Historiografia
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Estudo que aborda o desenvolvimento das pesquisas arqueológicas na região do Pantanal, a maior área úmida contínua do planeta; no qual o autor analisa a produção científica dos arqueólogos dentro do contexto histórico da época em que foi produzida. Apresenta um breve e crítico histórico sobre as pesquisas arqueológicas realizadas na região e faz uma avaliação historiográfica dos estudos arqueológicos, sempre com a preocupação de tratar da relação autor-obra-meio. Trata-se, portanto, de uma obra que estimula o debate científico
Sem títuloNeste livro, o autor analisa as formas de contrabando nos territórios de fronteira das Américas portuguesa e espanhola, próximos ao rio da Prata, no período de 1760 e 1810.
Sem títuloRetoma nesse novo livro o debate sobre a relação entre cultura e história, e nos revela uma obra extraordinária em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque estabelece um diálogo com o grego Tucídides – o primeiro historiador a romper com o relato mitológico e a introduzir a política e a economia no pensar histórico; Em segundo lugar, compara duas guerras distantes no tempo e no espaço – a Guerra do Peloponeso e a Guerra da Polinésia – para analisar como a cultura determina certos padrões de ação, que adquirem força histórica e podem acabar por decidir o rumo dos acontecimentos; Finalmente, por esclarecer como os indivíduos se revestem de valores simbólicos a ponto de se tornarem determinantes da ação histórica, como o fascinante episódio da história do beisebol norte-americano em 1951, e o fenômeno Elián Gonzales – único sobrevivente de um naufrágio de refugiados cubanos e que se tornou objeto de disputas internacionais
Sem títuloMarshall Sahlins ao discutir sobre a morte e a divinização do capitão James Cook, no Havaí, em 1779, afirma que a deificação de Cook foi construída a partir das relações entre a cosmologia havaiana e a própria história do navegador britânico, contrariamente às afirmações de Gananath Obeyesekere, para quem os havaianos eram por demais racionais para considerar Cook como um de seus próprios deuses. Marshall Sahlins atribui ao seu contendor a negação da particularidade cultural havaiana, privando os nativos de uma racionalidade prática universal, que acaba por transformar ilhéus setecentistas em europeus modernos
Sem títuloOs historiadores, como muitos outros praticantes das disciplinas sociais e humanas preocupam-se com a questão da textualidade. Parecem-lhes pertinentes, em especial, as estruturas narrativas e a noção de sentido ou significação. Este manual quer preencher as lacunas nessa área da formação em História. Cada capítulo dedica-se à apresentação detalhada e à explicação passo a passo de exemplos de uso, para os fins de pesquisa histórica, de métodos que permitam abordar com proveito as questões atinentes à narrativa e ao sentido de textos escritos e filmes
Sem títuloEsse livro procura servir de ponte para a atualização de professores de história quanto à pesquisa acadêmica recente. Ao mesmo tempo, busca atender ao público universitário, revitalizando o debate teórico, tão essencial na formação do historiador e dos cientistas sociais em geral
Sem títuloA partir da leitura das cartas Anuas dos jesuítas, o autor documenta a trajetória desta redução que enfrentou as incursOes dos bandeirantes e a resistência dos Guarani ao modelo colonizador. O trabalho inclui mapas e tabelas bastante informativos
Sem títuloNeste universo que se expande e se fragmenta, há uma necessidade crescente de orientação. O que é a chamada nova história? Quando ela é nova? E um modismo temporário ou uma tendência de longo prazo? Ela irá - ou deverá - substituir a história tradicional, ou as rivais podem coexistir pacificamente?
