Na área em que talhou uma pequena depressão na madeira, Kuini começa a inserir os dentes de macacos, que constituirão a parte cortante do ralador. Faz isso usando uma faca, tanto a lâmina quanto o cabo. Imagem dos maxilares de macacos de onde são retirados os dentes, matérias-primas para a confecção do ralador.
Sin títuloMatis
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Detalhe do rosto do artesão Kuini.
Sin títuloNa área em que talhou uma pequena depressão na madeira, Kuini insere os dentes de macacos, que constituirão a parte cortante do ralador. Faz isso usando uma faca, tanto a lâmina quanto o cabo.
Sin títuloNa área em que talhou uma pequena depressão na madeira, Kuini insere os dentes de macacos, que constituirão a parte cortante do ralador. Faz isso usando uma faca, tanto a lâmina quanto o cabo. Imagem dos maxilares de macacos de onde são retirados os dentes, matérias-primas para a confecção do ralador.
Sin títuloKuini, agora, pega a brasa inteira e passa ela mesma sobre a parte cortante do artefato, onde acabou de colocar as bolinhas de mamu, cera de abelha cozida. Assim, o mamu derrete, garantindo a fixação dos dentes na madeira. O artesão aperta o molda o mamu derretido no artefato com a ponta dos dedos.
Sin títuloAs artesãs Bësson (saia azul florida), Tëkpa (bermuda jeans) e Tumã (saia preta e branca) analisam a argila de um agaladiço para ver se é de boa qualidade para a produção de cerâmicas. Não a aprovam, e junto com Tumã (saia rosa), Shawa (bermuda marrom) e Enawat, com o bebê Binin no colo, continuam sua busca, seguindo a trilha. É possível ver também o menino Binin e Damë Bëtxum, que está fazendo o registro do evento.
Sin títuloTumã (saia preta e branca) e Shawa (bermuda marrom) começam a extrair uma grande folha, para assim fazerem um tipo de cesto, através do qual irão realizar o transporte da argila para a aldeia. Tumã trança o cesto e coloca o seu monte de argila dentro. Tumã (saia rosa) também trança o seu cesto. Tumã (saia preta e branca), com uma faca, extrai pedaços da casca de uma árvore, para assim as mulheres produzirem as alças de seus cestos, como o faz Bësson (saia azul florida) e Tumã (saia rosa). O menino Binin, filho de Enawat, que está com o seu outro filho no colo, acompanha as mulheres durante toda a atividade. Shawa e Tëkpa também possuem os seus montes de argila, que levam embalados em folhas. As mulheres preparam-se para a caminhada de volta à aldeia.
Sin títuloNa construção de paxiúba que lhes serve como oficina, as mulheres começam a tratar a argila. Bësson (saia azul florida) e Tumã (saia rosa) ascendem uma fogueira. Tëkpa traz mais lenha. Binin, filho de Enawat, acompanha as mulheres na atividade. Tumã (saia preta e branca) traz uma panela cheia de mëi, cinzas, e o seu sekte, peneira. Na fogueira, as mulheres colocam outra panela, por sua vez cheia de cinzas mëi úmidas por causa da chuva da noite anterior. Assim, esquentam-nas para secá-las. Tumã (saia preta e branca) prepara-se para peneirar as suas cinzas.
Sin títuloBësson molda a sua peça, colocando mais uma camada de argila na mesma, um cilindro que adiciona à sua estrutura. Vai unindo a parte ao todo com a ponta dos dedos. Coloca mais uma camada de argila. Tumã (saia preta e branca) também molda a sua peça.
Sin títuloAs mulheres seguem andando na trilha, buscando algum igarapé ou alagadiço que tenha argila de qualidade. Bësson (saia azul florida) é seguida por Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Enawat e seu bebê, seu outro filho Binin, Tëkpa e Shawa.
