Tumã e Bësson dirigem-se para uma trilha onde irão buscar um igarapé para realizar a extração da argila.
Sans titreMatis
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As mulheres seguem andando na trilha, buscando algum igarapé ou alagadiço que tenha argila de qualidade. Bësson (saia azul florida) é seguida por Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Enawat e seu bebê, Tëkpa e Shawa.
Sans titreAs mulheres seguem andando na trilha, buscando algum igarapé ou alagadiço que tenha argila de qualidade. Bësson (saia azul florida) é seguida por Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Enawat e seu bebê, seu outro filho Binin, Tëkpa (bermuda jeans) e Shawa. Três cachorros seguem as mulheres durante toda a atividade.
Sans titreTumã (saia branca e preta) e Bësson (saia azul florida) analisam um igarapé, mas não aprovam a qualidade da argila contida no mesmo. Continuam buscando argila de qualidade, seguidas por Tumã (saia rosa), Enawat e seu bebê, seu outro filho Binin, Tëkpa, um dos cachorros que acompanha as mulheres e Shawa.
Sans titreDepois de cerca de 40 minutos de caminhada, as artesãs vão chegando à aldeia. Tëkpa é seguida por Bësson (saia azul florida), Tumã, Binin, Enawat e seu bebê e Tumã. As mulheres levam seus cestos e folhas cheios de argila e chegam até a construção de paxiúba que serve como local para a confecção de seus artefatos. Shawa chega logo depois.
Sans titreShawa auxilia Tumã a peneirar as cinzas, mexendo aquelas que estão na panela e passando-as para a matxó, mulher mais madura. As impurezas que ficam no sekte são jogadas em uma folha. Bësson senta-se perto do grupo. Tumã (saia rosa) e Tëkpa (bermuda jeans) cuidam das cinzas que estão esquentando ao fogo. Binin, filho de Enawat, acompanha as mulheres durante a atividade. As mulheres conversam entre si e com a antropóloga Carolina Lopez.
Sans titreAs artesãs Bësson (saia azul florida), Tëkpa (bermuda jeans) e Tumã (saia preta e branca) analisam a argila de um agaladiço para ver se é de boa qualidade para a produção de cerâmicas. Não a aprovam, e junto com Tumã (saia rosa), Shawa (bermuda marrom) e Enawat, com o seu bebê Binin no colo, continuam a busca na trilha. O outro filho de Enawat, o menino Binin, acompanha as mulheres.
Sans titreTumã (saia preta e branca) trança uma espécie de cesto, utilizando uma folha que extraiu na hora mesmo. Através desse, irá realizar o transporte da argila para a aldeia. Tumã (saia rosa) também trança o seu cesto. Após colocar a sua argiladentro do cesto que trançou, Tumã (saia preta e branca), com uma faca, extrai pedaços da casca de uma árvore, para assim as mulheres produzirem as alças de seus cestos, como o faz Bësson (saia azul florida) e Tumã (saia rosa). O menino Binin, filho de Enawat, que está com o seu outro filho no colo, acompanha as mulheres durante toda a atividade. Shawa e Tëkpa também possuem os seus montes de argila, que levam embalados em folhas. As mulheres preparam-se para a caminhada de volta à aldeia.
Sans titreO grupo prepara-se para a caminhada de volta à aldeia. Tëkpa é seguida por Bësson (saia azul florida), Tumã (saia rosa), Tumã (saia preta e branca), Binin, Enawat e seu bebê, Shawa (bermuda marrom), e os cachorros que acompanharam as mulheres durante toda a atividade. Elas levam seus cestos e folhas cheios de argila.
Sans titreAs mulheres começam a modelar a argila. Tumã (saia rosa) modela a sua peça com o auxílio de um tsanut, concha que as mulheres tradicionalmente usam como instrumento para a feitura de suas cerâmicas.
Sans titreEnawat realiza a extração de mais das folhas que são a matéria-prima do xucate, abano trançado. Passa-as para Tëkpa. As mulheres, seguidas por Shawa, buscam mais folhas. Chove na mata.
