Livro contendo contos dos índios Maxakali
Tugny, Rosângela Pereira [estudo, organização & versão final]Belo Horizonte
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Folheto produzido à partir da reunião de mulheres Wayampi entre os anos de 2006 e 2007 para discutir e registrar conhecimentos e práticas relacionadas à alimentação
Wajãpi, Ajareaty (org)Alcides Dessalines D ́Orbigny (1802-1875), naturalista francês, veio ao nosso país depois de Saint-Hilaire. Este é um dado importante a considerar no desdobramento e avaliação de sua obra. Conhecendo o trabalho daquele, não foi dele, contudo, um caudatário. Há muitos pontos de contato entre uma obra e outra, mas D ́Orbigny soube ver com seus próprios olhos e fixar o visto em páginas de grande valor que acrescentam as observações do ilustre naturalista, seu antecessor. Comissionado pelo Museu de História Natural de Paris, a fim de estudar o continente americano em geral, especialmente o elemento aborígene sul-americano, partiu da França em 1826, contando apenas vinte e quatro anos de idade. Foi esta viagem que lhe supriu de material de primeira ordem, para compor respeitável acervo de informações, observações agudas e transformar esse cabedal numa obra que o credenciaria como um grande estudioso. D ́Orbigny é considerado, pela especialização de seus estudos, um dos fundadores da paleontologia estratigráfica, com tanto afinco se dedicou ao exame dos nossos fósseis, dos exemplares recolhidos na América do Sul. O presente volume contém exclusivamente a parte de sua excursão pelo Brasil e nos seus onze capítulos acham-se descritas as mais exatas observações sobre a nossa geografia, fauna e flora, sobressaindo-se os dados etnográficos, até hoje considerados fundamentais pelos especialistas
D'ORBIGNY, AlcideCoudreau foi um daqueles intrétidos viajantes do século passado que fascinam pelas descrições pormenoritizadas de um mundo que, se hoje ainda não está inteiramente conquistado, em 1896, data de sua viagem, encontrava-se então em um estágio de colonização bastante incipiente
COUDREAU, Henri AnatoleDesenhos expostos no Museu Mineiro realizados por professores indígenas de seis etnias em oficinas de arte que aconteceram durante o II Curso de Magistério de Ensino Fundamental para Professores Indígenas de Minas Gerais
Trabalho contendo entrevistas de casais de agricultores para registrar os conhecimentos de cultivo dos índios Wayampi
Wajãpi, Ajareaty (org)Livro de memórias do professor Walter Andrade Parreira entre os indígenas Munduruku
Parreira, Walter AndradeShenipabu Miyui - história dos antigos reúne, em uma edição bilíngüe (Kaxinawá-Português), doze narrativas dos mitos de fundação da nação indígena Kaxinawá, que habita a região do Alto Purus, na divisa do Acre com o Peru. O livro é fruto da pesquisa de professores Kaxinawá, que percorreram as diversas terras de seu povo com o objetivo de criar uma escrita que preservasse a sua memória. Esse trabalho chega agora às mãos de todos os interessados, trazendo um precioso material de reflexão sobre uma parte até então encoberta, desvalorizada e pouco difundida de nosso diversificado patrimônio histórico-cultural
Livro didático do povo indígena Mayoungong
Tödönnamo`jödö (Organização)Trata-se de um grande clássico de caráter didático primordial para a educação infanto-infantil. Possui texto de fácil entendimento que estimula o jovem a pensar e adquirir interesse pela leitura
CHAPELLE, RichardEste estudo aborda a obra do Visconde do Porto Seguro, autor de uma história geral do Brasil e pensador que se situava no lado oposto do indianismo romAntico. Segundo a autora, Varnhagen tinha como preocupação a “superação da diversidade cultural e racial existente no Brasil”, o que levou à elaboração de uma obra que privilegiava as origens européias da nação. A dissertação trabalha com textos menos lidos do autor, incluindo uma exposição sobre as origens turanianas (portanto estrangeiras) dos Tupi
OLIVEIRA, Laura NogueiraO autor, que pode ser considerado um precursor do Gen. Rondon no tratamento dos índios, advoga o conhecimento e estudo de suas línguas, costumes e organização social como meio de transmitir-lhes o nosso idioma e de incorporá-los à sociedade brasileira. O livro, publicado originalmente em 1876, quando eram diminutos os contatos com a população indígena da Amazônia e do Centro-Oeste, é completado pelo curso de língua tupi ou nheengatu
