Rio de Janeiro
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Os hohori tanto os utilizados como buzinas nas festas como aqueles utilizados como utensílios domésticos, eram pintados com diversos motivos. Este hohori foi pintado, de acordo com Arnaldo Kulina, com os padrões encontrados em um tipo de arraia do rio, butani na língua kulina.
George MagaraiaVanito, da aldeia Ipiranga Velha, com os filhos. Ele está com adereços para dançar o Ahie´e no intervalo do culto em Ipiranga Velha. Na cabeça ele usa um chapéu feito com o miolo da folha do murmuru. Este é o chapéu tradicionalmente usado pelos Kulina em quase todas as festas e rituais. O rosto está pintado com jenipapo. E ele usa uma bandoleira feita de sementes e contas pretas e claras. As crianças também têm o rosto pintado de jenipapo.
Coletivo KulinaKaino, da aldeia Ipiranga Velha, era, à época da foto, pastor e xamã. Nesta ocasião, ele guiava o culto evangélico na aldeia Ipiranga Velha, que reunia famílias de várias aldeias. Ele usa como adereço de cabeça um Tezeme, cocar de penas de arara. Além disso usa uma bandoleira feita de algodão com padrões desenhados e com contas claras e pretas.
Coletivo KulinaO zupinehe Komizi, de Santa Júlia, toca a flauta boborara na mata, narrando a estória de sua origem. Ele afirma que um ser mítico produziu a boborara para chamar os outros madiha (gentes) para festejar em sua aldeia, a mando de seu tamine (chefe).
Coletivo KulinaJoão Onima experimenta a máscara koama que acabou de ser produzida para a festa com os espíritos, o Tokorimekha Ahie´e, que acontecerá na aldeia Santa Júlia à noite.
O koama é usado pelos xamãs kulina para buscar os espíritos para virem cantar e dançar no terreiro da aldeia com as mulheres. Nestas ocasiões, as mulheres aprendem novos cantos e os doentes mais graves são curados pelos espíritos Tokorime.
A máscara Koama torna possível a visibilização dos espíritos no terreiro da aldeia.
A máscara é produzida pelos xamãs ou por familiares de pessoas doentes. Ela é confeccionada a partir do miolo da folha de uma palmeira semelhante ao murmuru. Quando os xamãs vestem a máscara eles são capazes de fazer os espíritos ficarem visíveis para os humanos.
Enquanto João Ikobo limpa com a faca o casco do jabuti (para produzir um instrumento musical chamado teteko) sua mulher, Zupira, tece o algodão para fazer uma rede tradicional kulina, a powi.
Coletivo KulinaJoão Ikobo trabalha no casco do jabuti, Zupira tece sua rede e Benjamim Kulina filma o trabalho e as informações fornecidas por Ikobo e Komizi.
Coletivo KulinaJoão Ikobo limpa o casco do jabuti com uma faca equanto Zupira, sua esposa tece a powi, rede tradicional kulina, se utilizando de um tear manual que ela mesmo produziu.
Coletivo KulinaJoão Ikobo limpa com faca o casco do jabuti sentado em sua cozinha, com rede tradicional sendo tecido em tear ao fundo.
Coletivo KulinaJoão Ikobo trabalha no casco do jabuti, Zupira tece sua rede e João Onima anota em seu caderno as informações fornecidas sobre o instrumento musical por João Ikobo e Komizi: onde deixar o casco para que as formigas acabem de limpá-lo, onde encontrar o breu e os bambus para a flautinha de pã.
Coletivo KulinaManoel Babá, de Apuí, está pintado para o rami. Manoel Babá é um grande especialista na confecção e execução do arco de boca Hihiti. Ele está pintado para preparar o rami, para uma sessão que se desenrolará a noite, e onde ele tocará o Hihiti lindamente.
Felipe Agostini CerqueiraBabá prepara a bebida embaixo de uma mangueira. Coloca o cipó no caldeirão, junto com a folha, para ferver.
Felipe Agostini CerqueiraKubil toca a flauta totore.
Coletivo KulinaKubil, de Santa Júlia, na varanda de sua casa tocando o totore que ele acabara de produzir. Ao lado, um shapoto pequeno velho ainda utilizado para carregar produtos do roçado. Ele conta as estórias associadas a esta flauta.
