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Os Nuer, de E. E. Evans-Pritchard, ocupa desde seu aparecimento um lugar central nos estudos socioantropológicos de nosso tempo. No Brasil, a tradução pela Editora Perspectiva desta obra-prima da "interpretação científica" , como foi considerada pela crítica internacional, deu aos cursos e estudiosos deste campo um instrumento dos mais valiosos para a pesquisa e o conhecimento, o que tornou quase obrigatória a presente reedição
UntitledResumo publicado pelo III Seminário Internacional em Memória Social sobre a relação entre a demarcação das terras indígenas e a documentação indigenista
UntitledMaterial como parte das atividades do Pontão Arte e Vida dos Povos Indígenas do Amapá e norte do Pará sobre a produção e comercialização da farinha de mandioca
Mais que o livro sagrado dos maias, o longo poema Popol Vuh passou à história como um precioso documento nativo da Mesoamérica do século 16. Como tal, é a verdadeira crônica da morte anunciada do povo maia-quiché, que o poder da cristandade varreu do território hoje conhecido como Guatemala. O Popol Vuh sobreviveu ao massacre dos invasores espanhóis, mas não em sua forma original
Este primeiro volume da Coleção Pawana nos apresenta noites enluaradas, preparativos para a festa de um menino Ukewái que vai tornar-se rapaz, a atividade das mulheres Xikrin que se reúnem para pintar o corpo - um gesto de afeto que exige muita técnica. Há também a corrida de toras na aldeia Xavante, que inclui a busca da palmeira de Buriti e a importância que os índios atribuem ao conhecimento dos mais velhos. Há o rito de passagem da infância da menina para a puberdade e como os índios Kadiwéu comemoram o Dia do Índio. Desenhos de índios de várias tribos
UntitledQuantas casas ou ruas são necessárias para que uma cidade seja chamada de cidade? Os subúrbios cresceram a partir das cidades? Povos mais simples têm maior interesse pelo Divino? Alguém pode definir com palavras o que seja o jazz? Falar de arte em termos técnicos seria suficiente para entendê-la? As pessoas carismáticas seriam produto da psicopatologia que a desordem mundial alimenta? Insígnias, formalidades, coroas e limusines seriam uma forma de a elite justificar sua existência? Conflitos sociais, talento empresarial, desempenhos sexuais e rituais religiosos seriam jogos nos quais brincamos de ter e ser?
UntitledDurante mais de quatro séculos foi vendida a imagem do índio como um homem geneticamente preguiçoso, um homem nada afeito ao trabalho sistemático. Esta preguiça, entretanto, seria mera conseqüência da riqueza da terra. O índio brasileiro vivia numa espécie de Leste do Éden, um espaço onde tudo estava à mão e nenhuma necessidade se apresentava. Daí seu nomadismo, seu desapego à terra, seu desprezo ao trabalho. Segundo a tese em voga, também daí vinham seu caráter de povo sem lei, nem fé, nem rei e a formação de uma sociedade onde tudo era permitido, inclusive o canibalismo, a promiscuidade e a libertinagem.; Este olhar quinhentista formalizou o motivo necessário para se trazer da África os milhões de negros escravizados, afinal, uma “cultura superior”, como a européia, não podia conviver com tamanha ignomínia. E o sistema colonial precisava de uma mão de obra mais, digamos, responsável para fazer valer seus altos investimentos
UntitledIncontáveis romances, poemas, relatos de viagem, escritos políticos e estudos sobre a cultura dos povos muçulmanos atestam o enorme fascínio que o “longínquo e misterioso” Oriente exerceu, principalmente a partir do início do século XIX, sobre eruditos e escritores europeus. Tal vontade de conhecer e compreender uma civilização diferente resultou no surgimento e na consolidação de uma visão hegemônica do Oriente enquanto unidade geográfica e cultural. Neste polêmico e instigante ensaio, Edward Said mostra como essa representação dos povos orientais foi essencial à própria definição da identidade ocidental e à legitimação dos interesses das nações coloniais
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