Sin títuloAs mulheres, finalmente, conseguem encontrar um igarapé que contêm argila de qualidade. Tumã (saia preta e branca) entra na água para começar a extração. A mulher pega a matéria-prima do fundo das margens do igarapé. Tumã (saia rosa) é responsável por ficar fora d´água, recebendo os pedaços queTëkpa e Bësson (saia azul florida) vão retirando do fundo das margens. Três cachorros acompanham as mulheres durante toda a atividade. Shawa junta-se a Tumã (saia preta e branca), que ensina a jovem a reconhecer uma argila de qualidade e extraí-la da forma correta. As mulheres conversam entre si. Separam folhas e vão colocando os pedaços de argila que vão coletando em cima das mesmas. Enawat, sentada na margem, amamenta seu bebê Binin.
Sin títuloTëkpa, por ser uma das mais novas artesãs, é escolhida para afundar seu corpo no fundo da água, para pegar argila de qualidade, que dá para Bësson trabalhar e amaciar. Tumã (saia preta e branca) junta-se a essas mulheres na extração. Tumã (saia rosa) é responsável por ficar fora d´água, recebendo os pedaços que as mulheres vão tirando do fundo do igarapé. Enawat, sentada na margem, amamenta seu bebê Binin. Shawa segue Tumã (saia preta e branca) na extração. Essa conversa com a antropóloga Carolina Lopez.
Sin títuloTumã (saia rosa) esquenta cinzas mëi ao fogo, recebendo a ajuda de Tëkpa. Shawa auxilia Tumã a peneirar as cinzas, mexendo aquelas que estão na panela e passando-as para a matxó, mulher mais madura. As impurezas que ficam no sekte são jogadas em uma folha. Bësson descansa, sentada. As mulheres conversam entre si e com a antropóloga Carolina Lopez. O menino Binin acompanha as artesãs durante toda a atividade.
Sin títuloTumã coloca as impurezas que ficavam na peneira e que foi jogando em uma folha de volta em uma panela. Tumã (saia rosa) mexe com um galho as cinzas mëi que esquentam na fogueira.
Sin títuloUma matxó, mulher mais velha, junta-se ao grupo. Bësson descansa, sentada. As mulheres interagem durante a atividade, que é feminina e coletiva. Tumã (saia rosa), sentada ao lado de Tumã, mexe as cinzas ao fogo.
Sin títuloUma matxó, mulher mais velha, junta-se ao grupo. As mulheres interagem durante a atividade, que é feminina e coletiva. Tumã e Tumã começam a temperar a argila com o pó de cinzas que resultou da filtragem pelo sekte, peneira.Tëkpa segura sua filha no colo e mexe as cinzas que esquentam ao fogo.
Sin títuloEnawat ensina a antropóloga Carolina Lopez sobre o artefato, enquanto Bësson (à direita), Tëkpa e Shawa terminam de trançar os seus xucate. A mulher pega, então, outra folha para iniciar o trançado de mais um xucate.
Sin títuloTumã, agora, molda o rosto de sua máscara: nariz e sobrancelhas.
Sin títuloKuini Pussa vai mexendo o seu veneno com o bastonete e com esse passando-o na ponta de seus dardos, um a um. Fala sobre a atividade na língua. A brasa embaixo dos dardos é para esquentar e secar o curare nos mesmos, fixando-o.
Sin títuloKuini Pussa vai mexendo o seu veneno com o bastonete e com esse passando-o na ponta de seus dardos, um a um.
Sin títuloInício da oficina de produção do xucate, abano trançado. As artesãs, também participantes da oficina de produção de cerâmicas, começam a trilha em busca da folha que é a matéria-prima do artefato. Enawat é seguida por Tëkpa e Shawa.
Sin títuloPrática de passar o veneno curare nos dardos da zarabatana. Kuini Pussa pede que a equipe de filmagem registre essa atividade, realizada momentos antes da saída para a caça com essa arma. O caçador amassa uma folha específica, tirando o seu sumo. A atividade foi realizada na maloca.
Sin títuloKuini Pussa pega um bastonete próprio para a execução da tarefa. Mexe o seu veneno. Depois, usando o mesmo bastonete, começa a passar o curare na ponta de seus dardos, um a um.