Sem títuloEste livro discute questões centrais do pensamento de Sérgio Buarque de Holanda e interpreta inicialmente Raízes do Brasil para depois estabelecer vínculos entre este clássico e a reflexão que Sérgio desenvolve acerca da noção de fronteira no Brasil. Tal reflexão é examinada em comparação com debate norte-americano sobre a idéia de expansão para este e com as contribuições de Visões do Paraíso, destacando-se, então, que o conceito de modernidade, com o qual opera, jamais exclui o diálogo com as tradições culturais do país
Sem títuloO texto faz uma breve análise das relações entre História e Memória a partir das obras de Peter Burke, Henry Rousso e Jacques Le Goff
Sem títuloO livro trata do movimento conhecido como eugenia, palavra inventada pelo cientista britânico Francis Galton em 1883 para representar as possíveis aplicações sociais do conhecimento da hereditariedade para obter-se uma desejada "melhor reprodução". Ao se debruçar sobre o movimento eugênico latino-americano entre 1910 e 1940, a autora desfaz mitos historiográficos, como a sua irrelevância frente ao movimento eugênico internacional e sua automática identificação com a eugenia nazista. Na experiência latina, a demanda por "regeneração nacional" e "aprimoramento racial" não gerou políticas de esterilização dos ditos "inaptos e inferiores", mas buscou caminhos originais e perversos para "civilizar" a América Latina e suas populações
Sem títuloO ano de 1930 terminou com uma revolução e com um governo provisório. A partir daí, vários projetos políticos disputaram o poder no país. Os mais atuantes e influentes na ápoca tentaram se impor recorrendo às armas, mas foram derrotados em 1932, 1935 e 1938. Ao final, os insatisfeitos com Getúlio Vargas foram silenciados: o governo constitucional transformou-se na ditadura do Estado Novo. No entanto, o regime autoritário incentivou a industrialização do país, patrocinou uma política cultural que encontrou receptividade entre artista e intelectuais e elevou os trabalhadores à condição de personagens centrais do regime. Em 1945, no apagar das luzes do regime, o país era outro
Sem títuloA pesquisa pretende fazer uma análise historiográfica das MissOes-Jesuítico-Guaranis na produção intelectual do Rio Grande do Sul
Sem títuloEra janeiro de 1835. O tapuio Filipe, conhecido como Mãe da Chuva, deu um tiro no peito de José Joaquim da Silva Santiago. Outro tiro, disparado por Domingos, o Onça, matou Bernardo Lobo de Souza. A primeira vítima era o comandante de armas e a segunda, o presidente da Província do Pará. Os corpos das duas maiores autoridades da Amazônia foram arrastados para o alojamento dos índios remeiros – um grande galpão, em Belém. Lá, durante mais de oito horas, tapuios conhecidos por estranhos apelidos – Gigante do Fumo, Onça do Mato, Sapateiro, Remeiro - desfilaram, chutando os cadáveres e cuspindo neles. Muitos chegaram a mijar na cova, um buraco aberto no cemitério da igreja das Mercês. A cabanagem começava
Sem títuloA vida dos índios Guarani, seus mitos, costumes e visão de mundo estão reunidos em “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis”, traz textos de cientistas e de indígenas que atuam como educadores nas quatro aldeias da etnia na região da Costa Verde, interior do Rio de Janeiro; Segundo Dinah Guimaraens, o livro é resultado de uma pesquisa nas áreas de Antropologia Cultural e História da Arte realizada pelo Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e pelo Solar Grandjean de Montigny, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) “Museu de Arte e Origens – Mapa das culturas vivas guaranis” reúne textos de pesquisadores como Lucieni Simão, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e de Werá Dkekupé, Tobi Itaúna e Doethyró Tukano, que fazem parte de um grupo de oito indígenas que desde 1999 recebem bolsas da FAPERJ para atuarem como educadores bilingüe (Português/Guarani) e de cultura indígena para as crianças nas aldeias Guarani; “No passado, os antropólogos interpretavam a cultura indígena. Agora, os