O grupo prepara-se para a caminhada de volta à aldeia. Tëkpa é seguida por Bësson (saia azul florida), Tumã (saia rosa), Tumã (saia preta e branca), Binin, Enawat e seu bebê, Shawa (bermuda marrom), e os cachorros que acompanharam as mulheres durante toda a atividade. Elas levam seus cestos e folhas cheios de argila.
Sem títuloMatis
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As mulheres começam a modelar a argila. Tumã (saia rosa) modela a sua peça com o auxílio de um tsanut, concha que as mulheres tradicionalmente usam como instrumento para a feitura de suas cerâmicas.
Sem títuloEnawat realiza a extração de mais das folhas que são a matéria-prima do xucate, abano trançado. Passa-as para Tëkpa. As mulheres, seguidas por Shawa, buscam mais folhas. Chove na mata.
Sem títuloBësson (bermuda azul, à extrema direita), Enawat, Tëkpa (bermuda azul) e Shawa trançam os seus xucate. O artefato é um abano para o fogo, mas também assento feminino, prato e tampa para as panelas. É um objeto polifuncional. Tëkpa trouxe o seu macaquinho de estimação.
Sem títuloTumã (saia preta) e Tumã (bermuda listrada) continuam a moldagem de suas peças, que agora já podem ser identificadas: um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas, e uma máscara de mariwin. Tumã faz os olhos de sua máscara e depois alisa a sua parede interna com a concha tsanut.
Sem títuloA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto.
Sem títuloA artesã Tumã talha o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso. Ao seu lado, estão sua filha e seu neto.
Sem títuloPrática de passar o veneno curare nos dardos da zarabatana. Kuini Pussa pede que a equipe de filmagem registre essa atividade, realizada momentos antes da saída para a caça com essa arma. O caçador desamarra o cordel que garante a armazenagem de seu veneno e abre o pote que contêm o mesmo. A atividade foi realizada na maloca.
Sem títuloKuini Pussa fecha o seu pote cheio de veneno e prende-o com o cordel.
Sem títuloImagem dos jovens jogando bola na aldeia. No final da tarde, diariamente, é comum ver algum grupo jogando futebol na aldeia.
Sem títuloDebaixo de chuva, de volta à construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de seus artefatos, as artesãs começam a trabalhar as folhas para a fazerem os seus xucate. Enawat vai quebrando os braços de sua folha para o lado. Tëkpa faz o mesmo, enquanto Shawa as observa. Bësson também está no local.
Sem títuloEnawat vai quebrando os braços de sua folha para o lado. Por vezes, precisa usar os dentes, de tão dura que é a folha. Tëkpa inicia o trançado de seu xucate. Enawat também começa o trançado de seu artefato.
Sem títuloEnquanto molda a sua máscara de mariwin, Tumã fala sobre esses seres. Ao seu lado, a outra Tumã molda um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas.
Sem títuloEnquanto molda a sua máscara de mariwin, Tumã fala sobre esses seres. Ao seu lado, a outra Tumã molda um masën, instrumento musical também chamado de "buzina" pelos indígenas.
Sem títuloTumã molda a boca de sua máscara, após fazer suas sobrancelhas e nariz, e fala sobre os seres mariwin. Atrás dela estão Tumã, produzindo o seu tsinte witsun xete, instrumento para tear, e a filha e o neta dessa.
Sem títuloTumã ensina os seus conhecinemtos sobre os seres mariwin para a antropóloga Carolina Lopez.
Sem títuloTumã faz as perfurações de sua máscara de mariwin, que seguem o ciclo ornamentálico matis. Depois de pôr os mananukit, os kwiashak, esses uma espécie de adornos que só os mariwin possuem, e o deshankete, perfura o demux nas abas de seus nariz.
Sem títuloA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso.
Sem títuloA artesã Tumã volta para a construção de paxiúba que serve como oficina para a confecção de artefatos. Começa a talhar o seu tsinte witsun xete, instrumento para tecer witsun, os adornos trançados. Usa um terçado para isso.
Sem títuloKuini Pussa desamarra o cordel que garante a armazenagem de seu veneno e abre o pote que contêm o mesmo. A atividade foi realizada na maloca. Imagem do tenke, carcás onde são guardados os dardos da zarabatana.
Sem títuloKuini Pussa pega um bastonete próprio para a execução da tarefa. Mexe o seu veneno. Depois, usando o mesmo bastonete, passa o curare na ponta de seus dardos, um a um. Vai colocando os dardos envenenados para secar, apoiando-os em cima de um pequeno tronco que pegou anteriormente para isso.