Coletivo KulinaKaino, filho de Kuma´a, de Ipiranga Velha, veste a braçadeira para mostrar como ela é usada. Foi ele quem forneceu a peça ao Museu do Índio. A braçadeira é confeccionada com algodão tirado dos roçados e fiado pelas mulheres Kulina. A tecelagem é feita com um tear manual produzido no momento da tecelagem, sempre pelas mulheres que são as conhecedoras das técnicas da tecelagem. Esta foi tecida por Kuma´a. A braçadeira é utilizada como adorno em momentos especiais, como grandes e importantes reuniões ou festas que reúnem muitas aldeias.
Coletivo KulinaEste livro narra uma viagem de três meses e meio pelo território dos povos desconhecidos da Amazônia, nas terras altas do Vale do Javari, no Amazonas, na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia. Um dos lugares mais remotos e inexplorados do planeta, próximo às cabeceiras dos rios Itaquaí, Jutaí e Jandiatuba – essa é a terra dos misteriosos "flecheiros", uma tribo raramente vista, índios que se destacam pela destreza no manejo de arco e pelas flechas de ponta envenenada, que não hesitam em disparar contra os intrusos, na defesa de seu território. Os flecheiros são uma das tribos não contatadas, os isolados, que vivem em áreas praticamente inexploradas da floresta amazônica. Não se sabe ao certo quem são, onde estão, quantos são e que línguas falam. São homens invisíveis; Trinta e cinco homens entram na selva à procura dos sinais desse povo desconhecido. O objetivo não é contatá-los, é encontrar as provas de sua existência e mapear o território em que vivem, espremidos pelo avanço da civilização branca. O líder da expedição, o indigenista Sydney Possuelo, sabe que chegar perto dos nativos cria uma situação de perigo para os dois lados. Os isolados vêem os de fora como ameaça - invasores, grileiros, garimpeiros, caçadores - e os mantêm na mira de suas zarabatanas. Possuelo tenta a todo custo evitar o contato, que seria trágico para os índios. Eles têm fama de serem valentes guerreiros e exímios flecheiros, mas não possuem anticorpos contra doenças. De alguma forma, os homens da expedição têm que demonstrar aos isolados que não estão ali para atacá-los e sim para planejar e desenvolver ações que os protejam e garantam o direito deles de permanecer isolados. Enquanto for possível
NOSSA, LeonencioHomens na praia próximos a equipamento na Baía de Guanabara registrados pelos pesquisadores da Comissão Rondon
Homens e meninos de Buaçu com rostos pintados de urucum, violeta gensiana e jenipapo. Todos usam os tradicionais chapéus feitos do miolo do murmuru. Eles estão preparados para o Kokotsi, um ritual em que os participantes trocam chibatadas. Há muitos anos os Kulina não realizam mais este ritual, pois as pessoas saíam muito machucadas e os jovens não estavam mais aguentando, segundo os Kulina. Às vezes eles brincam de fazer o Kokotsi, utilizando o miolo da bananeira como chicote, que, apesar de ser dolorido, é bem menos do que o tradicional chicote de couro de anta.
Coletivo KulinaProvavelmente trata-se de reportagem da mídia portuguesa sobre a questão da violência contra índios. Decupagem: Recortes de jornais/ Depoimento do ministro do interior, Costa Cavalcanti/ Militares com armas marchando/ Continuação da entrevista de Costa Ca
Dani Matis durante o evento Kupixawa, organizado pela etnia Huni Kuï e colaboradores, que ocorreu no Parque Lage - RJ, entre os dias 18 e 27 de julho. Os alunos foram levados no dia 24 de julho à sessão de filmes produzidos pela etnia organizadora, para terem contato com outros cineastas indígenas em ação. Dani conhece o livro “Una Isi Kayawa – Livro da Cura”, lançado durante esse evento do Povo Huni Kui (Kaxinawá) do Rio Jordão.
