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Saint-Hilaire, com sua sólida formação científico humanística, viu o que muitos não viram, e retificou o que muitos deturparam. Por isso sua obra é de capital importância. Nada lhe escapa; a comida, os amuletos, o sincretismo religioso, a vocação histórica de tipos variados como o do mineiro, o do paulista, o do gaúcho, a diferença entre o homem do litoral e o do sertão. Foram anos agitados os que aqui permaneceu Saint-Hilaire; a elevação da colônia a Reino Unido, o regresso de D. João VI, a regência de Dom Pedro, a independência. Nesta obra vamos rever São Paulo e conhecer-lhe, em detalhes, a História, a formação étnica, a Geografia, os usos e costumes, a fauna e a flora, sempre naquele estilo agradabilíssimo, modelo de associação entre ciência e arte de escrever
SAINT-HILAIRE, Auguste deOs textos reunidos no livro reproduzem o caminho do desenvolvimento da Antropologia, que nasceu com foco nas sociedades primitivas e depois se expandiu para as mais diversas áreas da sociedade moderna
LEOPOLDI, José SávioVasos sagrados é um livro de histórias. Não de histórias comuns, mas daqueles de tipo especial. De relato em relato, feitos de maneira tão à vontade que remetem até a uma conversa entre amigos, ela abre aos leitores um infinito de possibilidades de reflexões ao apresentar a riqueza da mitologia indígena brasileira; As histórias estão divididas em quatro grandes capítulos compostos de diversas narrativas curtas. Cada parte do livro começa com um mito indígena, para logo em seguida ser esmiuçado em forma de comentários, análises e – ela mesma inicia o processo de – reflexões. Mesmo novatos no tema não demoram a se tornarem integrados aos novos e velhos saberes dessa interessante cultura
ESPÍRITO SANTO, Maria InezO livro traz uma visão geral sobre o conhecimento florístico dos Yanomami com base em dados coletados em diferentes partes de seu território e em diferentes períodos. Um texto do xamã e líder Yanomami Davi Kopenawa abre a publicação, que traz informações sobre diferentes aspectos da etnobotânica de seu povo. Em suas 207 páginas, o leitor terá acesso a informações sobre como as plantas da floresta são parte intrínseca da cultura Yanomami, sendo utilizadas na alimentação, na construção de casas e artefatos, na ornamentação corporal, para a cura e o xamanismo. A apresentação de dados científicos é somada a informações na língua nativa, em um cuidadoso trabalho de diálogo entre o conhecimento gerado pela ciência e o saber tradicional. A publicação faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas entre os Yanomami pelo Programa Rio Negro, do ISA, e é leitura obrigatória para todos interessados nas relações entre povos indígenas e o meio ambiente
ALBERT, BruceColetânea de textos abordando os Kaingang do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul a partir de enfoques bastante diversos, desde a arqueologia à educação indígena. No plano histórico, destacam-se os textos de Noelli, Mota e Tommasino, sendo também de grande interesse o estudo inovador de Janir Simiema sobre as habitações kaingang
MOTTA, Lúcio TadeuNeste trabalho fascinante da antropologia social e cultural, Dumont explora como para os índios Panare da região amazônica da Venezuela; não fazem distinção clara entre o mundo natural em que vivem e o mundo sobrenatural que eles acreditam que é tudo ao seu redor
DUMONT, Jean-PaulCatálogo da exposição Under the canopy do Fresno Art Museum
Jean-Baptiste Debret (1768-1848) viveu quinze anos entre os brasileiros. O produto desta longa permanência - os volumes de sua Viagem pitoresca e histórica ao Brasil - é um convite à viagem pela mente desse artista, viajante por força do destino, filósofo por tradição, historiador por opção. Ao longo do trajeto, o leitor acompanha as histórias de índios, negros e brancos, e com elas a marcha da civilização no Brasil
LIMA, ValériaSão seis volumes sendo cinco relacionados aos Setores/Módulos da Exposição "Formas de Humanidade" (Origens e Expansão das Sociedades Indígenas;-Manifestações Sócio Culturais Indígenas,-África: Culturas e Sociedades e Mediterrâneo I: Grécia e Roma, Mediterrâneo II e Médio Oriente: Egito e Mesopotâmia (em elaboração) e um relacionado à Exposição Temporária Brasil 50 mil anos: uma viagem ao passado Pré-Colonial (exposição realizada em Brasília entre setembro/01 e março/02)
MUSEU DE ARQUEOLOGIA E ETNOLOGIAEste livro reflete 14 anos de trabalho do autor junto aos Guarani Mbyá da Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ). Ele se fez na perspectiva da pedagogia. Uma pedagogia política que visa refletir criticamente sobre uma política da pedagogia das escolas indígenas
NOBRE, Domingos BarrosAutobiográfico e filosófico, o livro Uma jornada no tempo, de Luiz Filipe Tsiipré, relata as experiências vivenciadas pelo autor com povos indígenas – do Brasil e da América. A luta de Tsiipré pela garantia dos direitos dos índios brasileiros, as mensagens recebidas por intermédio de visões espirituais, as mudanças radicais em sua vida: todos esses fatos são narrados com detalhes em Uma jornada no tempo.