MAGALHÃES, Couto de Gen.A comunidade indígena Maxakali reside em Minas Gerais, em duas reservas – Água Boa e; Pradinho. É composta por aproximadamente 850 índios, onde nada menos que a metade de; sua população é constituída por indivíduos na faixa etária compreendida entre 0 e 12; anos. O grupo mantém muitas de suas tradições culturais, inclusive a língua. O objetivo; perseguido por esta pesquisa foi a compreensão dos sentidos e significados de corpo e; lúdico presentes nos indivíduos da comunidade em questão
ALVES, Vânia de Fátima NoronhaPublicação do 44º Festival de Inverno da UFMG realizado no período de 15 a 26 de julho de 2012 em Diamantina que recebeu diversos mestres das culturas afrodescendentes e indígenas
Publicação de Salvador Pires Pontes sobre a gramática Tupi
Pontes, Salvador PiresLivro didático do povo indígena Mayoungong
Este livro é um intento de colaborar para a maior visibilização dos inúmeros conhecimentos e formas filosóficas que intelectuais indígenas detêm e de sua luta pela terra, por direitos, pelas condições de fazer viver tais conhecimentos
Flores, ValdomiroLivro elaborado a partir do 'Encontro Internacional de Etnomusicologia - Músicas Africanas e Indígenas no Brasil' realizado em outubro de 2000 em Belo Horizonte. A obra discute conceitos de cultura e propriedade intelectual por meio de textos de especialistas consagrados no mundo acadêmico. Para falar das práticas musicais dos índios e negros no Brasil, transcreve falas e manifestações orais dos participantes indígenas, incluindo essas vozes, antes inaudíveis, no debate
TUGNY, Rosângela Pereira de (org)Livro contendo contos dos índios Maxakali
Tugny, Rosângela Pereira [Estudo & organização]Publicação didática produzida pelo grupo indígena Kayapó
Tiras intituladas "produtos de genocídio"
Os Tapirapé vivem numa região de floresta tropical, com flora e fauna tipicamente amazônicas, entremeada de campos limpos e cerrados. Agricultores, suas aldeias tradicionalmente se localizam nas proximidades de densas florestas em terrenos altos não inundáveis, onde mantém suas roças. Tapi’itawa, a aldeia mais conhecida do grupo, reproduz as condições ideais para a localização de uma aldeia: terreno não-inundável próximo a florestas altas para agricultura, também com proximidade a campos abertos marginais aos afluentes do Araguaia e a um córrego de existência perene mesmo durante a estação seca. Os Tapirapé exploram alternadamente esse ambiente, segundo a época do ano e atividade a que se dedicam: agricultura, caça, coleta e pesca
Wagley, CharlesLivro didático do povo indígena Mayoungong
Tödönnamo`jödö (Organização)Por que se matam os índios guaranis do Brasil? Para um psiquiatra, que significa o suicídio? E quando ele é epidêmico, circunscrito a uma etnia e a um momento particular da história dessa cultura? O "país dos buracos", mesmo entorpecido pela violência quotidiana e pelo vil mercadejar de todos os bens simbólicos, assiste perplexo ao auto-extermínio dos primeiros habitantes da Terra de Santa Cruz. Por que se matam? Que explicações são possíveis para o suicídio? Psiquiatria, sociologia, psicanálise. como entender o que leva os humanos a se matarem? Buscando lançar luz sobre o enigma da epidemia de suicídio entre os índios brasileiros, o autor, psiquiatra e psicanalista no Rio de Janeiro, realiza um dos mais importantes estudos de pesquisa social psiquiátrica em nosso país. O trabalho recebeu o prêmio anual (1997) da Associação Brasileira de Psiquiatria
LEVCOVITZ, SergioO livro tem por objetivo contribuir para a valorização e permanência da língua original do povo Manoki, a língua Irantxe
Warakuxi, BartolomeuO volume constitui, de certa maneira, uma homenagem ao falecido Marcos Magalhães Rubinger, cuja carreira de professor e pesquisador, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi bruscamente interrompida logo no início do Movimento de 1964, que o levou à prisão e ao exílio, o que sem dúvida contribuiu para sua morte prematura em 1975.; Ainda que os três textos tenham todos por tema o contato interétnico, em pouca coisa se sobrepõem e podem ser tomados como complementares, uma vez que lidam com aspectos diferentes das relações entre os Maxakalí e os brancos
RUBINGER, Marcos MagalhãesPublicação infanto-juvenil sobre a índia Iara
Guimarães, Márcia MeyerEste livro se propõe a auxiliar no processo de formação continuada de professores da educação sobre a temática indígena
SILVA, Giovani José daDurante 30 anos (1624-1654), os holandeses ocuparam territórios no Nordeste brasileiro. Hoje, os; eventos são considerados como um dos mais importantes capítulos da história brasileira. Na; Holanda, pelo contrário, a experiência brasileira funciona como um ponto cego na historiografia; nacional. Todavia, a colonização do Brasil resultava num arsenal de manuscritos e imagens. O; “relato de Roulox Baro” faz parte desta produção. Aos sete anos de idade, foi enviado às Índias; Ocidentais. Conviveu durante toda a juventude com os tupis. Adulto, tornou-se interprete a serviço; da Companhia das Índias Ocidentais e comandou algumas expedições no interior. O registro da; expedição de 1647 sobrevive. Vamos apresentar uma análise cultural e histórica do relato
