Aldeia Vila Nova

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        Aldeia Vila Nova

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              460 Archival description results for Aldeia Vila Nova

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              Encontro de Pajés
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_BV_VID_20140226_153453A · Item · 2014
              Part of Arquivístico

              Apresentação individual de cantos maxakali, com microfone, em pátio diante da kuxex

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              Encontro de Pajés
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_BV_VID_20140226_153453B · Item · 2014
              Part of Arquivístico

              Apresentação individual de cantos maxakali, com microfone, em pátio diante da kuxex

              Untitled
              Joati Pataxó
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_BV_FOT_201402_08 · Item · 2014-02
              Part of Arquivístico
              Untitled
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150425_03 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              A história parece dizer respeito aos materiais produzidos durante a viagem de campo de outubro de 2014, à Aldeia Maravilha. Nessa ocasião, foram registrados Kotkuphi, Yãmĩy e também pescaria das mulheres e dos homens. A exegese parece conectar esses eventos. Esse arquivo é a explicação em português da história contada por Toninho Maxakali no arquivo <mx_rj_vid_20150425_02>.
              Zé Antoninho conta em português a história de Kotkuphi: “Em português é espírito. Quando Kotkuphi quer ir embora para o céu, alguém mandou um recado para um outro espírito, aquele preto [Yãmĩy preto]. Então, homens e mulheres vão pescar para cozinhar peixes para os espíritos. Comem um pouco e deixam um pouco para a religião. À noite dança perto do mimãnãm, no pátio. As mulheres pescam de novo e depois dão para a religião de novo. Tem também Yãmĩyhex, que em português é mulher-espírito. O pajé vai dizer para as mulheres arrumarem comida para a religião. Então as mulheres vão com junto com homens e Yãmĩyhex pescar. Yãmĩyhex vai pescar para a mãe dela. Quando chegar na aldeia, entrega para cada homem, pai dela. Yãmĩyhex tem mãe e pai na aldeia. Antigamente faz assim.”

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              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150422_01 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
              12’53’’ – “Antigamente Kotkuphi matou botocudo e espírito dele está acompanhando Kotkuphi. Então, quem canta é botocudo. Canta diferente”.
              15’25’’ – “Primeiro termina canto de Kotkuphi, depois é esse”.

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              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150424_03 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              Comentários sobre a pintura que fazem as mulheres e crianças quando Kotkuphi vai se despedir. É um gesto que imita Kotkuphi, que também está se pintando dentro do kuxex.
              Notas também sobre as características das pinturas corporais de Yãmĩyhex (como cobra) e de Kotkuphi (como onça).
              Toninho conta que quando Kotkuphi vai embora, ele se pinta igual onça. Daí, quando a onça o vê no mato, pensa que ele também é onça e não o ataca. Toninho escreve isso em língua Maxakali. Zé Antoninho traduz depois e também explica que Kotkuphi está se arrumando para ir embora, como branco quando vai viajar para outra cidade. Então, ele se pinta. A pintura é como nossa roupa. Tinta vermelha é igual camisa vermelha.

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              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150423_02 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
              7’15’’ – Toninho canta mostrando o canto que está escrevendo.
              14’55’’ – Toninho explica que na gravação estão trocando a ordem das frases do canto. O correto seria cantar primeiro “paxot” (macuco) e depois “xaxip” (mutum), mas estão cantando na ordem inversa.
              20’00’’ – Toninho explica alguma coisa sobre a direção da ordem das sequências de cantos. Kotkuphi começa cantando “descendo” e depois canta “subindo”. Ao que parece, canta-se a sequência no sentido do começo ao fim para depois cantá-la do fim ao começo. Pode ser que isso tenha à ver com o movimento de Kotkuphi que quando vai embora “sobe”.
              22’00’’ – Informações sobre cantos que são de “outra aldeia”.

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              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150424_04 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              Trabalho de qualificação de acervo: visionagem do material gravado na viagem de campo à Aldeia Maravilha ocorrida em outubro de 2014 . No material que assistem, as mulheres erguem suas varinhas com presentes, do lado de fora do kuxex, para trocar com as flechas confeccionadas por Kotkuphi. Enquanto isso Kotkuphi está cantando também.
              Toninho explica que as mulheres estão reunidas fora do kuxex e os homens lá dentro, junto com Kotkuphi.
              3’25’’ – Toninho explica que os presentes feitos pelas mulheres e crianças são miçangas, dinheiro, boneco, brinquedo... qualquer coisa. Kotkuphi vai gostar de algum e vai pegar a vara de cada uma delas. Quando termina o canto, as varinhas e as flechas são destrocadas. Antigamente as mulheres davam era goma de mandioca. A goma era guardada dentro do kuxex. Quando achavam carne, caça, fazia-se beiju que era distribuído para todos que participavam.
              17’18’’ – Toninho diz que Kotkuphi era coisa muito séria. Ele conta uma história que seu pai lhe ensinou. É a história de Kotkuphi que queria ir embora. Mas o mõnãyxop, antepassado, foi olhar sua armadilha enquanto Kotkuphi se arrumava para ir embora. Mas o mõnãyxop demorou a voltar e acabou sentindo o cheiro de urucum dos Kotkuphi. Foi atrás querendo caçar para seus filhos comerem. Econtrou os Kotkuphi na estrada, que assobiaram bravos para que ele fosse embora, voltasse para a aldeia. O Kotkuphi que era Kotkuphi dele ficou um pouco com ele e também tentou convencê-lo a voltar, mas ele não quis. O Kotkuphi dele saiu brevemente para caçar. Nesse ínterim, os outros voltaram e mataram o antepassado e comeram-no. Quando o Kotkuphi que havia saído voltou, não encontrou o antepassado, mas viu o osso da coxa dele. Colocou no fogo até estourar e o antepassado viveu de novo. A história se repetiu e os Kotkuphi comeram-no novamente, mas sobrou o osso da falange do meio do dedinho da mão. Após Kotkuphi procurar no meio de vários ossos de bichos queimados, achou o osso da falange do antepassado. Colocou de novo no fogo até pocar. Saiu o antepassado de novo, mas não era igual, ele estava amarelo. Seu Kotkuphi o levou para ficar onde ficam os Kotkuphi. Ofereceram-no amendoim, mas ele não queria. “Porque você não come?”, perguntou o Kotkuphi. Mas o antepassado estava com saudade dos filhos. Então, Kotkuphi o ajudou a chegar de volta na aldeia, por um atalho.

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              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-SON-MX_RJ_VID_20150422_07 · Item · 2015
              Part of Arquivístico

              Trabalho de qualificação de acervo: transcrição, tradução e exegeses. Toninho e Zé Antoninho escutam as gravações do ritual de Kotkuphi realizado no ano de 2008.
              Apresenta um processo de escuta dos cantos com Toninho escrevendo um dos cantos. Ele também vai dando indicações de que um canto acaba, está começando outro, pede para ouvir novamente um canto específico.
              11’51’’ – Zé Antoninho começa a escrever um pouco e, em seguida, canta o que está escrevendo.
              25’45’’ – Toninho volta a escrever.

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