O livro apresenta um panorama das coleções plumárias do acervo do MAE-USP, analisando o histórico de sua constituição, a elaboração e contextos de uso de artefatos plumários entre os indígenas e sua comunicação em exposições de divulgação científica. O sentido da arte plumária para seus produtores é o de pôr em comunicação os homens com o cosmos; sua beleza se realiza no contexto da festa e do rito. Apreciar este rico acervo, imobilizado e em conjunto, permite contrastá-lo e perceber as mudanças de estilos e finalidades e as transformações da própria sociedade indígena quando em contato com outras etnias ou com o branco. Dispostos assim no tempo, esses artefatos nos fazem ver que os índios têm história e que ela foi sempre a história do contato
DORTA, Sonia FerraroLivro
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Este livro contém estudos fonológicos que lidam com aspectos segmentais e prosódicos de línguas indígenas brasileiras
WETZELS, Leo (Org.)Publicação contendo artigos sobre línguas indígenas apresentadas no Simpósio Expresión de nociones espaciales en el Coloquio Internacional Amazónicas III realizado na Universidad Nacional de Colombia em abril de 2010
Os Tapirapé vivem numa região de floresta tropical, com flora e fauna tipicamente amazônicas, entremeada de campos limpos e cerrados. Agricultores, suas aldeias tradicionalmente se localizam nas proximidades de densas florestas em terrenos altos não inundáveis, onde mantém suas roças. Tapi’itawa, a aldeia mais conhecida do grupo, reproduz as condições ideais para a localização de uma aldeia: terreno não-inundável próximo a florestas altas para agricultura, também com proximidade a campos abertos marginais aos afluentes do Araguaia e a um córrego de existência perene mesmo durante a estação seca. Os Tapirapé exploram alternadamente esse ambiente, segundo a época do ano e atividade a que se dedicam: agricultura, caça, coleta e pesca
Wagley, CharlesO renascer do povo Tapirapé narra os primórdios de uma das experiências mais marcantes da história recente da Pastoral Indigenista no Brasil; Sem construir conventos, vivendo discretamente o dia-a-dia numa aldeia no Mato Grosso, as Irmãzinhas de Jesus, discípulas de Charles de Foucauld, realizaram um trabalho pioneiro; Abriram pistas para a Igreja missionária que desejava se renovar e também contribuíram para a etnologia brasileira, registrando o ressurgimento de um povo fadado à extinção
IRMÃZINHAS de JesusPara caracterizar melhor a cultura Tapirapé é feita uma comparação com as culturas das tribos vizinhas e de diversas outras tribos Tupi. A consideração de certos pormenores revela, as vezes, peculiaridades culturais que se opõem a dadas generalizações difusionistas
Baldus, Herbert