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Como o homem se adapta? Esta pergunta tem sido respondida sempre por meio de abordagens unilaterais: ou uma pesquisa ecológica/biológica, ou uma visão puramente sociocultural. Esse estudo pioneiro é, desde sua publicação inicial, em 1979, até hoje, um dos poucos a responder à questão de forma interdisciplinar e sem perda de especificidade. A abordagem do tema da adaptabilidade humana integra descobertas da ecologia, da fisiologia, da geografia e da antropologia social e cultural
Sin títuloFoi somente em 1534, trinta anos depois de Pedro Álvares Cabral tomar posse do Brasil em nome da Coroa lusa, que Portugal decidiu realizar a partilha do vasto território localizado na margem oriental do Atlântico, até então virtualmente abandonado, em enormes lotes - as capitanias hereditárias. Foram agraciados com essas terras 12 capitães-donatários, a maior parte conquistadores que haviam lutado na Índia e na África. A saga fascinante desses homens que vieram ocupar e colonizar o Brasil de 1530 a 1550 é o tema de Capitães do Brasil, de Eduardo Bueno, terceiro volume da coleção Terra Brasilis. Com seu texto ágil e cativante, o jornalista Eduardo Bueno mostra que o fracasso do projeto como um todo não impediu que o legado das capitanias hereditárias fosse duradouro. A estrutura fundiária do futuro país, a expansão da grande lavoura canavieira, a estrutura social excludente, o tráfico de escravos em larga escala, o massacre dos indígenas - tudo isso se incorporou à história do Brasil após o desembarque dos donatários. O fracasso das capitanias entrelaça-se às agruras que o destino reservou para os capitães do Brasil. O autor nos leva a acompanhar de perto suas vidas extraordinariamente ricas em aventuras e seu desfecho infeliz. Um deles morreu em naufrágio, outro devorado pelos Tupinambás, um terceiro foi enviado para a Inquisição
Sin títuloEnsaios resultantes de um primeiro ciclo de conferências promovidas pela Funarte. Estudo das condições econômicas e políticas da Europa e de Portugal na época dos descobrimentos. Este livro resultou do primeiro seminário que a Divisão de Estudos e Pesquisas da Funarte (Ministério da Cultura) organizou sobre os quinhentos anos do descobrimento do Brasil. São 23 ensaios escritos por pesquisadores brasileiros, portugueses e franceses -- entre eles, Gerd Bornheim, Luiz Felipe de Alencastro, Marilena Chaui, Vitorino Magalhães Godinho, António Borges Coelho, Jean-François Courtine e Jean Delumeau. Na base da coletânea está a idéia de que datas emblemáticas como "Brasil 1500" costumam ofuscar todo o resto, mas podem ser também a ponta do iceberg de um processo de reflexão. Assim, o tema genérico desdobra-se em eixos específicos -- por exemplo, que e como pensava a Europa na época do descobrimento, como era a organização política de Portugal, a arte e a técnica das navegações, a chegada ao Brasil, as narrativas dos primeiros viajantes e os primeiros conflitos
Sin títuloEm São Paulo participa do Anhangabaú-Opá, um grande evento multi-religioso de perdão. "Este trabalho foi o início da própria voz indígena se fazer escrita, em meio à sociedade envolvente. Mostrando suas iniciações interiores, suas percepções deste mundo que se desmorona e busca se reconstruir a cada dia. A busca das raízes mais profundas do ser. Por isso ele foi escrito no ritmo das inquietações do ser. No ritmo das memórias fragmentadas que lutam para formar uma coesão."
Sin títuloUma das mais ativas pesquisadoras no campo das línguas indígenas brasileiras, Lucy Seki é a maior especialista nas línguas Kamaiurá (família Tupí-Guaraní) e Krenák (tronco Macro-Jê), com as quais vem trabalhando nas últimas quatro décadas. Coordenadora de projetos de documentação lingüística e educação no Parque Indígena do Xingu, ela vem contribuindo também para o conhecimento de várias outras línguas indígenas. Seu aprofundado trabalho com o Krenák, língua em adiantado processo de extinção, a qualifica como uma das maiores especialistas no que diz respeito à problemática envolvendo línguas em perigo e obsolescência lingüística no país
Sin títuloCentrado nos quatro séculos da Colônia ao Império, este livro apresenta nossa história de um ponto de vista inovador e progressista. Um clássico das ciências humanas no Brasil
Sin títuloEsta coletânea inclui os textos apresentados no I Encontro de Etnohistória Indígena, realizado em Penedo, AL, em 1996. Os textos enfocam sobretudo a experiência histórica dos povos indígenas do nordeste, com uma certa ênfase no episódio da "guerra dos bárbaros" e no fenômeno de reemergência étnica
Sin títuloTrata-se de uma obra de referência que reúne artigos de lingüistas, antropólogos e educadores analisando os meios e as formas pelos quais centenas de línguas não-européias são utilizadas como instrumento de comunicação verbal por milhares de ameríndios amazônicos.
