Leitura crítica da bibliografia dos Kanamari e elata o pano de fundo onde se desenvolve as relaçOes interétnicas e sociais tanto com a população regional quanto com as agências indigenistas
NEVES, Lino João de OliveiraEtnologia indígena
1234 Descrição arquivística resultados para Etnologia indígena
Compreende o processo de mudança que tem sofrido a arte Karajá, provocado através do contato com a sociedade nacional imposto à sociedade indígena
COSTA, Maria Heloisa FenelonHabitantes seculares das margens do rio Araguaia nos estados de Goiás, Tocantins e Mato Grosso, os Karajá têm uma longa convivência com a Sociedade Nacional, o que, no entanto, não os impediu de manter costumes tradicionais do grupo como: a língua nativa, as bonecas de cerâmica, as pescarias familiares, os rituais como a Festa de Aruanã e da Casa Grande (Hetohoky), os enfeites plumários, a cestaria e artesanato em madeira e as pinturas corporais, como os característicos dois círculos na face. Ao mesmo tempo, buscam a convivência temporária nas cidades para adquirir meios de reivindicar seus direitos territoriais, o acesso à saúde, educação bilingüe, entre outros
COSTA, Maria Heloisa FenelonAnalisa a etnoclassificação Xikrin da avifauna. Estuda a cosmologia abordando temas como os domínios cósmicos e feminina Tàkàk-Nhiok, as noçOes de pessoa, de contágio e de doença
GIANNINI, Isabelle VidalEsta obra do professor Alceu Antonio Werlang é uma boa contribuição para o entendimento do processo de colonização do oeste catarinense. Mesmo que a pesquisa tenha sido realizada há mais de uma década, mantém seu significado e importância e, felizmente, é disponibilizada aos profissionais da área e ao público em geral. Sem deixar de lado as exigências acadêmicas, o autor constrói um texto agradável e de fácil compreensão, o que se constitui grande mérito
WERLANG, AlceuEm seu A CRIANÇA E A MULHER TUPINAMBÁ, o Prof. José de Ribamar Chaves Caldeira analisa antologicamente uma sociedade fundamental para a formaçào sociocultural brasileira, em especial do Maranhão: os Tupinambás. A análise da criança e da mulher Tupinambá nos possibilita uma viagem pelo universo indígena, irradiando novas possibilidades para melhor compreensão da cultura e sociedade maranhenses
CALDEIRA, José de Ribamar ChavesTrabalho de campo em Manacapuru, com a população Apurinã. Descreve o processo migratório, o cotidiano dos Apurinã e as vantagens e benefícios do "mundo dos brancos", pólo oposto ao "mundo dos índios"
LAZARIN, Marco AntônioResultado das observaçOes empíricas entre os remanescentes indígenas Tuxá, aldeados sob proteção da FUNAI no município baiano de Rodelas
NASSER, Nássaro A. de SouzaFruto de uma longa vivência entre os Guarani em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul, de uma densa pesquisa em documentos históricos do período colonial e de uma leitura criteriosa da etnologia referente à religiosidade Guarani, este livro se define, nas palavras da autora, "duplamente como uma teologia índia feita por uma teóloga cristã e como tradução de uma experiência religiosa indígena". Ao enfocar a maneira pela qual os índios cristãos têm permanecido "fiéis aos grandes valores de seu sistema cultural", a autora permite repensar a longa relação entre os Guarani e o cristianismo
CHAMORRO, GracielaColetânea de artigos e entrevistas com os índios Arara que vivem no município de Aripuanã, a noroeste de Mato Grosso. Inventaria dados históricos e etnográficos e descreve o processo de desestruturação social do grupo, decorrente do contato com a sociedade envolvente e da sua inserção como trabalhadores nos seringais, acompanhando sua rearticulação étnica em torno da luta pela retomada de suas terras. Esse movimento contou com o apoio de outros grupos indígenas e de alguns setores organizados da sociedade civil, como sindicatos e a igreja, em oposição aos madeireiros, fazendeiros e autoridades locais, que, calcados no discurso progressista, justificavam a necessidade da construção de uma estrada através do território dos Arara. A retomada de seu espaço, além de ser reconhecida como legítima, representa um passo importante na delimitação das posições de poder no cenário do conflito, ainda em curso
DAL POZ NETO, JoãoAnálise crítica das razOes da submissão e seu papel para a reprodução da sociedade KrahO. Identifica um contraste entre os grupos Canela e KrahO
AZANHA, GilbertoReconstitui a história dos Kaingang da Bacia do Rio Tibagi. Detecta as estratégias, formas e conteúdos das relaçOes estabelecidas entre as sociedades indígenas e os colonizados
TOMMASINO, KimiyeRealiza um estudo sobre o contato entre índios e brancos no Paraná
