A vida dos índios Guarani, seus mitos, costumes e visão de mundo estão reunidos em “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis”, traz textos de cientistas e de indígenas que atuam como educadores nas quatro aldeias da etnia na região da Costa Verde, interior do Rio de Janeiro; Segundo Dinah Guimaraens, o livro é resultado de uma pesquisa nas áreas de Antropologia Cultural e História da Arte realizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e pelo Solar Grandjean de Montigny, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis” reúne textos de pesquisadores como Lucieni Simão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e de Werá Dkekupé, Tobi Itaúna e Doethyró Tukano, que fazem parte de um grupo de oito indígenas que desde 1999 recebem bolsas da FAPERJ para atuarem como educadores bilingüe (Português/Guarani) e de cultura indígena para as crianças nas aldeias Guarani; “No passado, os antropólogos interpretavam a cultura indígena. Agora, os próprios integrantes é que falam pela etnia”, explica Dinah Guimarães. Segundo ela, o conceito de culturas vivas, presente no livro e no projeto do Museu de Arte e Origens, foi criado pelo pesquisador Mário Pedrosa, um crítico de arte socialista, que morreu no início da década de 1980; A língua Guarani, tornou-se um elemento de referência para outras etnias indígenas, que foram perdendo suas características ao longo do tempo. De acordo com a pesquisadora, o Brasil tem hoje cerca de 350 mil índios. Destes, 50 mil pertencem a diferentes aldeias Guarani, a maioria delas localizada nos estados do Sul e em Mato Grosso. O Rio de Janeiro reúne cerca de 600 guaranis, que vivem em quatro aldeias: Bracuí, próximo a Angra dos Reis; Paraty Mirim e Terra Indígena Rio Pequeno, nas imediações de Parati; e Araponga, próximo a Patrimônio; O Museu Nacional de Belas Artes abriga, em uma de suas galerias, o acervo do Museu de Arte e Origens com peças representativas das culturas indígena, africana e popular, além de imagens do inconsciente, arte moderna e contemporânea. Existe um projeto para a construção de uma sede própria para o Museu de Arte e Origens, em Parati
Sin títuloMitologia indígena
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Livro contendo variados tipo de lendas e contos dos índios brasileiros
Sin títuloReunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a idéia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamentam-se na teoria da servidão voluntária de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial. Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (anti-stalinista e pós-marxista). Do mesmo autor, nesta editora, veja A Sociedade contra o Estado
Sin títuloOs índios Ticuna, do Alto Solimões, Amazonas, formam o mais numeroso grupo indígena do país, com cerca de 18.000 membros. Neste livro, o autor examina a mudança social e o processo de dominação vividos pelos Ticunas, vistos também a partir da ótica dos próprios índios. Analisa, assim, como um grupo étnico com elementos vivos e atuantes de sua própria organização social e de sua cosmologia, se adapta, resiste e reinterpreta a ação do Estado. Trata-se de uma análise convencional na linha estruturalista enfocando uma tribo isolada e em condições de suposto equilíbrio, mas sim de um estudo sobre as relações entre um grupo indígena e o Estado brasileiro, representado pelo órgão oficial de assistência ( o SPI e depois a FUNAI ) que ilumina de maneira exemplar a questão indígena na Amazônia atual
Sin títuloLobisomem, Saci-Pererê, Mula sem Cabeça e muitos outros seres fantásticos, que povoam a imaginação do brasileiro, são os grandes personagens da Geografia dos Mitos Brasileiros, de Luís da Câmara Cascudo. Para muita gente, perdida pelos grotões e roças do país, eles são criaturas tão vivas quanto o vizinho ou o leitor. Não é para menos. Alguns costumam se intrometer na vida humana, como perturbadores ou entidades benéficas, exigindo doações (o fumo de rolo que o caboclo deixa na encruzilhada para o Saci) ou atendendo pedidos, como o Negrinho do Pastoreio. Ou até engravidando moças, função exercida com muita competência pelo boto
Sin títuloDas anotações, histórias e mitos, a maneira peculiar de explicar a natureza, e de fundamentar os traços espirituais, morais e materiais da cultura indígena
Sin títuloDas anotações, histórias e mitos, a maneira peculiar de explicar a natureza, e de fundamentar os traços espirituais, morais e materiais da cultura indígena
Sin títuloShenibapu Miyui (História dos Antigos) resulta de um estudo minucioso realizado por um grupo de jovens professores kaxinawá sobre parte da memória oral de seu povo, autodenominado Huni Kui, Gente Verdadeira, destinado à construção do recente currículo bilíngue das suas escolas indígenas. Foi gravado, transcrito e escrito por eles mesmos, ao longo de sete anos, em Hãtxa Kui, sua Língua Verdadeira, e em sua segunda língua, o português, após pesquisa de campo em Terras Kaxinawá da Amazônia brasileira e peruana, junto aos parentes mais velhos, mestres da tradição.