Sin títuloNeste livro, o autor conta a história dos franceses na terra do Brasil e a intenção de nela estabelecer o que chamavam de uma França Antártica e uma França Equinocial; suas lutas com os portugueses e as alianças com a gente dessa terra, os tupinambás, entre outros. Com rigor histórico, Adriana Lopez narra os passos iniciais incertos dados nessa terra que viria a ser o Brasil
Sin títuloLivro abordando aspectos da cultura xinguana
Sin títuloO autor propõe uma política indigenista à altura das necessidades atuais dos povos indígenas, política que reconheça que ?os índios são diferentes, de nós e entre si, e não há promoção de igualdade sem reconhecimento do direito à diferença.
Sin títuloPela força do conhecimento profundo e a habilidade de negociação, Rio Branco incorporou ao território brasileiro a enorme extensão de 900 mil quilômetros quadrados, definindo nossos limites de forma precisa e com tal habilidade política que hoje, com dez vizinhos e 16 mil quilômetros de fronteiras terrestres, nem um só trecho delas é contestado; Na Questão do Acre, em 1903, que considerou sua mais importante vitória, conseguiu negociar com sabedoria e firmeza a incorporação ao Brasil de um território com mais de 190 mil quilômetros quadrados, no qual se produzia a borracha que, na época, correspondia a 40% das exortações brasileiras; Rio Branco sempre defendeu a soberania brasileira e o princípio da igualdade soberana dos Estados, que as grandes potências de sua época se recusavam a aceitar; Popular ao extremo,porém simples e modesto, despegado de honrarias e cargos,relutou durante meses antes de aceitar o convite para assumir a chefia do Ministério das Relações Exteriores, cargo que exerceu durante doze anos, até morrer
Sin títuloShenipabu Miyui - história dos antigos reúne, em uma edição bilíngüe (Kaxinawá-Português), doze narrativas dos mitos de fundação da nação indígena Kaxinawá, que habita a região do Alto Purus, na divisa do Acre com o Peru. O livro é fruto da pesquisa de professores Kaxinawá, que percorreram as diversas terras de seu povo com o objetivo de criar uma escrita que preservasse a sua memória. Esse trabalho chega agora às mãos de todos os interessados, trazendo um precioso material de reflexão sobre uma parte até então encoberta, desvalorizada e pouco difundida de nosso diversificado patrimônio histórico-cultural
Coletânea de textos abordando os Kaingang do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a partir de enfoques bastante diversos, desde a arqueologia à educação indígena. No plano histórico, destacam-se os textos de Noelli, Mota e Tommasino, sendo também de grande interesse o estudo inovador de Janir Simiema sobre as habitações kaingang
Sin títuloO cineasta Back reúne neste livro artigos (a maioria publicados em jornais) sobre o polêmico papel das missões jesuíticas na catequização dos índios sul-americanos, assunto também abordado em seu aclamado documentário "República
Sin títuloEsta coletânea torna pública uma discussão sobre espaços sociais e simbólicos que vimos realizando desde 1988 em congressos nacionais e internacionais. Os trabalhos aqui reunidos visam incentivar um diálogo entre os vários campos, poderiamos dizer, territórios da Antropologia urbanos, rurais e indigenas
Sin títuloMarc Ferro, historiador famoso sobretudo por seus estudos dedicados à história da URSS, especialmente da Revolução, bem como por seus trabalhos pioneiros sobre as relações entre cinema e história, faz deste História das colonizações um dos ensaios mais abrangentes já produzidos sobre o fenômeno das colonizações na História moderna e contemporânea; Com a erudição e a clareza que caracterizam seu trabalho, Ferro trata da expansão colonial européia, traçando uma visão histórica comparativa com outros colonialismos, entre eles o árabe, o turco e o japonês. No final, após fazer o balanço da chamada descolonização do pós-guerra, ele propõe o interessante conceito de "imperialismo multinacional", forma atual de controle sobre os países pobres e que advém da mundialização da economia e da globalização de estruturas de poder político para além das fronteiras dos Estados nacionais
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