Publicação contendo conferências, artigos e entrevistas do antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira
OLIVEIRA, Roberto Cardoso deLivro
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O presente livro tem como objetivo explicar a expansão do sistema econômico de mercado e suas consequências para uma população em especial: o povo indígena Waimiri-Atroari
Mello, Rodrigo Piquet Saboia deApresenta-se, neste livro, um estudo da política do Estado em relação aos ameríndio durante o período compreendido entre 1930 e 1967, situando-a no contexto histórico, ou seja, mostrando suas ligações com uma formação social definida; A escolha de 1930 como data-limite inicial da pesquisa justifica-se por ser uma data que marca o começo, ou pelo menos a concretização, de uma série de importantes mudanças na história do Brasil. Definiu-se 1967 como a data-limite final em virtude das incontestáveis mudanças jurídico-políticas ocorridas no Brasil após o golpe militar de 1964
ROCHA, Leandro MendesA autora apresenta uma análise da trajetória da política provincial através da legislação e da documentação do Império
COELHO, Elizabeth Maria BeserraOs textos que compõem esta coletânea resultam de pesquisas antropológicas desenvolvidas nos anos 1990 sobre o fenômeno do ressurgimento de indentidades étnicas (indígenas) e de tradições culturais distintivas em uma das mais antigas regiões de colonização do país, o Nordeste brasileiro. A intenção é de que a divulgação em livro de um conjunto desses textos propicie bons exemplos de pesquisa antropológica realizada com populações etnicamente diferenciadas (indígenas), que não têm sido objeto de maior interesse pela etnologia, e de que tais textos possam ser inclusive utilizados como leituras complementares no aprendizado da antropologia em cursos de graduação e pós-graduação
OLIVEIRA, João Pacheco deFruto de uma tese de doutorado defendida na UFPE, o livro abarca a atribulada história dos povos indígenas que, no século XVIII, enfrentaram o avanço da presença colonial na região do rio Tocantíns. A autora traz inúmeros aportes documentais que permitem elucidar o protagonismo de homens e mulheres Akroá, Karajá e Xakriabá (entre outros) nos embates violentos, na negociação de acordos de paz e na constituição de um espaço colonial para os índios. É de grande interesse a utilização de textos e depoimentos de obscuros estadistas, de sertanistas semi-analfabetos e de outros personagens que ilustram o encontro nem sempre feliz entre a política indigenista de Lisboa e as práticas locais do sertão. O livro inclui mapas ilustrados, com destaque para um manuscrito da Biblioteca Pública de Évora que mostra representações pictóricas de índios e aldeias
Os textos deste livro tratam de questões pertinentes aos povos indígenas no Direito brasileiro e visam à constituição de um panorama do que está em jogo na produção de normas legais favoráveis à diferença sociocultural. Mesmo admitindo-se que as práticas jurídicas não engendram realidades sociais, sabe-se que elas as sancionam e ordenam. O legislador produz intervenções sociais que "fazem" a sociedade de que é parte: ao formalizar a maneira pela qual aborda os problemas da organização social em que ao mesmo tempo vive e atua, exclui outras configurações e representações possíveis; ao codificar idéias e noções cuja proveniência pode ser múltipla, dá forma a um conjunto de regras e procedimentos que se referem à coerência e à unicidade. Neste sentido, a leitura destes oito textos poderia se resumir à esfera jurídica. Cotejados, porém, com o contexto mais amplo dos debates com que dialogam - concepção de etnodesenvolvimento e dispositivos da ação do Estado, entre outros -, revelam o imenso trabalho de produção do social a que a instauração de uma ordem democrática nos obriga. O jurista, como o cientista social, tem aí não só um chamado, como também um fértil campo de pesquisa e intervenção
LIMA, Antônio Carlos de SouzaCasos de visitantes, sertanejos e indios, reunidos durante as longas expedições realizadas pelos irmãos Villas Boas em todo o sertão brasileiro, estão apresentadas neste Almanaque
