. Domínio dos caminhos na floresta ao redor de Ucuqui
Lorena França ReisDurante a retirado de tucum. Quando passamos por uma roça a Dona Graciela com seu ganho no ombro e terçado na mão, nos mostra remédio que tem na roça, falando sobre a planta e seus processos de cura.
Francineia Bitencourt FontesDepois de visitar todas as roças da comunidade, reunimos todas as mulheres na maloca para um compartilhamento de sementes, cultivos, histórias e saberes. Nessa foto, Francineia apresenta os objetivos do encontro.
Ceci Penido da CunhaDepois de visitar todas as roças da comunidade, reunimos todas as mulheres na maloca para um compartilhamento de sementes, cultivos, histórias e saberes. Nessa foto, Lorena, Francineia e Júlia, componentes da equipe, integram a roda.
Ceci Penido da CunhaEncabeçando a dança o Sr. Gracindo e sua esposa Íris e os demais atrás, dançando alegremente para festejar os dias dos professores, praticando as danças nossas.
Lorena França ReisRegistro do cotidiano e das principais atividades: mulheres juntas estão sentadas numa roça que acabou de ser derrubada que é na terra firme. Essa roça foi derrubada por meu pai, Francisco. As demais mulheres estavam sentadas e minha mãe plantando caroço de tucumã.
Lorena França ReisRegistro do cotidiano da roça. Dona Isaura na sua roça de abacaxis, na qual falou sobre o seus cultivos, variedades de manivas, tipos de abacxi e outras frutas. Falando sobre o cuidado que deve ter com a roça.
Julia Bernstein BarretoNa imagem vemos várias panelas de caribé (beiju fervido), mingau (farinha fervida), mingau com goma, mingau de abacaxi. Na comunidade sempre há momentos de compartilhar comida com demais parentes nos centros comunitários. Que chamamos de caribé, onde levamos nossa comida para comer juntos.
Lorena França ReisAs mulheres cultivam diferentes plantas na roça, para além das manivas e das pimentas. Essa pequena amostra contém 10 espécies distintas cultivadas em Ucuqui, sendo a maioria para alimentação.
Lorena França ReisD. Carmem apresenta as manivas com seus nomes em baniwa. Falou sobre o cuidado que tem com suas manivas e plantas que tem na roça. Contou a história do Kaali o dono da roça, segundo nossas narrativas, dizendo que para agradar o dono da roça, precisa fazer caxirí e assim ter sempre mandioca na roça. As manivas são o principal cultivo da roça e as mandiocas, suas raízes, são a base do consumo alimentar da comunidade.
Julia Bernstein BarretoDona Lúcia, limpando peixes para cozinhar e outros para moquear, na foto temos peixes variados que são: tucunaré amarelo, tucunaré surubiana, aracú pinima, aracú dumé e aracá raio.
Ceci Penido da CunhaNessa imagem vemos a Dona Cristina em sua roça, e seu aturá perto. Nesse momento ela fala de todas as maniwa que ela tem na roça, com seus respectivos nomes.
Ceci Penido da CunhaNa imagem vemos uma senhora com sua lenha na cabeça. Essa imagem representa todas as mulheres baniwa. Quando voltam para casa, elas sempre levam lenha para casa, pois com ela cozinham, defumam peixe ou caça. Lenha é o gás dos indígenas
Ceci Penido da CunhaEliezer e Nazaré seguem para a roça com seus filhos pequenos, na canoa. Para chegar à roça, as famílias frequentemente precisam se deslocar de canoa, com ou sem motor.
Lorena França ReisNo dia 15 de outubro, dia dos professores, teve uma festa tradicional para professores, e na qual nós também fomos homenageado pela comunidade. Na foto está o Senhor Paulino e Senhor Messias soprando o instrumento de Japurutu e outros homens atrás tocando instrumento de mawáku.
Julia Bernstein BarretoAs pessoas da comunidade todos indo em fileira para centro comunitário. Todos estão com algo nas mãos de crianças aos mais velhos. No dabucurí eles levam para oferecer peixes, caças, frutas diversos, farinha, beiju, curada, tapioca, caxiri e outros.
Lorena França ReisNa foto estão tocando japurutu e dançando, o Senhor Paulino e Bibiana, Ilda e Messias. Atrás outras pessoas da comunidade vão deixando no meio as coisas que estão oferecendo as professores.
Lorena França ReisNo meio estão as frutas oferecidos pela comunidade. Aparece a Dona Cleomar e sua Nora Laura colocando farinha no balde, e as crianças aparecem do lado também.