Sans titreBësson (bermuda azul, à extrema direita), Enawat, Tëkpa (bermuda azul) e Shawa trançam os seus xucate. O artefato é um abano para o fogo, mas também assento feminino, prato e tampa para as panelas. É um objeto polifuncional. Tëkpa trouxe o seu macaquinho de estimação.
Sans titreTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã faz os olhos de sua máscara e depois alisa a sua parede interna com a concha tsanut.
Sans titreA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto.
Sans titreA artesã Tumã talha o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto.
Sans titrePrática de passar o veneno curare nos dardos da zarabatana. Kuini Pussa pede que a equipe de filmagem registre essa atividade, realizada momentos antes da saída para a caça com essa arma. O caçador desamarra o cordel que garante a armazenagem de seu veneno e abre o pote que contêm o mesmo. A atividade foi realizada na maloca.
Sans titreKuini Pussa fecha o seu pote cheio de veneno e prende-o com o cordel.
Sans titreImagem dos jovens jogando bola na aldeia. No final da tarde, diariamente, é comum ver algum grupo jogando futebol na aldeia.
Sans titreDebaixo de chuva, de volta à construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de seus artefatos, as artesãs começam a trabalhar as folhas para a fazerem os seus xucate. Enawat vai quebrando os braços de sua folha para o lado. Tëkpa faz o mesmo, enquanto Shawa as observa. Bësson também está no local.
Sans titreEnawat vai quebrando os braços de sua folha para o lado. Por vezes, precisa usar os dentes, de tão dura que é a folha. Tëkpa inicia o trançado de seu xucate. Enawat também começa o trançado de seu artefato.
Sans titreEnquanto molda a sua máscara de mariwin, Tumã fala sobre esses seres. Ao seu lado, a outra Tumã molda um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas.
Sans titreEnquanto molda a sua máscara de mariwin, Tumã fala sobre esses seres. Ao seu lado, a outra Tumã molda um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas.
Sans titreTumã molda a boca de sua máscara, após fazer suas sobrancelhas e nariz, e fala sobre os seres mariwin. Atrás dela estão Tumã, produzindo o seu tsinte witsun xete, instrumento para tear, e a filha e o neta dessa.
Sans titreTumã ensina os seus conhecinemtos sobre os seres mariwin para a antropóloga Carolina Lopez.
Sans titreTumã faz as perfurações de sua máscara de mariwin, que seguem o ciclo ornamentálico matis. Depois de pôr os mananukit, os kwiashak, esses uma espécie de adornos que só os mariwin possuem, e o deshankete, perfura o demux nas abas de seus nariz.
Sans titreA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso.
Sans titreA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso.
Sans titreKuini Pussa desamarra o cordel que garante a armazenagem de seu veneno e abre o pote que contêm o mesmo. A atividade foi realizada na maloca. Imagem do tenke, carcás onde são guardados os dardos da zarabatana.
Sans titreKuini Pussa pega um bastonete próprio para a execução da tarefa. Mexe o seu veneno. Depois, usando o mesmo bastonete, passa o curare na ponta de seus dardos, um a um. Vai colocando os dardos envenenados para secar, apoiando-os em cima de um pequeno tronco que pegou anteriormente para isso.
Sans titreImagem de panela cheia de mandioca ao fogo, na maloca, cozinhando para que depois fosse feita a bebida caiçuma.
Sans titreInício da oficina de trançado do sekte, peneira, e dos witsun, adornos. Bësson, a participante mais madura da atividade, trança a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa.
Sans titreBësson, a participante mais madura da atividade, costura a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa. Utiliza para isso fio de tucum, xapex, e uma agulha feita de osso de queixada.
Sans titreBësson, a participante mais madura da atividade, costura a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa. Utiliza para isso fio de tucum, xapex, e uma agulha feita de osso de queixada. Detalhe das mãos da artesã realizando a atividade. Shawa junta-se ao grupo e irá começar a produzir a sua witsun. Mede o comprimento da mesma passando fios de tucum pelo seu próprio pulso. Dani tece a sua witsun masculina e está acompanhada de sua filha. A atividade ocorre na maloca.
