Livro
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Este livro convoca o leitor à reflexão: qual o papel que nos compete enquanto cidadãos em face da condição Yanomani? "Escrevo este livro para explicar ao Yanomani - convictos de que a existência do homem branco é fruto de um castigo divino provocado por terem infringido um preceito - que nem todos somos seus inimigos e que há brancos que os querem vivos, para que o povo de Omã continue sendo, com se autodenomina, um povo de ´homens de verdade´". (O autor)
Sans titrePode a antropologia explicar satisfatoriamente o desejo de uma população indígena por dinheiro e mercadorias? E o que dizer quando o consumo indígena não responde pelas necessidades de produção material ou de subsistência e aparece-nos à primeira vista como uma espécie de ‘consumismo’? Quais os efeitos da circulação de bens industrializados na economia política nativa?; Eis algumas questões que César Gordon aborda nesta obra. Como base em uma detalhada etnografia do caráter inflacionário do consumo entre índios Xikrin, ele nos mostra que o desejo indígena pelos objetos que lhe são estrangeiros não é espúrio, inautêntico e exótico. Ao contrário, é a expressão de um propósito e de uma história propriamente indígenas, com profundas conexões com a cosmologia, o sistema ritual e o parentesco; Sendo parte de um projeto que estuda as transformações ocorridas entre os povos indígenas contemporâneos, este é um trabalho antropológico valioso e inovador, em que o autor reflete sobre um tema candente para muitas populações indígenas no Brasil: a relação com os não-índios, com o Estado e com a economia capitalista
Sans titreEssa obra fundamental de antropologia do 'pai' do estruturalismo, aqui se ocupa minuciosa e objetivamente da etnologia tradicional, focalizando uma característica universal do espírito humano - o pensamento selvagem que se desenvolve no homem, seja no antigo ou no contemporâneo
Sans titreReunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente de carro. Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a idéia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamentam-se na teoria da servidão voluntária de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política: o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial. Seu pensamento avança para muito além do heroísmo, da utopia e da ingenuidade, carregando os signos de um momento muito peculiar da cultura cívica libertária (anti-stalinista e pós-marxista). Do mesmo autor, nesta editora, veja A Sociedade contra o Estado
Sans titre“A nossa ‘Aventura antropológica’ pode lembrar a visão romântica que cerca os antropólogos, quase sempre confundidos com excêntricos aventureiros que se lançam em estranhas viagens por regiões desconhecidas os espaços urbanos inabituais. Mas, mesmo rejeitando estas pinceladas românticas, não seria enganoso dizer que a pesquisa é sempre uma aventura nova sobre a qual precisamos refletir. É o que tentamos fazer neste livrio” – Ruth Cardoso
Sans titreA publicação apresenta um dos mais profundos estudos brasileiros sobre a insegurança alimentar presente no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Aponta também que a falta de nutrientes, na comida cotidiana de tais povos, se dá por características climáticas, culturais e do solo, próprias de cada localidade, além do motivo principal: a concentração de terra na mão de poucas pessoas
Sans titreEste é um livro sobre as múltiplas crises que atualmente afligem o povo brasileiro, sobre suas causas internas e externas. O autor chama a atenção para o fato de que não estamos apenas retrocedendo dez ou vinte anos, pois a crise e principalmente um processo destrutivo de oportunidades. Muito provavelmente chegaremos ao final do decênio dos oitenta com uma produção por habitante similar à que tínhamos dez anos antes, com uma acrescida massa de desempregados e subempregados, um enorme atraso na construção residencial, seria degradação nos serviços de saúde pública, na educação elementar, na pesquisa cientifica e tecnológica enfim com um país semi-devastado, como se houvéssemos sido varridos por uma peste ou uma guerra. Contudo, esta não é uma crise como outras do passado, pois temos um elevado grau de percepção do que esta ocorrendo
Sans titreA legislação colonial portuguesa e a legislação brasileira sempre reconheceram o direito dos índios sobre suas terras. Mas no Brasil, entre o que a lei diz e o que se pratica quase sempre existe um abismo. Ao longo dos séculos, os índios brasileiros foram escravizados, mortos e espoliados de suas terras
Sans titreDisciplina fundamental entre as Ciências Humanas, a antropologia há muito se ressente em nosso país da falta de textos básicos que, partindo da estaca zero, apresentem clara e didaticamente ao estudante a sua história, suas diversas correntes e termos específicos. Aprender Antropologia faz tudo isso: partindo de uma análise de textos escritos pelos exploradores europeus do século XVI – cuja observação constituem a pré-história da Antropologia –, o leitor entra em contato com as idéias de Durkheim e Mauss. A seguir é a vez de conhecer as principais tendências teóricas contemporâneas, que são detalhadas uma a uma, para enfim desvendar a especificidade da prática antropológica