TSIIPRÉ, Luiz FilipeO livro tem como objetivo apreender o processo integral de formação do Brasil; ou seja, trata-se de se costurar uma narrativa contínua que vai desde o descobrimento até o governo Fernando Henrique Cardoso. São quase 500 anos de história de um povo a procura de um país moderno e reconhecido internacionalmente em sua singularidade
SKIDMORE, Thomas EPreocupado em produzir uma avaliação sócio-político-econômica da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil durante a primeira metade do século 20, Paulo Roberto Cimó Queiroz desenvolveu completa e apurada pesquisa sobre a história desta Ferrovia originada em Bauru (SP) e encerrada em Corumbá (MT). A NOB (Noroeste do Brasil) foi e é alvo de críticas e mitos, que neste livro são testados a partir de farta e cuidadosa análise documental, solidamente amparada na teoria historiográfica
Queiroz, Paulo Roberto CimóOs três volumes desta série reproduzem as palestras e os documentos científicos debatidos em conferência internacional promovida pelo Memorial da América Latina. Eles representam o esforço de sistematizar uma visão estratégica sobre a Amazônia, que procura nortear as ações de instituições governamentais e privadas. Desta forma, a série permite um levantamento das possibilidades e dificuldades que programas ou projetos de desenvolvimento da região devem enfrentar. (Co-edição: Memorial da América Latina)
PAVAN, CrodowaldoOs três volumes desta série reproduzem as palestras e os documentos científicos debatidos em conferência internacional promovida pelo Memorial da América Latina. Eles representam o esforço de sistematizar uma visão estratégica sobre a Amazônia, que procura nortear as ações de instituições governamentais e privadas. Desta forma, a série permite um levantamento das possibilidades e dificuldades que programas ou projetos de desenvolvimento da região devem enfrentar. (Co-edição: Memorial da América Latina)
PAVAN, CrodowaldoOs três volumes desta série reproduzem as palestras e os documentos científicos debatidos em conferência internacional promovida pelo Memorial da América Latina. Eles representam o esforço de sistematizar uma visão estratégica sobre a Amazônia, que procura nortear as ações de instituições governamentais e privadas. Desta forma, a série permite um levantamento das possibilidades e dificuldades que programas ou projetos de desenvolvimento da região devem enfrentar. (Co-edição: Memorial da América Latina)
PAVAN, Crodowaldo; ; Este é um livro que aborda um assunto situado bem além do horizonte habitual dos antropólogos brasileiros. E, mais do que o assunto, é a forma instigante de tratá-lo que encantará o leitor. Mariza Peirano, nesse sentido realiza um trabalho pioneiro. Faz uma verdadeira antropologia da antropologia. Voltando seu olhar para outras latitudes do pensar antrpológico, como a Índia e os Estados Unidos, não se desliga por isso do lugar em que pratica sua disciplina, a universidade brasileira. Isso significa que a autora atualiza aqui, conscientemente, a máxima do bem-pensar, segundo a qual não existe pensamento que não se expresse a partir de algum lugar. Entretanto não há um terceiro lugar: ou nos colocamos, graças a um recurso de método, no ponto de vista da tradição que investigamos, ou assumimos nossa própria tradição e a tornamos uma força educativa
PEIRANO, MarizaUm trem corre para o Oeste; estudo sobre a Noroeste e seu papel no sistema de viação nacional
AZEVEDO, Fernando deAs conseqüências sociais, econômicas e políticas da devastação das florestas, erosão e esgotamento dos solos, degradação do clima, extinção das espécies animais e vegetais. Pauta do dia? Sim, desde 1786; Muito antes do que se costuma imaginar, já se criticava no Brasil, de forma consistente e criativa, a destruição do meio-ambiente. Nomes como José Bonifácio e Joaquim Nabuco, entre vários outros, dedicaram-se ao debate ambiental e perceberam que a superação das práticas devastadoras passava necessariamente pela implementação de reformas socioeconômicas profundas, que rompessem com o legado do colonialismo: o tripé escravidão-latifúndio-monocultura; Analisando cerca de 150 textos da época, produzidos por mais de 50 autores, Um sopro de destruição reconstitui pela primeira vez, de maneira lúcida e abrangente, a crítica ambiental nos séculos XVIII e XIX, praticamente esquecida na história do pensamento social brasileiro. Um alerta para a questão ambiental no Brasil
PÁDUA, José AugustoEtnografia do povo Witoto
PEREIRA, EdmundoUm peixe olhou para mim é o resultado de uma pesquisa de campo de 26 meses entre os Yudjá, um povo tupi de navegadores e produtoras de bebidas fermentadas das ilhas do rio Xingu, que vive atualmente no Parque Indígena do Xingu; Resultado, também, de uma reflexão efetuada ao longo dos últimos vinte anos, este livro restitui as ligações que o cauim apresenta com deferentes aspectos da vida social Yudjá, oferecendo ao mesmo tempo uma analisa de um sistema sociocosmológico e um mapa condição humana; Como pensar relações entre perspectivas sem efetuar uma conceitualização hierárquica? Como criar todos que não sejam englobamentos? Daria para imaginar uma lógica entre perspectivas que tivesse mais afinidades com um jogo entre o dentro e o fora, do que entre partes e todos? Tais questões, diretamente enfrentadas pela autora, deixam implícita uma outra: existe uma diferença entre comer gente e beber cauim? Quem asseguraria que não comer gente é uma indicação suficiente de que não se é canibal?
LIMA, Tania StolzeReunião de ensaios amazônicos em que o autor trata da geografia da região, seu relevo, seus rios, o clima, os povoamentos, as fronteiras, tudo dentro de uma penetrante visão de conjunto. Sobre esse livro, Artur César Ferreira Reis escreve no prefácio: "Em Um Paraíso Perdido, Euclides [.] daria ao Brasil o outro 'livro vingador', como procedera em Os Sertões. Seria a interpretação da Amazônia como área em ser, mundo por revelar, centro ativo de uma civilização que se criaria para o futuro".
CUNHA, Euclides da