Sin títuloCom o seu bastonete, Kuini Pusa passa o curare na ponta de seus dardos, um a um. Vai mexendo o veneno com o mesmo bastonete. Os dardos envenenados vão sendo esquentados por uma brasa colocada embaixo dos mesmos. Dessa forma, o veneno seca, fixando-se nos dardos.
Sin títuloShawa inicia o trançado de seu witsun. Após distribuir fio de tucum pelo seu mabante, tear, começa a utilizar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, e a distribuir as pequeninas varetas de madeira, utilizadas para a definição do tipo de padrão a ser trançado no adorno. Bësson prepara na hora os fios de tucum que usa para tecer o seu sekte, peneira. As mulheres conversam entre si.
Sin títuloDentro da maloca, mulheres mastigam a mandioca que cozinhou ao fogo para fazerem a caiçuma. Depois de mastigada, a bebida é deixada em panelas para fermentar.
Sin títuloNesse momento, enquanto as mulheres mastigam caiçuma e os homens preparam e tomam a bebida tatxik, três mariwin chegam à maloca. Começam a sua atuação, tentando pegar as crianças para lhes dar golpes de varetas nas nádegas. Interagem com as pessoas na maloca.
Sin títuloTerceiro e último dia da oficina de produção de cerâmica. Tumã foi escolhida pela equipe de filmagem para ser acompanhada durante as atividades finais do evento, já que essa é considera pelas outras mulheres uma mestra artesã nessa arte. Tumã faz as muxa, tatuagens, de seu pote, utilizando para isso o seu tsanut, concha especificamente usada pelas mulheres para a confecção de suas cerâmicas. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. A mulher é observada por uma de suas netas.
Sin títuloTumã faz as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, utilizando para isso uma duë, faca não indígena. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. Enquanto isso, sua máscara de mariwin passa pelo processo de pré-queima, realizado com a peça individualmente em uma pequena fogueira.
Sin títuloTumã explica sobre o processo de pré-queima das peças, enquanto realiza o mesmo com o masën, buzina, e a máscara de mariwin. A pré-queima serve para que as peças não se quebrem ou rachem durante a queima de fato. Coloca também o seu pote para passar pela pré-queima.
Sin títuloDepois de algumas horas, a artesã Tumã inicia o processo de queima das peças. Acende uma fogueira, cujas lenhas foram armadas em formato de forno, e dentro das quais foram colocadas as peças de cerâmica. A mulher vai alimentando a fogueira com mais lenha.
Sin títuloAs peças queimam na fogueira que a artesã Tumã montou.
Sin títuloCom o galho, Tumã vai puxando as peças para fora do espaço da fogueira.
Sin títuloTumã faz as muxa, tatuagens, de seu pote, utilizando para isso o seu tsanut, concha especificamente usada pelas mulheres para a confecção de suas cerâmicas. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. A artesã explica para a antropóloga Carolina Lopez sobre as muxa de sua cerâmica. Imagem de peças já prontas e das peças que estão sendo confeccionadas pela mulher.
Sin títuloNo bambu que será a ponta da flecha, Tumi Tuku esculpe um orifício de encaixe com o seu enawat, talhadeira feita de dente de capivara que leva o mesmo nome desse animal. Acerta as bordas do bambu com a sua faca sem ponta.
Sin títuloTumi Tuku acerta as bordas do bambu com a sua faca sem ponta.
Sin títuloTumi Tuku passa cera de abelha cozida (mamu) na haste de madeira, e a passa novamente pelo fogo.
Sin títuloDetalhe de Tumi Tuku encaixando a ponta de bambu na haste de madeira com mamu, cera de abelha cozida, derretido.
Sin títuloDetalhe de Tumi Tuku enrolando a linha que estava envolvendo a ponta de bambu, mas agora unindo-a ao corpo do artefato. Conversa sobre a sua flecha, em português, com a antropóloga Carolina Lopez.
