Em Saúde dos povos indígenas, a Associação Brasileira de Antropologia torna público um conjunto de estudos propositivos de uma reflexão crítica essencial sobre as relações entre o fazer antropológico, a implementação de políticas públicas de saúde e a participação dos povos indígenas nesse contexto. Ao fazê-lo, abordamos temas como a participação das organizações indígenas na formulação das políticas públicas e seu potencial transformador, as ligações dos intelectuais nativos - pajés, muitas vezes - com as formas de poder associadas à biomedicina, e a contribuição técnico-cientifica que o antropólogo, em seu trabalho cotidiano, traz para uma nova construção de nação e de cidadania no Brasil contemporâneo
UntitledRio de Janeiro
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Análise de como nossa cultura evoluiu, transplantada de outros meridianos, este novo livro de Nelson Werneck Sodré traça , em brilhante síntese, o quadro panorâmico do esforço do povo brasileiro para, vencendo pressões ao longo da História, chegar à era capitalista, quando, outra vez, luta por sua plena independência econômica, politica e cultural. Trecho fascinante de Síntese de História da Cultura Brasileira é aquele em que o autor focaliza temas de grande atualidade, como a cultura de massa, o papel e a situação do cinema, teatro, rádio e televisão, universidade, imprensa e livros. Obra estimulante, poêmica e patriótica, este livro constitui alta contribuição expositiva, critica e analítica que demonstra como o artista e o intelectual brasileiros desejam produzir uma arte e uma cultura que expressem os verdadeiros e autênticos sentimentos do nosso povo
UntitledO presente manual dá informações preciosas sobre o estudo comparativo dos sistemas de classificação bibliográfica, aplicados à organização do material documentário, preenchendo uma lacuna há muito sentida pelos que desejam dedicar-se à análise dos processos de registro convencional da documentação especializada
UntitledNa presente edição estão sendo publicadas as admiráveis coleções de desenhos sobre a flora e a fauna do Brasil do primeiro terço do século XIX, conservados no Arquivo da Academia de Ciências da Rússia. Foram todos eles executados durante expedição russa ao Brasil, de 1821 a 1836. A expedição realizou pesquisas nas províncias do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Mato Grosso e Paraná. Com o objetivo de estudar a natureza, a população e a economia do país percorreram mais de 16 mil quilômetros de território
As origens da linguagem são um tema que retorna ao cenário lingüístico após mais de um século de ostracismo. Entre questionamentos e explicações, esse livro conduz o leitor dos primórdios da questão ao seu estágio atual, em que a multidisciplinaridade, a velocidade em que surgem novas teorias e as controvérsias agitam as sucessivas e rápidas mudanças de paisagem
UntitledEm um mundo dominado por julgamentos de valor apressados e maniqueísmos perigosos, a antropologia representa uma possibilidade valiosa de reflexão sobre os fenômenos sociais. Nos ensaios reunidos em ‘A teoria vivida’, a autora põe em discussão tanto os caminhos atuais da antropologia quanto a tarefa de refletir sobre nossas categorias de senso comum e as práticas do cotidiano. O diálogo íntimo entre teoria e prática cria as condições indispensáveis para a renovação das idéias
UntitledOs índios escrevem! Esta é a mensagem da exposição apresentada no espaço Muro do Museu do Índio. Crianças, jovens, mulheres e homens indígenas são retratados,por diversos fotógrafos, em diferentes situações de uso e interação com a escrita; Os povos indígenas são tradicionalmente ágrafos, sem escrita
UntitledPublicação realizada pelo Centro de Memória da Eletricidade no Brasil contendo 13 imagens do acervo do Museu do Índio. Dentre os capítulos produzidos, há referência dos trabalhos realizados pela Comissão Rondon e pelo Serviço de Proteção aos Índios
UntitledLivro de ficção que relata acontecimentos históricos como a viagem de descobrimento do Brasil por Pedro Álvares Cabral e um relato ficcional de queimada da floresta amazônica
UntitledTrabalho de resgate e documentação do Povo Kanoê, sendo conhecido o grupo minoritário como "Kanoé isolados do Omeré"
A cartilha de letramento Karajá tem por objetivo atender a demanda dos professores Iny por material didático para o ensino da língua materna nas escolas das aldeias Karajá, podendo também ser instrumental no trabalho de revitalização da língua nas aldeias onde se constata quadro de perda linguística e cultural
O livro apresenta uma pequena parcela do conhecimento que os Maxakali ainda detêm sobre a fauna e a flora da Mata Atlântica. Concebido para uso dos próprios Maxakali, o livro foi escrito apenas na língua Maxakali, sem tradução, para fomentar a leitura e a escrita em língua materna
O livro conta com ilustrações feitas pelos próprios membros da comunidade, retratando cenas ou episódios salientes de cada narrativa. O processo de produção das ilustrações motivou um maior envolvimento de membros da comunidade Ikpeng na confecção do livro, mudando seu papel de "expectantes" para o de "actantes"
Livro resultado do seminário comemorativo dos 25 anos do Museu de Astronomia e Ciências Afins contendo artigos sobre a temática indígena