Sans titreDentro da maloca, mulheres mastigam a mandioca que cozinhou ao fogo para fazerem a caiçuma. Depois de mastigada, a bebida é deixada em panelas para fermentar. A feitura da caiçuma é um trabalho eminentemente feminino e coletivo.
Sans titreOs jovens tentam fazer com que as mulheres também levem golpes dos mariwin. Esses interagem com as pessoas através de gestos. Um dos mariwin vai embora.
Sans titreAs mulheres voltam aos seus lugares e continuam a mastigar a mandioca para a feitura da caiçuma. Conversam com os homens que tomam tatxik sobre a visita dos mariwin.
Sans titreTumã faz o polimento de seu pote com uma semente especificamente utilizada pelas mulheres para isso, chamada tonkete.
Sans titreTumã realiza a pré-queima de sua máscara de mariwin, processo feito com o propósito de evitar que a peça se rache ou quebre durante a queima de fato. Enquanto isso, faz o polimento do seu masën, buzina, usando a semente tonkete, instrumento específico para isso.
Sans titreTumã realiza a pré-queima de sua máscara de mariwin e de seu masën, buzina, processo feito com o propósito de evitar que as peças se rachem ou quebrem durante a queima de fato. Artesã e equipe de registro conversam.
Sans titreTumã faz as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, utilizando para isso uma duë, faca não indígena. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. Enquanto isso, sua máscara de mariwin passa pelo processo de pré-queima, realizado com a peça individualmente em uma pequena fogueira.
Sans titreDepois de fazer as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, coloca o artefato para passar pelo processo da pré-queima, realizado com o intuito da peça não se rachar ou quebrar durante a queima de fato. A artesã fala na língua.
Sans titreTumã, agora, faz as muxa, tatuagens, de sua máscara de mariwin, usando para isso uma faca não indígena, chamada de duë.
Sans titreTumã limpa os seus tsanut, conchas que as mulheres matis usam como instrumentos para a feitura de suas cerâmicas. Mostra toda a sua coleção para a equipe de filmagem e explica para a antropóloga Carolina Lopez que o conjunto de tsnaut de uma artesã serve para a feitura de cerâmicas dos mais variados tamanhos, desde as pequenas até as muito grandes. Guarda sua coleção na bolsinha trançada que possui especificamente para isso. Volta a polir o seu masën, buzina.
Sans titreCom um galho comprido, Tumã vai mexendo na fogueira. À medida que a madeira vai queimando, tornando-se cinzas, os artefatos começam a aparecer. A artesã mexe nas peças com o galho, ajeitando as lenhas em torno delas, para assim aproveitar ao máximo o fogo.
Sans titreTumã faz as muxa, tatuagens, de sua máscara de mariwin, usando para isso uma faca não indígena, chamada de duë. Depois, coloca a peça novamente na fogueira para continuar a sua pré-queima.
Sans titreAs artesãs Bësson (saia azul florida), Tëkpa (bermuda jeans) e Tumã (saia preta e branca) analisam a argila de um agaladiço para ver se é de boa qualidade para a produção de cerâmicas. Não a aprovam, e junto com Tumã (saia rosa), Shawa (bermuda marrom) e Enawat, com o bebê Binin no colo, continuam sua busca, seguindo a trilha. É possível ver também o menino Binin e Damë Bëtxum, que está fazendo o registro do evento.
Sans titreTumã (saia preta e branca) e Shawa (bermuda marrom) começam a extrair uma grande folha, para assim fazerem um tipo de cesto, através do qual irão realizar o transporte da argila para a aldeia. Tumã trança o cesto e coloca o seu monte de argila dentro. Tumã (saia rosa) também trança o seu cesto. Tumã (saia preta e branca), com uma faca, extrai pedaços da casca de uma árvore, para assim as mulheres produzirem as alças de seus cestos, como o faz Bësson (saia azul florida) e Tumã (saia rosa). O menino Binin, filho de Enawat, que está com o seu outro filho no colo, acompanha as mulheres durante toda a atividade. Shawa e Tëkpa também possuem os seus montes de argila, que levam embalados em folhas. As mulheres preparam-se para a caminhada de volta à aldeia.
