João Duruteu Txai e Luiz Copaca da Aldeia Pé de Côco andam no cerrado indo para o cemitério; no dia seguinte ao enterro levam folha de Bacaba para colocar “fazendo uma casa para o espírito do falecido”, debaixo da palha colocam alguns pertences como bolsa, instrumentos como a cabacinha (cukonré), tecidos, coberta; “a viúva coloca uma cabaça para o marido pegar.” O Cotoj não é enterrado com o cantor (increr). Pode até ser colocado sobre no tumulo do falecido, mas alguém o carrega e passa a usa-lo.
UntitledAldeia Cachoeira
896 Archival description results for Aldeia Cachoeira
Grupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite = Aw caprat crer acompanhadas pelo cantor de maracá ( Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; na cena segurando um bastão a Cantora Anciã (Honkrepoj ) Maria Joana Prupru Krahô.
UntitledGrupo de mulheres (pyjê), mocinhas, mães com bebes de colo e senhoras anciãs cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri; na cena final D.ªPerolina (mãe do Pesquisador Gregório Huhtê da Aldeia Cachoeira) cantando e dançando.
UntitledGrupo de mulheres (pyjê), cantam Cantiga da Noite (Aw caprat crer) - acompanhadas pelo cantor de maracá (Cotojcrer) – Domingos Kaj Krahô da Aldeia Rio Vermelho. Cena sem foco se alternam com cenas focadas.
UntitledAmanhecer do dia depois da noite inteira de cantoria no pátio; grupo feminino acompanhado do cantador (cotojcrer) Antônio Tàmi Krahô da Aldeia Pedra Branca com seu maracá. D.ªPerolina; Creuza Prumkwyj; dentre outras cantoras; e Leonardo Pires Rosse registrando o áudio.
UntitledCarlito Pànrã no pátio com côro de mulheres canta Cantiga de Maracá (CutojKrer);
UntitledCena da fila de meninas e mocinhas que participam do coro de mulheres sem cantar ainda, apenas ouvindo – demonstram timidez ao serem filmadas; no áudio Carlito Pànrã canta Cantiga de Maracá, aparece ao fim.
UntitledBoa e longa cena do cantor (inkrer) Carlito Pànrã cantando com maracá (cotoj) no pátio (cá) da Aldeia Cachoeira com o Côro de mulheres de todas as idades.
UntitledVer explicação do arquivo anterior;
Segundo Huhtê existe uma movimentação espacial executada por Odeci Tejapoc para se entoar a música do Cacot. Pra ilustrar desenha no papel um grande Z e um grande X.
Ver explicação dos dois arquivos anteriores. Na imagem também aparece o pesquisador Leonardo Pires Rossi registrando o áudio.
UntitledTejapoc, Agente de Saúde (nome?) e Sr.Xêpym que segura o feixe de cacot no pátio central (cà) conversam.
UntitledCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
UntitledNa roda de anciãos Francisco Potyt da Aldeia Rio Vermelho conta na língua nativa do tempo em que os animais formaram a aldeia e começaram a criar as várias festas/rituais/amjekin.
Creuza Prunkroi filmando; no fim de sua fala Krwakraj e Tejapoc o apoiam com gestos corporais afirmativos; Krwakraj complementa dizendo que essas músicas de caçada alertam as pessoas; orientam que não pode dormir muito; faz parte da preparação física e espiritual - a vigília.
Gregório Huntê conta que antigamente os Krahô corriam no escuro, sem nada, nem lanterna, chinelo, nada. Fazem um resguardo muito duro nesse momento, ninguém come pele de animal, só a carne, pra ficar mais protegido e desviar de todo o perigo. Se a pessoa não tem essa capacidade de resguardo logo logo pisa no toco; machuca; tem que correr mesmo para ser atleta e caçador bom. Ele comenta que esses preparos estão desaparecendo e os jovens já não praticam muito esses conhecimentos.
Francisco Potyt canta a música da caçada que é executada fora da Aldeia; ele é o “profissional” / “mestre” dessa música; ele não é cantor de maracá (Cotoj Inkrer) ele é especialista nas cantigas do Wyty, Copó e Xÿ; segundo Huntê ele é o único Krahô que ainda sabe canta-la. Os professores Krahô ficaram muitos felizes de estarem registrando uma música já rara de se ouvir, uma vez que os jovens não estão se interessando muito pela caça, todo o ritual vai ficando meio esquecido.
Essa cantiga, cantada com o intuito de deixar os animais mais contentes; os bichos escolhem a pessoa que eles mais tem afinidade para passar na frente, e se entregar como caça.
Essa cantiga especial de caçada só pode ser cantada fora da aldeia, no período da seca, onde os caçadores acampam; não pode ser cantada nas festas nem dentro da aldeia.