Lorena França ReisNa imagem vemos flores de uma maniva e algumas frutas. O registro foi feito na roça da Dona Cristina Camico, durante visita à sua roça, na qual fizemos muitos registros sobre diversidade de maniva que ela planta em sua roça, os nomes todos em Baniwa.
Ceci Penido da CunhaNa foto aparece uma aturá (cesta) cheio de frutas variadas, tiradas de diversos lugares. Frutas tirada da roça (banana, abío e pimenta), da floresta ( cupuí -cupuaçu do mato, chumbinho -açaí, umarí), da beira do rio( periquito castanha). Quando vamos para roça sempre há essa variedade de colher frutas diferentes ao longo do caminho percorrido.
Lorena França ReisUma cesta ( aturá) cheio de frutas: cará e na folha de embaúba estão os cajus, plantadas na roça.
Lorena França ReisEm todas as roças, sempre é plantada diversos tipos de frutas, justamente pensando nos filhos e netos. A dona da roça cortou cana e colheu também cubío para fazer salada com pimenta.
Francineia Bitencourt FontesHomens em embarcação subindo o rio Negro registrados pelos pesquisadores da Comissão Rondon
Trecho de canoa no Rio Negro, Brasilino Mendes, Fabricio Fernandes da Silva, Roberto Sanches e Pedro Moraes.
Karolin ObertÍndios em canoa no Rio Negro
Nessa imagem vendo a jovem indígena capinando e ao mesmo tempo seu aturá estava perto cheio de raízes de mandioca. Atrás uma moita de capim. Quando arrancamos mandioca sempre fazemos fogo para limpar a roça e facilita no processo.
Francineia Bitencourt FontesHomens na lancha Lobo de Almada subindo o rio Negro
Na foto a Dona Aparecida está descansando. As roças ficam muito longe. Quando voltam da roça trazendo frutas ou mandioca, no meio do caminho sempre tem pedaços de pau caído que serve como pontos estratégico de descanso. Depois disso segue caminhando.
Lorena França ReisNa foto está a Anny, Fabrício e Bruno levando mandioca no igarapé. Eles lavam e vão colocando dentro do aturá para depois levar nas costas para serem ralados.
Lorena França ReisMargem do Rio Negro
Na foto temos tucum rama, é a matéria-prima de cor natural, depois de lavar e secar, o tucum fica bem branca. Ficando pronto para fazer vários tipos de artesanatos e pode ser fiado para ser novelo.
Lorena França ReisMistura de cinza de caraípe (kawa) com barro (dekai) para fazer a base de cerâmica. Aparece a mão de Dona Arcélia.
Julia Bernstein BarretoDona Carol e Francy Silva peneiram o barro (dekai) para tirar pedras e outros tipos de restos.
Ceci Penido da CunhaQuando as mulheres vão para roça, elas sempre tomar xibé, antes de ir para roça. Momento que elas socializam os afazeres para depois.
Ceci Penido da CunhaNa imagem a jovem Nilda levanta sua pêra (trançado feito com folha de patoá), cesta apropriada para colocar batata na hora de colher a raiz.
Julia Bernstein BarretoNa imagem pudemos ver as mulheres arrancando mandioca na roça. Usando suas técnicas milenares, do cuidar das manivas, de como deve ser feito, sempre usando métodos próprio. Fazendo fogo, capinando e fazendo replantio novamente.
Francineia Bitencourt FontesMulheres exibem produtos variados na foto de encerramento da roda de conversa. Mulheres e plantas cultivadas possuem uma estreita relação para os povos do Rio Negro.
Lorena França ReisAs Jovens mulheres no caminho da roça com suas cabeças de Tucum
Julia Bernstein BarretoNa imagem as mulheres com seus aturás nas costas e cesta em sua cabeça, voltando da roça para casa.
Julia Bernstein BarretoTrecho de canoa no Rio Negro, Ozimar Araújo, Airton.
Karolin ObertNavegando no Rio Negro, segunda canoa na frente, Kleber Sanches, Ozimar Araújo, Brasilino Mendes.
Karolin ObertFrancy Baniwa na oficina de audiovisual ensinando à algumas crianças da comunidade a operar a câmera.
Julia Bernstein BarretoDepois de um longo processo de fazer o beiju, usando toda sabedoria do “fazer”, enfim está pronto o beiju para fazer caxiri.
Lorena França ReisVerônica a caminho de sua roça navegando com canoa e motor de polpa para chegar até a sua roça. Navegar pelo igarapé é uma rotina das mulheres.
