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Publicado em Paris em 1614, a História do capuchinho Abbeville tem duas traduções em português, a primeira de César Marques (1874) e a segunda, mais divulgada, de Sérgio Milliet (1945), cada qual, segundo o prefácio de Sebastião Moreira Duarte, "bem longe de ser perfeita". O relato é sumamente valioso não apenas pela descrição minuciosa dos Tupinambá do Maranhão, como também pelas narrativas indígenas embutidas no texto. Cabe ainda refletir sobre este texto enquanto relato histórico e não propriamente etnográfico
Sem títuloA visão do Brasil por um historiador estrangeiro traz dois traços de interessante perspectiva analítica: o primeiro corresponde ao fato de o estrangeiro trazer uma bagagem distinta do cabedal do intelectual nativo e, segundo, diz respeito à propensão à avaliação distanciada de compromissos imediatos com as experiências circunstanciais. É, portanto, a partir desses dois prismas que a obra do inglês John Armitage surge e se diferencia
Sem títuloDesse livro o poeta Cassiano Ricardo escreveu: "Formação Histórica do Acre vai figurar entre as melhores obras de revelação e de interpretação de situações brasileiras. Como o sertão baiano teve Os Sertões, o sul do Brasil, Populações Meridionais do Brasil, o nordeste, Casa Grande e Senzala, o sudoeste amazônico tem, agora, Formação Histórica do Acre. [.] O livro é uma grande saga, não só acreana, mas amazônica".
Sem títuloA Confederação dos Tamoios, como ficou conhecido o movimento contra a dominação do colonizador português, iniciado pelos índios tupinambás, é considerada o primeiro levante popular brasileiro em nome da liberdade. O livro de Aylton Quintiliano registra esse momento histórico, ao relatar em detalhes a revolta que começava a moldar a mistura racial e social do povo brasileiro. Os insurgentes, que ficaram conhecidos como tamoios –os mais velhos, os donos da terra – ganham o destaque merecido, ao lado de figuras como Estácio de Sá, Villegagnon e Anchieta, em um momento no qual o Rio de Janeiro ainda não existia oficialmente como cidade
Sem títuloO autor deste livro, Alfredo d'Escragnolle Taunay, conhecido como Visconde de Taunay, escreveu seu nome no panteão dos heróis da pátria, na academia literária, nos anais políticos e, por fim, para ser mais amplo e exato, na cultura brasileira. Essa grande figura de homem de ação e literato produziu algumas joias da historiografia e da literatura brasileiras. Na literatura, escreveu o clássico "Inocência", uma das expressões do mundo rural no século XIX. A maioria dos críticos é unânime em apontar "A retirada da Laguna" como livro fundamental sobre a nossa história militar. Estudioso, pesquisador, espírito inquieto, intelectual de formação impecável, Taunay narra com estilo envolvente a heroica retirada da região paraguaia de Laguna. O lugar fora atacado precipitadamente por tropas brasileiras. O coronel Camisão, em meio à falta de suprimentos, informações e forças de cavalaria, bateu em retirada junto com 1300 homens famintos, em terreno desfavorável, combalidos psicologicamente pela derrota e fisicamente por epidemias. É um relato emocionante e rigoroso, fruto da observação e do diário de campanha com as anotações feitas por Taunay no fragor da luta e na retirada honrosa que causou 700 baixas, em "35 dias de dolorosa memória"
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