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. Do ponto de vista sócio-cultural, os povos da região apresentam caracterísicas comuns. Cada um, entretanto, mantém uma identidade própria, historicamente construída, controla um dos grandes rios e suas adjacências, e apresenta uma confiiguração política religiosa específica
Sin títuloAo perpassar as páginas do trabalho, conclui-se que está imbuído de estudos alternativos de variadas culturas. É o produto de fontes diversificadas em expressiva síntese de pesquisa, para desvendar a trajetória dos Kayapó do Sul que, ao longo da História Colonial até meados do século XIX, mesclou-se de contradições culturais, as quais geraram, intencionalmente ou não, terríveis choques bélicos
Sin títuloA autora enfoca os conflitos entre grupos indígenas no Maranhão (sobretudo Tenetehara e Guajajara) e trabalhadores rurais, porém também oferece uma pesquisa histórica sobre a missão capuchinha e a rebelião de Alto Alegre em 1901
Sin títuloTrabalho pioneiro sobre a "historiografia brasílica" dos acadêmicos baianos coloniais, este livro traz informações surpreendentes sobre a relação entre os índios e a história em meados do século XVIII
Sin títuloCompreender finalmente que a etnicidade e os mecanismos identitários subjacentes constituem, no mundo atual, fenômenos quase universais leva-me a acreditar que eles continuarão ainda por muito tempo a atrais a nossa atenção, não apenas como cientistas sociais, mas também - e sobretudo - como cidadãos. Essa a principal razão que me animou a reunir estes ensaios com a expectativa de que, mesmo num mundo globalizado, sempre haverá espaço para a diversidade étnica e cultural, não importando a latitude em que estiverem localizadas as sociedades anfitriãs
Sin títuloEssa coletânea reúne três textos clássicos da antropologia, escritos pelos principais representantes da corrente evolucionista que prevaleceu nos primeiros anos da disciplina. Lewis Henry Morgan (1818-1881), Edward Burnett Tylor (1832-1917) e James George Frazer (1854-1941) representam a tradição antropológica contra a qual lutaram autores como Franz Boas, em defesa do relativismo cultural. Assim, esse livro pode ser lido em diálogo com outro da mesma coleção: Antropologia Cultural, que reúne textos de Boas também selecionados e apresentados por Celso Castro; A valiosa iniciativa de reunir textos emblemáticos da corrente evolucionista na antropologia supre uma lacuna do campo das ciências sociais no Brasil: o acesso a textos fundadores como os reunidos nesse volume costuma ser difícil, feito através de recortes em manuais ou mediado por interpretações de estudos posteriores; Os textos originais dão aos leitores a possibilidade de conhecer idéias polêmicas, que tendem a ser empobrecidas e simplificadas na divulgação da história da antropologia, muitas vezes reduzidas a uma visão etnocêntrica utilizada para justificar pretensas superioridades culturais ou até raciais
Sin títuloEsse livro busca discutir as várias possibilidades que a introdução da imagem no campo da pesquisa antropológica pode oferecer. Para isso, os autores mapeiam o diálogo entre a antropologia e a produção de imagens indicando os pontos de contato das histórias do nascimento da antropologia como disciplina e do cinema como linguagem, até as experiências paradigmáticas da utilização da imagem no âmbito da pesquisa etnográfica
Sin títuloMakunaíma e Jurupari: Cosmogonias Ameríndias, organizado por Sérgio Medeiros, reúne num conjunto duas das mais relevantes coletâneas de contos indígenas em esmeradas traduções, com ensaios atuais sobre o valor estético e antropológico de ambos. A sua publicação pela coleção Textos da Editora Perspectiva vem preencher a lacuna que existia em nossa bibliografia especializada, nesse assunto. De fato, uma das racoltas constitui provavelmente a primeira tradução integral para o português do texto de Stradelli, e a outra repõe em circulação as aventuras de Makunaíma, na versão que inspirou a Mário de Andrade a composição de seu famoso "herói sem nenhum caráter". Com isso, dois monumentos da literatura indígena do Brasil estarão ao alcance do leitor e do estudioso, numa edição que estimulará a comparação das ações de Makunaíma com as de Jurupari, dois dos maiores heróis da tradição oral latino-americana
Sin títuloA afirmação de que não existem mais índios no Nordeste é muito frequente, mesmo no ambiente acadêmico. Muitos se dizem indignados frente ao que chamam de "encenação", os atos público nos quais os índios contemporâneos buscam interagir e conquistar adesões à sua causa, via de regra trajando uma indumentária que remete ao índio pré-colonial, adequando-se a uma imagem de índio que estamos acostumados a cultivar, aprendida e apreendida nos primeiros anos de vida escolar