Sin títuloA autora reúne e comenta numa excelente introdução várias narrativas de índios de diferentes grupos étnicos residentes no Parque Indígena do Xingu. Além de versões de mitos que se entrelaçam com memórias históricas, são de particular interesse as reconstituições das origens do contato e do estabelecimento do Parque
Sin títuloMakunaíma e Jurupari: Cosmogonias Ameríndias, organizado por Sérgio Medeiros, reúne num conjunto duas das mais relevantes coletâneas de contos indígenas em esmeradas traduções, com ensaios atuais sobre o valor estético e antropológico de ambos. A sua publicação pela coleção Textos da Editora Perspectiva vem preencher a lacuna que existia em nossa bibliografia especializada, nesse assunto. De fato, uma das racoltas constitui provavelmente a primeira tradução integral para o português do texto de Stradelli, e a outra repõe em circulação as aventuras de Makunaíma, na versão que inspirou a Mário de Andrade a composição de seu famoso "herói sem nenhum caráter". Com isso, dois monumentos da literatura indígena do Brasil estarão ao alcance do leitor e do estudioso, numa edição que estimulará a comparação das ações de Makunaíma com as de Jurupari, dois dos maiores heróis da tradição oral latino-americana
Sin títuloTrata-se dos relatos da viagem empreendida por Theodor Koch-Grunberg; pela região Norte do Brasil e Venezuela, no período de 1911 a 1913. O autor faz,; sobretudo, um levantamento etnográfico e lingüístico dos povos indígenas da região;; transcreve também suas lendas e mitos de origem, que mais tarde inspiraram Mário de; Andrade na redação de Macunaíma; A floresta e os povos amazônicos, ao alvorecer do século XX, impõem um monumental; desafio a todos que os investigam. Theodor Koch-Grünberg não enfrenta propriamente um; tema, mas um mundo, caleidoscópico e complexo, que apenas suas extraordinárias aptidões; o tornarão capaz de abordar. O explorador, em seu sentido mais amplo, que se aventura; numa saga apaixonante pelo Brasil setentrional, emprega todo seu espectro de talentos; para gerar uma obra ímpar em que as seminais interpretações etnológicas e; antropológicas são entrelaçadas a registros lingüísticos, botânicos, zoológicos e; iconográficos. O feito de Koch-Grünberg assumiu a dimensão de um triunfo clássico da; erudição etnológica e, paralelamente, estabeleceu peça básica da agenda intelectual de; nomes como Mário de Andrade. Esta viagem memorável constrói, afinal, marco vigoroso no; percurso, também sinuoso e multifacetado, de constituição da imagem e da auto-imagem do; Brasil
Sin títuloEste livro apresenta 24 lendas indígenas, selecionadas e interpretadas pelo pintor-contador de histórias WaldeMar de Andrade e Silva. Ilustrado com 25 obras desse grande artista, o livro é fruto de sua convivência de oito anos com as principais tribos do Xingu. De um lado, a obra mostra a riqueza de detalhes e as cores vibrantes da pintura naturalista, do outro, um texto revelador da sensibilidade desse ´aluno do índio e da natureza´
Sin títuloFolheto sobre a mitologia do povo indígena Terena
Sin títuloEsta dissertação trata da mitologia e da cosmologia dos Ye´kuana, um povo indígena de fala Karib e habitante da região Norte da América do Sul
Sin títuloDescreve e analisa o rito Me-rê-rê-mê entre os índios Xikrin do Caeteté
Sin títuloTrabalho sobre os índios Kaingang sob influência da Usina Hidrelétrica Mauá produzido para o Programa de Educação Patrimonial e Inclusão Social
Sin títuloTrabalho sobre os índios Kaingang sob influência da Usina Hidrelétrica Mauá produzido para o Programa de Educação Patrimonial e Inclusão Social
Sin títuloEstudo de antropologia histórica enfocando os movimentos étnicos na região de fronteira no rio Solimões. De especial interesse são as partes sobre a configuração das fronteiras no século XIX e início do século XX e sua relação com os povos indígenas locais. Há também um instigante estudo sobre a constituição dos estudos etnológicos no início do século XX, mostrando a relação entre as atividades missionárias e científicas de uma das principais fontes sobre a região, o padre C. Tastevin
Sin títuloEste livro traz a história dos Pa’ miri-masa, que em português significa Gente de Transformação e que inclui diversos grupos indígenas da família linguística Tukano Ocidental. Estão entre eles os Desana, Tukano, Pira-Tapuia, Arapasso e Tuyuka, que tradicionalmente habitam o Rio Uaupés e seus afluentes Papuri e Tiquié. Os narradores são Moisés Maia (Ak~ito) e Tiago Maia (Ki’miro).
Este clássico do pai da antropologia reúne narrativas de povos sul-americanos diversos, apresentando a teoria de que os mitos ameríndios formam uma estrutura de pensamento
Sin títuloOs mitos heróicos ocupam posição de destaque no conjunto das tradições culturais de muitas nações indígenas sul-americanas, ao exercerem a função primordial de exprimir o “valor social” da cultura do grupo e também de legitimar o padrão de comportamento tribal, os parâmetros morais e as instituições fundamentais da sociedade, além de fornecer aos membros do grupo o senso de unidade e de oposição a outros grupos. Ao lado da reflexão teórica, este estudo pioneiro detalha a análise do papel do herói-civilizador na vida religiosa e nos surtos messiânicos dos apapokúva-guarani, da presença do herói mítico entre os kaduvéo, e das relações entre a mitologia e o sistema de vida de outros povos, tais como os kaigáng, os borôro e os mundurukú
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