Sans titreNa construção de paxiúba que lhes serve como oficina, as mulheres começam a tratar a argila. Bësson (saia azul florida) e Tumã (saia rosa) ascendem uma fogueira. Tëkpa traz mais lenha. Binin, filho de Enawat, acompanha as mulheres na atividade. Tumã (saia preta e branca) traz uma panela cheia de mëi, cinzas, e o seu sekte, peneira. Na fogueira, as mulheres colocam outra panela, por sua vez cheia de cinzas mëi úmidas por causa da chuva da noite anterior. Assim, esquentam-nas para secá-las. Tumã (saia preta e branca) prepara-se para peneirar as suas cinzas.
Sans titreBësson molda a sua peça, colocando mais uma camada de argila na mesma, um cilindro que adiciona à sua estrutura. Vai unindo a parte ao todo com a ponta dos dedos. Coloca mais uma camada de argila. Tumã (saia preta e branca) também molda a sua peça.
Sans titreAs mulheres seguem andando na trilha, buscando algum igarapé ou alagadiço que tenha argila de qualidade. Bësson (saia azul florida) é seguida por Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Enawat e seu bebê, seu outro filho Binin, Tëkpa e Shawa.
Sans titreAs mulheres, finalmente, conseguem encontrar um igarapé que contêm argila de qualidade. Tumã (saia preta e branca) entra na água para começar a extração. A mulher pega a matéria-prima do fundo das margens do igarapé. Tumã (saia rosa) é responsável por ficar fora d´água, recebendo os pedaços queTëkpa e Bësson (saia azul florida) vão retirando do fundo das margens. Três cachorros acompanham as mulheres durante toda a atividade. Shawa junta-se a Tumã (saia preta e branca), que ensina a jovem a reconhecer uma argila de qualidade e extraí-la da forma correta. As mulheres conversam entre si. Separam folhas e vão colocando os pedaços de argila que vão coletando em cima das mesmas. Enawat, sentada na margem, amamenta seu bebê Binin.
Sans titreTëkpa, por ser uma das mais novas artesãs, é escolhida para afundar seu corpo no fundo da água, para pegar argila de qualidade, que dá para Bësson trabalhar e amaciar. Tumã (saia preta e branca) junta-se a essas mulheres na extração. Tumã (saia rosa) é responsável por ficar fora d´água, recebendo os pedaços que as mulheres vão tirando do fundo do igarapé. Enawat, sentada na margem, amamenta seu bebê Binin. Shawa segue Tumã (saia preta e branca) na extração. Essa conversa com a antropóloga Carolina Lopez.
Sans titreTumã (saia rosa) esquenta cinzas mëi ao fogo, recebendo a ajuda de Tëkpa. Shawa auxilia Tumã a peneirar as cinzas, mexendo aquelas que estão na panela e passando-as para a matxó, mulher mais madura. As impurezas que ficam no sekte são jogadas em uma folha. Bësson descansa, sentada. As mulheres conversam entre si e com a antropóloga Carolina Lopez. O menino Binin acompanha as artesãs durante toda a atividade.
Sans titreTumã coloca as impurezas que ficavam na peneira e que foi jogando em uma folha de volta em uma panela. Tumã (saia rosa) mexe com um galho as cinzas mëi que esquentam na fogueira.
Sans titreUma matxó, mulher mais velha, junta-se ao grupo. Bësson descansa, sentada. As mulheres interagem durante a atividade, que é feminina e coletiva. Tumã (saia rosa), sentada ao lado de Tumã, mexe as cinzas ao fogo.
Sans titreUma matxó, mulher mais velha, junta-se ao grupo. As mulheres interagem durante a atividade, que é feminina e coletiva. Tumã e Tumã começam a temperar a argila com o pó de cinzas que resultou da filtragem pelo sekte, peneira.Tëkpa segura sua filha no colo e mexe as cinzas que esquentam ao fogo.