Cantiga canta do “Icakôc xà” = o sapo sobre a água durante a noite
A música da caça será cantada a noite toda até de manhã. Chega no final volta. Ninguém pode dormir para ficar mais atento mesmo. Segurança. Não pode fazer sexo. Tem que ficar firme esperando o dia amanhecer e cada um vai ter que entrar pro rumo que quiser. Caçador bom já encontra, mata, e chega primeiro. Quem é mais preparado é famoso pela caça.
Só Francisco Potyt sabe cantar essa música. Como os jovens estão deixando de caçar a cantiga tem ficado esquecida. Potyt é um mestre porque o pai dele também era um mestre. A cantiga fala de sapo, periquito, rio, planta, chuva, nuvem, filhote, dia, noite.
Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
UntitledNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
UntitledNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
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UntitledNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
UntitledNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
UntitledNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
UntitledNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
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UntitledNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
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UntitledNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
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UntitledNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
UntitledZé Cadete Jõhê (hõkjêr catê=chamador) pintado e ornado manda o cantor animar mais, não pensar em tristeza.
Untitled"Principe do milho" - inicio da brincadeira de peteca - boa colheita
UntitledMeninas pintadas de jenipapo
UntitledCrianças brincando com as petecas
UntitledCrianças brincando com as petecas
UntitledIndo com as folhas para casa de onde sairão na fila da sucuri
UntitledCantoras profissionais
UntitledJoão Duruteu Xàj Krahô da Aldeia Pé de Coco, ornado com colar com cuconre, canta sobre a beleza do jenipapo (prôt-tixô).
Em termos de andamentos das músicas, usam o termo “capr~i” para um andamento mais lento, e “huphê” para um andamento mais acelerado.
Áudio 69 – explicação sobre os ritmos e levadas
Gregório Huntê explica que os Krahô possuem seis levadas/ritmos diferentes no maracá. “Cada cantor vai estar levando seu maracá de forma diferente, de acordo com sua habilidade, seu compromisso de mestre, sua responsabilidade. Igaiperxà – quanto mais você estiver mexendo mais você vai sentir.”
Existem dois andamentos das cantigas.
Continuação da filmagem anterior.
Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti] entoada pela comunidade que canta contornando o Kricapé
O ancião/mestre João Côrã Krahô confecciona a peteca põhyhpr`y feita com a palha do milho (pohy).
Ornado com o Kuj (brinco) pintado de urucum; o Kuj é feito de uma madeira singular;
Continuação da ótima cena anterior de cima da árvore filmando a corrida de tora vindo pela estrada no cerrado; corredor vem com o cinto Xy soando pela estrada; os anciãos Zé Cadete; Francisco Potyt; vem caminhando; João Duruteu Txai vem correndo com short azul, começa a cantar canção Wacmejê quase chegando na aldeia.
UntitledPedro Filho K~ijapy Krahô vem correndo, pintado de jenipapo, cantando Cantiga Wacmejê (Seca).
UntitledComunidade masculina vindo até o pátio (cà) participar da finalização da corrida de tora Pohy jô Crow. Preparando para cantar o música da Tora (Crow) do Milho (Pohy)
UntitledGrupo masculino canta e anda em círculos ao redor das duas toras de milho (pohy jo crow). Inicia o mandato Catamjê (inverno). Tejapoc (mestre Aldeia Pé de Coco) e Pêhà (Cacique da Aldeia Cachoeira) dirigem a cantoria do Pohy (milho). Derlindo e Cesar Krahô movimentam a festa. No fim da cena a cantora (hôkrepôj) solista Silvia Hõrôt Krahô – filha de Gregório Huhtê - entra fazendo duo vocal com Pêhá.
UntitledGrupo grande masculino no pátio (cá) continua cantando a Cantiga com participação da cantora (hôkrepôj) solista Silvia Hõrôt Krahô. Finalização do Amjekin Pohy jõ Crow (Ritual do plantio/tora do milho) . Luzimar Kààkà Krahô filmando. Logo que finalizam o canto o grupo se dispersa rapidamente, ficam alguns rapazes mais novos, adolescentes, que pegam e carregam a tora de forma “jocosa”, ou melhor, já sem compromisso ritual.
UntitledCrianças brincando de luta corporal
UntitledCrianças brincando descontraídas no pátio (cà) com as petecas (põhy pry) depois do ritual.
UntitledProfessor Fabio Junior Inxycaprêc acompanhando a corrida de Hotre.
UntitledAndorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê).
Cakrô canta canção do Catamjê (período das chuvas = “inverno”). Cantiga do Gavião.
Puxa com o canto a Sucuri (Rohti) que sai de dentro da casa e vai bem lentamente até o pátio central (Cà). Homens de todas as idades com o rosto tampado por folhas.
Quando chegarem ao cà (pátio) os membros do partido Catamjê, escolherão as lideranças politicas daquele semestre.
Continuação. Cena filmada do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Acompanham nos registros Souza Krahô; Leonardo Pires Rosse e Ana Gabriela Morin.