VILLAS-BOAS, OrlandoOs artigos desta coletânea tratam de aspectos da questão indígena no Brasil e na América Latina. Escritos em diferentes épocas, procuram mostrar, de um modo ou de outro, a violência que sempre presidiu à relação do "civilizado" com o índio. Deixam ainda claro como o indigenismo oficial, por ação ou omissão, cuidou de abrir caminho para a implantação do capitalismo em detrimento dos interesses e necessidades indígenas
JUNQUEIRA, CarmemEsta tese busca compreender a construção dos relacionamentos entre os índios estabelecidos no sul da América e os portugueses. Estes, durante a segunda metade do século XVIII, empreenderam uma vigorosa tentativa de expansão das suas fronteiras com o fim de aumentar os seus domínios americanos. Para viabilizar tal expansão, os portugueses valeram-se do expediente de buscar entabular relações amistosas com as populações indígenas, para com isto possibilitar o seu estabelecimento na região. Além entabular relações amistosas com as populações indígenas, os portugueses também buscavam atrair para os seus domínios os índios vassalos do Rei de Espanha, principalmente os habitantes das missões jesuíticas situadas na margem oriental do rio Uruguai. Com tal estratégia, pretendiam aumentar as suas forças na região e, paralelamente, debilitar as espanholas. Para atrair os índios, os lusitanos desenvolveram uma série de políticas, chamadas genericamente de "bom tratamento", as quais deveriam convencê-los da superioridade dos portugueses em relação aos espanhóis. Perceber, portanto, como os índios que eram alvo destas disputas por vassalos utilizaram aquelas políticas para satisfazer os seus próprios interesses é a principal questão colocada neste trabalho
GARCIA, Elisa FruhaufTrês décadas depois de sua constituição, um balanço inicial revela que o acervo de documentos relativos à história do indigenismo brasileiro no século XX depositado no Museu do Índio contribuiu para a elaboração de centenas de artigos, dissertações e teses sobre a cultura indígena e a política indigenista, envolvendo atividades do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), da Comissão Rondon e da Fundação Brasil Central (FBC).
LIMA, Antônio Carlos de SouzaEl concepto oficial de “indio” es una imagen cambiante, creada y proyectada por una conciencia europea, primero, y europeizante, después, siempre desde el patrón epistemológico de la colonialidad; Las representaciones hegemónicas del indígena han articulado, por regla, con los intereses de apropiación territorial, dominación, auto-representación de las elites, construcción de identidades nacionales y formación del estado moderno
PIÑÓN, AnaÉ uma antropologia de ensaios críticos. Só a partir de uma autocrítica honesta, lúcida e corajosa da missão pode-se criticar, com garantias de credibilidade, a política indigenista oficial e o comportamento anti indigena da sociedade envolvente; Esta antologia de textos variados tem sua unidade interna de pensamento, expressa uma visão coerente do mundo indígena e dos seus contrários, do tempo presente e da fé cristã de Teologia Indigenista
SUESS, PauloAbrangendo o período de 1923 a 1942, o livro inclui as cartas de Nimuendajú sobre vários assuntos relacionados aos índios do nordeste e da Amazônia
Artigos produzidos sobre direitos indígenas e conflitos territoriais envolvendo povos e territórios indígenas, abordando dois temas principais: o da construção de mega-hidrelétricas na Amazônia, em particular da usina de Belo Monte, e o dos impactos do desenvolvimento sobre populações tradicionais
Zhouri, Andréa (org.)Terceiro livro da trilogia que começou com Red Gold (1978) e passou por Amazon Frontier (1987), oferecendo uma cobertura ampla da história dos índios no Brasil desde 1500. A exemplo dos volumes anteriores, o autor se vale de anos de pesquisa e apresenta uma impressionante quantidade de informações. Como sugere o título ("Morrer se preciso for"), este livro não apenas começa com a saga rondoniana como também se inspira nesta vertente do indigenismo, dando um amplo destaque para as ações de sertanistas como os irmãos Villas-Bôas e para as situações de primeiro contato com "índios isolados". Diferentemente dos livros anteriores, este mostra um aproveitamento maior da etnologia contemporânea e vê os índios mais como protagonistas do que vítimas da história
