Etnologia indígena
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Partindo da convicção de que o indígena constituiria ainda a base étnica da população de estados do Nordeste, o interesse musicológico de Baptista Siqueira dirigiu-se à demonstração da importância da contribuição indígena à cultura musical de sua região através de um prisma teórico-musical. Essa tendência de natureza sistemática na investigação de questões históricas concernentes ao folclore musical, compreendida como expressão de método propriamente científico
Sem títuloTrata-se de um livro difícil de abordar, uma vez que é constituído basicamente por fichamentos de leituras das mais diversas. Escrito por um jurista especializado em direito do trabalho, o texto reúne um vasto repertório de informações, servindo, pela sua organização sistemática, sobretudo como um guia para localizar diferentes assuntos referentes às atividades produtivas e à cultura material dos índios, nas principais fontes descritivas do período colonial
Sem títuloRevelando uma antropologia de múltiplas faces, esta obra reúne escritos – resultado de leituras feitas na Europa nos últimos cinco anos – nos quais o autor expõe as várias faces de seus interesses: a experiência ancestral e contemporânea da religião; as diferentes maneiras como as crenças religiosas pensam as trocas entre os vivos e os mortos; o imaginário dos homens sobre as relações entre eles e outros seres do mundo natural; a barbárie e a difícil esperança, ontem e hoje, no encontro entre colonizadores e povos indígenas das Américas; Traduz a vontade de um diálogo fecundo entre a pesquisa cientifica e a crítica solidária dos problemas de nossa atualidade, os dilemas da vida pensados através da morte, os desafios da sobrevivência da humanidade revisitados pela via da natureza e os problemas do homem ocidental de agora colocados no espelho do juízo justo que os povos indígenas, fazem de nós
Sem títuloProduto de um levantamento etno-histórico feito pelo autor em meados dos anos 80 para o CIMI com o intuito de iniciar o processo de identificação de uma área indígena Ofaié Xavante, o livro costura textos do autor, depoimentos de lideranças indígenas, entrevistas e documentos históricos referentes aos Ofaié, grupo hoje radicado no município de Brasilândia MS. Apesar do caráter descontínuo do livro, o volume traz uma grande quantidade de informações históricas sobre os Ofaíé, oferecendo um amplo painel da luta desse povo contra as agressões de sertanistas e fazendeiros, contra a doença e a miséria, contra o descaso das autoridades republicanas. A Parte V reproduz uma série importante de documentos produzidos durante a gestão do SPI
Sem títuloTradução de narrativas de história oral dos Xavantes, acompanhada de desenhos dos próprios índios e fatos que documentam seu contato com o branco, seus mitos e seu cotidiano. Registro dos 50 anos de contato
Os Panará, também conhecidos como Krenakore, foram oficialmente contatados em 1973, quando a estrada Cuiabá-Santarém estava em construção e cortava seu território tradicional na região do Rio Peixoto Azevedo. A violência do contato ocasionou morte de 2/3 de sua população, em razão de doenças e massacres. À beira do extermínio, em 1975 foram transferidos pela Funai para o Parque Indígena do Xingu. Depois de 20 anos exilados, os Panará reconquistaram o que ainda havia de preservado em seu antigo território, onde construíram uma nova aldeia. Além dessa vitória, alcançaram um feito inédito na história dos povos indígenas e do indigenismo brasileiro, quando em 2000 ganharam nos tribunais, contra a União e a Funai, uma ação indenizatória pelos danos materiais e morais causados pelo contato. Tal vitória, se não lhes apaga as tristes marcas de sua história, projetam-lhes para um futuro mais digno
Sem títuloPretendemos aprofundar o conhecimento de nossa terra, do nosso povo, nas suas raízes étnicas, culturais e históricas, projetando igualmente esses conhecimentos naquilo que somos hoje ou seremos no futuro. Em outras palavras: estudar a essência do nosso povo para melhor entendê-lo naquilo que ele é e ao mesmo tempo vislumbrar o caminho que vai ou deve seguir
Sem títuloTrabalho etnohistórico de Edwin B. Reesink do Latin America Research Series sobre os índios Nambikwára