Sin títuloPesquisa de fôlego sobre as expedições de sertanistas no século XVIII, este livro em certo sentido atualiza e amplia as discussões introduzidos por Sérgio Buarque de Holanda em Monções e Caminhos e Fronteiras. A temática da história dos índios aparece com força no capítulo 4, evocando os processos de contato e resistência que afetaram os Kayapó do Sul, Guaikuru, Paiaguá e Kaingang. O capítulo inclui um estudo perspicaz da série de quarenta aquarelas retratando o contato entre portugueses e índios no sertão do Tibagi em 1771, com uma reprodução da série. Também é de grande interesse a reprodução de mapas do sertão, vários dos quais detalham a presença de grupos indígenas, abrangendo São Paulo (incluindo o sul, atuais estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
Sin títuloBaseado numa extensíssima pesquisa documental em cartórios do interior e no arquivo estadual, este livro enfoca a política expansionista do governo provincial de São Paulo na segunda metade do século XIX. Ao detalhar a organização de bandeiras, as tentativas de aldeamento e os conflitos entre fazendeiros e índios – Coroados (Kaingang), Cayuás (Kayowá-Guarani) e Xavantes (Oti) – a autora documenta a convergência entre interesses particulares e do Estado na ocupação fundiária do Vale, redundando na destruição dos povos indígenas
Sin títuloO livro reúne pesquisas etnográficas realizadas junto ao Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Etnicidade, enfocando os povos indígenas de Pernambuco, com estudos específicos sobre os Pankararu, Pipipãs, Fulni-ô, Xukuru, Pankará e Atikum. Os temas são variados, abrangendo as organizações e lideranças indígenas, saúde, ritual, eleições, gênero e mestiçagem. As referências bibliográficas no fim do livro demonstram a vitalidade dos estudos nesta região
Sin títuloOrlando Villas Bôas é uma obra ilustrada, impressa no tom escarlate do corante urucum, cor sugerida como símbolo do rio Xingu, palco do pioneiro trabalho indigenista dos irmãos Villas Boas. Organizada por Orlando Villas Bôas Filho, a obra começa com um resumo inédito de suas expedições indigenistas ao Xingu entre os anos de 1943 e 1975. Na seqüência, apresenta uma bem estruturada reflexão do organizador da obra sobre o legado deixado pela família. Ao final, reúne alguns importantes registros em torno do tema, com textos dos próprios irmãos Villas Bôas, de Adrian Cowell, John Hemming, Carmem Junqueira e Mércio Pereira Gomes
Sin títuloO livro aborda a guerra de conquista na região do Rio Doce no século XIX, enfocando particularmente as motivações econômicas que estimularam o projeto de ocupação territorial. Bem documentado, o trabalho é menos sobre os índios propriamente ditos e mais sobre o impacto das políticas governamentais
Sin títuloO casamento, no Brasil colonial, era exclusividade da Igreja católica, defensora da liberdade matrimonial irrestrita, a despeito das diferenças que regiam a sociedade
Sin títuloOs textos dessa coletânea foram gerados por pesquisas de ordem variada, aobrdando temas tão distintos quanto os processos de regionalização e gestão terrtorial, e a produção de saberes a eles articulados, as práticas de aparelhos de governo destinados , dentre outras coisas, ao controle a mobilidade espacial de segmentos da população brasileira (índios, menores, migrantes, favelados), as práticas da espetacularização da vida política, pela via dos rituais de massa ou dos meios de comunicação a distância, passando por conjunturas históricas que vão desde o final do século XIX e da 'primeira república' até os anos 1990 do século XX. Lidam om ideários tão diferentes quanto aqueles que propõem, por exemplo, em um momento, a tutela para populações indígenas e, em outro, a parceria e a participação para as mesmas populações. Em termos metodológicos, a pesquisa com fontes impressas, típica do trabalho do historiador, se une à observação etnográfica, configurando abordagens que dificilmente reduzem-se a cânones disciplinares convencionais, como aqueles preconizados hoje ainda em manuais e livros de introdução; Estes artigos podem ser lidos independentemente, remetidos a seus universos temáticos, com oque os efeitos de mútua iluminação que aportam, quando lidos juntos, se perdem. Sua reunião e contraposição permitem construir hipóteses sobre os dispositivos de territorialização, sobre os especialistas - portadores e produtores de certos saberes que se cristalizam em setores de administração - que surgem coetaneamente à função de simultâneas integração e segmentação, logo sobre as técnicas de diferenciação social e instauração de hierarquias, parte do surgimento de crescente interdependência entre redes regionais e sociais, para mencionar apenas alguns aspectos dos processos de formação de Estado