Carolina LopezDani e Shapu Matis durante o evento Kupixawa, organizado pela etnia Huni Kuï e colaboradores, que ocorreu no Parque Lage - RJ, entre os dias 18 e 27 de julho. Os alunos foram levados no dia 24 de julho à sessão de filmes produzidos pela etnia organizadora, para terem contato com outros cineastas indígenas em ação. Dani conhece o livro “Una Isi Kayawa – Livro da Cura”, lançado durante esse evento do Povo Huni Kui (Kaxinawá) do Rio Jordão.
Carolina LopezDani Matis durante o evento Kupixawa, organizado pela etnia Huni Kuï e colaboradores, que ocorreu no Parque Lage - RJ, entre os dias 18 e 27 de julho. Os alunos foram levados no dia 24 de julho à sessão de filmes produzidos pela etnia organizadora, para terem contato com outros cineastas indígenas em ação. Dani conhece o livro “Una Isi Kayawa – Livro da Cura”, lançado durante esse evento do Povo Huni Kui (Kaxinawá) do Rio Jordão.
Carolina LopezEsta coletânea reúne um conjunto de trabalhos que, através de diferentes focos de análise e de perspectivas teórico-conceituais, se debruça sobre questões da biopolítica contemporânea, sobretudo com foco no Brasil
SANTOS, Ricardo VenturaNós nos pintamos quando tem festa, todas as vezes que celebramos e festejamos. Pintar corpos e coisas os faz se tornarem pessoas e objetos impregnados de cultura. Neste livro, os professores das aldeias Karib do alto Xingu e seus mestres Kuikuro, Kalapalo, Nahukwá e Matipu descrevem e explicam, escrevendo em suas próprias línguas, os motivos da arte gráfica e as matérias-primas do pintar, um saber e uma estética que continuam vivas hoje como há cem anos, como há quinhentos anos
FRANCHETTO, Bruna (org.)Nós nos pintamos quando tem festa, todas as vezes que celebramos e festejamos. Pintar corpos e coisas os faz se tornarem pessoas e objetos impregnados de cultura. Neste livro, os professores das aldeias Karib do alto Xingu e seus mestres Kuikuro, Kalapalo, Nahukwá e Matipu descrevem e explicam, escrevendo em suas próprias línguas, os motivos da arte gráfica e as matérias-primas do pintar, um saber e uma estética que continuam vivas hoje como há cem anos, como há quinhentos anos
FRANCHETTO, Bruna (org.)Este livro reúne cinco ensaios de Marshall Sahlins, escritos originalmente para palestras e conferências, sobre sociedades insulares (Havaí, Fiji, Nova Zelândia) cujas histórias se entrecruzam com a história da Europa. Precedidos por uma extensa introdução de caráter mais teórico, eles referem-se ainda ao limitado pensamento acadêmico ocidental que cria falsas dicotomias entre passado e presente, estrutura e história, indivíduo e sociedade
SAHLINS, Marshall DavidO autor faz um estudo iconológico das representações pictóricas dos índios no decorrer dos séculos XVI e XVII, mostrando a tematização de certas características do discurso europeu sobre os nativos da América. Ao confrontar estas representações com relatos escritos e com a cartografia, o autor aponta para o "descompasso entre os textos e as imagens", observação essa ilustrada de forma bastante criativa no que diz respeito à antropofagia. Um outro aspecto importante do livro reside na abordagem das "mulheres canibais", o que permite ilustrar tanto o impacto do Novo Mundo sobre o pensamento europeu, quanto o impacto desse pensamento sobre as políticas coloniais
RAMINELLI, RonaldReconstitui e analisa as relaçOes estabelecidas entre índios e antropólogos no Ambito do CNPI e nas práticas indigenistas do SPI
FREIRE, Carlos Augusto da RochaOs textos contidos nesta coletânea dão conta de um longo processo de investigação, realização por João Pacheco de Oliveira e pela equipe de pesquisa constituída no Departamento de Antropologia do Museu Nacional ( UFRJ ) de 1985 a 1993, através do qual a dimensão fundiária do problema indígena foi desvendada. As instâncias de poder, o cotidiano da ação administrativa e as estruturas de conhecimento que suportam a prática indigenista em processo de territorialização são submetidas nesses textos à análise antropológica acurada, permitindo não apenas o avanço do conhecimento, mas também a crítica social cientificamente fundada e novos elementos para uma ação técnica consistente
OLIVEIRA, João Pacheco de