Sans titreEnawat ensina a antropóloga Carolina Lopez sobre o artefato, enquanto Bësson (à direita), Tëkpa e Shawa terminam de trançar os seus xucate. A mulher pega, então, outra folha para iniciar o trançado de mais um xucate.
Sans titreTumã, agora, molda o rosto de sua máscara: nariz e sobrancelhas.
Sans titreKuini Pussa vai mexendo o seu veneno com o bastonete e com esse passando-o na ponta de seus dardos, um a um. Fala sobre a atividade na língua. A brasa embaixo dos dardos é para esquentar e secar o curare nos mesmos, fixando-o.
Sans titreKuini Pussa vai mexendo o seu veneno com o bastonete e com esse passando-o na ponta de seus dardos, um a um.
Sans titreInício da oficina de produção do xucate, abano trançado. As artesãs, também participantes da oficina de produção de cerâmicas, começam a trilha em busca da folha que é a matéria-prima do artefato. Enawat é seguida por Tëkpa e Shawa.
Sans titrePrática de passar o veneno curare nos dardos da zarabatana. Kuini Pussa pede que a equipe de filmagem registre essa atividade, realizada momentos antes da saída para a caça com essa arma. O caçador amassa uma folha específica, tirando o seu sumo. A atividade foi realizada na maloca.
Sans titreKuini Pussa pega um bastonete próprio para a execução da tarefa. Mexe o seu veneno. Depois, usando o mesmo bastonete, começa a passar o curare na ponta de seus dardos, um a um.
Sans titreCom o seu bastonete, Kuini Pusa passa o curare na ponta de seus dardos, um a um. Vai mexendo o veneno com o mesmo bastonete. Os dardos envenenados vão sendo esquentados por uma brasa colocada embaixo dos mesmos. Dessa forma, o veneno seca, fixando-se nos dardos.
Sans titreShawa inicia o trançado de seu witsun. Após distribuir fio de tucum pelo seu mabante, tear, começa a utilizar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, e a distribuir as pequeninas varetas de madeira, utilizadas para a definição do tipo de padrão a ser trançado no adorno. Bësson prepara na hora os fios de tucum que usa para tecer o seu sekte, peneira. As mulheres conversam entre si.
Sans titreDentro da maloca, mulheres mastigam a mandioca que cozinhou ao fogo para fazerem a caiçuma. Depois de mastigada, a bebida é deixada em panelas para fermentar.
Sans titreNesse momento, enquanto as mulheres mastigam caiçuma e os homens preparam e tomam a bebida tatxik, três mariwin chegam à maloca. Começam a sua atuação, tentando pegar as crianças para lhes dar golpes de varetas nas nádegas. Interagem com as pessoas na maloca.
Sans titreTerceiro e último dia da oficina de produção de cerâmica. Tumã foi escolhida pela equipe de filmagem para ser acompanhada durante as atividades finais do evento, já que essa é considera pelas outras mulheres uma mestra artesã nessa arte. Tumã faz as muxa, tatuagens, de seu pote, utilizando para isso o seu tsanut, concha especificamente usada pelas mulheres para a confecção de suas cerâmicas. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. A mulher é observada por uma de suas netas.
Sans titreTumã faz as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, utilizando para isso uma duë, faca não indígena. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. Enquanto isso, sua máscara de mariwin passa pelo processo de pré-queima, realizado com a peça individualmente em uma pequena fogueira.
Sans titreTumã explica sobre o processo de pré-queima das peças, enquanto realiza o mesmo com o masën, buzina, e a máscara de mariwin. A pré-queima serve para que as peças não se quebrem ou rachem durante a queima de fato. Coloca também o seu pote para passar pela pré-queima.
Sans titreDepois de algumas horas, a artesã Tumã inicia o processo de queima das peças. Acende uma fogueira, cujas lenhas foram armadas em formato de forno, e dentro das quais foram colocadas as peças de cerâmica. A mulher vai alimentando a fogueira com mais lenha.
Sans titreAs peças queimam na fogueira que a artesã Tumã montou.
Sans titreCom o galho, Tumã vai puxando as peças para fora do espaço da fogueira.
