São Paulo
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A Obra citada é uma coletânea de ensaios produzidos por historiadores diversos, organizados em dois volumes pelo historiador Carlos Guilherme Mota, os quais tratam sobre diversos aspectos e períodos da História. No capítulo "Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência", que faz parte do primeiro volume, o historiador Kenneth Maxwell, discorre sobre a Independência do Brasil no contexto comparativo atlântico. Na primeira parte do texto, o autor trata sobre os aspectos e pressupostos que envolvem a emancipação de uma nova nação, os quais são: a democratização da política interna - a manifestação da expressão popular; o reconhecimento do novo status de nação por outras nações, o que naturalmente segundo ele, é de fundamental importância na história de sua identidade como nação independente; a assinatura de um tratado internacional com a antiga metrópole e outras obrigações e decisões comuns a uma nação emancipada, o que para ele, se constituem em temas fascinantes para a investigação histórica
MOTA, Carlos Guilherme (Org)A obra reúne relatos de experiências vividas pelo autor com o Programa Cultura Viva, que tem ação prioritária nos Pontos de Cultura e é voltado para a democratização da cultura, possibilitando a expressão de suas múltiplas identidades. No livro, o leitor encontra passagens sobre a visita de Turino à tribo Yawalapíti, no Parque Nacional do Xingu. A tribo teve seu território reconhecido como Ponto de Cultura e conseguiu ajuda para ensinar o idioma a seus integrantes, ajudando na preservação de suas características culturais.; O autor aborda ainda a experiência da Casa de Cultura Tainã, em Campinas, no interior de São Paulo. O núcleo cultural nasceu de modo independente após uma série de iniciativas tímidas na cidade, que incluíam desde uma biblioteca a uma orquestra de tambores em metal. Além disso, a obra relata o trabalho de cineastas indígenas que produzem documentários e filmes de ficção, dentro do projeto Vídeo nas Aldeias. Os longas e médias-metragens são falados em Falados em línguas como kaxinawá, kuikuro, huni-kuni e ashaninka e encenados e dirigidos pelos próprios índios.
TURINO, CélioSegundo Pierre Bourdieu, os museus abrigam tesouros artísticos que se encontram, ao mesmo tempo (e paradoxalmente), abertos a todos e interditos à maioria das pessoas. Partindo de um conjunto prévio de hipóteses, os autores realizaram uma sondagem sistemática sobre o público de museus de cinco países europeus em meados dos anos 60, com o objetivo de verificar quais os fatores que determinam ou favorecem a prática. Ainda que decorridos vários anos entre a publicação francesa e esta primeira tradução para o português, a problemática central levantada permanece: porque apenas parte dos indivíduos consegue fruir adequadamente as obras de arte e quem são esses indivíduos são as questões aqui analisadas
BOURDIEU, PierreA revalorização da festa como objeto de estudo deve muito à historiografia sobre a vida privada e às obras de autores como Bakthin e Norbert Elias. Em dois volumes, este livro amplia a reflexão sobre o tema, com cinqüenta ensaios de historiadores e especialistas de outras áreas. Os autores ressaltam o papel da sociabilidade festiva na formação da sociedade colonial e pós-colonial, num cotidiano marcado pela dispersão espacial e a instabilidade econômica
JANCSÓ, IstvánA revalorização da festa como objeto de estudo deve muito à historiografia sobre a vida privada e às obras de autores como Bakthin e Norbert Elias. Em dois volumes, este livro amplia a reflexão sobre o tema, com cinqüenta ensaios de historiadores e especialistas de outras áreas. Os autores ressaltam o papel da sociabilidade festiva na formação da sociedade colonial e pós-colonial, num cotidiano marcado pela dispersão espacial e a instabilidade econômica
JANCSÓ, IstvánEdward Said examina as maneiras pelas quais os pressupostos imperialistas influenciaram e continuam influenciando a política e a cultura ocidentais, desde os grandes romances do século XIX até a cobertura jornalística da Guerra do Golfo. O entendimento dessa “estrutura de atitudes e referências” imperial e das reações a ela no processo de descolonização é o caminho privilegiado para se descortinar uma perspectiva esperançosa: a coexistência harmoniosa entre o Ocidente e suas antigas dependências coloniais, algo que só será realidade quando alcançarmos uma compreensão histórica de que todas as culturas são, inevitavelmente interdependentes
SAID, Edward WEscrito especialmente para estudantes, professores e profissionais das ciências humanas, este livro desvenda as facetas da Antropologia - da evolução do Homo sapiens aos mistérios dos rituais e da religião. Com linguagem acessível, o autor analisa a importância da Antropologia para os dias de hoje e para o futuro, inclusive no cenário brasileiro. Mostra ainda que, mais que uma ciência da diversidade cultural, a Antropologia é uma forma de dar sentido ético ao homem.
GOMES, Mércio PereiraA Nova História Cultural enfatiza a importância do significado na ação social. A obra, saudada pela crítica americana como extremamente importante, apresenta uma argumentação até certo ponto provocativa em defesa dos princípios que fundamentam a Nova História Cultural, explicando os seus objetivos e mostrando o quanto é complexa a recuperação da dinâmica da expressão e interpretação do passado
HUNT, LynnEngleton toma como base sua insatisfação quanto ao significado antropológico amplo e com o sentido estético rígido da cultura, e busca algo que a diferencie de outros conceitos fundamentais da Sociologia, por considerar em jogo o uso do conteúdo da alta cultura. Busca as transformações históricas pelas quais o termo passou e seus usos contemporâneos. Ao mergulhar na crise moderna da idéia de cultura, aborda os choques culturais, a dialética da natureza e da cultura, dialogando com Marx, Nietzsche e Freud, e aprofunda a visão com relação à homogeneização da cultura de massas, a função da cultura na estruturação do Estado-Nação e a construção de identidades e sistemas doutrinários
EAGLETON, TerryAo longo dos anos 1970, Bourdieu se dedica a várias pesquisas sobre o processo de diferenciação social, visando elaborar uma teoria geral das classes sociais. A Distinção aparece como síntese desse período e é considerada, por vários autores, como a obra central na carreira sociológica de Bourdieu
BOURDIEU, Pierre