MOREAU, PierreBreve exposição de alguns aspectos gramaticais da língua Guarani que foram discutidos e trabalhadores coletivamente durante as várias etapas do Programa de Formação de Professores Indígenas Guarani das regiões sul e sudeste do Brasil
MONSERRAT, RuthDuas vezes em meados do século XVI, o mercenário e arcabuzeiro alemão Hans Staden (1524-1576) aportou nas costas do recém-descoberto Brasil. A primeira, em 1549, passando por Pernambuco e pela Paraíba, e a segunda, em 1550, quando chegou na ilha de Santa Catarina, dirigindo-se posteriormente à capitania de São Vicente, no litoral sul do atual estado de São Paulo. Na segunda viagem, como viera a bordo de um navio espanhol, foi preso pelo governador-geral, o português Tomé de Sousa, e em seguida capturado pelos índios tamoios, inimigos dos tupiniquins e dos portugueses e aliados dos franceses. O jovem Staden viveu para contar o que viu: paisagens virgens, riquezas inexploradas e a prática ritual do canibalismo, do qual por muito pouco não foi vítima. O livro com o seu relato foi publicado em 1557, em Marburgo, Alemanha, ilustrado por xilogravuras anônimas (reproduzidas nesta edição) baseadas nas suas descrições, e imediatamente tornou-se um best-seller em toda Europa. Trata-se da mais acurada e impressionante descrição do banquete antropofágico? o festim canibal praticado pelos povos Tupi. É, também (junto à Carta de Pero Vaz de Caminha) umas das primeiríssimas reportagens realizadas sobre os povos que viviam no que viria a ser o Brasil
STADEN, HansA idéia de construção deste livro surgiu durante a realização do Projeto Açai, curso de formação dos professores indígenas de várias etnias do estado de Rondônia e Mato Grosso. Durante este curso, fomos construindo este belo livro de histórias, escritas e desenhadas por nós, professores, para usarmos nas escolas das nossas aldeias como material didático. Aqui está a escrita em língua materna e em língua portuguesa de algumas de nossas histórias
Professores Indígenas de Rondônia e noroeste do Mato GrossoAnálise das multifacetas de Darcy Ribeiro como intelectual brasileiro
BOMENY, HelenaFormado na Jamaica e em Oxford para fazer parte da elite colonial, Stuart Hall mora na Grã Bretanha desde 1951 e considera que ser migrante é a condição arquetípica da modernidade tardia. Escreve a partir da diáspora pós-colonial, de um engajamento com o marxismo e com teóricos culturais contemporâneos e de uma visão de cultura impregnada pelos meios de comunicação. Sua obra é delicada em sua empatia com interlocutores teóricos e atores na cena cultural e incisiva em sua afirmação da importância social de pensar, para deslocar as disposições do poder e democratizá-las. O pensamento de Hall passa por convicções democráticas e pela aguçada observação da cena cultural contemporânea. A maioria de seus textos teóricos é ligada a uma conjuntura específica, incluindo aí um momento da discussão teórica sobre cultura
HALL, Stuart (1932-2014)Há pouco mais de meio milênio, um vasto mosaico de povos indígenas ocupava, de forma plena, o extenso território que depois seria nomeado Brasil. Hoje, fração pequena dessa sociodiversidade sobrevive, em estado de alerta. A educação escolar indígena tem sido um dos lugares de batalha contra e a favor dos processos de revitalização e desaparecimento de toda essa riqueza. Nietta Lindenberg nos apresenta os bastidores da história de jovens indigenistas brasileiros, chamando-os de cronistas de viagem. Ela foca as atividades de documentação e reflexão sobre o trabalho de campo realizado por esses viajantes - a assessoria e a formação de indígenas como professores e agroflorestais, em especial no Acre e no sul do Amazonas. Debruçada sobre alguns dos relatórios de viagem escritos por esses indivíduos, reproduzindo e analisando seus textos, narra as experiências vividas em campo pela voz de seus autores
MONTE, Nietta LindenbergCostumes e Tradições aborda fatos e acontecimentos do povo Yawa, surgimento e fortalecimento das artes, dos rituais, dos mitos, das lendas, da pajelança, uso das plantes medicinais, cantos sagrados, caçadas e pescarias tradicionais. As informações foram obtidas através de depoimentos e entrevistas com os velhos sábios e conhecedores da cultura e da história do povo Yawanawá, também de outros grupos étnicos que formam as comunidades da terra indígena