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Em seu primeiro estudo, o autor lança um foco inovador sobre um aspecto ainda pouco conhecido de nossa história: as missões de Chiquitos. Embora tão importantes quanto as missões jesuíticas Guarani, no Sul do Brasil, as chiquitanas são quase desconhecidas da produção acadêmica brasileira. Aborda com detalhes o processo de criação das dez missões na área atualmente ocupada pelo oriente boliviano e o trabalho de evangelização levado a efeito pelos padres, que as fundaram entre fins do século XVII e primeira metade do XVIII. Trabalhando sob o enfoque da etnogeografia, o autor desnuda os entrelaçamentos entre o espaço e a cultura, evidenciando a maneira inextricável com que se interpenetram e se produzem mutuamente. O espaço geográfico, mais do que o espaço físico, é percebido como uma resultante das interações históricas e culturais, portanto, repleto de ressonâncias simbólicas, que dão sentido e geram as marcas concretas da paisagem. O autor enfatiza o caráter da religiosidade Chiquitana, tomando como principal referência de análise a procissão de Santa Ana, que, anualmente, pelo período de aproximadamente sessenta dias, percorre extensas áreas da fronteira da Bolívia com Mato Grosso e constitui-se em um importante sistema de coesão social, gerando papéis e atividades compartilhadas que traduzem a concepção de mundo e os valores culturais Chiquitano
COSTA, José Eduardo Fernandes Moreira daColetânea de artigos e entrevistas com os índios Arara que vivem no município de Aripuanã, a noroeste de Mato Grosso. Inventaria dados históricos e etnográficos e descreve o processo de desestruturação social do grupo, decorrente do contato com a sociedade envolvente e da sua inserção como trabalhadores nos seringais, acompanhando sua rearticulação étnica em torno da luta pela retomada de suas terras. Esse movimento contou com o apoio de outros grupos indígenas e de alguns setores organizados da sociedade civil, como sindicatos e a igreja, em oposição aos madeireiros, fazendeiros e autoridades locais, que, calcados no discurso progressista, justificavam a necessidade da construção de uma estrada através do território dos Arara. A retomada de seu espaço, além de ser reconhecida como legítima, representa um passo importante na delimitação das posições de poder no cenário do conflito, ainda em curso
DAL POZ NETO, JoãoLivro contendo capítulo realizado pela pesquisadora do Centro Ikuiapa-Cuiabá/Museu do Índio Anna Maria Ribeiro F.M.Costa chamado "Boca livre no sararé: invasão garimpeira em território Nambiquara"
Santos, Julio CésarA terceira caixa com três livros da coleção “Documentos para a história de Mato Grosso do Sul” O conjunto contém reedições de originais publicados no século passado dos volumes: Ulrico Schimidl no Brasil Quinhentista; Na Era das Bandeiras – Affonso Taunay; e À Sombra dos Hervaes – Virgílio Correa Filho; A coleção resgata a história de Mato Grosso do Sul. As obras, de grande valor científico e cultural, são consideradas raras pelo conteúdo apresentado, pela antiguidade e número de publicações existentes. “Esta coleção está selecionando livros e documentos impressos que são de fundamental importância para a escrita da história de Mato Grosso do Sul sob um olhar sul-mato-grossense”, Para o professor, a disponibilidade bibliográfica sobre o Estado foi feita sob o olhar paulista e mato-grossense e a coleção se propõe a mostrar um outro contexto do momento vivido
CORRÊA FILHO, VirgilioEstudiosa do povo Nambiquara, a autora trata no livro da intrínseca e inseparável relação entre os universos material e sobrenatural da sociedade Nambiquara. Para dar visibilidade ao tema, são apresentados desenhos dos artefatos destes índios, acompanhados de sua explicação simbólica. São apresentados os Artefatos Nambiquara por categoria artesanal (terminologia na língua indígena e em língua portuguesa), ao todo, 75 desenhos, seguidos da respectiva explicação
COSTA, Anna Maria Ribeiro F. M. daO livro aborda aspectos do trabalho realizado pela Operação Amazônia Nativa - OPAN e do Polo Brasnorte junto aos índios Irantxe, Mynky e Salumã
A obra apresenta um registro das representações da cultura Kamiurá, enfocando principalmente a pintura corporal
JUNQUEIRA, CarmenPublicação das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas publicado pela UNIC-Rio - Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil em conjunto com a Faculdade Indígena Intercultural da Unemat
A cultura material de grupos indígenas no Brasil‚ bem como suas relações com o universo mítico e simbólico‚ constitui-se em uma temática pouco explorada por antropólogos e outros pesquisadores da área. Em que pese à existência de bibliografia especializada sobre o assunto‚ as lacunas são enormes em relação a cada uma das mais de duzentas sociedades indígenas existentes na atualidade. Assim‚ a publicação de obras que expressem esta parte tão significativa e supreendentemente ainda tão pouco conhecida por nós reveste-se de importância ímpar no cenário das pesquisas etnológicas no país.
