Registro da oficina: Haya filma o trabalho de Ulehe
Sans titreProdocult
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Riuta recolhe os peixes com a zagaia. E também Sakire. Vem descendo uma canoa com João Onima e Jurasi Zakade, com o fundo repleto de peixes. Eles também jogam as zagaias e recolhem com peixe. Benjamim narra e comenta.
Sans titreAs canoas vão descendo o igarapé e os homens vão recolhendo os peixes. Chico, filho de Momo, é encontrado sozinho parado sem canoa com os pés no fundo do igarapé. Ele entrega um balde cheio de peixes e depois entra na água, seguindo a correnteza junto com a canoa. Ele mergulha na água.
Sans titreAs canoas continuam descendo. Encontram nas margens homens recolhendo peixes. Hodo, da aldeia Buaçu, está em uma das margens recolhendo peixes em seu balde. Benjamim faz um comentário. As canoas passam por um obstáculo no igarapé: um grande tronco, as pessoas tem que se abaixar para conseguir passar.
Sans titreA menina Tsueni, imersa na lama à margem do igarapé, próxima de sua boca, cata os peixes com a mão e um terçado. Seu irmão mais novo, um pouco abaixo, faz o mesmo. Um menino peladinho pula na marge e com um pedaço de pau leve fisga alguns peixes. A canoa chega na boca do igarapé e famílias inteiras se encontram nas margens catando os peixes com as mãos. Dário (Gato), outros meninos, Eriana, Auzira, Haniha, outros, uns com zagaias outros com as próprias mãos. As outras canoas chegam logo atrás da primeira. As pessoas gritam de excitação.
Sans titreHaniha dentro de canoa fisgando peixes (já recolhidos) enquanto homem joga coisas dentro da canoa.
Sans titreBoca do igarapé cheio de canoas e pessoas, homens, mulheres, meninas e crianças. Todos começam a retornar para a aldeia com as canoas cheias de peixes.
Sans titreVárias canoas e pessoas na praia em frente à Buaçu.
Sans titreMulher grita chamando alguém para buscar peixes. Todos riem. Mulheres chegam com panelas, bacias e latas para pegar os peixes nas canoas.
Sans titreCanoa grande coberta que estava na boca do igarapé chega no porto.
Sans titreMulher preparando peixe em uma bacia na praia.
Sans titreHomens e mulheres preparando peixes na canoa
Sans titreDa praia de Buaçu, vemos os madiha subindo para a aldeia Buaçu com as latas, baldes e bacias de peixes.
Sans titreVídeo foto dos operários do posto de saúde.
Sans titreCanteiro de obras e paredes já levantadas.
Sans titreFilmando a obra por dentro. Um operário observa o filmador, parado.
Sans titreImagem vazia e parada do caminho dos fundos da aldeia.
Sans titreHaniha é surpreendida pelo filmador se banhando no balde da casa. Ela finge que vai jogar água no filmador, que é seu cunhado. Ela está brava.
Sans titreImagem do posto de saúde já com paredes e estrutura de telhados adiantados. Um operário madiha entra no quadro e segue pelo caminho da obra.
Sans titreTambém há um ribeirinho não indígena ajudando na obra. Ele opera uma motoserra no alto da estrutura do telhado.
Sans titrePanorâmica de Buaçu, desde o caminho aos fundos da aldeia até a casa de Raimundo Izui. A aldeia vista do posto de saúde.
Sans titreOs operários levantam mais telhas.
Sans titreOperários madiha tiram o barro do chão da aldeia para levar para o canteiro de obras. Menina madiha observa. Filho de Davi, irmão de Davi, Ore e mais um. Eles brincam que são garimpeiros e estão atrás de ouro.
Sans titreDentro da construção. O irmão de Davi brinca com Zewa. Diz um monte de coisas zoando Zewa.
Sans titreOs operários madiha entram e saem da construção com carrinhos de mão puxando barro.
Sans titreVárias mulheres e moças atravessam o terreiro carregando bacias. João Onima faz uma narração que provoca risos no grupos de moças e mulheres.
Sans titreMulheres, moças e meninas cortam mandioca e colocam na panela para cozinhar o koiza. Muitas estão com o rosto belamente pintado, e muitos colares no pescoço. As mulheres conversam, falam coisas engraçados e riem o riso esganiçado típico das meninas kulina.
