Instrumentos musicais

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              14 Descrição arquivística resultados para Instrumentos musicais

              14 resultados diretamente relacionados Excluir termos específicos
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_20 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Hohori de taboca.Atualmente, nas festas, é utilizado um hohori feito inteiramente de taboca (zumi na língua kulina). A caixa acústica, que antes era feita pelo vaso de cerâmica, atualmente é feita com um pedaço de taboca mais grosso. Estes hohori são em geral pintados com diversos padrões encontrados em animais, assim como os hohori de cerâmica.

              George Magaraia
              Arnaldo mostra como a flauta Totore é tocada
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_23 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Arnaldo Kulina mostra como se toca a flauta totore. Ele conta que fez muitas flautas quando era adolescente e lamenta que os adolescentes não se interessem mais pela flauta (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo wítalí za sapel wepe bananí. Tatíwitalí naza. Tole tole naralí).

              George Magaraia
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_21 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Boborara. O boborara é um instrumento confeccionado a partir da taboca (zumi). É uma flatua do tipo transversal, muito tocada nas ocasiões em que a aldeia está em festa, seja nos mariris ou Ahie´e, seja nos rituais Koiza ou nos Doshe´e. Os homens jovens, sobretudo, têm o costume de tocar estas flautas para alegrar as festas na aldeia. Os iniciantes de pajé aprendem a produzi-las e a tocá-las com os mestres pajés que os iniciam. Esta flauta também está associada ao Tokorimekha Ahie´e, que é uma festa realizada no terreiro da aldeia nas noites em que os espíritos vêm cantar e dançar com as mulheres. Nestas ocasiões, as mulheres e outras pessoas presentes na aldeia, escutam os espíritos tocando boborara lá no meio do mato. A história narrada sobre esta flauta informa que os jovens eram enviados para outras aldeias para convidarem as pessoas de longe para a festa em sua aldeia. Eles o faziam tocando o boborara. Os pajés são os principais especialistas na confecção e execução desta flauta, embora não sejam exclusivos.

              George Magaraia
              Arnaldo toca a flauta Totore
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_22 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Totore: a flauta totore é muito utilizada durante todo tipo de festas e rituais: nos mariris, nos rituais Koiza e nos Doshe´e. Ela é confeccionada a partir dos gomos mais finos da taboca (zumi). Os maiores especialistas na confecção e execução destas flautas eram, antigamente, os jovens, mulheres e homens. Durante as festas, explicam os indígenas, meninos e meninas utilizavam-se das flautas totore para convidar os parceiros sexuais para encontros na mata. Os Kulina lamentam que os jovens atualmente não saibam mais confeccionar ou executar estas flautas, empobrecendo o universo sonoro das aldeias(foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Arnaldo totoleza. Tole tole narali sapel wepe bananí).

              George Magaraia
              Benjamim experimenta o arco de boca Hihiti
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_26 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Benjamim Kulina tenta aprender com Raimundo o modo como se toca o Hihiti. (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores indígenas: Benjami rírítíza rítíritínaralí. Mattoza sowi ko pamo e aníní).

              George Magaraia
              Benjamim filma a qualificação dos instrumentos musicais
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_25 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Benjamim Kulina registra com a filmadora a qualificação do acervo Kulina no Museu do Índio (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores indígenas: Bejami fílmi za Fílma de toraralí. Mattoza sowiko pama naralo).

              George Magaraia
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_GM_FOT_20150512_24 · Item · 2015
              Parte de Arquivístico

              Hihiti: Raimundo mostra como é tocado o hihiti. O Hihiti é uma espécie de rabeca de uma corda só que tem a boca como caixa acústica. Ele é tocado sobretudo nos mariris de rami, isto é, durante as sessões de bebida do cipó ayahuasca. O Hihiti canta acompanhando e sendo acompanhado dos tomadores da bebida alucinógena. Os Kulina possuem exímios tocadores deste instrumento e seu aprendizado, assim como o aprendizado dos cantos de rami, isto é, dos cantos de ayahuasca, está associado à ingestão repetidas vezes da bebida acompanhada de um mestre que leva o aprendiz a descobrir o seu canto e seu modo de tocar. (foto selecionada e descrita pelos pesquisadores kulina: Raimundo ríriti za. Ritiritinarali. Sapel karinarali).

              George Magaraia
              Homem confecciona e toca a flauta Boborara no mato
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_CKL_FOT_20141119_01 · Item · 2014
              Parte de Arquivístico

              O zupinehe Komizi, de Santa Júlia, toca a flauta boborara na mata, narrando a estória de sua origem. Ele afirma que um ser mítico produziu a boborara para chamar os outros madiha (gentes) para festejar em sua aldeia, a mando de seu tamine (chefe).

              Coletivo Kulina
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_FC_FOT_20131207_01 · Item · 2013
              Parte de Arquivístico

              Manoel Babá, de Apuí, está pintado para o rami. Manoel Babá é um grande especialista na confecção e execução do arco de boca Hihiti. Ele está pintado para preparar o rami, para uma sessão que se desenrolará a noite, e onde ele tocará o Hihiti lindamente.

              Felipe Agostini Cerqueira
              Homem prepara o rami embaixo de uma mangueira
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_FC_FOT_20131207_02 · Item · 2013
              Parte de Arquivístico

              Babá prepara a bebida embaixo de uma mangueira. Coloca o cipó no caldeirão, junto com a folha, para ferver.

              Felipe Agostini Cerqueira
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_CKL_FOT_20141121_04 · Item · 2014
              Parte de Arquivístico

              Kubil, de Santa Júlia, na varanda de sua casa tocando o totore que ele acabara de produzir. Ao lado, um shapoto pequeno velho ainda utilizado para carregar produtos do roçado. Ele conta as estórias associadas a esta flauta.

              Coletivo Kulina
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_CKL_FOT_20120914_03 · Item · 2012
              Parte de Arquivístico

              As mulheres se adornam com testeiras e outros adereços confeccionados com o miolo e a folha do murmuru e outros materiais da floresta para uma festa-brincadeira na aldeia. Nestas festas-brincadeiras, as flautas boborara, as flautas totore e as buzinas hohori são tocadas (no passado, eram muito mais presentes, segundo os Kulina). Também era usado o Teteko, espécie de reco-reco, associado a uma flauta do tipo pan, com dois ou três tubos de taboca fina.

              Coletivo Kulina
              O caldeirão com o cipó rami e a folha sakorona
              BR DFFUNAI RJMI ARQ-914BRZ4010-CUL-KL_FC_FOT_20131207_03 · Item · 2013
              Parte de Arquivístico

              O caldeirão está preparado: os pedaços do cipó foram amassados e colocados na água; as folhas foram colocadas sobre os cipós.

              Felipe Agostini Cerqueira