Sin títuloTumi Tuku passa a ponta de bambu dessa flecha já pronta pelo fogo, para que fique mais flexível de ser trabalhada. Acerta, então, a envergadura desse bambu com o joelho. Depois, começa a esculpir as suas bordas com a faca sem ponta. Os homens conversam na língua e em português com a antropóloga Carolina Lopez.
Sin títuloEtapa individual da oficina de produção da zarabatana. Em uma clareira próxima à aldeia, Binin Chunu monta uma estrutura de madeira e prende a sua zarabatana a essa, em posição horizontal.
Sin títuloEtapa individual da oficina de produção da zarabatana. Em uma clareira próxima à aldeia, Binin Chunu monta uma estrutura de madeira e prende a sua zarabatana a essa, em posição horizontal.
Sin títuloBinin Chunu traz um pote de cerâmica cheio de água e um embrulho de folhas que contém argila dentro. Pega um galho fino e resistente e começa a passá-lo por dentro do orifício da arma. Pega, então, uma porção de argila com as mãos, põe água na boca e joga esses dois materiais também dentro do orifício. Começa a fazer um movimento repetitivo com o galho, para frente e para trás.
Sin títuloBinin Chunu continua fazendo o movimento repetitivo com o galho, para a frente e para trás, dentro da zarabatana. Fala na língua, explicando também o que está fazendo, um processo de selagem da superfície interna de sua arma. Joga mais argila e água dentro do orifício da arma e continua o movimento com o galho no mesmo. Repete esses processos, alternadamente.
Sin títuloEm meio a esses movimentos, Binin Chunu passa a própria área da zarabatana preenchida com cera cozida derretida pela fogueira. Continua alternando a passagem da cera de abelha cozida e de cacos de cerâmica quente por cima da mesma. Fala na língua.
Sin títuloO professor Damã Jacinaldo leva os meninos de sua turma para uma aula diferente, na mata próxima à aldeia.
Sin títuloO professor Damã Jacinaldo pede aos seus alunos que façam a extração da madeira. Ele também extrai os seus próprios pedaços de madeira
Sin títuloO professor Damã Jacinaldo produz a corda para o seu arco.
Sin títuloBinin Chunu talha a ponta de sua arma onde irá encaixar o bocal, que se encontra no chão aos seus pés, pintado de urucum. Tumi Tuku acerta as bordas de um dos bambus paca com a sua talhadeira enawat, feita de dente de capivara e que leva o mesmo nome desse animal. Esquenta o bambu ao fogo e passa cera de abelha cozida (mamu) nele.
Sin títuloBinin Chunu faz a mira de sua zarabatana usando mamu, cera de abelha cozida, e um pedaço de madeira esculpido.
Sin títuloBinin Chunu usa também pedaços de cipó pintados com mamu, cera de abelha cozida, para fazer a decoração de sua arma.
Sin títuloKuini talha uma pequena depressão em uma das pontas da madeira. Imagem dos maxilares de macacos de onde serão retirados os dentes, matérias-primas para a confecção do ralador.
Sin títuloKuini, com a faca, vai retirando os dentes dos maxilares dos macacos e inerindo-os na pequena depressão que talhou na ponta da madeira, essa que será a parte cortante do ralador.
Sin títuloDetalhe das mãos de Kuini, com a faca, retirando os dentes dos maxilares dos macacos e inerindo-os na pequena depressão que talhou na ponta da madeira, essa que será a parte cortante do ralador.
Sin títuloKuini vai colocando bolinhas de cera de abelha cozida, mamu, nos espaços que ficaram entre os dentes. Imagem dos maxilares de macacos de onde são retirados os dentes e de um grande pedaço de mamu, matérias-primas usadas para a confecção do ralador, além da faca que o artesão utiliza na atividade.
Sin títuloKuini vai colocando bolinhas de cera de abelha cozida, mamu, nos espaços que ficaram entre os dentes. Imagem dos maxilares de macacos de onde são retirados os dentes e de um grande pedaço de mamu, matérias-primas usadas para a confecção do ralador, além da faca que o artesão utiliza na atividade. Imagem da brasa na qual Kuini esquenta o mamu para que fique maleável para ser trabalhado.