Sem títuloPublicação sobre a Mesoamérica
Sem títuloO livro é o resultado da pesquisa sobre o povo indígena Xukuru do município de Pesqueira e Poção em Pernambuco
Sem títuloDesde o contato oficial, em 1969, a aproximação com os não índios trouxe profundas mudanças sociais entre os Paiter. Estas, entretanto, não anularam sua índole guerrreira, que motivou a luta desse povo pelo reconhecimento e a integridade de seu território. Este, ao longo da história, foi terrivelmente ameaçado pela violência do Polonoroeste, a corrupção e omissão de órgãos governamentais, a invasão de moradores indevidos e a incidência de madeireiras e mineradoras. Lutando como podem contra essas adversidades, os Paiter procuram manter a vitalidade de suas tradições culturais, em que a sociedade é compreendida a partir de uma divisão em metades, de modo que os segmentos sociais, as atividades produtivas e a vida ritual constituem expressões do dualismo entre a aldeia e a mata, a roça e a caça, o trabalho e a festa - sendo as festas de troca de oferendas e os mutirões a elas associados os momentos culminantes do intercâmbio e da alternância entre essas metades
Sem títuloEste trabalho é uma tentativa de expor a um público mais amplo a trágica história do primitivo habitante do Brasil e de sua marginalização progressiva, histórica, geográfica e cultural. Fala sobre a dívida que o povo brasileiro tem para com os povos que aqui viveram, sendo um convite para meditar sobre a questão indígena
Sem títuloEm 1991, a Procuradoria da República na Paraíba, após instauração de Inquérito Civil, constatou, entre outras violações aos direitos dos índios Potiguara, a violação ao direito de informação. Já desde o início do Século XVI, inúmeros documentos fazem referência aos Potiguara. Até hoje, no entanto, eles desconhecem a sua própria História. Os documentos de séculos passados encon-tram-se em diversos arquivos existentes no Brasil e no exterior. Aos documentos oficiais do Século XX, nunca tiveram acesso. Seus líderes nunca receberam uma cópia do “Relatório Baumann”, documento inédito que pode ser reputado essencial a qualquer tentativa de defesa judicial dos índios, des-de que revela sua ocupação tradicional sobre as terras que habitam. Mais grave ainda, não tiveram sequer acesso às informações constantes do processo de demarcação de suas terras,em 1983, não obstante um parecer governamental apontar para a necessidade de desenvolver um “trabalho de conscientização junto à comunidade indígena”. Diante disto, para assegurar aos Potiguara o direito à informação e para instrumentalizá-los na defesa dos seus direitos, a Procuradoria da Repúblicana Paraíba, com a colaboração da Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Paraíba, publica este livro com ensaios, relatórios e documentos de interesse para a História Potiguara
Sem títuloExemplo emblemático da nova história indígena, este livro identifica a postura de atores indígenas frente à expansão colonial na região do rio Branco, unindo uma sensibilidade etnográfica a uma cuidadosa pesquisa documental. Demonstra que os índios não apenas foram usados pelas potências européias que disputavam esta região de fronteira, como também usaram esta situação para consolidar uma certa autonomia
Sem títuloPor meio de considerações acerca do território, da economia, do parentesco, da organização política e da religião, a autora fornece uma visão geral das sociedades indígenas no continente sul-americano, chamando a atenção para semelhanças entre sociedades indígenas distintas
Sem títuloTrata-se de um grande clássico de caráter didático primordial para a educação infanto-infantil. Possui texto de fácil entendimento que estimula o jovem a pensar e adquirir interesse pela leitura