UntitledLivro didático realizado pelo Museu do Índio na língua Wapixana
UntitledPublicação sobre as origens brasileiras, as nossas raízes e a nossa identidade
UntitledLiteratura infanto-juvenil com a temática indígena sobre uma história de amor inspirada em lendas astecas
UntitledA publicação apresenta reflexões sobre os esforços recentes dos povos e organizações indígenas, em diferentes partes da América Latina, visando promover mudanças nas práticas de decisão e nos processos político-administrativos no âmbito dos estados-nação em que estão situados, em particular aqueles que têm efeitos sobre os seus modos e as suas condições de vida
UntitledBiografia do indigenista Edgar Roquette-Pinto realizado pelo o seu neto
UntitledPrimeiras Cartas do Brasil reúne as primeiras cartas escritas no Brasil a serem publicadas. Impressas originalmente em Coimbra em duas coletâneas – uma de 1551 e outra de 1555 –, impressionam ainda hoje pela força de suas informações e sinceridades de seus relatos; Observadores atentos, os missionários da Companhia de Jesus descrevem nesse livro as suas aventuras entre índios e colonos, procissões na selva, conversões, fugas, cenas de canibalismo, milagres, construções de igrejas e casas, expedições cercadas de perigos; A objetividade e simplicidade dessas cartas – que encantaram os leitores quinhentistas e foram um verdadeiro sucesso editorial à época ao serem traduzidas em diversas línguas
Escritas num ritmo vertiginoso, numa sucessão de sensacionais - e às vezes inacreditáveis! - aventuras, as peripécias e sufocos do jovem corsário inglês Anthony Knivet são um admirável exemplar dos relatos de viagens pelo Novo Mundo produzidos no Renascimento, e um magnífico testemunho sobre o Brasil do século XVI
UntitledO livro aborda a identificação das sementes, sua história e utilização, abrangendo aspectos etnográficos das populações nativas que há muito fazem uso desse material e depoimentos de profissionais que lidam atualmente com elas; As sementes ornamentais, antes usadas exclusivamente pelos índios, hoje estão cada vez mais presentes na moda nacional e internacional em bijuterias e acessórios; Empregadas em criações sofisticadas por designers renomados, as sementes brasileiras vêm conquistando o mercado internacional não só pela beleza mas também pelo apelo ecológico
UntitledRetoma nesse novo livro o debate sobre a relação entre cultura e história, e nos revela uma obra extraordinária em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque estabelece um diálogo com o grego Tucídides – o primeiro historiador a romper com o relato mitológico e a introduzir a política e a economia no pensar histórico; Em segundo lugar, compara duas guerras distantes no tempo e no espaço – a Guerra do Peloponeso e a Guerra da Polinésia – para analisar como a cultura determina certos padrões de ação, que adquirem força histórica e podem acabar por decidir o rumo dos acontecimentos; Finalmente, por esclarecer como os indivíduos se revestem de valores simbólicos a ponto de se tornarem determinantes da ação histórica, como o fascinante episódio da história do beisebol norte-americano em 1951, e o fenômeno Elián Gonzales – único sobrevivente de um naufrágio de refugiados cubanos e que se tornou objeto de disputas internacionais
UntitledA importância da obra etnográfica do Pe. Tastevin já foi enfatizada pelo etnólogo Herbert Baldus nos dois primeiros volumes da Bibliografia Crítica da Etnologia Brasileira. Índios do Solimões, da Amazônia Ocidental até o Acre, foram objeto do interesse incansável do missionário pelas culturas indígenas. Os antropólogos contemporâneos não podem falar dos povos indígenas dessa região sem deixar de se referir à obra do missionário. A riqueza etnográfica dos textos de Tastevin, ao espelhar muitas tradições que se dispersaram ao longo do século XX, tornou-se objeto de vivo interesse dos índios da Amazônia
UntitledUm dos campos de resistência e de formulação de alternativas é o multiculturalismo, tema deste volume, no qual são analisadas as políticas identitárias e os direitos coletivos dos povos indígenas e das mulheres, os movimentos regionais de emancipação e de luta pela igual dignidade das orientações sexuais, o pluralismo jurídico e as concepções multiculturais dos direitos humanos
UntitledEsse volume apresenta um panorama da arte rupestre brasileira no espaço e no tempo, destacando o forte apelo estético dos grafismos feitos pelos caçadores pré-históricos que ocuparam o Brasil. Revela ainda como os especialistas no tema constróem interpretações desses registros
UntitledO livro traz a experiência do autor em sua convivência com os Wari’ (ou Pacaás Novos), povo indígena mais numeroso no estado de Rondônia, com cerca de 2.700 indivíduos. Apresenta, em linguagem precisa e agradável, uma abrangente descrição das condições de alimentação e nutrição locais, levando em consideração a especificidade cultural das comunidades amazônicas. A obra demonstra o quão importante é não prescindir de cuidadosa contextualização dos achados no conjunto das práticas nativas e das idéias que as orientam, seja qual for o campo sob investigação
