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Este estudo sobre a memória de antigos pioneiros da “marcha para o Oeste” e da rede de pessoas inseridas no evento da Expedição Roncador-Xingu (1943) acaba por revelar os lugares os lugares da memória que “falam” de ser e de pertencer a cidades brasileiras; Uma pesquisa de campo, “de fôlego”, etnografa a dramaticidade do processo civilizatório brasileiro sob a batuta de Getúlio Vargas. Tecendo os fios da memória, o autor descreve sobre a domesticação do tempo e espaço a partir do projeto de colonização das regiões do Brasil Central e Ocidental levados a termo pela Fundação Brasil Central (FBC); Pelas interpretações de práticas sociais de antigos pioneiros, descendentes, índios Karajá, intelectuais, os diferentes personagens que viveram essa experiência vão expressando suas múltiplas vozes, tornando visível a trama de um projeto coletivo. Inferindo a existência de uma memória coletiva, os narradores vão delineando uma variedade de fatores, entrelaçados pelo autor, para compreendermos o processo de construção de uma história local, regional e nacional
LIMA FILHO, Manuel FerreiraA noção de terra indígena vem dos anos 50, durante os debates sobre a criação do Parque Indígena do Xingu. Pretendia-se destinar aos índios uma parcela muito extensa do território nacional, que deveria ser resguardada da presença dos brancos. A preservação da cultura indígena tornava-se, assim, uma política nacional. A autora apresenta, neste livro, atores de múltipla origem, índios de diferentes culturas, sertanistas, antropólogos, militares, cientistas, políticos, fazendeiros, responsáveis por uma intrincada trama histórica que ainda se desenvolve
MENEZES, Maria Lúcia Pires