Sin títuloKuini vai colocando bolinhas de cera de abelha cozida, mamu, nos espaços que ficaram entre os dentes. De vez em quando, esquenta o mamu em uma brasa, para que fique maleável para ser trabalhado.
Sin títuloInício da oficina de produção de cerâmica. Tumã, Bësson e Damë Bëtxum, um dos responsáveis pelo registro fílmico do evento, dirigem-se para uma trilha onde irão buscar um igarapé para realizar a extração da argila.
Sin títuloBësson, Tumã e Damë Bëtxum andam na trilha que pegaram na aldeia, procurando um igarapé para poder extrair argila de qualidade.
Sin títuloBësson (saia azul florida) analisa a argila de um novo alagadiço, mas não aprova a qualidade da mesma, e continua a trilha. Atrás dela, vão Tumã (saia preta e branca), Tumã (saia rosa), Tëkpa (bermuda jeans), Enawat e seu bebê, Shawa (bermuda marrom), o menino Binin e dois cachorros, que seguem as mulheres durante toda a atividade. É possível ver também Damë Bëtxum, que está fazendo o registro do evento.
Sin títuloTumã (saia preta e branca) começa a temperar a argila com o pó de cinzas que resultou da filtragem pelo sekte, peneira. Tumã (saia rosa) mexe as cinzas que estão esquentando ao fogo. As mulheres conversam entre si, pedindo que o menino Binin traga água para elas. Tumã (saia rosa) também começa a temperar um pedaço de argila com o pó de cinzas mëi. Tëkpa segura sua filha no colo e o menino Binin aviva o fogo da fogueira com o xucate, abano trançado, logo após trazer água para as artesãs. Bësson cuida das cinzas ao fogo. Enquanto temperam a argila, as mulheres vão molhando-a também.
Sin títuloBësson molda a sua peça usando a ponta dos dedos. Tumã (saia preta e branca) também molda a sua peça, enquanto a outra Tumã (saia rosa) seca cinzas ao fogo. Shawa e Tëkpa descansam, assim como Damë Bëxtum, um dos responsáveis pelo registro da oficina, que está com o seu filho Tumi no colo.
Sin títuloInício da oficina de produção de cerâmica. Bësson, Tumã, Tumã, Enawat, Tëkpa e Shawa, as artesãs responsáveis pela oficina de produção de cerâmica, andam na trilha que pegaram na aldeia em busca de um igarapé com argila de qualidade. Os filhos de Enawat, o bebê Binin e o menino Binin, acompanham o grupo de mulheres.
Sin títuloAs mulheres param em outro alagadiço. Tumã (saia rosa) observa Bësson (saia azul florida) enquanto essa analisa a argila do local. Tumã (saia preta e branca) também analisa a argila. As artesãs não aprovam a qualidade da mesma As mulheres continuam a trilha. Atrás de Tumã (saia preta e branca) vão Bësson, Tumã (saia rosa), Tëkpa (bermuda jeans), Shawa (bermuda marrom), Enawat e seu bebê e seu outro filho, Binin.
Sin títuloEnawat, com seu bebê no colo, e Tumã (saia rosa) escutam a conversa de Tumã com a antropóloga Carolina Lopez. Essa artesã e Tëkpa continuam a extrair argila do fundo das margens do igarapé. Shawa trabalha e amacia, fora d´água, a argila que coletou. Bësson (saia azul florida) também já está fora d´água.
Sin títuloBinin pega água na mamadeira para o seu irmão, Binin. Tëkpa e Tumã continuam a extrair argila do fundo das margens do igarapé.
Sin títuloQuase no final da caminhada, cerca de 40 minutos depois, as artesãs param em uma roça próxima à aldeia para comer mamão maduro. Tëkpa corta a fruta, e a distribui primeiramente para Tumã (saia preta e branca). Ao seu lado, em sentido horário, estão Tumã, Shawa, Enawat, Binin e Bësson.
