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Exemplo emblemático da nova história indígena, este livro identifica a postura de atores indígenas frente à expansão colonial na região do rio Branco, unindo uma sensibilidade etnográfica a uma cuidadosa pesquisa documental. Demonstra que os índios não apenas foram usados pelas potências européias que disputavam esta região de fronteira, como também usaram esta situação para consolidar uma certa autonomia
FARAGE, NádiaCompreender finalmente que a etnicidade e os mecanismos identitários subjacentes constituem, no mundo atual, fenômenos quase universais leva-me a acreditar que eles continuarão ainda por muito tempo a atrais a nossa atenção, não apenas como cientistas sociais, mas também - e sobretudo - como cidadãos. Essa a principal razão que me animou a reunir estes ensaios com a expectativa de que, mesmo num mundo globalizado, sempre haverá espaço para a diversidade étnica e cultural, não importando a latitude em que estiverem localizadas as sociedades anfitriãs
OLIVEIRA, Roberto Cardoso deDando continuidade à publicação da obra de Luís da Câmara Cascudo, a Global Editora apresenta CIVILIZAÇÃO E CULTURA. Um livro que certamente irá seduzir o leitor, da primeira à última página. Obra pensada e repensada em longos anos de pesquisa, apresenta como resultado um final surpreendente. Nele, mestre Cascudo alia a seriedade do erudito com a leveza do artista. O rigor da informação e o pitoresco dos fatos e da forma, fazendo com que o livro se torne, sem exagero, um misto de estudo com diversão
Cascudo, Luis da CamaraDesse livro o poeta Cassiano Ricardo escreveu: "Formação Histórica do Acre vai figurar entre as melhores obras de revelação e de interpretação de situações brasileiras. Como o sertão baiano teve Os Sertões, o sul do Brasil, Populações Meridionais do Brasil, o nordeste, Casa Grande e Senzala, o sudoeste amazônico tem, agora, Formação Histórica do Acre. [.] O livro é uma grande saga, não só acreana, mas amazônica".
TOCANTINS, LeandroA coleção História da América Latina percorre os cinco séculos de história política, econômica, social e cultural do continente, contando com a colaboração de especialistas de diversas nacionalidades, num trabalho cuja amplitude não tem precedente no mercado editorial brasileiro em sua área. Este primeiro volume dedicado ao período colonial se inicia com um exame das civilizações e povos americanos nativos, às vésperas da invasão européia, seguindo com a conquista e o início da colonização pelos europeus, e as estruturas políticas e econômicas dos impérios espanhol e português no decurso de três séculos. Dois capítulos sobre a Igreja católica na América Latina colonial completam o volume, que além do organizador, conta com colaboradores como John Hemming, Nathan Wachtel, Miguel León Portilla e Frédéric Mauro, entre outros
BETHELL, LeslieEscrito em linguagem acessível, este livro apresenta informações funndamentais para a compreensão do funcionamento das sociedades indígenas. Em 15 capítulos, o autor fornece dados básicos a respeito de rituais, política, arte, parentesco e mitos e das relações dos indigenas com segmentos de nossa sociedade. É considerado um dos melhores livros já escritos para divulgação de conhecimentos acerca dos índios
MELATTI, Julio CezarEnsaio publicado originalmente em 1937, este livro trata de forma pioneira e erudita a elaboração da imagem do índio no pensamento europeu entre os séculos XVI e XVIII. A reedição é oportuna, pois permite estabelecer um diálogo com a bibliografia mais recente sobre o tema, à qual esta obra antiga não fica devendo. Para além da tese central sobre a "teoria da bondade natural" e a sua ligação com a Revolução Francesa, o livro aborda alguns autores pouco conhecidos no Brasil e apresenta uma discussão fascinante sobre o impacto dos índios que viajaram para a Europa durante este período
FRANCO, Afonso Arinos de MeloOs índios Ticuna, do Alto Solimões, Amazonas, formam o mais numeroso grupo indígena do país, com cerca de 18.000 membros. Neste livro, o autor examina a mudança social e o processo de dominação vividos pelos Ticunas, vistos também a partir da ótica dos próprios índios. Analisa, assim, como um grupo étnico com elementos vivos e atuantes de sua própria organização social e de sua cosmologia, se adapta, resiste e reinterpreta a ação do Estado. Trata-se de uma análise convencional na linha estruturalista enfocando uma tribo isolada e em condições de suposto equilíbrio, mas sim de um estudo sobre as relações entre um grupo indígena e o Estado brasileiro, representado pelo órgão oficial de assistência ( o SPI e depois a FUNAI ) que ilumina de maneira exemplar a questão indígena na Amazônia atual
OLIVEIRA, João Pacheco de