Sans titreMulher leva menina para banhar no porto.
Sans titreHomens chegam cantando com shapoto carregados de mandioca para fazer o Koiza. Imagem deles pelas costas, chegando no terreiro da aldeia. Shapotos, tsahes, sacos de linhaça, todos os cestos estão cheios de mandioca. João Onima faz uma narração.
Sans titreKomizi e menino pequeno se aproximam de uma casa. É a casa de uma de suas filhas.
Sans titreHomens, jovens e meninos arrastam o bote para cima.
Sans titreMandioca cozida e amassada no bote com água.
Sans titreJorge e Wacimi consegue carregar a panela mas param porque ele faz uma piada e não se aguenta de rir. Eles carregam duas panelas ao mesmo tempo.
Sans titreMulheres amassando mandioca para o Koiza.
Sans titreMoças derramando as bacias de mandioca cozidas e amassadas no bote.
Sans titreMoças derramam a mandioca cozida e amassada das bacias no bote. Elas se divertem e tem os rostos pintados. Ouve-se ao fundo o canto de uma mulher. João Onima narra.
Sans titreIni Mauá canta balançando em sua powi velha.
Sans titreMoças que derramavam a mandioca cozida e amassada no bote atravessam a varanda da casa. Ouve-se o canto de duas mulheres. Haniha aparece na imagem cantando balançando em sua rede velha.
Sans titrePessoas descansam na casa de Zakade.
Sans titreDe longe vemos uma casa kulina, sem paredes. Mulheres comem alguma coisa. Alguém está deitado na rede. E crianças pequenas peladas se aproximam de suas mães.
Sans titreNajara se agarra a um gatinho, ao lado do monte de shatha. Ela brinca e fala com seus avós.
Sans titreMeninas mexendo na mandioca que já está descansando no bote.
Sans titreElas se sentam dentro do bote e ficam brincando e rindo. Depois elas tentam derramar a mandioca da bacia para o bote.
Sans titreTsauri, com pintura facial, ouve algo no celular. Manoe não tem o rosto pintado. Bono está pintando o rosto de um menino pequeno com tsuetsue, violeta gensiana.
Sans titreCanoa segue com dois rapazes rio acima. Ouve-se som de forró.
Sans titreRapazes preparam adereços de cabeça para o Koiza. Também produzem e tocam hohori.
Sans titreFileira de homens, com adereços de cabeça e saias e com bastões pega o caminho da aldeia. Eles também usam belos colares de miçanga. No meio da fileira, um menino pequeno está com o torso nu, com rosto e peito pintado, usa um chapéu (testeira) e leva um ramo com folhas como bastão. Alguns homens cantam.
Sans titreGrupos de homens percorrerm a aldeia, dançando e cantando. Homens e crianças os acompanham caminhando. Ao final, Zakade e sua filhinha Najara.
Sans titreGrupo de homens atravesa o bihini que separa as duas principais fileiras de casa de Santa Júlia
Sans titreGrupo de homens chega à rua da fileira principal de casas de Santa Júlia. Eles se encaminham, em formação, para o terreiro da aldeia. Embora não estejam dançando, eles recomeçam a cantar. Ouve-se ao fundo o canto do grupo de mulheres, que está a sua espera no terreiro da aldeia. As crianças (meninos) continuam ao redor do grupo de homens. Alguns meninos sopram a buzina hohori.
Sans titreMulheres, moças e meninas estão em roda no terreiro da aldeia. Elas carregam panelas. Algumas estão pintadas, mas não usam adereços a não ser os de miçangas usadoso cotidianamente. Atrás delas, descansa o bote de cerveja. Os homens tangenciam o terreiro e o bote. Eles passam cantando.
Sans titreDepois de circundar o terreiro, em silêncio, grupo de homens entra dançando e cantando. As mulheres cantam e dançam em roda, enquanto os homens tangenciam sua roda, também cantando e dançando. As mulheres tem as mãos dadas em roda. E os homens dão-se os braços, passando em forma de manada.
Sans titreA manada de homens corta a linha de mulheres e segue a direção. Homens e mulheres continuam cantando (cada um em seu ritmo e andamento e cada um o seu canto) e dançando (em passos de queixadas). Mulheres e meninas se desprendem da linha para buscar panelas e potes.