Sem títuloImagem de panela cheia de mandioca ao fogo, na maloca, cozinhando para que depois fosse feita a bebida caiçuma.
Sem títuloInício da oficina de trançado do sekte, peneira, e dos witsun, adornos. Bësson, a participante mais madura da atividade, trança a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa.
Sem títuloBësson, a participante mais madura da atividade, costura a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa. Utiliza para isso fio de tucum, xapex, e uma agulha feita de osso de queixada.
Sem títuloBësson, a participante mais madura da atividade, costura a rede de seu sekte, peneira, artefato de feitura mais complexa. Utiliza para isso fio de tucum, xapex, e uma agulha feita de osso de queixada. Detalhe das mãos da artesã realizando a atividade. Shawa junta-se ao grupo e irá começar a produzir a sua witsun. Mede o comprimento da mesma passando fios de tucum pelo seu próprio pulso. Dani tece a sua witsun masculina e está acompanhada de sua filha. A atividade ocorre na maloca.
Sem títuloDentro da maloca, mulheres mastigam a mandioca que cozinhou ao fogo para fazerem a caiçuma. Depois de mastigada, a bebida é deixada em panelas para fermentar. A feitura da caiçuma é um trabalho eminentemente feminino e coletivo.
Sem títuloOs jovens tentam fazer com que as mulheres também levem golpes dos mariwin. Esses interagem com as pessoas através de gestos. Um dos mariwin vai embora.
Sem títuloAs mulheres voltam aos seus lugares e continuam a mastigar a mandioca para a feitura da caiçuma. Conversam com os homens que tomam tatxik sobre a visita dos mariwin.
Sem títuloTumã faz o polimento de seu pote com uma semente especificamente utilizada pelas mulheres para isso, chamada tonkete.
Sem títuloTumã realiza a pré-queima de sua máscara de mariwin, processo feito com o propósito de evitar que a peça se rache ou quebre durante a queima de fato. Enquanto isso, faz o polimento do seu masën, buzina, usando a semente tonkete, instrumento específico para isso.
Sem títuloTumã realiza a pré-queima de sua máscara de mariwin e de seu masën, buzina, processo feito com o propósito de evitar que as peças se rachem ou quebrem durante a queima de fato. Artesã e equipe de registro conversam.
Sem títuloTumã faz as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, utilizando para isso uma duë, faca não indígena. A presença de muxa, tatuagens, demonstra a importância das cerâmicas: como as pessoas, são tatuadas. Enquanto isso, sua máscara de mariwin passa pelo processo de pré-queima, realizado com a peça individualmente em uma pequena fogueira.
Sem títuloDepois de fazer as muxa, tatuagens, de seu masën, buzina, coloca o artefato para passar pelo processo da pré-queima, realizado com o intuito da peça não se rachar ou quebrar durante a queima de fato. A artesã fala na língua.
Sem títuloTumã, agora, faz as muxa, tatuagens, de sua máscara de mariwin, usando para isso uma faca não indígena, chamada de duë.
Sem títuloTumã limpa os seus tsanut, conchas que as mulheres matis usam como instrumentos para a feitura de suas cerâmicas. Mostra toda a sua coleção para a equipe de filmagem e explica para a antropóloga Carolina Lopez que o conjunto de tsnaut de uma artesã serve para a feitura de cerâmicas dos mais variados tamanhos, desde as pequenas até as muito grandes. Guarda sua coleção na bolsinha trançada que possui especificamente para isso. Volta a polir o seu masën, buzina.
Sem títuloCom um galho comprido, Tumã vai mexendo na fogueira. À medida que a madeira vai queimando, tornando-se cinzas, os artefatos começam a aparecer. A artesã mexe nas peças com o galho, ajeitando as lenhas em torno delas, para assim aproveitar ao máximo o fogo.
Sem títuloTumã faz as muxa, tatuagens, de sua máscara de mariwin, usando para isso uma faca não indígena, chamada de duë. Depois, coloca a peça novamente na fogueira para continuar a sua pré-queima.
Sem títuloO caderno de imagens é um trabalho concebido pelo Museu do Índio e a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro que tem por objetivo constituir um recurso didático para os professores utilizarem em sala de aula
No ano de 2013, foi conhecida pela atual pesquisadora responsável pelo ProDocult Matis a existência do edital 002 da UNESCO, e a mesma iniciou a escrita do projeto, que posteriormente foi aprovado pelo Museu do Índio/RJ. Por isso, durante as oficinas audiovisuais oferecidas nas aldeias entre setembro e outubro de 2013, foi sendo discutida junto à comunidade a possibilidade de realização de um projeto de salvaguarda de artefatos matis e saberes associados, envolvendo a construção de peças nas aldeias, a filmagem de todo o processo e uma oficina de qualificação do acervo museológico da etnia nas dependências do Museu do Índio.
