Alguma vez você já ouvir falar que os nossos índios faziam poesia? Pois entre outras tantas revelações surpreendentes sobre a vida, a cultura, os costumes e o sofrimento dos nossos índios, você vai descobrir, nesse livro, que eles também eram poetas, com sensibilidade para cantar o amor, a esperança e a dor, como neste poema sobre a morte de uma criancinha.; A pequena rede de Akéle está vazia. A mãe como cestinho trançado saio para o monte. Akéle está com frio mas não treme. Tem medo mas não chora. Está só mas não foge. Atrás de grande Pedra Negra desponta a lua e vê Akéle. Somente o tigre o esquenta com seu hálito. A mãe volta à cabana em silêncio. Olha a lua alta sobre o monte. A pequena rede está vazia; só um raio de lua a faz balançar.; Nossos índios sempre tiveram muitas coisas para nos ensina
SAMPAIO, Mário ArnaudLivro
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A antropóloga mexicana Josefina Oliva de Coll fala neste livro dos índios que habitavam as regiões ao sul do Rio Grande. Ela faz um apanhado dos principais focos de resistência, batalhas, massacres e guerra de guerrilhas organizadas pelos índios do México à Patagônia. Seu relato, pungente e emocionado, traz uma outra visão da história das Américas - a dos vencidos; A presente obra encontra-se em bom estado de conservação, contém, apenas, algumas manchas amareladas causadas pelo tempo
OLIVA DE COLL, JosefinaPublicação sobre a ocupação populacional do Estado do Rio Grande do Sul antes do povoamento pelos europeus
Soares, André Luis, Sergio Célio KlamtEste livro é um convite à reflexão sobre as coisas da cultura. Foi projetado para estudantes que não estão se preparando para serem cientistas sociais, mas que têm antropologia no currículo de seus cursos; É também uma excelente escolha para quem quer conhecer a antropologia como complemento à sua formação ou para decidir-se por ela; Com uma linguagem clara e uma abordagem leve, sem fazer concessões em relação à complexidade dos conteúdos abordados, Rafael José dos Santos apresenta, neste primeiro volume da série Para quem não vai ser, os principais elementos da antropologia, suas correntes e conceitos fundamentais, formando um painel que explica como essa forma de conhecimento foi se constituindo, como é capaz de se atualizar constantemente e contribuir para a compreensão das questões sociais; Temos assim um guia para quem se inicia nesse campo do conhecimento, mesmo que não vá ser antropólogo
SANTOS, Rafael José dosO autor analisa a proteção do patrimônio cultural inserido no patrimônio ambiental e estuda em profundidade a natureza deste bem jurídico coletivo, a que chama de bem socioambiental.; Embora profundo e técnico, o livro é de fácil leitura graças à linguagem leve e carregada de emoção que nos conduz por caminhos de raciocínio preciso, temas polêmicos e atuais. Assim, o tombamento, o inventário, a desapropriação e a outros instrumentos de proteção cultural disponíveis à União, aos Estados e aos Municípios são detalhadamente estudados. O autor analisa a natureza e forma de proteção aos bens culturais, sejam materiais ou intangíveis, numa perspectiva nacional e internacional.; Trata-se de um livro jurídico, mas marcado pela interdisciplinaridade necessária aos direitos coletivos. Daí ser uma obra útil e necessária a juristas, arquitetos, antropólogos, sociólogos e ambientalistas preocupados com a cultura, sua preservação e proteção
SOUZA FILHO, Carlos Frederico Marés deOs Guarani ocupam tradicionalmente as terras que abrangem partes do Rio Grande do Sul (Missões, Pampa, Planalto, Litoral), Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e regiões da Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Neste amplo território, ao longo dos séculos, eles foram perseguidos por colonizadores, caçados, escravizados, exilados e tiveram suas terras invadidas, saqueadas e ocupadas. Nesse processo a Igreja, a serviço dos estados da Espanha, Portugal e depois do próprio Brasil, procurou catequizá-los e torná-los “almas convertidas” e, ao mesmo tempo, “corpos dóceis” para o trabalho, nos moldes do projeto que então se estruturava. A base das relações com os povos indígenas sempre foi colonial, ou seja, sempre se indagou qual a utilidade destes povos e quais as melhores maneiras de explorar sua força produtiva e seus territórios
ASSEMBLÉIA LEGISLATIVAO objetivo deste trabalho é esclarecer as possibilidades e limites da educação formal para que os indígenas do sul do País encontre melhores condições de vida, considerada sua situação de convívio com componentes da sociedade nacional
SANTOS, Silvio Coelho dosEm “Ensaios Insólitos” se percebe, imediatamente, a paixão e a liberdade com que Darcy enfoca temas que vão desde a educação no Brasil até a situação e o drama do Índio em nosso País; de uma análise meticulosa e crítica de Casa-Grande & Senzala, de Freyre, até um depoimento pessoal e evocativo de seu amigo, o presidente, João Goulart; O insíolito destes ensaios está na predominância de um clima polêmico e apaixonado em cada um deles (…) E se impregnam da ironia e da paixão, com as quais Darcy se arma para intervir na história da América Latina com seu testemunho de antropólogo, educador e romancista
