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Estes dois volumes de memórias do I Encontro Ibero-americano de Museus, realizado de 26 a 28 de junho de 2007, em Salvador oferecem aos leitores um material capaz de inspirar novas práticas e reflexões a respeito do universo dos museus ibero-americanos
Sin títuloNo extremo norte do país, no Estado do Amapá, moram os povos Karipuna, Galibi Kali'na, Galibi Marworno e Palikur. Somam uma população de cinco mil indivíduos; O intercâmbio histórico entre índios e não índios no baixo Oiapoque fez com que os quatro povos indígenas atuais da região desenvolvessem características comuns a partir de uma mesma tradição cultural. O intenso contato não apagou as especificidades de cada grupo, que mantém uma identidade própria, historicamente construída, e configurações sociais, políticas e religiosas específicas. Neste livro apresenta-se os processos de fabricação e ornamentação de artefatos produzidos por estes povos, os símbolos que lhe são atribuidos, os contextos de uso e suas dimensões cósmicas: as transformações e interpretações a que são constantemente submetidos
Sin títuloWajãpi rena significa "recipiente", lugar onde vivem os Wajãpi. Este livro é um estudo do espaço habitado, na concepção e na prática deste grupo indígena, que vive no Amapá. Tem como objetivo ilustrar aspectos de sua organização territorial e espacial e a dinâmica de suas roças e habitações. Espera-se contribuir para o conhecimento das formas diferenciadas de produção do espaço e manejo de ambientes, desenvolvidas pela sociedades indígenas, na Amazônia
Sin títuloEste segundo volume apresenta a primeira tradução para o português da Cosmographie Universelle, de André Thevet, com ilustrações originais e um mapa. André Thevet acompanhou Villegagnon ao Rio de Janeiro no projeto da França Antártica e retratou, como poucos, os habitantes, costumes, fauna e flora do Brasil de então. Trata-se da primeira tradução em português da obra, cuja primeira edição data de 1575
Sin títuloO renascer do povo Tapirapé narra os primórdios de uma das experiências mais marcantes da história recente da Pastoral Indigenista no Brasil; Sem construir conventos, vivendo discretamente o dia-a-dia numa aldeia no Mato Grosso, as Irmãzinhas de Jesus, discípulas de Charles de Foucauld, realizaram um trabalho pioneiro; Abriram pistas para a Igreja missionária que desejava se renovar e também contribuíram para a etnologia brasileira, registrando o ressurgimento de um povo fadado à extinção
Sin títuloEste livro reflete 14 anos de trabalho do autor junto aos Guarani Mbyá da Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ). Ele se fez na perspectiva da pedagogia. Uma pedagogia política que visa refletir criticamente sobre uma política da pedagogia das escolas indígenas
Sin títuloNo momento histórico atual, em que a crescente globalização parece nos levar a uma visão cada vez mais homogeneizadora (universal) da humanidade, vivem-se também movimentos heterogeneizadores (particulares) da história e da cultura. Para uma região como Tocantins, cuja população vivenciou mais de dois séculos de isolamento, esta mundialização aconteceu com as transformações advindas da criação do Estado em 1988. No entanto, que histórias foram feitas durante aqueles duzentos anos que contribuiram para formar o atual Tocantins? O presente livro é uma tentativa de dar algumas respostas para esta questão
Sin títuloApresenta algumas das árvores frutíferas dos cerrados do sul do Maranhão e norte do Tocantins, habitat dos povos Timbira. Conhecedores seculares deste ecossistema, alunos e professores selecionaram, segundo sua importância e uso, as 26 espécies aqui apresentadas, reunindo algumas informações e desenhos sobre elas. A este conjunto foram acrescidas informações diversas, em linguagem acessivel, a respeito dessas frutas e as ilustrações a bico de pena de Carl Friedrich von Martius
Sin títuloEstudo que aborda o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas na região do Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta; no qual o autor analisa a produção científica dos arqueólogos dentro do contexto histórico da época em que foi produzida. Apresenta um breve e crítico histórico sobre as pesquisas arqueológicas realizadas na região e faz uma avaliação historiográfica dos estudos arqueológicos, sempre com a preocupação de tratar da relação autor-obra-meio. Trata-se, portanto, de uma obra que estimula o debate científico