HELM, Cecília Maria VieiraEste livro reúne cinco ensaios etnológicos escritos por Fernandes entre 1946 e 1964, incluindo estudos sobre a reação tupi à conquista, a educação entre os Tupinambá, a trajetória de Tiago Marques Abiporeu, as tendências teóricas da pesquisa etnológica e o valor etnográfico das fontes coloniais. Inclui o famoso quadro sinóptico das observações registradas pelos “cronistas”
FERNANDES, FlorestanDiscute os processos sociais da construção e a manutenção da identidade étnica em que está engajada a sociedade Apinayé no contato com a sociedade brasileira
GONÇALVES, José Reginaldo SantosEstuda os índios Maxakali. Explica as relaçOes entre índios e brancos no vale do Mucuri. Mostra como a sociedade Maxakali entrou na história nacional
NASCIMENTO, Neli Ferreira doA dissertação estuda a disputa territorial entre o governo do Estado do Rio Grande do Sul e o índios Kaingang
ROSA, Marcelo Caetano de CernevReúne informaçOes sobre a maloca, um dos elementos centrais da cultura Takano. Cita o mito cosmogOnico, a mundi-visão do iniciado, o simbolismo contido no conjunto da maloca, e nos objetos do uso caseiro
BÉKSTA, Kazys JurgisDefine um método para aplicação de temas nos festivais de material etnográfico dos Índios Canela
CROCKER, William HApresenta um modelo de estrutura social em que vivem os índios Xokleng baseado na execução de ritos de passagem em família
URBAN, Gregory PEste trabalho é uma incursão sobre a história de uma instituição destinada a corrigir e recuperar índios denominados criminosos - o Reformatório Agrícola Indígena Krenak - que funcionou no Estado de Minas Gerais entre as décadas de 60 e 70
CORRÊA, José Gabriel SilveiraDurante mais de quatro séculos foi vendida a imagem do índio como um homem geneticamente preguiçoso, um homem nada afeito ao trabalho sistemático. Esta preguiça, entretanto, seria mera conseqüência da riqueza da terra. O índio brasileiro vivia numa espécie de Leste do Éden, um espaço onde tudo estava à mão e nenhuma necessidade se apresentava. Daí seu nomadismo, seu desapego à terra, seu desprezo ao trabalho. Segundo a tese em voga, também daí vinham seu caráter de povo sem lei, nem fé, nem rei e a formação de uma sociedade onde tudo era permitido, inclusive o canibalismo, a promiscuidade e a libertinagem.; Este olhar quinhentista formalizou o motivo necessário para se trazer da África os milhões de negros escravizados, afinal, uma “cultura superior”, como a européia, não podia conviver com tamanha ignomínia. E o sistema colonial precisava de uma mão de obra mais, digamos, responsável para fazer valer seus altos investimentos
FERNANDES, FlorestanO livro reúne 28 ensaios de vários especialistas renomados, abordando a temática indígena a partir de múltiplas perspectivas. Os textos foram apresentados originalmente num ciclo de conferências patrocinado pela Funarte. Vários aspectos da história indígena no Brasil e na América em geral estão representados nesta coletânea, cujo conjunto aponta para algumas das tendências mais marcantes dos debates atuais
NOVAES, AdautoEstuda e analisa a cestaria dos índios Wayana Apalaí, inserida no contexto das culturas indígenas
VELTHEM, Lucia Hussak vanRelaciona a ornamentação corporal Xavante como um sistema de liguagem usando pelos homens. Ordena e classifica a realidade do processo cognitivo básico do universo Xavante
MULLER, Regina Aparecida PoloEstuda a reclusão pubertária em jovens Kamayurá no Alto Xingu, sob o enfoque biocultural
TAVARES, Sérgio CorrêaO trabalho de doutorado pretende explicar a revolta do Rupununi, acontecida em 1969
SILVA, Carlos Alberto BorgesTrata sobre a reelaboração da identidade étnica e a luta pela retomada de terras empreendidad pelos grupo indígena Kariri-Xocó, de Porto Real do Colégio em Alagoas
MATA, Vera Lucia CalheirosEste livro fornece a possibilidade de realizar um estudo das dificuldades e conflitos estruturais que os Xavante são obrigados a enfrentar quando se confrontam com as normas morais de seu próprio sistema. Fundamentalmente o livro se volta para a sociedade Xavante com seus mitos, rituais, classes de idade e ordem doméstica, mas o ponto chave do trabalho é a discussão dos princípios estruturais que estão na base de todas essas esferas que constituem a vida social dos Xavante
MAYBURY-LEWIS, DavidColetânea de artigos escritos por diferentes especialistas a respeito da questão das sociedades indigenas no Brasil. Constitui uma obra básica de referência para os professores abordarem a temática indigena em sala de aula
SILVA, Aracy Lopes daKaká Werá Jecupé nos conta neste livro o que lhe contavam seus parentes - pais, avós, bisavós e os ancestrais de sua tribo com a mesma oralidade, conservando a mesma fé.
