Este livro é o resultado de 15 anos de reflexão de Els Lagrou sobre sua experiência etnográfica entre os Kaxinawa do Alto Rio Purus, com os quais esteve durante os 18 meses de sua pesquisa de campo. Segundo a autora, o livro baseia-se na reelaboração de suas duas teses e dos vários artigos posteriores escritos com base nas notas de campo. Os Kaxinawa são um povo de língua pano com uma população estimada em 7 mil indivíduos, que habitam a floresta amazônica de ambos os lados da fronteira entre o leste peruano e o noroeste brasileiro, no estado do Acre, onde representam o grupo indígena mais numeroso. São também o grupo pano mais conhecido pela antropologia, existindo a seu respeito vasto material etnológico e histórico
LAGROU, ElsLivro
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As transformações sociais e econômicas porque passou a região durante os últimos séculos produziram, sem dúvida, o mapa etnológico das populações nativas. Os "brancos" bolivianos, brasileiros e peruanos, há pelo menos dois séculos, iniciaram a ocupação da região de forma mais sistemática. As populações indígenas, a partir deste momento, se re-arrumam, não sem conflitos, de forma a se organizar no novo território agora ocupado pelo homem branco
GONÇALVES, Marco AntonioElaborado a partir de discussões e reflexões sobre temas de interesse de representantes indígenas, lideranças, professores, agentes agroflorestais, agentes de saúde, o livro teve como material de apoio o primeiro Resumo Explicativo do Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE. A intenção é trabalhar com a gestão territorial e ambiental, o uso dos recursos naturais e a relação das populações indígenas com o meio ambiente ao longo da sua história, por meio dos conhecimentos dos diversos povos indígenas do Acre.
OCHOA, Maria Luiza Pinedo (org)O texto e as atividades incluídos neste material didático de pós-alfabetização foram elaborados, em 1993, pelos professores-índios do Projeto de Autoria da CPI/AC, durante seu 12º Curso de Formação Pedagógica. A primeira parte deste material se destina a crianças e jovens que desejam ou têm que interagir com o "branco" em suas aldeias. A segunda parte visa atender as necessidades comunicativas de jovens e adultos de um modo geral mais influentes na língua-alvo, que precisam se expor a situações de contato com os "brancos" nas cidades
O Atlas apresenta parte de uma nova história da ocupação do espaço geográfico amazônicos pelas sociedades indígenas brasileiras. Sempre representados como parte do passado pelos autores de livros didáticos nacionais, os índios doAcre são aqui os narradores de sua própria história num tempo e espaço renovadamente presentes. Todos os textos e desenhos que compõem o material foram criados por professores em atividades didáticas nos cursos de formação na área de estudo da geografia indígena, integrante de seu currículo de magistério.
Comissão Pró-Índio do AcreO livro foi escrito e ilustrado por agentes agroflorestais durante seu curso de formação, quando refletiram, através de textos e desenhos, a interrelação entre o homem e a natureza, especialmente pensando o lugar das árvores frutíferas nativas e exóticas, na cultura de cada grupo e no desenvolvimento do ecossistema. Registraram também fundamentos e técnicas relacionadas à experiência de construção de viveiros de produção de mudas, sementeiras, cercas vivas, abertura de berços, plantio de árvores e seu manejo.