Sin títuloA obra reúne quatro ensaios centrados em diferentes teorias antropológicas: Edir Pina de Barros desenvolve um estudo detalhado da estrutura social dos Kurâ-Bakairi, tomando por base duas categorias fundamentais, a ekuru e o panomo; Denise Maldi analisa os Pacaa-Novos, abordando o conceito de territorialidade, crucial para a formação da identidade desse povo; João Dal Poz focaliza as relações dos Cinta-Larga com os seus inimigos e faz uma etnografia de suas práticas canibais; e Maria Fátima Roberto Machado, no artigo “Rondon e os Paresi: as representações indígenas sobre o amure etnógrafo”, estabelece um diálogo teórico entre a cultura e a história, analisando o fato da incorporação da figura de Cândido Mariano da Silva Rondon como aquele que veio para corrigir o mundo, equivalente a Wazaré, o herói mítico originário
Sin títuloA história das grandes nações indigenas da antiga Pindorama, hoje Brasil, é resgatada nas páginas deste livro, como forma de conhecer e entender um pouco mais de nossa história.; Vamos viajar por este imenso pais descobrindo as muitas formas de resistencia ds populações indigenas para preservarem ao longo do tempo sua cultura e seu modo de viver em sintonia com a natureza
Sin títuloEste livro faz parte de uma série que pretende apresentar ao público registros de parcelas significativas do vasto corpus mítico-musical com o qual se relacionam povos indígenas falantes da língua maxakali
Sin títuloNo presente trabalho o autor examina a evolução do Brasil nos setores social, econômico e cultural. São três sínteses magistrais que compõem a verdadeira teoria da sociedade brasileira
Sin títuloTrata-se do oitavo volume da Coleção Narradores Indígenas do Rio Negro e quarto das narrativas dos Desana, um dos povos indígenas que habita o rio Tiquié, na região do Alto Rio Negro (AM). Esta publicação complementa outra, de 1996, intitulada A Mitologia Sagrada dos Desana, segundo volume da coleção Narradores Indígenas. Dividido em cinco capítulos, o primeiro aborda as constelações, fundamentais para a vida dos Desana, que se guiam por elas para seguir o tempo. O segundo capítulo tem como tema os diferentes instrumentos musicais utilizados, as falas cerimoniais, cantos e danças, que são de extrema complexidade. É considerado um capítulo crucial no livro porque descreve os rituais detalhadamente. Já o terceiro capítulo trata das festas de caxiri (bebida fermentada) e das comemorações das variações do tempo. O quarto capítulo descreve os símbolos numéricos usados em tempo de guerra e o último capítulo conta a história da perseguição empreendida pelos brancos contra os índios do Tiquié. Os narradores são pai e filho. O filho, Durvalino é o primogênito e pela tradição desana aprende com o pai a tradição do clã e sua sabedoria. Como sabia ler e escrever, foi chamado por Américo, seu pai, para ajudá-lo a fazer este livro.
Sin títuloTrata-se da atualização do livro “A Defesa dos Direitos Indígenas no Judiciário – Ações Propostas pelo Núcleo de Direitos Indígenas (NDI)”. A nova publicação traz dez casos selecionados por seu caráter paradigmático e com perspectivas de gerar precedentes que influenciem na defesa dos direitos socioambientais no Brasil. Quatro deles foram atualizados e seis são novos. Destes, um está ligado a populações tradicionais indígenas, enquanto os outros relacionam-se aos temas: Parque Nacional das Emas, Defesa da Mata Atlântica e Acesso à Biodiversidade. Todos vêm acompanhados de uma contextualização do momento histórico-político no qual estavam inseridos, fundamentos jurídicos utilizados pelos advogados do Instituto Socioambiental e as principais peças processuais, além de reflexões jurídicas sobre cada ação.
Sin títuloHoje, mais de 5 mil títulos e requerimentos para mineração incidem sobre as Terras Indígenas (TIs) da Amazônia Brasileira. Enquanto empresas de mineração aguardam a regulamentação da atividade nessas áreas - atualmente proibida -, inúmeras invasões garimpeiras em TIs geram desastrosas conseqüências para os povos indígenas e ao meio ambiente. O caso mais trágico e conhecido deste conflito é o da TI Roosevelt, do povo Cinta Larga, em Rondônia, que continua apresentando graves desdobramentos políticos e criminais como as recentes acusações de lideranças Cinta Larga de que o governador do estado estaria envolvido na extração ilegal de diamantes. Diante de conflitos como este, as opiniões se dividem. De um lado, as que defendem que atividades com alto custo socioambiental em reservas indígenas deveriam ser evitadas. Do outro, aquelas que sustentam que a Amazônia guarda um patrimônio mineral importante e que deve ser explorado para o desenvolvimento do país. Com o objetivo de aprofundar este debate, o Instituto Socioambiental lança a publicação Mineração em Terras Indígenas na Amazônia Brasileira, que traz à tona a discussão em torno da regulamentação da atividade minerária em TIs.
