São Paulo
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Esses homens incríveis e suas máquinas maravilhosas - eis o lema desta passagem de século, quando se acreditou piamente na capacidade de controlar mares, céu, terra e os próprios homens. Talvez os maiores ícones dessa época em que o otimismo social tornava-se uma espécie de utopia alentada e o futuro prometia um destino civilizado sejam a ciência e suas invenções diletas, que revolucionavam o transporte, a higiene, a agricultura e o próprio dia-a-dia. É dessa maneira que o Brasil entra no novo século: confiante nas verdades absolutas, nas certezas fáceis e nos prognósticos que anunciavam o controle e a evolução de toda a humanidade rumo a um só destino. Mas esses "tempos modernos" traziam seus limites: veneno e antídoto, a ciência representava, ao mesmo tempo, a utopia e seu calvário
COSTA, Angela Marques daMitos e lenda da Amazônia como a criação do dia e da noite, a lenda do Eldorado, a história do homem-árvore e as façanhas dos grandes herois indígenas
Küss, DanièleLivro abordando aspectos da cultura xinguana
VILLAS-BOAS, OrlandoO livro foi publicado no verão de 2021 para a exposição "A arte dos povos da floresta: heranças de um Brasil profundo - olhar sensível de todos", com curadoria de Emanoel Araujo
Este livro da série Morená apresenta alguns mitos de nossos índios em linguagem acessível, conservando o tom mágico e a poesia, com ilustrações inspiradas nas culturas indígenas de onde foram transcritos
FITTIPALDI, CiçaO livro reúne histórias contadas por pajés Yanomamis do rio Demini, sobre os tempos antigos, quando seres que hoje são animais e espíritos eram gente como os Yanomami de hoje
Ballester, AnneAnalisa a etnoclassificação Xikrin da avifauna. Estuda a cosmologia abordando temas como os domínios cósmicos e feminina Tàkàk-Nhiok, as noçOes de pessoa, de contágio e de doença
GIANNINI, Isabelle VidalEste livro convoca o leitor à reflexão: qual o papel que nos compete enquanto cidadãos em face da condição Yanomani? "Escrevo este livro para explicar ao Yanomani - convictos de que a existência do homem branco é fruto de um castigo divino provocado por terem infringido um preceito - que nem todos somos seus inimigos e que há brancos que os querem vivos, para que o povo de Omã continue sendo, com se autodenomina, um povo de ´homens de verdade´". (O autor)
EUSEBI, LuigiPublicação sobre a situação dos indígenas em áreas urbanas, com enfoque na região de São Paulo
Apresenta a arte do trançado e a conduta cultural das populaçOes indígenas brasileiras
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)Apresenta a arte do trançado e a conduta cultural das populaçOes indígenas brasileiras
RIBEIRO, Berta G (1899-1958)O choque entre os dois povos exigiu uma série de adaptações por parte dos índios. Gruzinski analisa, por exemplo, os deslocamentos na composição e na forma dos pictogramas, e também o progressivo aparecimento da paisagem de fundo e da escrita alfabética nos mapas indígenas, marcando a gradual assimilação da representação ocidental de espaço; Outras fontes já conhecidas são iluminadas por nova perspectiva. É o caso dos questionários aplicados pela administração espanhola na colônia. Gruzinski mostra, na própria formulação das perguntas, como os índios eram obrigados a rever suas concepções segundo critérios alheios; Por meio de investigações como essas, o leitor descobre como os índios se submetiam às expectativas espanholas. E percebe que não apenas os índios mudavam nesse processo: também os espanhóis se tornavam "outros" ao recorrer a xamãs indígenas e ao tentar compreender o que diziam seus interlocutores. O mundo colonial mexicano é, assim, restaurado em seus aspectos mais sutis e, do ponto de vista das culturas indígenas sob domínio espanhol, mais fundamentais