Foram realizadas diversas reuniões nas duas aldeias existentes na época, Tawaya e Paraíso (atual Bukuak), para explicar as condições de realização do Projeto de Documentação de Culturas Indígenas: Etnia Matis, mantendo um canal de comunicação aberto entre todos os envolvidos: lideranças, habitantes das comunidades e antropóloga.
Imagens de arcos do acervo da instituição. É possível ouvir no áudio do arquivo Maria José Sardella pedindo para os jovens amarrarem corretamente as partes constituintes do tenke, carcás matis.
Sem títuloRegistro da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Matis, sob a coordenação do documentarista Celso Renato Maldos e das pesquisadoras do ProDocult Matis, Carolina Lopez e Michelle Ludvichak. Essa foi a última etapa do projeto de formação audiovisual dos jovens Matis, iniciado em fevereiro de 2012 pela coordenadora do ProDocult Matis, Carolina Lopez.
Sem títuloRegistro da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Matis, sob a coordenação do documentarista Celso Renato Maldos e das pesquisadoras do ProDocult Matis, Carolina Lopez e Michelle Ludvichak. Essa foi a última etapa do projeto de formação audiovisual dos jovens Matis, iniciado em fevereiro de 2012 pela coordenadora do ProDocult Matis, Carolina Lopez.
Sem títuloRegistro da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Matis, sob a coordenação do documentarista Celso Renato Maldos e das pesquisadoras do ProDocult Matis, Carolina Lopez e Michelle Ludvichak. Essa foi a última etapa do projeto de formação audiovisual dos jovens Matis, iniciado em fevereiro de 2012 pela coordenadora do ProDocult Matis, Carolina Lopez.
Sem títuloRegistro da Oficina de Edição em Vídeo do Coletivo Matis, sob a coordenação do documentarista Celso Renato Maldos e das pesquisadoras do ProDocult Matis, Carolina Lopez e Michelle Ludvichak. Essa foi a última etapa do projeto de formação audiovisual dos jovens Matis, iniciado em fevereiro de 2012 pela coordenadora do ProDocult Matis, Carolina Lopez.
Sem títuloLideranças que estavam na Aldeia Tawaya na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014. Dani, uma das jovens que veio ao Rio de Janeiro, também estava na aldeia e, por vezes, ia explicando aos outros sobre a sua experiência no museu.
Sem títuloLideranças que estavam na Aldeia Tawaya na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014. Dani, uma das jovens que veio ao Rio de Janeiro, também estava na aldeia e, por vezes, ia explicando aos outros sobre a sua experiência no museu.
Sem títuloLideranças que estavam na Aldeia Tawaya na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014. Dani, uma das jovens que veio ao Rio de Janeiro, também estava na aldeia e, por vezes, ia explicando aos outros sobre a sua experiência no museu.
Sem títuloLideranças, como Tumi Tuku, Binin Chunu e Mantê, além de crianças, vêem o livro enviado pela pesquisadora Michelle Ludvichak “Una Isi Kayawa – Livro da Cura”, do povo Huni Kui (Kaxinawá) do Rio Jordão, presenteado à etnia pela editora Anna Dantes
Sem títuloLideranças que estavam na aldeia na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014.
Sem títuloLideranças que estavam na aldeia na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014.
Sem títuloLideranças que estavam na aldeia na noite de 22 de abril de 2015, como Mantê, Binin Chunu, Tumi Tuku e suas famílias, além das matxó (mulheres mais velhas) Tumã Japonesa e Tupa, reuniram-se no centro da maloca para assistirem no notebook da antropóloga Carolina Lopez aos arquivos dos acervos museológico e arquivístico do Museu do Índio/RJ, que foram qualificados pela comitiva de quatro jovens que vieram ao Rio de Janeiro, em 2014.
Sem títuloBinin puxa com as mãos o pedaço que cortou, para separá-lo do resto da árvore.
Sem títuloBinin posiciona o apoio que está fazendo na árvore da qual está extraindo a madeira, e pega mais um pedaço de tronco para adicionar ao mesmo. Vai buscar cipó.