COSTA, Anna Maria Ribeiro F. M. (org)Este livro propõe, por meio de um diálogo com estudantes e professores, um novo olhar sobre a diversidade sociocultural mato-grossense, cujas riqueza e complexidade podem ser reconhecidas nos diferentes povos que constituem a sua matriz cultural; Índios, negros, populações tradicionais e migrantes, num processo interativo de culturas milenares, recriam constantemente. Nesse processo, o desafio está na formação de cidadãos que respeitem e celebrem as diferenças, como o melhor caminho para uma sociedade solidária e com justiça social
MACHADO, Maria Fátima Roberto (org)Livro contendo as crônicas semanais do Jornal Circuito Mato Grosso da indigenista Anna Maria Ribeiro F. Moreira Costa
Coenga, Rosemar EuricoA obra enfeixa os resultados de pesquisa apresentado I Seminário Internacional de Estudos Sul-Americanos, realizado em Cuiabá, no ano de 2005. A obra, escrita por autores nacionais e internacionais, está dividida em quatro partes: fronteiras, economia e integração regional, diversidade de paisagens e aspectos culturais e resumos de estudos de casos e experiências diversas
SOUZA-HIGA, Tereza Cristina C. de (org)Esta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraPequenas histórias apresentam os mitos de criação de artefatos que estão presentes no cotidiano dos grupos indígenas que moram na Chapada dos Parecis - MT e, através destes podemos conhecer alguns dos seus modos de viver e compreender o mundo
COSTA, Anna Maria Ribeiro Fernandes Moreira daO livro nos abre em toda sua originalidade e dignidade, mas também em toda sua restrição e especificidade tecnológica e socioeconômica, a Arquitetura Indígena Brasileira de cada uma das etnias estudadas. Ora, é justamente esse processo que se retira do limbo empoeirado das citações históricas e dos preconceitos, convidando-as a adentrar o universo das culturas locais e das civilizações dominantes no mundo globalizado e vivo da época presente
PORTOCARRERO, José Afonso BoturaEm linguagem acessível, a autora procura combater várias idéias equivocadas a respeito dos índios, ao mesmo tempo que fornece informações precisas acerca da organização de sociedades indígenas
FERNANDES, JoanaNão tivessem os autores coloniais espanhóis a iniciativa de anotar as suas crônicas e relações, ensejando o salvamento da memória etnográfica dos índios Xaraiés, estariam perdidos para sempre detalhes de seus usos, costumes, cultura material, população, organização sócio-política, que nos foram legados em face da preocupação com o registro documental dos pioneiros europeus, que participaram da conquista do rio da Prata nos tempos iniciais de sua ocupação
COSTA E SILVA, Paulo PitalugaAnalisa a trajetória e a luta do povo indígena Iranxe, que, pressionado pela expansão da fronteira agrícola e ameaçado por inimigos tribais, abandonou as matas férteis de seus ancestrais. A partir de um processo de reconstrução étnica, esse grupo passou a reivindicar a reintegração de posse do seu território tradicional, elemento chave de sua produção simbólica e, conseqüentemente, de sua sobrevivência física e cultural. Segundo os autores, este trabalho apresenta elementos históricos (entrevistas, fotos, mapas) com vistas a compor um instrumento legal para auxiliar os Iranxe no processo de recuperação de seu espaço de origem
PIVETTA, Darci LuizPublicação etnográfica de registro de contato com o povo indígena Bóe-Bororo com a missionária Irmã Maria Cibaíbo Ossemer
ISAAC, Paulo Augusto MárioPublicação contendo artigos sobre a temática dos jogos nas diferentes etnias brasileiras e a prática pedagógica dos professores nas aldeias