Sin títuloO AACR2 teve a primeira edição lançada pela FEBAB em 1983 e 1985, e no presente momento disponibiliza a segunda edição atualizada e com novas informações proporcionando ao profissional de informação um instrumento atualizado para a catalogação de livros, multimeios e recursos de informação disponíveis na Internet. O livro, organizado pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB )e publicado em co-edição com a Imprensa Oficial do Estado, traz as regras internacionais atualizadas para organizar o acervo de bibliotecas (livros e multimeios) e publicações on-line. Márcia Rosetto, presidente da FEBAB, explica que o Catálogo será utilizado em todos os países de língua portuguesa: "O livro serve de referência não só para bibliotecários, mas para todos os profissionais da informação que necessitam catalogar documentos de modo geral. Para catalogar um livro é preciso não só falar do autor e dados gerais da publicação, mas oferecer uma descrição completa para que ele seja bem recuperado pelos usuários nas bibliotecas, incluindo os catálogos on-line".
A publicação, organizada por Saulo Andrade, Gustavo Vieira Peixoto e Marina Antongiovanni, traz os debates, recomendações e sugestões do Seminário-oficina Impactos das Mudanças Climáticas Globais em Manaus e Bacia do Rio Negro, realizado em março de 2008 pelo ISA em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Os debates foram pontuados por duas questões emergenciais propostas pelos organizadores do evento: "Que prejuízos o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera pode trazer para a Bacia do Rio Negro, especialmente a Manaus, onde vive a maior parte de sua população?" "Como cada cidadão e os governantes podem se organizar na tentativa de reduzir essas conseqüências negativas?" As sugestões dos que participaram do evento, de como sociedade e governo podem se preparar para lidar da melhor forma possível com os prováveis efeitos das mudanças climáticas globais na região também estão incluídos na publicação
Sin títuloEste livro, visa à construção de um novo conceito de memória social. Alinhado à proposição de Gilles Deleuze e Félix Guattari de que o surgimento de novos problemas incita a invenção de novos conceitos, seus artigos reconhecem que alguns dos conceitos clássicos de seu campo de estudos, cuja elaboração se baseou na idéia de que a memória se erige segundo relações estáveis e fronteiras bem assentadas, devem ser repensados diante da instabilidade dos laços sociais e das mudanças políticas que ocorrem no mundo contemporâneo. A construção aqui pretendida não se realiza no interior de nenhuma disciplina específica, produzindo-se antes entre diferentes saberes, e entre saberes e práticas. Por isso, o conceito de memória social, abordado por pesquisadores oriundos de diversas áreas das ciências humanas e sociais - lingüística, filosofia, ciência da informação, antropologia, história, psicologia e sociologia -, recebe tratamento transdisciplinar, sendo decisivo frisar o ponto de interrogação que existe no título da coletânea e que se refere mais aos problemas sensibilizados e menos às soluções encontradas. Trata-se sobretudo de uma fecundação entre disciplinas, em que o trabalho se distancia de um consenso supostamente atingido pelo diálogo democrático entre saberes. Os dez artigos aqui reunidos buscam, portanto, delinear os atuais contornos da memória social. Sua principal novidade reside nos modos em que lhe dirige perguntas, levanta problemas, trilha potencialidades e cria um espaço entre, em decorrência do qual a memória pode se reinventar para além do que herdamos e do que é gestado em nós.; ; ;
Sin título"Vivemos ainda a era do patrimônio ou será que o desejo descomunal de tudo patrimoniar representa um indício de que o conceito envelheceu e está em processo de transformação? Essas alternativas não são mutuamente excludentes; a segunda pode representar a formação de uma cadeia de indagações que nos ajude a mapear o conceito de patrimônio na contemporaneidade, com o cenário arquitetado pela informação, localizado no espaço virtual e vivenciado em tempo real." (Vera Dodebei); "Dos viajantes e naturalistas dos séculos XVI a XIX, passando pelos antropólogos sociais e culturais do século XX às novas tendências dialógicas do século XXI, em que a pesquisa e a formação de patrimônios etnográficos adquirem novos contornos, o campo de pesquisas e colecionamentos das diferenças tem sido estratégico para forjar um mundo plural e, sobretudo, tolerante, qualidades mais do que necessárias a este milênio apenas iniciado." (Regina Abreu)