MANCHINERI, Paulo EmílioCostumes e Tradições aborda fatos e acontecimentos do povo Yawa, surgimento e fortalecimento das artes, dos rituais, dos mitos, das lendas, da pajelança, uso das plantes medicinais, cantos sagrados, caçadas e pescarias tradicionais. As informações foram obtidas através de depoimentos e entrevistas com os velhos sábios e conhecedores da cultura e da história do povo Yawanawá, também de outros grupos étnicos que formam as comunidades da terra indígena
O livro Huni Meka, cantos do Nixi Pae, conhecido também como ritual do cipó, faz parte do trabalho de pesquisa que vem sendo realizado por alguns professores sobre as tradições musicais do povo Huni Kui, ou Gente Verdadeira. Em sua maior parte, este livro está escrito em hãtxa kui, ou Língua Verdadeira, uma das nove línguas da família Pano existentes no Acre
Nesse trabalho, os professores indígenas do Acre, juntamente com seus alunos e assessores, procuram refletir sobre o conceito de História, sua importância para os povos indígenas, os processos de pesquisa e de construção do conhecimento histórico, o atual interesse pelo registro da história, antes narrada e transmitida oralmente, as várias interpretações e versões da história, o trabalho com a história em sala de aula, as relações entre a reflexão histórica e a valorização e o fortalecimento das identidades indígenas, e a contribuição dos povos indígenas para uma nova história regional e nacional
Esse livro apresenta a complexidade e beleza dos símbolos, dos rituais, das crenças e das cerimônias que compõem a religião baseada no uso do cipó sagrado utilizado pelas culturas milenárias indígenas da Amazônia para estimular a imaginação religiosa
ARAÚJO, Wladimyr SenaO livro, organizado pela assessora da CPI/AC Maria Djacira Maia, dá continuidade à pesquisa da arte gráfica kaxinawá apresentando as diversas formas de usos do kene e os seus variados tipos. Ele traz também as histórias de origem desses desenhos, os registros visuais dos processos de feitura dos objetos da cultura material com kene dos Huni Kui. Está dividido em três capitulos: no capítulo I, é apresentada a história de origem do algodão e de como o povo Huni Kui aprendeu os diferentes kene e seus segredos. O capítulo II trata do uso e tipos de kene utilizados na pintura corporal, classificada por gênero e idade, e as músicas a elas associadas. No Capítulo III, são apresentadas as imagens, os nomes e classificação dos kene
LIMA KAXINAWÁ, Joaquim Paulo deO livro "Plano de Gestão Ashaninka" traz os acordos e as intenções elaboradas pela comunidade Ashaninka do rio Amônea. Esses acordos se referem a diversas temáticas como o uso dos recursos naturais (caça, pesca e plantas), planejamento da aldeia, saúde, vigilância e fiscalização, relação com o entorno, entre outras
Quem somos nós narra, tomando como referência o ponto de vista dos índios, o encontro dos Wari’ de Rondônia com os brancos. Tratando da dinâmica cosmológica da relação do grupo com a sociedade envolvente, o livro constitui importante contribuição aos estudos dos povos sul-americanos, por ser a primeira tentativa de fôlego na etnologia brasileira de aproximação ao problema da significação indígena das relações com a sociedade nacional
VILAÇA, Aparecida 1958-Shenibapu Miyui (História dos Antigos) resulta de um estudo minucioso realizado por um grupo de jovens professores kaxinawá sobre parte da memória oral de seu povo, autodenominado Huni Kui, Gente Verdadeira, destinado à construção do recente currículo bilíngue das suas escolas indígenas. Foi gravado, transcrito e escrito por eles mesmos, ao longo de sete anos, em Hãtxa Kui, sua Língua Verdadeira, e em sua segunda língua, o português, após pesquisa de campo em Terras Kaxinawá da Amazônia brasileira e peruana, junto aos parentes mais velhos, mestres da tradição.
MONTE, Nietta LindenbergShenipabu Miyui - história dos antigos reúne, em uma edição bilíngüe (Kaxinawá-Português), doze narrativas dos mitos de fundação da nação indígena Kaxinawá, que habita a região do Alto Purus, na divisa do Acre com o Peru. O livro é fruto da pesquisa de professores Kaxinawá, que percorreram as diversas terras de seu povo com o objetivo de criar uma escrita que preservasse a sua memória. Esse trabalho chega agora às mãos de todos os interessados, trazendo um precioso material de reflexão sobre uma parte até então encoberta, desvalorizada e pouco difundida de nosso diversificado patrimônio histórico-cultural
Este é mais um livro do "Programa de Formação de Agente Agroflorestal Indígena" desenvolvido pela Comissão Pró-Índio do Acre (CPI-Ac). Diferentemente dos anteriores, Hanu Miyui Xarabu Tsamia está voltado especificamente para o povo Huni Kui, ou seja, para o povo Kaxinawá, como são popularmente conhecidos. Neste livro é tratado especificamente de tema relacionado à criação de animais silvestres: os quelônios.
Comissão Pró-Índio do Acre