Sem títuloBinin utiliza um jirau que construiu em uma clareira na mata para continuar esculpindo os pedaços de madeira, usando para isso uma faca sem ponta.
Sem títuloBinin utiliza um jirau que construiu em uma clareira para continuar esculpindo os pedaços de madeira, usando para isso uma faca sem ponta. Detalhes das serragens caindo do entalhe e de Shapu Sibó filmando a cena.
Sem títuloBinin aviva e alimenta a fogueira debaixo do jirau com serragens da própria madeira que está esculpindo. Começa a passar um dos pedaços de madeira pela fogueira.
Sem títuloDetalhe de Binin passando a madeira pelo fogo.
Sem títuloBinin esculpe os pedaços de madeira com o facão. Detalhe do apoio utilizado para a extração da madeira e da árvore usada.
Sem títuloBinin pega os dois pedaços de madeira e seus instrumentos e segue por uma trilha.
Sem títuloBinin esculpe os dois pedaços de madeira que serão o corpo da arma, utilizando para isso uma faca sem ponta. Constrói um pequeno jirau no local, usando galhos finos e cipó, e ascende uma fogueira embaixo do mesmo.
Sem títuloBinin utiliza as raízes de uma árvore para moldar a madeira esquentada, tornando a sua envergadura mais reta possível. Esquenta mais a madeira, para torná-la mais flexível ainda.
Sem títuloBinin pega uma estrutura de madeira já seca para continuar a oficina. Desamarra os cipós e separa os dois pedaços. Depois, pega urucum e pinta os pedaços. Fala na língua.
Sem títuloTumã inicia uma trilha na aldeia, em busca da árvore da qual retira os espinhos para fazer o ornamento facial demux. Fala na língua
Sem títuloImagem da palmeira de isan, patauá, da qual a artesã extraiu um pedaço da casca.
Sem títuloTumã pega a trilha de volta para a aldeia.
Sem títuloTumi Tuku passa cera de abelha cozida (mamu) na haste de taboca (tauat) de cada flecha, para poder colar a decoração.
Sem títuloTumi Tuku passa mais mamu, cera de abelha cozida, na taboca de cada flecha. Ao fundo, é possível ver Shapu Sibó, bolsista do ProDocult Matis, também fazendo o registro das oficinas. O artesão começa a colar as penas nas tabocas: duas metades por flecha. Continua a preparar as penas.
Sem títuloTumi Tuku amarra um pedaço de linha em torno das duas metades de pena que colou em cada flecha, de forma a fixá-las ainda mais.
Sem títuloBinin Chunu no início do processo de amarração definitiva das metades de sua zarabatana. O artesão construiu na hora uma espécie de torniquete, pelo qual ia passando sua arma. A selagem dessa foi completada amarrando-se toda a sua extensão com um cipó negro chamado nopo.
Sem títuloBinin Chunu esculpe o bocal de sua zarabatana, enquanto Tumi Tuku faz a decoração de suas flechas. Esse artesão conversa, em português, com a antropóloga Carolina Lopez sobre a sua visão acerca do atual desinteresse dos jovens pelas questões de sua própria cultura, entre outros assuntos.
Sem títuloBinin Chunu passa mamu, cera de abelha cozida, nas duas peças de madeira do corpo de sua zarabatana. Detalhe do espaço da pequena maloca que os homens utilizam como ofcina para a feitura de seus artefatos.
Sem títuloTumi Tuku separa pedaços de linha de paina de samaúma, enquanto Binin Chunu inicia o processo de amarração das metades do corpo da zarabatana. Tumi passa mamu, cera de abelha cozida, nas linhas e as utiliza para amarrar as penas que colou na taboca de cada flecha. Os homens conversam na língua. Binin irá começar a utilizar o torniquete que construiu.
Sem títuloBinin começa a usar o torniquete que construiu. Para o processo de selagem das metades do corpo de sua arma, além desse instrumento, utiliza também um cipó chamado nopo, que vai amarrando em toda a extensão do corpo da arma, enquanto a passa pelo torniquete. Fala na língua com seu filho e mulher.
Sem títuloDetalhe das mãos de Tumi Tuku terminando de passar mamu, cera de abelha cozida, em cima da taboca, na parte em que fez a amarração das penas. Alisa o mamu com a mão. Conversa na língua com Binin Chunu.
Sem títuloTumi Tuku acerta as bordas das penas das flechas com uma faca sem ponta, instrumento que usa para a feitura de seus artefatos. Os homens conversam na língua.