Sin títuloAnalisa a etnogênese do grupo indígena Tapuio, entendida enquanto processo de formação cultural e diferenciação social, cujas origens se encontram na política colonial de aldeamentos indígena. Atualmente os Tapuios habitam a Área Indígena Carretão, localizada nos municípios de Nova América e Rubiataba, no Estado de Goiás; Os Tapuios são descendentes de quatro grupos indígenas que foram transplantados para o Aldeamento Carretão, construído pela Coroa portuguesa em 1788 e desativado no final do século XIX
Sin títuloEm um plano mais geral, abordam-se aqui os projetos voltados para os povos indígenas e sua interface com políticas públicas na aplicação de recursos ou mesmo no que se refere à execução de ações. São decisivas, entre outras, reflexões sobre a construção e a execução de programas de apoio, a definição da regulamentação e das formas de trabalho desses programas, e a participação de diversos atores no processo. Já em dimensão local, ganham relevância análises etnográficas de projetos em comunidades indígenas executados por elas próprias, pelas organizações que as representam, por ONGs de apoio ou por órgãos oficiais, incluindo-se nesse campo de descrições, reflexões e interpretações realizadas pelas comunidades ou organizações indígenas, isto é, a rede de relações estabelecidas, as perspectivas de cada um dos atores e os processos socioculturais e políticos vividos durante e depois da vigência desses projetos
Sin títuloO mapa é formado por dois volumes: um deles contém índices das sociedades indígenas, bibliográfico e de autores, bem como textos de esclarecimento a respeito da ortografia dos nomes tribais e de outros assuntos de interesse. O outro, sob a forma de encarte, é o mapa propriamente dito, que mostra a localização das sociedades indígenas no território brasileiro em diferentes épocas, traçando, em alguns casos, possíveis rotas de migração e assinalando a filiação lingüística das diversas sociedades
Sin títuloOs três textos reunidos neste caderno, de números 10 a 12, abordam as técnicas de planificação de mapas, cartazes e de outros documentos em papel, que foram guardados enrolados, durante muitos anos. Descrevem o modo correto de elaboração de passe-partout para trabalhos artísticos em papel, utilizando materiais para preservação. Apresentam noções básicas de preservação de livros de recortes e álbuns, enfatizando a sua importância para museus, arquivos e bibliotecas
Sin títuloO presente manual, de número 43, enfoca a conservação de registros sonoros, como discos de acetato, de goma-laca, de vinil, das fitas e dos compact-disks. Descreve, a partir da constituição dos materiais, dos princípios da retenção do som por diversos meios e dos processos químicos degenerativos, os mecanismos de degradação de registros sonoros, apresentando recomendações para a preservação desses documentos efêmeros
Sin títuloO livro "Plano de Gestão Ashaninka" traz os acordos e as intenções elaboradas pela comunidade Ashaninka do rio Amônea. Esses acordos se referem a diversas temáticas como o uso dos recursos naturais (caça, pesca e plantas), planejamento da aldeia, saúde, vigilância e fiscalização, relação com o entorno, entre outras
O livro reúne um conjunto de textos e exercícios voltados à aquisição e ao desenvolvimento da língua portuguesa oral e escrita, tendo como conteúdoalguns temas que pertencem ao universo de interesses dos alunos e professores indígenas do Acre. Os textos e atividades didáticas incluídos neste material foram elaborados pelos professores indígenas que participam do programa de educação da Comissão Pró-índio do Acre na área de estudo das Líbguas Indígenas e do Português.
O presente manual, de número 40, aborda a deterioração dos filmes em função das mudanças de temperatura e de umidade relativa do ar, com o passar do tempo. Faz um prognóstico para a durabilidade dos acervos com base no envelhecimento acelerado em laboratório. Tais extrapolações devem ser entendidas apenas como uma estimativa da possibilidade de ocorrer a síndrome do vinagre, por exemplo. Na parte final o guia oferece uma listagem com o formato e a base dos filmes, complementada por uma boa bibliografia
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