Sans titreTumã faz as muxa, tatuagens, de seu pote, utilizando para isso o seu tsanut, concha especificamente usada pelas mulheres para a confecção de suas cerâmicas. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. A artesã explica para a antropóloga Carolina Lopez sobre as muxa de sua cerâmica. Imagem de peças já prontas e das peças que estão sendo confeccionadas pela mulher.
Sans titreInício da oficina de produção de cerâmica. Tumã, Bësson e Damë Bëtxum, um dos responsáveis pelo registro fílmico do evento, dirigem-se para uma trilha onde irão buscar um igarapé para realizar a extração da argila.
Sans titreBësson, Tumã e Damë Bëtxum andam na trilha que pegaram na aldeia, procurando um igarapé para poder extrair argila de qualidade.
Sans titreBësson (saia azul florida) analisa a argila de um novo alagadiço, mas não aprova a qualidade da mesma, e continua a trilha. Atrás dela, vão Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Tëkpa (bermuda jeans), Enawat e seu bebê, Shawa (bermuda marrom), o menino Binin e dois cachorros, que seguem as mulheres durante toda a atividade. É possível ver também Damë Bëtxum, que está fazendo o registro do evento.
Sans titreTumã (saia preta e branca) começa a temperar a argila com o pó de cinzas que resultou da filtragem pelo sekte, peneira. Tumã (saia rosa) mexe as cinzas que estão esquentando ao fogo. As mulheres conversam entre si, pedindo que o menino Binin traga água para elas. Tumã (saia rosa) também começa a temperar um pedaço de argila com o pó de cinzas mëi. Tëkpa segura sua filha no colo e o menino Binin aviva o fogo da fogueira com o xucate, abano trançado, logo após trazer água para as artesãs. Bësson cuida das cinzas ao fogo. Enquanto temperam a argila, as mulheres vão molhando-a também.
Sans titreBësson molda a sua peça usando a ponta dos dedos. Tumã (saia preta e branca) também molda a sua peça, enquanto a outra Tumã (saia rosa) seca cinzas ao fogo. Shawa e Tëkpa descansam, assim como Damë Bëxtum, um dos responsáveis pelo registro da oficina, que está com o seu filho Tumi no colo.
Sans titreInício da oficina de produção de cerâmica. Bësson, Tumã, Tumã, Enawat, Tëkpa e Shawa, as artesãs responsáveis pela oficina de produção de cerâmica, andam na trilha que pegaram na aldeia em busca de um igarapé com argila de qualidade. Os filhos de Enawat, o bebê Binin e o menino Binin, acompanham o grupo de mulheres.
Sans titreAs mulheres param em outro alagadiço. Tumã (saia rosa) observa Bësson (saia azul florida) enquanto essa analisa a argila do local. Tumã (saia preta e branca) também analisa a argila. As artesãs não aprovam a qualidade da mesma As mulheres continuam a trilha. Atrás de Tumã (saia preta e branca) vão Bësson, Tumã (saia rosa), Tëkpa (bermuda jeans), Shawa (bermuda marrom), Enawat e seu bebê e seu outro filho, Binin.
Sans titreEnawat, com seu bebê no colo, e Tumã (saia rosa) escutam a conversa de Tumã com a antropóloga Carolina Lopez. Essa artesã e Tëkpa continuam a extrair argila do fundo das margens do igarapé. Shawa trabalha e amacia, fora d´água, a argila que coletou. Bësson (saia azul florida) também já está fora d´água.
Sans titreBinin pega água na mamadeira para o seu irmão, Binin. Tëkpa e Tumã continuam a extrair argila do fundo das margens do igarapé.
Sans titreQuase no final da caminhada, cerca de 40 minutos depois, as artesãs param em uma roça próxima à aldeia para comer mamão maduro. Tëkpa corta a fruta, e a distribui primeiramente para Tumã (saia preta e branca). Ao seu lado, em sentido horário, estão Tumã, Shawa, Enawat, Binin e Bësson.