“Somente o grupo do inverno imitando a sucuri; abrindo a sessão de eleições indígenas; do escolhimento de membros da comunidade para governar.” (Gregório Hunte Krahô)
Continuação cenas anteriores. A fila de homens = Sucuri (Rohti) chega ao pátio central (Cà). A fila se desfaz, tiram as folhas de frente do rosto, alguns sentam. Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê) pronuncia algumas palavras de encerramento na língua.
UntitledSe junta a Faustino CrocCroc e Inhonhy “Mundico”, Balbino Tehhi Krahô outra liderança Catamjê e continuam conversando baixinho decidindo quem será o novo líder sazonal – “prefeito” = Homré e seus conselheiros.
UntitledLuz de inicio da noite. Bela imagem. Os anciãos Inhonhy “Mundico”, CrocCroc e João Xavier - que fuma – conversam entre si. Outros anciãos sentados na areia, Zé Cadete.
UntitledEm reunião com os homens o cacique da Aldeia Manoel Alves e pesquisador/tradutor explicando na língua sobre os detalhes do projeto.
UntitledEm reunião com os homens o cacique da Aldeia Manoel Alves e pesquisador/tradutor explicando na língua sobre os detalhes do projeto.
UntitledGrupo observa caminhão com mercadorias;
UntitledComida socializada em uma bacia colocada no chão; arroz e carne; todos vão se servindo e comendo com as mãos; João Duruteu Xàj come com a colher grande.
UntitledTrês crianças comendo juntas sentadas no chão; cena curta e tremida.
UntitledVice-cacique da Aldeia Cachoeira aproximando com vasilhas na mão;
UntitledGrupo de homens caminha em direção ao pátio central (cà); no meio deles José Cadete Jóhê Krahô vem cantando.
UntitledNoite no pátio central, com uma luz de filmadora, a comunidade chora e canta, velando o corpo do Sr.Domingo Catxêt Krahô, mestre Icrer (cantor) e Pajé; Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira canta parado com o maracá (cotoj) uma música de velório; as mulheres cantoras (hokrepoj) respondem cantando um lamento sentido; cena forte; morte.
UntitledNoite no pátio central; Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira canta parado com o maracá (cotoj) uma música de velório; uma senhora faz duo com ele; outras mulheres cantoras (hokrepoj) estão sentadas ao redor do caixão do falecido; lamentam; cena forte; morte.
UntitledO pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô discursa sobre o projeto para alguns índios, com a presença de Veronica Aldé (parte em língua nativa e parte em português);
UntitledNo Amjekin Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) corrida de Hotre (torinha); feita da palmeirinha Pati (Wôôre pàr).
UntitledContinuação da cena arquivo 3537; No Amjekin Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) corrida de Hotre (torinha); feita da palmeirinha Pati (Wôôre pàr).
Meh hohcukren jujarên atajê.
Meninas observando o movimento da cantoria.
UntitledMeninas observando o movimento da cantoria.
UntitledMeninas observando o movimento da cantoria.
UntitledMeninas observando o movimento da cantoria.
UntitledCantoras profissionais - Hohkrepoj
UntitledCantoras profissionais - Hohkrepoj
UntitledMeninas e moças enfeitadas de colares de miçanga aguardando o inicio de sua performance junto com o côro feminino
UntitledMeninas e moças enfeitadas de colares de miçanga aguardando o inicio de sua performance junto com o côro feminino
UntitledMeninas e moças enfeitadas de colares de miçanga aguardando o inicio de sua performance junto com o côro feminino
UntitledJogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
UntitledJogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
UntitledJogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
UntitledMeninas e moças enfeitadas de colares de miçanga aguardando o inicio de sua performance junto com o côro feminino
UntitledMeninas e moças enfeitadas de colares de miçanga aguardando o inicio de sua performance junto com o côro feminino
UntitledDª Perolina (mãe do Huhtê)
UntitledMoça jovem com colar de miçanga
UntitledMoça jovem com colar de miçanga
UntitledCantador de maracá Domingos Kaj e Côro feminino
UntitledCantador de maracá Domingos Kaj e Côro feminino
UntitledCantoras chegando para gravação
UntitledJogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
UntitledGetulio, Creuza e Comunidades assistindo as gravações
UntitledSr.Getúlio Krwakraj Krahô
UntitledVisualizando de longe o local
UntitledComunidade participando Encontro de Cantores
UntitledComunidade participando Encontro de Cantores
UntitledComunidade participando Encontro de Cantores
UntitledComunidade participando Encontro de Cantores
UntitledComunidade participando Encontro de Cantores
UntitledOrelhão do" Sr.com chifre"
UntitledJoão Duruteu Txai; cantoras e Leonardo Pires R.
UntitledCôro de Meninas e Moças
UntitledCôro de Meninas e Moças
UntitledCôro de Meninas e Moças
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