GRUZINSKI, Serge“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, Tzvetan“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
TODOROV, TzvetanEm seu A CRIANÇA E A MULHER TUPINAMBÁ, o Prof. José de Ribamar Chaves Caldeira analisa antologicamente uma sociedade fundamental para a formaçào sociocultural brasileira, em especial do Maranhão: os Tupinambás. A análise da criança e da mulher Tupinambá nos possibilita uma viagem pelo universo indígena, irradiando novas possibilidades para melhor compreensão da cultura e sociedade maranhenses
CALDEIRA, José de Ribamar ChavesAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Ana Valéria Araújo
ARAÚJO, Ana ValériaAvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogado responsável pela condução do caso: Sérgio Leitão
ARAÚJO, Ana ValériaOrganizado por Ana Valéria Araújo e editado pelo ISA em 1995, 542 p. O livro reúne 8 ações judiciais propostas pelos advogados do NDI, no período de agosto de 1989 a dezembro de 1994, em favor dos direitos das seguintes comunidades indígenas: Gavião da Montanha, Ticuna, Nambiquara (Sararé e Hahaintesu), Guarani (Sete Cerros e Jaguapiré), Waurá, Panará, Araweté, Parakanã, Xikrin do Bacajá, Assurini, Kararaô e Xikrin do Cateté. Cada capítulo é aberto com informações sobre os índios, um mapa, um resumo do problema e uma explicação suscinta da questão judicial. Em seguida, apresenta a transcrição das peças processuais mais importantes daquele caso, incluindo pareceres e decisões proferidas
ARAÚJO, Ana ValériaAdvogada responsável pela condução do caso: Juliana Santilli
ARAÚJO, Ana ValériaTrata-se da atualização do livro “A Defesa dos Direitos Indígenas no Judiciário – Ações Propostas pelo Núcleo de Direitos Indígenas (NDI)”. A nova publicação traz dez casos selecionados por seu caráter paradigmático e com perspectivas de gerar precedentes que influenciem na defesa dos direitos socioambientais no Brasil. Quatro deles foram atualizados e seis são novos. Destes, um está ligado a populações tradicionais indígenas, enquanto os outros relacionam-se aos temas: Parque Nacional das Emas, Defesa da Mata Atlântica e Acesso à Biodiversidade. Todos vêm acompanhados de uma contextualização do momento histórico-político no qual estavam inseridos, fundamentos jurídicos utilizados pelos advogados do Instituto Socioambiental e as principais peças processuais, além de reflexões jurídicas sobre cada ação.
ROCHA, Ana FláviaEnsaios resultantes de um primeiro ciclo de conferências promovidas pela Funarte. Estudo das condições econômicas e políticas da Europa e de Portugal na época dos descobrimentos. Este livro resultou do primeiro seminário que a Divisão de Estudos e Pesquisas da Funarte (Ministério da Cultura) organizou sobre os quinhentos anos do descobrimento do Brasil. São 23 ensaios escritos por pesquisadores brasileiros, portugueses e franceses -- entre eles, Gerd Bornheim, Luiz Felipe de Alencastro, Marilena Chaui, Vitorino Magalhães Godinho, António Borges Coelho, Jean-François Courtine e Jean Delumeau. Na base da coletânea está a idéia de que datas emblemáticas como "Brasil 1500" costumam ofuscar todo o resto, mas podem ser também a ponta do iceberg de um processo de reflexão. Assim, o tema genérico desdobra-se em eixos específicos -- por exemplo, que e como pensava a Europa na época do descobrimento, como era a organização política de Portugal, a arte e a técnica das navegações, a chegada ao Brasil, as narrativas dos primeiros viajantes e os primeiros conflitos
NOVAES, AdautoAo longo dos anos 1970, Bourdieu se dedica a várias pesquisas sobre o processo de diferenciação social, visando elaborar uma teoria geral das classes sociais. A Distinção aparece como síntese desse período e é considerada, por vários autores, como a obra central na carreira sociológica de Bourdieu