RIBEIRO, Darcy (1922-1997)As missões Jesuíticas-Guaranis são reconhecidas desde o século XX como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade da UNESCO
Voltado sobretudo para o estudo dos assentamentos, subsistência e cultura material dos Guató, o livro utiliza e problematiza um amplo repertório de fontes históricas e etnográficas, sobretudo do século XIX
OLIVEIRA, Jorge Eremites deLivro que tem como base a dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos e é o resultado da pesquisa sobre a presença dos índios Xokleng no litoral norte do Rio Grande do Sul sob o enfoque dos conflitos interétnicos
Cunha, Lauro Pereira daPublicação autobiográfica sobre a vida passada como indígena
Garcia, SidneiÁlvar Nuñez Cabeza de Vaca (1492-?) foi um dos mais intrépidos e incomuns conquistadores da história colonial da América. Ao naufragar na Flórida em 1527, caminhou, descalço e nu, 18 mil quilômetros até o México, onde chegou em 1537.; Em 1541, nomeado governador do Rio da Prata, Cabeza de Vaca aportou na ilha de Santa Catarina – onde viveu alguns meses – e dali partiu, também a pé, rumo a Assunção, Paraguai, onde chegou em 1542. Durante toda sua vida aventureira – na Flórida, no Texas, no México, no Brasil e no Paraguai –, lutou em favor dos povos indígenas. E pagou caro por isso: foi preso e enviado para o exílio. Em Naufrágios e comentários, Cabeza de Vaca narra suas fantásticas aventuras e desventuras bem como suas infrutíferas tentativas de impedir o genocídio perpetrado pelos brancos na América
NUNEZ CABEZA DE VACA, AlvarOriginalmente uma tese de doutorado, o livro analisa as consequências do Tratado de Madri para a população Guarani das missões, em particular os pueblos que ficaram do lado português da fronteira demarcada
LANGER, Protasio PauloTranscrição (com a ortografia atualizada) de um códice do arquivo que se refere às ações do administrador pombalino do Rio Grande José Marcelino de Figueiredo no deslocamento dos índios Guarani dos “povos” incorporados ao dominio português para a Aldeia dos Anjos. De especial interesse são as matrículas detalhadas das famílias que originaram dos povos de Santo Ângelo, São Luís, São Miguel Novo, São Lourenço, São João, São Borges, São Nicolau e São Miguel Velho
Num tom trágico, conta a história da destruição dos povos Tupi da costa diante dos processos de doenças epidêmicas, escravização e confinamento em aldeias missionárias
MAESTRI FILHO, MárioPublicação que discute acerca das diferentes dimensões que caracterizam história e cultura dos povos indígenas e da prática educativa pautada na Lei 11.645 de 10 de março de 2008
Bergamaschi, Maria Aparecida (org.)O livro apresenta uma compilação da legislação indígena municipal, estadual e brasileira e um ensaio fotográfico do povo guarani (Mbyá Guarani), de autoria do fotógrafo Danilo Christids. A obra destaca também a influência dos índios na formação de Porto Alegre e adjacências. Um exemplo é o título da obra, que destaca o lago Guaíba, importante referência da Capital cujo nome tem origem indígena; A existência territorial indígena no contexto urbano de Porto Alegre e a incomprensão dos índios em relação aos limites geopolíticos impostos pela sociedade são evidenciadas na publicação. De acordo com os autores, para os índios, elementos naturais como matas, florestas e rios são reconhecidos como base simbólica de suas vidas
PORTO ALEGRE. Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança UrbanaSéculos Indígenas no Brasil: Catálogo Descritivo de Imagens" é uma obra de cultura nacional para a compreensão da majestosa árvore da formação étnica brasileira, cuja seiva a revigora na tradição milenar dos povos indígenas, palpitando em suas raízes. O livro mostra a imagem e a voz do índio brasileiro, a manifestação de seus pensadores através de conteúdo multidisciplinar profundo e didático
COE, Frank Azevedo e Ramos (org)Séculos Indígenas no Brasil: Catálogo Descritivo de Imagens" é uma obra de cultura nacional para a compreensão da majestosa árvore da formação étnica brasileira, cuja seiva a revigora na tradição milenar dos povos indígenas, palpitando em suas raízes. O livro mostra a imagem e a voz do índio brasileiro, a manifestação de seus pensadores através de conteúdo multidisciplinar profundo e didático
COE, Frank Azevedo e Ramos (org)Arte urbana sobre a cultura indígena do artista Xadalu
Zimovski, AdauanyTestemunho do esforço de um povo que lutou heroicamente para sobreviver e preservar sua cultura
VILLAS-BOAS, ClaudioDiálogos verdadeiros do índio e o branco. Os velhos ensinam os jovens a viver o dia-a-dia na aldeia e os costumes da tribo
VILLAS-BOAS, Claudio