Sin títuloA antropóloga Carolina Lopez junta-se ao grupo de mulheres para comer mamão maduro e conversar. Ao seu lado, em sentido anti-horário, estão Shawa, Tumã, Tumã, Tëkpa, Bësson e Enawat.
Sin títuloTumã (saia preta e branca) traz uma panela cheia de mëi, cinzas, e o seu sekte, peneira. Binin traz um xucate, abano trançado, para Tumã (saia rosa) avivar o fogo. Nesse, Bësson coloca uma panela cheia de cinzas mëi, que as mulheres usam para temperar a argila, mas que estão úmidas por causa da chuva da noite anterior. Assim, esquentam-nas para secá-las. Tumã (saia preta e branca) prepara-se para peneirar as suas cinzas. Usa para isso o seu sekte, peneira. Shawa junta-se à senhora e vai pegar folhas, nas quais Tumã irá depositar as impurezas que ficam na peneira. Bësson senta um pouco para descansar, enquanto Tumã (saia rosa) cuida da fogueira. Shawa ajuda a matxó, mulher mais madura, mexendo as cinzas para que a senhora possa passá-las pela peneira.
Sin títuloTumã (saia preta e branca) filtra as cinzas mëi em seu sekte, peneira. Tumã (saia rosa) mexe com um galho as cinzas mëi que esquentam na fogueira. As mulheres conversam durante a atividade, que é feminina e coletiva.
Sin títuloAs artesãs encontam a folha que é a matéria-prima do xucate. Enawat a extrae, enquanto Tëkpa a auxilia a encontrar mais exemplares pela mata. Shawa já tem uma folha consigo. Chove na mata.
Sin títuloDe trás para a frente, as artesãs Enawat, Tëkpa e Shawa terminam de quebrar os braços de suas folhas para o lado e começam a trançar os seus xucate. O artefato é um abano para o fogo, mas também assento feminino, prato e tampa para as panelas. É um objeto polifuncional.
Sin títuloTëkpa usa a antropóloga Carolina Lopez como exemplo para mostrar como o xucate é utilizado durante a Festa da Tatuagem, ritual mais importante da etnia. O xucate é também um objeto ritual, já que é utilizado para aplacar as dores dos jovens que estão tendo suas faces tatuadas durante a festa. Bësson (à extrema direita), Enawat e Shawa terminam o trançado de suas peças.
Sin títuloSegundo dia da oficina de produção de cerâmica. As peças que as artesãs moldaram no dia anterior secaram e, assim, elas continuam a trabalhar nelas, passando para outra etapa da confecção. Tëkpa alisa as paredes internas de seu pote com o tsanut, concha que as mulheres tradicionalmente usam como instrumento para a feitura de suas cerâmicas. Já é possível reconhecer que a mulher produz um tëtxuk, pote específico para conter a água utilizada na feitura da bebida tatxik pelos homens.
Sin títuloTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin.
Sin títuloTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã fala sobre os seres mariwin.
Sin títuloTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã fala sobre os seres mariwin.
Sin títuloTumã, agora, molda o rosto de sua máscara: nariz e sobrancelhas.
Sin títuloTumã molda, então, a boca de sua máscara. Fala sobre os seres mariwin.
Sin títuloTumã molda, então, a boca de sua máscara. Fala sobre os seres mariwin para a antropóloga Carolina Lopez. Atrás da artesã estão Tumã, produzindo o seu tsinte witsun xete, instrumento para tear, e a filha e o neta dessa. Uma outra mulher (blusa de onça) também se juntou ao grupo.
Sin títuloTumã faz as perfurações de sua máscara de mariwin, que seguem o ciclo ornamentálico matis. Depois de pôr os mananukit, coloca os kwiashak, esses uma espécie de adornos que só os mariwin possuem, símbolos do poder desses seres.
Sin títuloInício da oficina de produção do tsinte witsun xete, o intrumento para tecer os witsun, adornos trançados. A artesã Tumã foi a responsável e vai buscar a matéria-prima em uma mata próxima à aldeia. Extrai a madeira com um facão.
