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Promovido pelo Museu Histórico Nacional/IBRAM, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro/IHGB, o Seminário Internacional 2011 visa estimular reflexões e debates sobre a formação de coleções, seus usos, suas valorações, os agentes envolvidos na prática colecionista e sua patrimonialização. Procura compreender em que medida a reunião de acervos, numa perspectiva particular e individualizante, ao ser preservada e disponibilizada em instituições públicas, em galerias de arte e em exposições, agrega valores e sentidos que contribuem para a construção de gostos, memórias coletivas e identidades culturais. Como se estabelece a ponte entre a privacidade do ato de colecionar e a consagração de patrimônios coletivos? Qual é o papel dos colecionadores, pesquisadores, artistas e comerciantes na formação das coleções? Estas são algumas questões que se pretende refletir ao longo dos três dias de evento
MAGALHÃES, Aline Montenegro (org)"Vivemos ainda a era do patrimônio ou será que o desejo descomunal de tudo patrimoniar representa um indício de que o conceito envelheceu e está em processo de transformação? Essas alternativas não são mutuamente excludentes; a segunda pode representar a formação de uma cadeia de indagações que nos ajude a mapear o conceito de patrimônio na contemporaneidade, com o cenário arquitetado pela informação, localizado no espaço virtual e vivenciado em tempo real." (Vera Dodebei); "Dos viajantes e naturalistas dos séculos XVI a XIX, passando pelos antropólogos sociais e culturais do século XX às novas tendências dialógicas do século XXI, em que a pesquisa e a formação de patrimônios etnográficos adquirem novos contornos, o campo de pesquisas e colecionamentos das diferenças tem sido estratégico para forjar um mundo plural e, sobretudo, tolerante, qualidades mais do que necessárias a este milênio apenas iniciado." (Regina Abreu)
DODEBEI, Vera (org)Estes dois volumes de memórias do I Encontro Ibero-americano de Museus, realizado de 26 a 28 de junho de 2007, em Salvador oferecem aos leitores um material capaz de inspirar novas práticas e reflexões a respeito do universo dos museus ibero-americanos
IBERMUSEUSEstes dois volumes de memórias do I Encontro Ibero-americano de Museus, realizado de 26 a 28 de junho de 2007, em Salvador oferecem aos leitores um material capaz de inspirar novas práticas e reflexões a respeito do universo dos museus ibero-americanos
IBERMUSEUSApresenta um interessante percurso conceituando a exposição de arte e desvendando as estratégias utilizadas nos museus de arte moderna e nos novos museus, chamados pós-modernos. Nestes surge uma nova concepção, a dramatizada, na qual luz teatral, cores e ambientações dramatizam o contato do visitante com a obra de arte. Ao utilizar o termo ‘cenografia’ no lugar de ‘museografia da exposição’, a autora defende que exposição e cena teatral se assemelham, já que visitante e ator têm em comum o fato de serem ativos. Com base em entrevistas feitas com profissionais da área que atuam no eixo Rio - São Paulo, a autora discute o papel do curador e a opção de cada um deles por determinada tipologia de exposição de arte: cenografia dramatizada ou cenografia de paredes brancas
GONÇALVES, Lisbeth RebolloResultado do trabalho de uma equipe multidisciplinar, a terceira versão deste guia cataloga 529 museus das mais variadas especialidades, organizados por Estados da Federação, trazendo informações sucintas sobre localização, instalações, estrutura técnico-administrativa, acervo, biblioteca, atividades especializadas e atendimento ao público, entre outros dados. Por sua abrangência, o livro é um convite à descoberta e ao debate sobre o significado dos museus e a diversidade de acervos expostos
Comissão de Patrimônio CulturalGuia dos museus presentes no Cadastro Nacional de Museus
É uma obra que reúne estudos de historiadores, antropólogos, sociologos e cientistas políticos, cujo objetivo comum centra-se na interpretação dos problemas e das metodologias apresentadas, a partir de uma perspectiva interdisciplinar
PRIORI, Angelo (org)Estudo da formação dos museus de Arte Moderna brasileiros, acompanhando ao longo de cerca de meio século, dos anos 50 à atualidade, o histórico de entusiasmo inicial, problemas e impasses enfrentados por essas instituições. Especialista no tema e ex-diretora da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, a autora analisa os vários tipos de propostas que presidiram a implantação desses museus e seus desdobramentos posteriores, para colaborar na necessária reflexão sobre o seu futuro. A atuação dos vários agentes envolvidos na complexa rede que está por trás das salas de exposição, os critérios de formação de acervos e de desenvolvimento de programas educacionais, os modelos de museus estrangeiros similares ou a imagem pública das instituições são algumas das inúmeras questões tratadas neste livro
LOURENÇO, Maria Cecília FrançaGuia de museus do Estado do Rio de Janeiro
As narrativas aqui proferidas são polifônicas não apenas no sentido de serem diferentes as concepões de museus e de patrimônios que lhes informam, mas também no sentido de elas mesmas registrarem múltiplas visões de mundo e de abarcarem diferentes olhares e abordagens profissionais e teóricas. Entre os autores que participam desta coletânea há antropólogos, cientistas políticos, sociólogos, arquitetos, educadores, biólogos, historiadores e museólogos. Alguns militam no campo dos museus e dos patrimônios há muitos anos, outros são recém-chegados; alguns são brasileiros, outros estrangeiros; alguns são professores, outros estudantes. Esta é a graça: investir numa espécie de miscigenação intelectual e sensível; estimular interconexões e inter-câmbios de idéias, saberes e afetos
ABREU, ReginaSegundo Pierre Bourdieu, os museus abrigam tesouros artísticos que se encontram, ao mesmo tempo (e paradoxalmente), abertos a todos e interditos à maioria das pessoas. Partindo de um conjunto prévio de hipóteses, os autores realizaram uma sondagem sistemática sobre o público de museus de cinco países europeus em meados dos anos 60, com o objetivo de verificar quais os fatores que determinam ou favorecem a prática. Ainda que decorridos vários anos entre a publicação francesa e esta primeira tradução para o português, a problemática central levantada permanece: porque apenas parte dos indivíduos consegue fruir adequadamente as obras de arte e quem são esses indivíduos são as questões aqui analisadas
BOURDIEU, PierreOs quatro museus que integram a Universidade de São Paulo respondem à questão que dá título ao livro, por meio do exame de seus acervos e de sua história. Sobre o patrimônio natural, o Museu de Zoologia chama a atenção para a biodiversidade tropical, com sua extensa coleção dedicada à fauna brasileira. Sobre o patrimônio criado pelo homem, o Museu de Arqueologia e Etnologia apresenta testemunhos materiais pertencentes desde às mais antigas populações que ocupam o território até as culturas indígenas da época pós-cabralina. Num âmbito temporal mais restrito, o Museu Paulista reflete sobre o universo do trabalho, a partir de objetos e ferramentas de uso cotidiano, utilizados da Colônia ao início do século XX. Finalmente, o Museu de Arte Contemporânea faz um exame dos principais artistas de seu importante acervo e do significado das tendências que representam na arte brasileira recente
ABREU, Adilson Avansi de