Sem títuloOs quatro ou cinco séculos de presença dos brancos nesta área são marcados por sucessivas disputas de fronteiras. Em conformidade com o Tratado de Tordesilhas, ela cabia inteiramente à Espanha, mas em 1639 a expedição de Pedro Teixeira tentava empurrar a fronteira para oeste, erigindo, segundo alguns, o marco portuguguês na foz do Aguarico, afluente do Napo. Jesuítas espanhóis desciam o Solimões criando missões, enquanto colonos portugueses em direção contrária destruíam aldeias indígenas e escravizavam seus habitantes. Mesmo após os Tratados de Madrid (1750) e de Santo Ildefonso (1777), que reformularam as fronteiras entre o domínio espanhol e o português para algo muito próximo aos atuais limites do Brasil, tropas espanholas ainda tentavam sustentar posição em Ega (hoje Tefé, AM), de 1781 a 1791, à espera de que os portugueses abandonassem Tabatinga, o que não conseguiram. Um século depois, a intensificação da extração da borracha tornou premente a definição das fronteiras entre Peru e Colômbia, entre Peru e Equador e de um deles, aquele que viesse a tocar a linha geodésica entre a foz do Apapóris e a do Javari, com o Brasil. A primeira foi resolvida em 1922, pelo tratado que criou o trapézio colombiano de Letícia, e confirmada após o conflito de 1932. Coube pois à Colômbia confirmar seus limites com o Brasil, o que foi feito em 1928. O Protocolo do Rio de Janeiro de 1942 pôs fim ao conflito armado entre Equador e Peru, sem resolver de modo completo suas fronteiras. Jean-Pierre Chaumeil (1992) faz interessantes considerações sobre a imagem que deixaram dessa fronteira os cronistas que por ela transitaram no período anterior ao clímax da produção de borracha, sobretudo pela comparação da povoação peruana de Loreto com a brasileira de Tabatinga
Sem títuloPrimeira referência a índios na literatura e uma das mais importantes obras do período pré-romântico
Sem títuloCita a persistências de aspectos fundamentais da cultura dos índios Ka'apor que vivem na floresta tropical do Brasil
Sem títuloDescreve uma parte da vida cerimonial dos Bororo de MInas Gerais através de comparação de material bibliográfico e dados obtidos em trabalho de campo sobre o cerimonial fúnebre
Sem títuloAponta as reaçOes passíveis de serem estudadas para diagnosticar os sintomas de marginalização que desponta entre os Karajá de Macaúba
Sem títuloDescreve e explica as mudanças que os Mundurucu atravessaram durante um período de três décadas (1950-1980)
Sem títuloRelata o resultado do contato com os índios Wayampi durante o período de dois anos (1974-1976) na região do Amapá
Sem títuloEstuda as transformaçOes econOmicas sofridas pelos Terena, no Posto Indígena Araribá, decorrentes das articulaçOes estabelecidas como um envolvente da sociedade
Sem títuloTrabalho de campo em Manacapuru, com a população Apurinã. Descreve o processo migratório, o cotidiano dos Apurinã e as vantagens e benefícios do "mundo dos brancos", pólo oposto ao "mundo dos índios"
Sem títuloDemonstra a unidade cultural Guarani num período de 1900 anos. Apresenta dados biológicos da região de Delta e arredores do Jacuí e uma interpretação agroflorestal, com abordagem na ecologia humana para subsistência da fauna e flora
Sem títuloCompreende a relação dos Asurini com o mundo sobrenatural. Analisa dois temas centrais: o xamanismo e a relação entre os gêneros
Sem títuloApresenta uma discussão entre as situaçOes de classe e as identidades engendradas a partir do caráter das frentes extrativistas e agropecuária que incorporam os Kixinawá nos projetos e realizaçOes da sociedade brasileira
Sem títuloDescreve e analisa os processos de envolvimento do povo Rikbaktsa com a sociedade nacional e as dinAnicas de reordenação sociocultural. Reflete sobre as relaçOes entre a visão de mundo, expressa no discurso mítico, a vida social e a elaboração da auto-imagem deste povo
Sem títuloAnalisa e interpreta o processo de mudança socio-cultural a que estão submetidos os índios Guarani do litoral paulista devido a expansão progressiva de uma frente da sociedade nacional com características urbano-industriais
Sem títuloApresenta e analisa as coleçOes de bonecas confeccionadas pelos índios Karajá
Sem títuloApresenta a etnohistória e aborda o modo de viver dos índios Nambiquara, localizados a oeste do Mato Grosso
Sem títuloCompreende o processo de mudança que tem sofrido a arte Karajá, provocado através do contato com a sociedade nacional imposto à sociedade indígena
Sem títuloEstuda as crenças baseadas na organização social dos Bororo, localizados no norte do Mato Grosso
Sem títuloDefine um método para aplicação de temas nos festivais de material etnográfico dos Índios Canela
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