Sin títuloDescendentes de índios Xavante, Carajá, Javaé e Kayapó (do sul), que foram assentados no aldeamento de Pedro III no noroeste de Goiás no século XVIII, os “Tapuios do Carretão” passaram a reivindicar o reconhecimento da indianidade e direitos territoriais no final dos anos de 1970, resultando na homologação da Terra Indígena Carretão em 1990. Este livro enfoca mais particularmente a questão da educação escolar, porém traz vários depoimentos nos quais os Tapuios entrevistados comentam de maneira muito instigante as suas relações com o passado
Sin títuloEm 20 de março, “os agregados da fazenda do Sr. Barão do Piabanha levantaram-se contra o filho deste senhor. O Juiz Municipal de Paraíba informado deste acontecimento mandou até uma pequena força, que conseguiu prender três dos cabeças. Logo depois porém armaram-se os demais sublevados em número de trinta e arrancaram os presos das mãos da Justiça” Esta notícia, publicada no Jornal do Commercio em 1858, é o ponto de partida das reflexões presentes neste livro. Ao desconfiar das interpretações registradas por aquele jornal e pelas visões recorrentes sobre os pobres do campo, Márcia Motta analisa em Nas fronteiras do poder as dimensões do conflito e do direito à terra no Brasil do oitocentos. Com base em um intenso cruzamento de fontes e em constante diálogo com a produção acadêmica sobre a apropriação territorial, a autora recupera as diversas leituras sobre a primeira lei agrária do Império - a Lei de 1850 – Para tanto, ela investiga os embates que deram origem à lei e as tentativas anteriores de fazer emergir um dispositivo legal que pudesse pôr fim aos conflitos agrários. Ao compreendê-la enquanto espaço de luta, Márcia Motta investiga como a lei foi instrumentalizada pelos fazendeiros, além de analisar as razões mais profundas que fizeram emergir a sublevação dos “agregados” do Barão. Foi possível assim demonstrar, inclusive, como a Lei de Terras pôde adquirir outro sentido para aqueles sublevados
Sin títuloA obra reúne relatos de experiências vividas pelo autor com o Programa Cultura Viva, que tem ação prioritária nos Pontos de Cultura e é voltado para a democratização da cultura, possibilitando a expressão de suas múltiplas identidades. No livro, o leitor encontra passagens sobre a visita de Turino à tribo Yawalapíti, no Parque Nacional do Xingu. A tribo teve seu território reconhecido como Ponto de Cultura e conseguiu ajuda para ensinar o idioma a seus integrantes, ajudando na preservação de suas características culturais.; O autor aborda ainda a experiência da Casa de Cultura Tainã, em Campinas, no interior de São Paulo. O núcleo cultural nasceu de modo independente após uma série de iniciativas tímidas na cidade, que incluíam desde uma biblioteca a uma orquestra de tambores em metal. Além disso, a obra relata o trabalho de cineastas indígenas que produzem documentários e filmes de ficção, dentro do projeto Vídeo nas Aldeias. Os longas e médias-metragens são falados em Falados em línguas como kaxinawá, kuikuro, huni-kuni e ashaninka e encenados e dirigidos pelos próprios índios.
Sin títuloA antropóloga Melvina Araújo traz temas esclarecedores sobre o contexto das relações entre missionários da Consolata e índios macuxi, em que aborda diversas questões como as agências religiosas e os povos indígenas, analisando os processos implícitos nas relações interculturais, buscando compreender o que os move e quais são os elementos que permitem sua existência
Sin títuloA publicação teve origem na dissertação de Mestrado, elaborada sob a orientação da professorea Doutora Tânia Andrade Lima, e defendida em 2005, no núcleo de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe
Sin título. A pesquisa girou em torno do estudo dos processos de mudanças e de continuidade das estruturas culturais dos diferentes grupos sociais que ocuparam a área em questão, desde o início de sua ocupação histórica, no final do século XVIII, até a atualidade