Grando, Beleni SeléteEsta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraColetânea que homenageia o mato-grossense Cândido Mariano da Silva Rondon. Recupera a cultura indígena e cabocla num trabalho etnográfico e filológico, tomando como base empírica o linguajar e o universo mítico da população local. Apresenta também a bibliografia regional e nacional disponível sobre esse personagem, em especial a obra “Rondônia”, de Roquette Pinto, incorporando textos literários em versos e prosa
LEONARDOS, StellaEsta coletânea é publicada no momento em que se comemora os 100 anos do cinema em Mato Grosso. Resgata no Volume 1 , sob a ótica da imprensa, a trajetória do cinema nos atuais estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de 1888 a 1970. O volume 2 é um inventario das contribuições do cineasta sueco Arne Sucksdorff para o cinema europeu e brasileiro a partir dos irrequietos anos 1960. O volume 3 encerra a coletânea com informações preciosas: a filmografia de filmes produzidos, exibidos, exibidos e noticiados no Estado de 1900 a 1970. Trata-se, portanto de uma obra de referência com importante contribuição para pesquisadores de todas as áreas
BORGES, Luiz Carlos de OliveiraA obra reúne quatro ensaios centrados em diferentes teorias antropológicas: Edir Pina de Barros desenvolve um estudo detalhado da estrutura social dos Kurâ-Bakairi, tomando por base duas categorias fundamentais, a ekuru e o panomo; Denise Maldi analisa os Pacaa-Novos, abordando o conceito de territorialidade, crucial para a formação da identidade desse povo; João Dal Poz focaliza as relações dos Cinta-Larga com os seus inimigos e faz uma etnografia de suas práticas canibais; e Maria Fátima Roberto Machado, no artigo “Rondon e os Paresi: as representações indígenas sobre o amure etnógrafo”, estabelece um diálogo teórico entre a cultura e a história, analisando o fato da incorporação da figura de Cândido Mariano da Silva Rondon como aquele que veio para corrigir o mundo, equivalente a Wazaré, o herói mítico originário
BARROS, Edir Pina de (org)Publicação contendo as diferentes visões de indígenas sobre seus territórios, seu modo de vida e o clima
Lima, ArtemaAtravés de um enfoque etnográfico das relações entre antropólogos, índios e indigenistas do Museu Rondon, o livro procura contribuir para a elaboração de respostas alternativas aos discursos oficiais, em uma perspectiva mais universal, recusando as limitações de um enquadramento 'local' ou 'regional'. No livro, a autora buscou produzir uma história social da ciência, empreendendo uma investigação sobre a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e focalizando-a especificamente a partir da formação de Antropologia e da criação do Museu Rondon
MACHADO, Maria Fátima RobertoEm “Na Era das Bandeiras (1919)”, de Affonso Taunay, a história traz os registros detalhados do autor que “fez a primeira abordagem crítica científica que explica esse fenômeno que representou a ocupação da metade ocidental do País”, disse o professor Gilson Martins, responsável pela apresentação do livro. Filho do Visconde de Taunay, Affonso teve participação marcante na documentação do movimento bandeirista. Em 1922 chefiou as comemorações do centenário da Independência, e até o início da década de 1940 esteve à frente do Museu do Ipiranga. “Ele foi não só um grande historiador paulista, mas marcou o início da historiografia sul-mato-grossense, ao explicar como nos séculos 17 e 18 o Mato Grosso – e o hoje Mato Grosso do Sul – foram fazer parte do Brasil”, diz o professor
TAUNAY, Affonso dePublicação em comemoração do sesquicentenário de nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon realizado pelo Governo do Estado do Mato Grosso
SIQUEIRA, Elizabeth Madureira