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“Este livro, embora independente, integra uma série de estudos de Antropologia da Civilização em que se procura repensar os caminhos pelos quais os povos americanos chegaram a ser o que são agora e discernir as perspectivas de desenvolvimento que se lhes abre” Darcy Ribeiro (Prefácio à Primeira Edição)
Sin títuloO homem submeteu as forças da natureza, mas não conseguiu controlar ainda as forças sociais, dominar as mudanças e planejá-las segundo as leis da razão.; A Antropologia Aplicada propõe-se justamente, como ciência, a tarefa de contribuir com meios de seu saber para que se desenvolva à altura do nosso tempo e das nossas necessidades esta expansão do poder do homem, a partir da natureza fixa para a natureza social. Daí a enorme importância atual desta disciplina antropológica. Roger Bastide, sociólogo e antropólogo sobejamente conhecido por seus vínculos com esta área no Brasil e com a história da Universidade de São Paulo, aborda no presente livro os postulados da Antropologia Aplicada, seus métodos de ação e seus limites. Limites tão relevantes que ele sugere aqui um outro, o qual não mais extraia uma prática da teoria, isto é, que pesquise as leis da ação prometéica
Sin títuloEsta obra é certamente a mais completa sobre o Positivismo no Brasil. Trata fundamentalmente da difusão dessa corrente filosófica criada por Auguste Comte. O autor recolheu muitos depoimentos e compulsou grande número de documentos e extensa bibliografia. Obra de grande erudição, foi escrita em estilo agradável. O autor escreve no prefácio: "Já chegou o momento de se considerar a influência do Positivismo no Brasil como um fato social a ser encarado e investigado como critério histórico idealizado por Tácito - sine ira ac studio - sem ódio nem amor, isto é, sem ranger de dentes e sem ditirambos apologéticos
Sin títuloCom a coordenação de Maria Lígia Prado e Maria Helena Capelato, pesquisadores experientes analisam os mais importantes tópicos para o estudo da história nacional. Neste volume: Num texto polêmico, Luiz Koshiba examina o embate entre a cultura indígena e a européia e propõe uma categoria de análise mais adequada para o estudo das sociedades tribais. Com uma argumentação envolvente, o autor demonstra como os colonizadores portugueses acabaram por submeter guerreiros tupi-guaranis, transformando-os em trabalhadores
Sin títuloBaseada numa ampla pesquisa documental, o livro narra os conflitos armados entre os Kaingang do oeste paranaense e diferentes agentes de ocupação territorial, desde a primeira expedição para Guarapuava até a "pacificação" no início do século XX. Preenche de forma admirável uma lacuna na historiografia regional, centrada nos mitos do "vazio demográfico" e da epopéia imigrante
Sin títuloReedição de estudo publicado em 1975, superado em muitos aspectos pela nova bibliografia Kaingang dos últimos tempos. Ainda assim, há uma compilação de informações relevantes, com relativamente pouco destaque para a dimensão histórica
Sin títuloTranscrição integral de diários de campo deste notável etnólogo, marcando uma época importante na pesquisa de sociedades indígenas no Brasil. As anotações sobre observações etnográficas, questões práticas e outros personagens (incluindo, com destaque, Charles Wagley), abrangem três pesquisas: entre os Tenetehara no Maranhão (1941-43), Kaiowá no Mato Grosso [do Sul] (1946) e vários grupos no Alto Xingu (1947-1967). A introdução de Marco Antonio Gonçalves é bastante esclarecedora e o livro inclui um interessante caderno de fotos, retratando o etnólogo em diferentes momentos e situações de carreira
Sin títuloO autor faz um estudo iconológico das representações pictóricas dos índios no decorrer dos séculos XVI e XVII, mostrando a tematização de certas características do discurso europeu sobre os nativos da América. Ao confrontar estas representações com relatos escritos e com a cartografia, o autor aponta para o "descompasso entre os textos e as imagens", observação essa ilustrada de forma bastante criativa no que diz respeito à antropofagia. Um outro aspecto importante do livro reside na abordagem das "mulheres canibais", o que permite ilustrar tanto o impacto do Novo Mundo sobre o pensamento europeu, quanto o impacto desse pensamento sobre as políticas coloniais
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