Sans titreA antropóloga Carolina Lopez junta-se ao grupo de mulheres para comer mamão maduro e conversar. Ao seu lado, em sentido anti-horário, estão Shawa, Tumã, Tumã, Tëkpa, Bësson e Enawat.
Sans titreTumã (saia preta e branca) traz uma panela cheia de mëi, cinzas, e o seu sekte, peneira. Binin traz um xucate, abano trançado, para Tumã (saia rosa) avivar o fogo. Nesse, Bësson coloca uma panela cheia de cinzas mëi, que as mulheres usam para temperar a argila, mas que estão úmidas por causa da chuva da noite anterior. Assim, esquentam-nas para secá-las. Tumã (saia preta e branca) prepara-se para peneirar as suas cinzas. Usa para isso o seu sekte, peneira. Shawa junta-se à senhora e vai pegar folhas, nas quais Tumã irá depositar as impurezas que ficam na peneira. Bësson senta um pouco para descansar, enquanto Tumã (saia rosa) cuida da fogueira. Shawa ajuda a matxó, mulher mais madura, mexendo as cinzas para que a senhora possa passá-las pela peneira.
Sans titreTumã (saia preta e branca) filtra as cinzas mëi em seu sekte, peneira. Tumã (saia rosa) mexe com um galho as cinzas mëi que esquentam na fogueira. As mulheres conversam durante a atividade, que é feminina e coletiva.
Sans titreAs artesãs encontam a folha que é a matéria-prima do xucate. Enawat a extrae, enquanto Tëkpa a auxilia a encontrar mais exemplares pela mata. Shawa já tem uma folha consigo. Chove na mata.
Sans titreDe trás para a frente, as artesãs Enawat, Tëkpa e Shawa terminam de quebrar os braços de suas folhas para o lado e começam a trançar os seus xucate. O artefato é um abano para o fogo, mas também assento feminino, prato e tampa para as panelas. É um objeto polifuncional.
Sans titreTëkpa usa a antropóloga Carolina Lopez como exemplo para mostrar como o xucate é utilizado durante a Festa da Tatuagem, ritual mais importante da etnia. O xucate é também um objeto ritual, já que é utilizado para aplacar as dores dos jovens que estão tendo suas faces tatuadas durante a festa. Bësson (à extrema direita), Enawat e Shawa terminam o trançado de suas peças.
Sans titreSegundo dia da oficina de produção de cerâmica. As peças que as artesãs moldaram no dia anterior secaram e, assim, elas continuam a trabalhar nelas, passando para outra etapa da confecção. Tëkpa alisa as paredes internas de seu pote com o tsanut, concha que as mulheres tradicionalmente usam como instrumento para a feitura de suas cerâmicas. Já é possível reconhecer que a mulher produz um tëtxuk, pote específico para conter a água utilizada na feitura da bebida tatxik pelos homens.
Sans titreTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin.
Sans titreTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã fala sobre os seres mariwin.
Sans titreTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã fala sobre os seres mariwin.
Sans titreTumã, agora, molda o rosto de sua máscara: nariz e sobrancelhas.
Sans titreTumã molda, então, a boca de sua máscara. Fala sobre os seres mariwin.
Sans titreTumã molda, então, a boca de sua máscara. Fala sobre os seres mariwin para a antropóloga Carolina Lopez. Atrás da artesã estão Tumã, produzindo o seu tsinte witsun xete, instrumento para tear, e a filha e o neta dessa. Uma outra mulher (blusa de onça) também se juntou ao grupo.
Sans titreTumã faz as perfurações de sua máscara de mariwin, que seguem o ciclo ornamentálico matis. Depois de pôr os mananukit, coloca os kwiashak, esses uma espécie de adornos que só os mariwin possuem, símbolos do poder desses seres.
Sans titreInício da oficina de produção do tsinte witsun xete, o intrumento para tecer os witsun, adornos trançados. A artesã Tumã foi a responsável e vai buscar a matéria-prima em uma mata próxima à aldeia. Extrai a madeira com um facão.
Sans titreDepois de extrair a matéria-prima, Tumã pega o caminho de volta para a aldeia.
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