Sem títuloDetalhe das mãos de Tumi Tuku acertando as bordas das penas das flechas com uma faca sem ponta, instrumento que usa para a feitura de seus artefatos. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTumi Tuku acerta as bordas das penas das flechas com uma faca sem ponta, instrumento que usa para a feitura de seus artefatos. Os homens conversam na língua.
Sem títuloDetalhe das mãos de Tumi Tuku acertando as bordas das penas das flechas com uma faca sem ponta, instrumento que usa para a feitura de seus artefatos. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTumi Tuku acerta o encaixe da haste de madeira na parte da frente da taboca de uma das flechas, observando a envergadura da mesma.
Sem títuloTumi Tuku acerta o encaixe da haste de madeira na parte da frente da taboca da flecha, observando a envergadura da mesma. Com a fogueira já acesa, Binin Chunu descansa ao lado do amigo. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTumi Tuku prepara a palha que usará para a decoração da parte da frente de suas flechas, realizada em cima do encaixe entre a taboca e a haste de madeira. Inicia a feitura da decoração usando linha de paina de samaúma.
Sem títuloBinin Chunu esculpe com uma faca, duë, o bocal de sua zarabatana. Conversa na língua com Tumi Tuku.
Sem títuloTumi Tuku passa mamu, cera de abelha cozida, em cima da taboca, na parte em que fez a amarração das penas. Explica sobre a sua flecha, na língua.
Sem títuloTumi Tuku acerta as bordas das penas das flechas com uma faca sem ponta, instrumento que usa para a feitura de seus artefatos. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTumi Tuku limpa com o facão os bambus com os quais fará as pontas das suas flechas, chamados paca.
Sem títuloTumi Tuku acerta as bordas do bambu com a sua faca sem ponta.
Sem títuloTumi Tuku passa uma das pontas de bambu na qual esculpiu o orifício de encaixe pela fogueira acesa na pequena maloca. Assim, torna esse material mais flexível e fácil de ser manejado.
Sem títuloTumi Tuku acerta a envergadura do bambu que esquentou usando o joelho. Passa mamu, cera de abelha cozida, na parte do bambu na qual esculpiu o orifício de encaixe. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTumi Tuku acerta a envergadura do bambu que esquentou usando o joelho. Passa mamu, cera de abelha cozida, na parte do bambu na qual esculpiu o orifício de encaixe. Os homens conversam na língua.
Sem títuloTxami, outro darasibo, ancião, junta-se aos homens na pequena maloca que serve como oficina para a feitura de seus artefatos. Tumi Tuku acerta as bordas da ponta de bambu, paca, de sua flecha com o enawat, talhadeira feita de dente de capivara. Todos conversam.
Sem títuloTumi Tuku afia o seu enawat, talhadeira feita de dente de capivara, usando o caule de uma planta própria para isso, e continua a esculpir as bordas da ponta de sua flecha. Os homens conversam na língua.
Sem títuloEm uma clareira próxima à aldeia, Binin Chunu monta uma estrutura de madeira e prende a sua zarabatana a essa, em posição horizontal. Fala na língua.
Sem títuloBinin Chunu repete o processo de jogar um pouco de argila, água e depois movimentar para frente e para trás o galho dentro da arma, só que agora pela outra saída do orifício. Na imagem, uma das filhas do artesão e sua amiga.
Sem títuloEm meio a esses movimentos, Binin Chunu passa a própria área da zarabatana preenchida com cera cozida derretida pela fogueira. Continua alternando a passagem da cera de abelha cozida e de cacos de cerâmica quente por cima da mesma. Fala na língua.
Sem títuloEm uma clareira no meio da mata, o professor Damã Jacinaldo e seus alunos começam o trabalho de esculpimento da madeira usando as suas facas e facões. Os alunos vão observando o professor e imitando os seus movimentos.
Sem títuloO professor Damã Jacinaldo e seus alunos esculpem a madeira usando as suas facas e facões. Os alunos vão observando o professor e imitando os seus movimentos. O trabalho é conjunto. As flechinhas começam a surgir.
Sem títuloO professor Damã Jacinaldo e seus alunos continuam o trabalho de produção de suas flechinhas, agora em outra clareira, que possui um tronco caído para trabalharem em cima. Damã Jacinaldo, então, começa a esculpir o arco. O conjunto do arco e flechas infantil chama-se xëkpan.
Sem títuloBinin Chunu cola mais mamu, cera de abelha cozida, na ponta de sua zarabatana, entre o encaixe do bocal e a primeira das fitas da decoração.
Sem título