Sans titreAs mulheres dão paneladas de koiza para os homens e eles já começam a vomitar para esvaziar a barriga. Jorge Namari ajeita o bastão contra a barriga, para forçar o vômito.
Sans titreMulher passa com panela vazia em frente a homens que tomam e vomitam.
Sans titreMoças assistem da varanda ao caos do terreiro, enquanto outras já lambuzadas de koiza, buscam mais bebida em suas panelas para dar entupirem os homens. Vários homens encontram-se escornados nos bancos pela aldeia. Outros estão vomitando sem parar.
Sans titreAs mulheres começam a deixar as panelas e se reunem no terreiro. Os homens continuam vomitando nas extremidades do terreiro. Algumas meninas devolvem koiza para o bote. As mulheres começam a chamar as outras mulheres: Venham!
Sans titreMulheres confeccionando adereços no meio do roçado de bananas. Hadoma com criança a tiracolo faz um adereço com folha verde de bananeira. Rihane confecciona um adereço bem próximo à câmera para que possamos ver o que fazem com a folha da bananeira. Rihane reclama que não está ouvindo nenhum hohori cantando. Waiça concorda. De repeten, Haniha ataca as duas brincando de hizama (queixada). Elas riem. Haniha ataca novamente Rihane. Maria explica que se trata de um queixada. Haniha sai andando esquisito e atacando as mulheres, sem ou com crianças a tiracolo. Gritarias e gargalhadas se multiplicam. Marohe e Ruziniha passam, tomando o caminho. Marohe está com um adereço na virilha feito de folhas velhas de bananeira. Maria explica.
Sans titreMulheres brincam encenando um queixada doente, deitado. Uma mulher (Marohe) o abana enquanto o queixada (Haniha) ataca as pessoas em volta, urra, e se aproxima. Ele olha o outro no chão e volta. Ele se aproxima e uma mulher oferece rapé para ele. Ele finalmente aceita, cheira e então morde a mão da mulher. Todos riem. O kohana se aproxima, depois de receber a bebida imaginária, e então chupa o doente no chão. Maria explica que está curando. Depois o kohana faz o vômito (como os azaba que vem até a aldeia para curar). Durante a encenação, as mulheres continuam confeccionam seus adereços. Uma menina faz uma perneira de folha verde de banana. Ele chupa mais uma vez o doente e volta para trás. As mulheres riem da tradução do tsina para o português: rapé. A moça que veio oferecer o tsina para o kohana é ou foi casada com um ribeirinho não indígena e se confundiu, falando rapé ao invés de tsina.
Sans titreGrupo de mulheres chega dançando em formação de manada, com os braços dados em várias fileiras e com o passinho trotado típico de quase todas as danças kulina. Elas também cantam. Jorge Namari as recebe filmando com seu celular. Os homens cantam e dançam em roda ao lado do bote de koiza.
Sans titreUma fileira de moças sentadas ao lado do bote, completamente molhadas de koiza. Seus cabelos ensopados e brancos da bebida. Os homens se aproximam e dão suas paneladas para elas beberem. Elas bebem e se deixam derramar pela bebida. Uma fila de homens se forma para dar bebidas para essas moças. Meninos se jogam koiza.
Sans titreAs pessoas chafurdam na lama. Alguns meninos esgotam o koiza do bote, jogando nas pessoas e no chão onde rolam homens, moças, rapazes e meninas.
Sans titreRapaz traz uma moça ainda limpinha para mergulhá-la na lama. Ele a derruba e todos caem em cima jogando e passando lama em todas as partes de seu corpo. Outro rapaz traz Ruziniha ainda limpinha e a derruba na lama. Maria faz um comentário.
Sans titreOs homens mandam parar. Mas algumas crianças ainda continuam a brincadeira.Os homens começam a desmontar o assento do bote e a removê-lo.
Sans titreHomens carregam o bote de volta para a água, com cuidado por causa da lama difícil de caminhar. Duas mulheres ainda arrastam um rapaz para enlameá-lo. Os homens arrastam o bote pelo terreiro.
Sans titreBote é arrastado de volta para o rio. A descida da chegada até a aldeia é muito íngreme e ele deve ser arrastado vagarosamente. Algumas crianças continuam brincando na lama, lutando e derrubando os companheiros do gênero oposto. Komizi assiste a tudo com tranquilidade.
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