JECUPÉ, Kaka WeráAnalisa a terra indígena enquanto categoria jurídica definida pelo Estatuto do Índio, Lei 6001/73, a partir de um caso específico: o grupo indígena Potiguara, envolvido em uma disputa judicial quanto a terra, concentrando-se na atuação da FUNAI
AZEVEDO, Ana Lúcia Lobato deReflete sobre alguns aspectos do parentesco Timbira através da apresentação e discussão dos dados levantados entre três grupos Jê-Timbira: os Spãnjekra-Canela, os Ramkokamekre-Canela e os KrahO
LADEIRA, Maria ElisaOs textos que compõem esta coletânea resultam de pesquisas antropológicas desenvolvidas nos anos 1990 sobre o fenômeno do ressurgimento de indentidades étnicas (indígenas) e de tradições culturais distintivas em uma das mais antigas regiões de colonização do país, o Nordeste brasileiro. A intenção é de que a divulgação em livro de um conjunto desses textos propicie bons exemplos de pesquisa antropológica realizada com populações etnicamente diferenciadas (indígenas), que não têm sido objeto de maior interesse pela etnologia, e de que tais textos possam ser inclusive utilizados como leituras complementares no aprendizado da antropologia em cursos de graduação e pós-graduação
OLIVEIRA, João Pacheco deEtnografia da vida social dos índios Juruna que vivem no Parque Indígenas do Xingu. Descreve e analisa os processos básicos da sociabilidade, práticas alimentares, categorias culinárias e a organização espacial da aldeia
LIMA, Tania StolzeAs transformações sociais e econômicas porque passou a região durante os últimos séculos produziram, sem dúvida, o mapa etnológico das populações nativas. Os "brancos" bolivianos, brasileiros e peruanos, há pelo menos dois séculos, iniciaram a ocupação da região de forma mais sistemática. As populações indígenas, a partir deste momento, se re-arrumam, não sem conflitos, de forma a se organizar no novo território agora ocupado pelo homem branco
GONÇALVES, Marco AntonioPensado inicialmente como um aporte didático, o livro ultrapassa essa limitação ao trazer um material original de pesquisa em arquivos realizada pela equipe do Programa de Estudos dos Povos Indígenas, da UERJ. O texto é curto porém contundente, buscando levantar questões e problemas quanto à presença indígena no Rio de Janeiro, entre os séculos XVI e XIX
FREIRE, José Ribamar BessaEdição de um trabalho de geografia apresentado como tese de livre docência em meados da década de 1960. Fruto de uma expressiva pesquisa histórica, o livro documenta o lugar das populações indígenas na organização do espaço colonial em São Paulo, com destaque para o século XVIII
PETRONE, PasqualeEsta coletânea torna pública uma discussão sobre espaços sociais e simbólicos que vimos realizando desde 1988 em congressos nacionais e internacionais. Os trabalhos aqui reunidos visam incentivar um diálogo entre os vários campos, poderiamos dizer, territórios da Antropologia urbanos, rurais e indigenas
NIEMEYER, Ana Maria deRelata o caso de bebidas alcoólicas entre os povos naturais da América do Sul. Estuda as matérias primas para a fabricação de bebidas alcoólicas, as técnicas de produzir o álcool, as funçOes dessas bebidas na vida social e os efeitos do seu consumo
HARTMANN, GüntherTrabalho etnohistórico de Edwin B. Reesink do Latin America Research Series sobre os índios Nambikwára
REESINK, Edwin BDescreve e explica as mudanças que os Mundurucu atravessaram durante um período de três décadas (1950-1980)
BURKHALTER, Steve BrianBetty Meggers procura recriar o ambiente amazônico, levando o leitor a perceber os conteúdos edênicos e deletérios que lhe vêm sendo atribuídos há séculos. Analisa então a exploração predatória de recursos naturais por parte do civilizado, que vem exaurindo o grande rio e seus afluentes. Na profusão de dados coligidos por Meggers, permite-se a visualização dos danos irreparáveis que o modo de exploração vigente na Amazônia está causando ao País
Meggers, Betty J