Hemming, JohnO objetivo deste trabalho é esclarecer as possibilidades e limites da educação formal para que os indígenas do sul do País encontre melhores condições de vida, considerada sua situação de convívio com componentes da sociedade nacional
SANTOS, Silvio Coelho dosImportante coletânea de artigos do autor, este livro enfoca vários temas relacionados ao indigenismo e à antropologia indígena, colocando em primeiro plano a problemática relação entre antropologia e história. De especial interesse: o ensaio sobre a criação da primeira reserva indígena no alto Solimões, no qual o autor confronta a interpretação fundamentada na documentação histórica com a interpretação baseada em narrativas indígenas; o estudo sobre a relação entre os Ticuna e o etnólogo/indigenista C. Nimuendaju, buscando elucidar como o lugar dos brancos é pensado pelos índios em suas versões sobre o passado; o artigo sobre os "Índios Misturados", expondo de maneira controvertida a relação entre história e antropologia nos atuais estudos sobre índios no Brasil; e o ensaio sobre os índios nos censos demográficos e suas implicações
OLIVEIRA, João Pacheco deOs projetos de Estado para os povos indígenas se estendem pelos séculos de colonização portuguesa e brasileira nessa porção de terra que hoje denominamos Brasil. Neste processo os recursos, o trabalho e o legado dos povos indígenas têm sido objeto de propostas e especulação por parte dos invasores da terra, convertidos em ocupantes e, muitas vezes, até mesmo em "amigos dos índios". Contudo esses planejamentos oficiais jamais levaram em conta os projetos de futuro formulados pelos povos indígenas. Os ensaios sobre a idéia de "etnodesenvolvimento" aqui reunidos, ao contrário, apostam que somente com a participação dos índios se pode rumar em direção à transformação das bases dessa política. É sempre bom, porém, lembrar que tal caminho, transformado em políticas públicas, pode, caso seus principais interessados não sejam seus agentes privilegiados, recair no desvario das bem-intencionadas ações de exploração e domínio
LIMA, Antônio Carlos de SouzaEscrito em tom de denúncia, o livro conta a envolvente história deste povo de língua tupi-guarani e mostra que a história recente dos povos indígenas de Rondônia só pode ser compreendida à luz do papel do Estado brasileiro e suas políticas para o desenvolvimento econômico da região. O autor percorre uma vasta quantidade de depoimentos e documentos, com destaque para os arquivos do SPI e da Funai, relatando uma dramática seqüência de agressões ensejadas pelas frentes de expansão extrativista
LEONEL, MauroDavid Treece, ao contrário da corrente critica que não viu mais do que exotismo e evasão na imagem romântica do índio, sustenta que o indianismo, longe de ser uma representação divorciada de seu contexto histórico mais imediato, constituiu uma reflexão problemática e persistente sobre a formação simbólica e sociopolítica do Estado nacional. Mais do que a reposição tediosa de um mesmo modelo, a literatura do período produziu distintas figurações do índio, em consonância não só com o papel a ele conferido no processo da colonização, mas também em sintonia com o jogo político e social do próprio século XIX. Examinando um vasto corpus de análise, e apoiando-se em disciplinas afins, como a sociologia, a história e a antropologia, Treece traz à cena todo um elenco de autores e obras menos comentados pela historiografia oficial, redimensionando por completo a visão dessa vertente literária e o alcance do debate político-ideológico a ela associado