Sin títuloDepois de extrair a matéria-prima, Tumã pega o caminho de volta para a aldeia.
Sin títuloEm menos de uma hora, Tumã conclui a confecção de seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto.
Sin títuloKuini Pussa pega um bastonete próprio para a execução da tarefa. Mexe o seu veneno. Depois, usando o mesmo bastonete, começa a passar o curare na ponta de seus dardos, um a um. A atividade foi realizada na maloca.
Sin títuloKuini Pussa pega mais brasa de uma fogueira usada pelas mulheres para cozinharem na maloca e coloca embaixo dos dardos envenenados. Dessa forma, o veneno esquenta e seca, fixando-se nos projéteis.
Sin títuloEnawat realiza a extração da folha que é a matéria-prima do xucate, abano trançado. Passa-a para Tëkpa. As mulheres, seguidas por Shawa, buscam mais folhas.
Sin títuloEnquanto molda a sua máscara de mariwin, Tumã fala sobre esses seres.
Sin títuloTumã molda a boca de sua máscara, após fazer suas sobrancelhas e nariz. Atrás dela estão Tumã, produzindo o seu tsinte witsun xete, instrumento para tear, e a filha e o neta dessa.
Sin títuloA artesã Tumã talha o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto. Enquanto isso, a outra Tumã faz o acabamento da modelagem de sua máscara de mariwin.
Sin títuloTumã faz as perfurações de sua máscara de mariwin, que seguem o ciclo ornamentálico matis. Depois de pôr os mananukit, os kwiashak, esses uma espécie de adornos que só os mariwin possuem, e o deshankete, perfura o demux nas abas de seus nariz.
Sin títuloBësson, a participante mais madura da atividade, trança a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa. Ela conversa sobre a atividade com a antropóloga Carolina Lopez. Para a produção do artefato, é utilizado fio de xapex, tucum.
Sin títuloBësson fala sobre a sua agulha para a antropóloga Carolina Lopez. As agulhas podem ser feitas de ossos de queixada, txawa, ou porquinho do mato, unquin.
Sin títuloEnquanto Bësson costura a rede de seu sekte, artefato de confecção mais complexa, Shawa, à sua direita, e Dani tecem os seus witsun, adornos trançados. A atividade ocorre na maloca.
Sin títuloOs três mariwin que chegaram à maloca interagem com as pessoas. Tentam dar um golpe de vareta nas nádegas ou na parte posterior dos corpos das crianças. Um deles esfrega-se nas costas de uma mulher, uma forma de fertilizá-la. Um dos mariwin dá um golpe nas costas da antropóloga Carolina Lopez.
Sin títuloUm mariwin golpeia as costas de um menino com sua vareta. Depois, outro golpeia outro menino. Essa é uma forma de incitar o crescimento das crianças que já tem idade de andar, tornando seus corpos mais fortes. As pessoas interagem com os mariwin, animadas. Um menino mais velho submete-se ao golpe do mariwin voluntariamente.
Sin títuloOs mariwin começam a golpear as mulheres que estão mastigando a caiçuma. Elas tentam fugir deles. Os mariwin vão embora, não antes sem um deles ameaçar a câmera com as suas varetas.
Sin títuloTerceiro e último dia da oficina de produção de cerâmica. Tumã foi escolhida pela equipe de filmagem para ser acompanhada durante as atividades finais do evento, já que essa é considera pelas outras mulheres uma mestra artesã nessa arte. Tumã faz as muxa, tatuagens, de seu pote, utilizando para isso o seu tsanut, concha especificamente usada pelas mulheres para a confecção de suas cerâmicas. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. A mulher é observada por uma de suas netas.
Sin títuloTumã faz o polimento de seu pote com uma semente especificamente utilizada pelas mulheres para isso, chamada tonkete. Depois, faz o polimento de sua máscara de mariwin.
Sin títuloTumã faz o polimento de sua máscara de mariwin com uma semente especificamente utilizada pelas mulheres para isso, chamada tonkete. É observada por uma de suas netas.
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