BOURDIEU, PierreNeste trabalho, a autora procura abordar aspectos da dinâmica dos Guarani-Mbya, como xamanismo, mobilidade, relações de parentes e cosmologia. Inicialmente, compõe um mapa geral das duas aldeias mbya em que viveu, com o objetivo de tornar possível ao leitor visualizar os contextos locais em suas particularidades. Depois, aprofunda-se, dedicando-se à etnografia dos deslocamentos, do parentesco, de aspectos estruturais da multilocalidade mbya. Trata também da questão da não-durabilidade da vida humana, ligada ao tema da doença, analisa capacidades existenciais enviadas aos humanos pelos deuses, com atenção à noção de alma e dos nomes pessoais, finalizando com o tema da vida breve no comentário do tratamento, pela cosmologia mbya, da morte, da imortalidade e do destino incorruptível da pessoa na "Terra sem mal"
PISSOLATO, ElizabethO que foi a Era Vargas? O que tornou Getúlio Vargas a figura política mais popular do país no século XX? Este livro apresenta uma interpretação concisa e equilibrada sobre o homem e o mito Getúlio Vargas ao qual estão intimamente associadas idéias como as de Estado desenvolvimentista, industrialização, nacionalismo, direitos trabalhistas, proteção social, autoritarismo e liderança pessoal. Analisa sua trajetória política, suas iniciativas econômicas e sociais, oferecendo elementos para compreendermos as transformações pelas quais passou o Brasil desde sua chegada ao poder em 1930
D'ARAUJO, Maria CelinaO livro foi organizado pelo autor em três partes. A primeira, com seis capítulos, destinou-se à análise do tráfico de africanos escravizados, tratando de sua origem (Capítulo I), dos empreendimentos intelectuais, políticos e diplomáticos para sua contenção (Capítulos II, III. IV e V) e, finalmente, de sua extinção (Capítulo VI). A Parte II, nos dois capítulos que a compõem, aborda a Lei de 28 de setembro de 1871 – a Lei do Ventre Livre. Nesta divisão da obra, o autor retoma alguns projetos emancipadores que, apresentados ao Parlamento brasileiro após 1850, foram rejeitados na totalidade; recupera o processo de instituição da Lei de 1871, desde a apresentação das propostas de Pimenta Bueno ao Conselho de Estado, em 1866, até a conformação do Projeto Rio Branco em 1871; são abordados também os debates e as cisões que este projeto ensejou na Câmara dos Deputados e sua passagem pelo Senado
MORAES, Evaristo deNeste universo que se expande e se fragmenta, há uma necessidade crescente de orientação. O que é a chamada nova história? Quando ela é nova? E um modismo temporário ou uma tendência de longo prazo? Ela irá - ou deverá - substituir a história tradicional, ou as rivais podem coexistir pacificamente?
PETER BURKE (org)Reconstitui a história dos índios Xavante a partir do contato com segmentos da sociedade nacional, do século XVIII até sua submissão no final da primeira metade do século XX
RAVAGNANI, Oswaldo MartinsEtnografia do ritual xinguano do grupo indígena Yawari na versão Kamayurá (Tupi-Guarani)
BASTOS, Rafael José de MenezesAnálise crítica das razOes da submissão e seu papel para a reprodução da sociedade KrahO. Identifica um contraste entre os grupos Canela e KrahO
AZANHA, GilbertoO que dizem sobre a história de um país os monumentos erguidos em praça pública? Ou as bandeiras e hinos nacionais? Ou, ainda, caricaturas e charges tiradas das páginas de um jornal? José Murilo de Carvalho mostra, com a sensibilidade característica dos bons pesquisadores, como esse material pode ser de grande utilidade para se decifrar a mitologia e a simbologia de um sistema político.Por meio de imagens, o autor nos oferece um curioso passeio pelo momento de implantação do regime republicano. Entre texto e ilustrações, aprendemos como os mitos de origem criados para a República, seus heróis, a bandeira verde-amarela e o nosso hino traduzem com fidelidade as batalhas travadas pela construção de um rosto para a República brasileira.Prêmio Jabuti 1991 de Melhor Ensaio e Biografia
CARVALHO, José Murilo de