TREECE, DavidOs textos dessa coletânea foram gerados por pesquisas de ordem variada, aobrdando temas tão distintos quanto os processos de regionalização e gestão terrtorial, e a produção de saberes a eles articulados, as práticas de aparelhos de governo destinados , dentre outras coisas, ao controle a mobilidade espacial de segmentos da população brasileira (índios, menores, migrantes, favelados), as práticas da espetacularização da vida política, pela via dos rituais de massa ou dos meios de comunicação a distância, passando por conjunturas históricas que vão desde o final do século XIX e da 'primeira república' até os anos 1990 do século XX. Lidam om ideários tão diferentes quanto aqueles que propõem, por exemplo, em um momento, a tutela para populações indígenas e, em outro, a parceria e a participação para as mesmas populações. Em termos metodológicos, a pesquisa com fontes impressas, típica do trabalho do historiador, se une à observação etnográfica, configurando abordagens que dificilmente reduzem-se a cânones disciplinares convencionais, como aqueles preconizados hoje ainda em manuais e livros de introdução; Estes artigos podem ser lidos independentemente, remetidos a seus universos temáticos, com oque os efeitos de mútua iluminação que aportam, quando lidos juntos, se perdem. Sua reunião e contraposição permitem construir hipóteses sobre os dispositivos de territorialização, sobre os especialistas - portadores e produtores de certos saberes que se cristalizam em setores de administração - que surgem coetaneamente à função de simultâneas integração e segmentação, logo sobre as técnicas de diferenciação social e instauração de hierarquias, parte do surgimento de crescente interdependência entre redes regionais e sociais, para mencionar apenas alguns aspectos dos processos de formação de Estado
LIMA, Antônio Carlos de SouzaEste guia traz informações preliminares sobre os principais acervos arquivísticos localizados nas capitais do país. Inclui índices por nomes étnicos, locais geográficos e assuntos
MONTEIRO, John ManuelOs textos contidos nesta coletânea dão conta de um longo processo de investigação, realização por João Pacheco de Oliveira e pela equipe de pesquisa constituída no Departamento de Antropologia do Museu Nacional ( UFRJ ) de 1985 a 1993, através do qual a dimensão fundiária do problema indígena foi desvendada. As instâncias de poder, o cotidiano da ação administrativa e as estruturas de conhecimento que suportam a prática indigenista em processo de territorialização são submetidas nesses textos à análise antropológica acurada, permitindo não apenas o avanço do conhecimento, mas também a crítica social cientificamente fundada e novos elementos para uma ação técnica consistente
OLIVEIRA, João Pacheco dePesquisa de fôlego, este livro mostra a articulação entre as ideias sobre a nação, a política indigenista e as estratégias indígenas durante o período crítico de expansão econômica (e política, com a mudança da capital federal) para o Brasil central. São vários destaques dignos de nota: traz muitas informações e perspectivas novas sobre o período do Estado Novo (1937-1945); confronta, de maneira instigante, o pessimismo sentimental dos etnógrafos com as posturas assumidas por atores indígenas; documenta os embates em torno da demarcação de terras dos Xavante; demonstra o jogo complexo entre a formação da imagem dos Xavante enquanto símbolos primordiais da nacionalidade e a política da diferença adotada pelos mesmos Xavante em prol de seus direitos territoriais
GARFIELD, SethEste livro constitui documento de incontestável valor, não apenas para o conhecimento precípuo desses índios Tupi e Jê do médio Tocantins, mas também para a compreensão de uma das faces menos estudada da sociedade brasileira, a sua face vista pelo índio, particularmente pelo selvícola da Amazônia
LARAIA, Roque de BarrosEste livro constitui documento de incontestável valor, não apenas para o conhecimento precípuo desses índios Tupi e Jê do médio Tocantins, mas também para a compreensão de uma das faces menos estudada da sociedade brasileira, a sua face vista pelo índio, particularmente pelo selvícola da Amazônia
LARAIA, Roque de BarrosO volume constitui, de certa maneira, uma homenagem ao falecido Marcos Magalhães Rubinger, cuja carreira de professor e pesquisador, na Universidade Federal de Minas Gerais, foi bruscamente interrompida logo no início do Movimento de 1964, que o levou à prisão e ao exílio, o que sem dúvida contribuiu para sua morte prematura em 1975.; Ainda que os três textos tenham todos por tema o contato interétnico, em pouca coisa se sobrepõem e podem ser tomados como complementares, uma vez que lidam com aspectos diferentes das relações entre os Maxakalí e os brancos
RUBINGER, Marcos Magalhães