UntitledEsta norma determina o tipo de informação que pode ser incluída em descrições de funções e fornece orientação sobre como tais descrições podem ser desenvolvidas em um sistema arquivístico de informação
UntitledEm A Persistência da Raça, além de interpretar os dois modelos de colonialismo adotados no Brasil? e suas seqüelas?, Fry fala da dor e da delícia de ser brasileiro, focalizando um dos temas mais candentes do mundo moderno: o racismo persistente. No livro estão reunidos onze ensaios sobre o tema? alguns esgotados em suas versões originais?, questionando dogmas, ortodoxias e verdades estabelecidas. Polêmico, mas não menos verdadeiro, o antropólogo recusa a idéia da "democracia racial" e não aprova o sistema de cotas para negros nas universidades. "As cotas introduziram pela primeira vez desde a declaração da republica a "raça" como figura jurídica", revela. Em seu lugar, ele propõe conceder essa dita "democracia" como um mito no sentido antropológico do termo, um ideal e uma maneira de pensar a sociedade em que a ascendência ou a aparência deveriam ser irrelevantes para a distribuição de direitos civis e de bens públicos; Dividido em duas partes, uma se lê a partir da África ¾ e reúne capítulos sobre as políticas coloniais portuguesa e britânica, o surgimento do segregacionismo inglês e a presença perturbadora do pensamento racializado autodepreciativo em uma pequena cidade de Moçambique. A outra parte se lê do Brasil, e focaliza as mudanças na "política racial", as implicações da adoção de uma taxonomia bipolar pelo Estado, o caso da "Cinderela Negra", a associação entre raça e programas de saúde, o debate sobre as cotas raciais e as implicações do critério de pobreza para a definição de quem pode pleiteá-las; No melhor estilo dos heróis fundadores da antropologia clássica, somos levados a olhar para as diferenças e, assim fazendo, duvidar da naturalidade com que a idéia de "raça" persiste com novas roupagens. A Persistência da Raça é uma contribuição fundamental para a antropologia contemporânea e para o debate sobre políticas de combate ao racismo hoje no Brasil. Leitura obrigatória, pelas certezas que questiona, as perplexidades que acende, os caminhos que mapeia
UntitledÀ procura de um marco legal, essa é uma desculpa dos governos para não começar a discussão. O Estado é peça fundamental porque tem meios e conhecimento sobre a mineração sustentável, com uso de tecnologias limpas para serem usadas nas reservas indígenas, destacou. Para ela, um dos entraves na discussão da mineração em terras indígenas no Brasil ainda é o instituto da tutela indígena. Como para formar uma cooperativa ou empresa para explorar minérios é necessário ser cidadão e possuir RG e CPF, fica o estado adiando essa necessidade de integração do indígena, do reconhecimento com cidadão, com direitos e deveres
UntitledA autora tem como objetivo debater o nascimento e a prática da etnografia no interior do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil (IHGB), com ênfase no momento da discussão política em torno dos projetos nacionais para o Brasil imperial. As páginas do periódico do IHGB, que reunia os mais importantes letrados comprometidos em pensar um projeto para a antiga colônia portuguesa, são ricas em discussões em torno do papel que caberia ao indígena nesse processo em gestação. E para isso era preciso munir-se dos conhecimentos necessários para conhecê-Ios, nomeando-os, descrevendo-os, tornando-os visíveis segundo procedimentos narrativos capazes de igualmente controlá-Ios. Nasce assim uma etnografia aliada a um processo de escrita da história nacional, quando os campos de conhecimento ainda em processo de definição permitem perceber como os dois saberes ainda não se encontram acantonados em territórios que fariam de cada um deles e de suas práticas correlatas disciplinas específicas segundo regimes próprios de escrita. A autora investiga de maneira inovadora e inteligente esse procedimento, restituindo-o ao terreno da história e compreendendo-o como processo peculiar à sociedade imperial oitocentista e em suas estreitas correlações com o projeto político de desenho da nação. Estruturando-o em três partes muito bem articuladas, neste livro a autora enfrenta o desafio de pensar o lugar do indígena na perspectiva de um novo objeto de conhecimento, assim como o problema de sua inserção nos projetos de Estado nacional. Baseada em sólida pesquisa documental e em uma bibliografia atualizada, explora em profundidade o tema com sugestões interpretativas bastante originais e que alargam o campo de investigação a respeito do assunto
UntitledEm Lendas do índio brasileiro Alberto da Costa e Silva, reuniu algumas das mais belas e significativas narrativas dos nossos índios. Histórias puras e incomparáveis, que inspiraram escritores como Mário de Andrade e Rual Bopp, e continuam a nos inspirar com sua riqueza e magia
UntitledDurante séculos, milhões de brasileiros nasceram, viveram, amaram e morreram em cima dela. No sertão, ela envolvia os mortos conduzidos ao cemitério. Cantada por poetas, chamada carinhosamente de "mãe veia", mãe velha, pelos mais antigos, a rede de dormir atravessou os tempos sem que ninguém lhe dedicasse pesquisa, estudo ou análise
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