Francineia Bitencourt FontesDona Bidoca pintando rosto do Fabrício com karajurú ou Crajirú. Antes de fazer dabucurí todos estavam se pintando para participar da festa.
Julia Bernstein BarretoPlantação de milho na roça da Nadma
Ceci Penido da CunhaDona Cleomar com seus pedaços de maniva que vão ser usado para continuar plantando a roça recém queimada.
Lorena França ReisPosto Indígena de Atração Camanaú vista do rio Negro
Mata derrubada no Posto Indígena de Atração Camanaú próximo ao rio Negro
Na foto vemos que a caixa da água se tornou um artefato, onde as mulheres colocaram a massa de mandioca dentro. Pela quantidade de massa de mandioca a, caixa da água se tornou útil.
Julia Bernstein BarretoA Dona Isabel Castro e Bidoca Castro, estão puxando tucum, usando suas técnicas tradicionais para tirar os fios da folha de tucum.
Julia Bernstein BarretoMomento em que elas estão puxando o tucum para tirar fios da folha. Elas sentam embaixo de jambeiro para fazer o trabalho
Ceci Penido da CunhaDepois de todo processo de puxar tucum. Na foto a Dona Virgília Almeida, posa com seus talos de tucum, que vai ser usado para fazer abano e seus fios de tucum que vão ser lavados.
Francineia Bitencourt FontesDona Cristina Santos puxando fibra de tucum, usando suas habilidades de mestra.
Ceci Penido da CunhaTucum já puxado e suas folhas no chão.
Julia Bernstein BarretoNa imagem vemos o trabalho coletivo entre as mulheres e crianças da comunidade, para puxar seus feixes de tucum.
Sany Camico FontesNa imagem vemos o feixe de tucum que foi tirado de uma palmeira, que fica nas capoeiras.
Sany Camico FontesDona Cristina processando o tucum.
Sany Camico FontesNa foto, aparece uma panela de açaí sendo mexido com cuia yamarú. Depois de ser socado com pedaço de madeira, já está no ponto de fazer o vinho de açaí, coar em seguida e depois tomar xibé de açaí (farinha com açaí).
Lorena França ReisA Dona Bidoca Castro com suas mãos vai amassando as sementes na água. E com as técnicas vai Separando as sementes e vai ficar apenas o líquido que vai ser usado para tingir tucum.
Lorena França ReisNa foto aparece Dona Carol pilando as cascas queimadas para transformá-las em cinza.
Ceci Penido da CunhaDona Carol e Arcélia peneiram as cinzas.
Ceci Penido da CunhaBacia com cascas queimadas.
Ceci Penido da CunhaCascas de karaipé queimando em uma fogueira.
Julia Bernstein BarretoNa foto vemos uma panela com casca de castanheira fervendo. A casca de castanheira serve como fixador.
Lorena França ReisNa imagem aparece as mãos de Dona Lúcia Emílio, que está espocando as frutas de urucum para tirar suas sementes e tingir ramas de tucum.
Ceci Penido da CunhaNa foto vemos tigelas de quinhampira moqueado, algumas com peixe salgado, peixe fresco e beiju sempre está presente na mesa. Cada mulher prepara sua quinhampira do seu jeito para levar e compartilhar no centro comunitário e comer com seus parentes.
Lorena França ReisNa foto percebemos as coisas sendo passado na cachoeira de Tunuí. Tivemos que arrastar o bote e motor, pois a cachoeira estava muito forte, tivemos apoio dos rapazes da comunidade para carregar alimentos e combustível.
Julia Bernstein BarretoA Dona Bibiana sentada em seu quintal. Onde por longo tempo ouvimos várias narrativas sobre roça, sobre narrativas antigas, depois ela cantou um cântico feminino “beno beno” cantada na língua baniwa.
Julia Bernstein BarretoA Dona Bibiana fazendo beiju, sempre usando suas técnicas de fazer. Forno deve está numa temperatura certa para poder dá certo. Sempre usando os saberes tradicionais e usando os artefatos próprios
Julia Bernstein BarretoPela manhã bem cedo. Já estava no fogo, uma panela com peixe salgado. Essa quinhampira (peixe salgado com pimenta e tucupi), estava sendo preparada para levar ao centro comunitário para compartilhar com os parentes na hora do Caribé (café da manhã).
Julia Bernstein BarretoNa imagem percebemos duas peneiras de beiju. Vemos a mulher usando sua sabedoria para colocar beiju um em cima do outro sem estragar, com todo cuidado vai colocando por cima.
Fernanda Olímpio Chaves