Sans titrePublicando as lições ministradas entre 1959 e 1982 na École dês Hautes Étyudes e no Collège de France, o autor de “Tristes Trópicos” nos deixa vislumbrar os cominhos pelos quais passearam suas idéias, um dos grandes suportes, senão o maior deles, do pensamento antropológico de todos os tempos. Nessas aulas e conferências, esboços de suas obras, ele nos revela não só a gênese desses trabalhos, como também a essência deles, nos dando a oportunidade de ler o resumo de sua produção. Os movimentos de uma reflexão elaborada em trista e dois anos de exercício intelectual, a duração de toda uma geração
Sans titreSao 11 Textos, Separados em Duas Partes: a Primeira Destaca a Questao da Construcao da Realidade e o Problema da Cultura, e a Segunda Repensa as Nocoes de Individuo, Sociedade e Cultura
Sans titreComo base em relatos autênticos sobre os primeiros contatos entre tribos isoladas e a civilização branca, Carlos R. Brandão analisa as conseqüentes modificações sofridas pelas sociedades indígenas, além de descrever as formais culturais de resistência criadas contra a formas culturais de resistência criadas contra a dissolução de suas crenças e costumes. Um minucioso levantamento antropológico da situação das populações indígenas no Brasil onde o autor trata de temas fundamentais como etnia e identidade étnica. Com isso agita a consciência do leitor e o convida a rever sua própria identidade, bem como as do diferentes grupos sociais, construídas ao longo da história
Sans titreApós o contato com a sociedade nacional, em 1971, os Asurini do Xingu - cuja denominação foi dada pelas frentes de atração - sofreram uma drástica baixa populacional. Contudo, o perigo eminente de sua extinção física sempre contrastou com uma extrema vitalidade cultural, manifesta na realização de extensos rituais, práticas de xamanismo e um elaborado sistema de arte gráfica
Sans titreOs índios Ticuna, do Alto Solimões, Amazonas, formam o mais numeroso grupo indígena do país, com cerca de 18.000 membros. Neste livro, o autor examina a mudança social e o processo de dominação vividos pelos Ticunas, vistos também a partir da ótica dos próprios índios. Analisa, assim, como um grupo étnico com elementos vivos e atuantes de sua própria organização social e de sua cosmologia, se adapta, resiste e reinterpreta a ação do Estado. Trata-se de uma análise convencional na linha estruturalista enfocando uma tribo isolada e em condições de suposto equilíbrio, mas sim de um estudo sobre as relações entre um grupo indígena e o Estado brasileiro, representado pelo órgão oficial de assistência ( o SPI e depois a FUNAI ) que ilumina de maneira exemplar a questão indígena na Amazônia atual
Sans titreNo livro, O Selvagem e o Inocente (Editora da Unicamp), David Maybury-Lewis, fala de sua estada entre os índios Xerente e; Xavante, entre 1955-56, num tempo em que o interior do Brasil era sertão, não zona de turismo; e os índios não falavam português. Um dos pontos fortes deste relato são as peripécias para se chegar aos índios
Sans titreInteressado na mistura do feijão com o arroz, no preparo dos temperos, no corte de legumes e verduras, nas delícias das sobremesas, nos rituais e superstições alimentares, Luís da Câmara Cascudo reuniu durante mais de vinte anos informações (e provou comidas) para traçar a sua História da Alimentação no Brasil, espécie de história do brasileiro, através daquilo que entra pela sua boca
Sans titreOs funerais Bororo engendram a cooperação vitalícia entre os índios em luto e os que lhes prestaram serviços cerimoniais. Ao final, celebra-se uma refeição, quando panelas fumegantes e bandejas com saborosos alimentos são alegremente oferecidas aos que, atuando como representantes dos mortos durante os funerais, são chamados de "almas". A Refeição das Almas estuda essa e outras práticas dos Bororo do Mato Grosso ao dispensarem cuidados aos mortos e enlutados
Sans titreClássico dos estudos da cultura popular do Brasil; descrição das tradições e festas do Brasil do século XIX. No dizer de Sílvio Romero, prefaciador, trata-se de um estudo do povo "nas efusões da alma, nas energias do sentimento [.] Documentos autênticos, porque neles vivem a grande alma deste país; porque neles canta e folga, ou geme e chora este misto de entusiasmo e melancolia, de saudade e intrepidez, que é o gênio lusitano transfigurado na América." As festas e tradições populares são descritas em um rico pano de fundo histórico; um painel sobre a vida quotidiana, a atmosfera social, o trabalho, com informações sobre a arquitetura do Brasil da época
Sans titreLobisomem, Saci-Pererê, Mula sem Cabeça e muitos outros seres fantásticos, que povoam a imaginação do brasileiro, são os grandes personagens da Geografia dos Mitos Brasileiros, de Luís da Câmara Cascudo. Para muita gente, perdida pelos grotões e roças do país, eles são criaturas tão vivas quanto o vizinho ou o leitor. Não é para menos. Alguns costumam se intrometer na vida humana, como perturbadores ou entidades benéficas, exigindo doações (o fumo de rolo que o caboclo deixa na encruzilhada para o Saci) ou atendendo pedidos, como o Negrinho do Pastoreio. Ou até engravidando moças, função exercida com muita competência pelo boto
Sans titreDas anotações, histórias e mitos, a maneira peculiar de explicar a natureza, e de fundamentar os traços espirituais, morais e materiais da cultura indígena
Sans titreDas anotações, histórias e mitos, a maneira peculiar de explicar a natureza, e de fundamentar os traços espirituais, morais e materiais da cultura indígena
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