próprios integrantes é que falam pela etnia”, explica Dinah Guimarães. Segundo ela, o conceito de culturas vivas, presente no livro e no projeto do Museu de Arte e Origens, foi criado pelo pesquisador Mário Pedrosa, um crítico de arte socialista, que morreu no início da década de 1980; A língua Guarani, tornou-se um elemento de referência para outras etnias indígenas, que foram perdendo suas características ao longo do tempo. De acordo com a pesquisadora, o Brasil tem hoje cerca de 350 mil índios. Destes, 50 mil pertencem a diferentes aldeias Guarani, a maioria delas localizada nos estados do Sul e em Mato Grosso. O Rio de Janeiro reúne cerca de 600 guaranis, que vivem em quatro aldeias: Bracuí, próximo a Angra dos Reis; Paraty Mirim e Terra Indígena Rio Pequeno, nas imediações de Parati; e Araponga, próximo a Patrimônio; O Museu Nacional de Belas Artes abriga, em uma de suas galerias, o acervo do Museu de Arte e Origens com peças representativas das culturas indígena, africana e popular, além de imagens do inconsciente, arte moderna e contemporânea. Existe um projeto para a construção de uma sede própria para o Museu de Arte e Origens, em Parati
Sem títuloA cultura historiográfica das últimas décadas perdeu a capacidade de formular tentativas de explicações estruturais da história, sendo substituída por uma crise aguda presente direta ou indiretamente nos mais diversos estudos de Historiografia produzidos atualmente. Nesse ambiente - a discussão sobre uma cultura de mudança em que estamos inseridos, ao lado da não-abdicação do futuro e do passado -, instalou-se como paradigma a função emancipadora, gerando perguntas inquietantes de historiadores preocupados com essa problemática. Um panorama detalhado neste livro, que discute os elementos mais significativos da modernidade e da pós-modernidade, situando suas implicações na cultura historiográfica brasileira. Outro ponto destacado nesta obra é a preocupante possibilidade da perda de sentido da ciência histórica, que seria substituída por abordagens de vivências individuais e de realidades microscópicas, pela história do cotidiano ou por uma história dependente da Antropologia cultural
Sem títuloEste livro faz parte da série iniciada em 1949, que se comporia de três estudos complementares sobre a Teoria (e o Método), a Pesquisa e a Historiografia
Sem títuloTrabalho pioneiro sobre a "historiografia brasílica" dos acadêmicos baianos coloniais, este livro traz informações surpreendentes sobre a relação entre os índios e a história em meados do século XVIII
Sem títuloFontes Históricas" é indicado tanto para quem já coloca quanto para quem pensa em colocar as 'mãos na massa', penetrar em arquivos, ouvir depoimentos, manusear documentos, escarafunchar vestígios da cultura material ou simbólica, decifrar impressos ou audiovisuais em busca das experiências de nossos antepassados. Ao abordar os 'usos e abusos das fontes', os métodos e as técnicas utilizados pelos pesquisadores em seu contato com vestígios e testemunhos do passado humano, este livro, escrito por especialistas experientes, dialoga diretamente com historiadores e aspirantes no contexto da realidade brasileira
Sem títuloPublicação da dissertação de mestrado do autor, o livro enfoca uma das missões jesuíticas na Província do Itatim. Ao sublinhar a ação das lideranças e xamãs Guarani, o autor aborda a resistência indígena nesta área de fronteira da América Espanhola, área que envolveu também a presença de sertanistas oriundos da América Portuguesa
Sem títuloOs textos aqui reunidos propõem a abordagem de questões sensíveis à reflexão sobre as sociedades hoje. A indagação inicial está em pensar a memória histórica (e o esquecimento) e como a sua existência (voluntária ou não), assim como os sentimentos e as emoções que, de alguma forma, passam pelo seu crivo, intervêm sobre as ações dos homens, sobre como pensam os acontecimentos presentes e passados e como elaboram e constroem identidades individuais, nacionais, minoritárias, grupais etc. Entre os sentimentos, o privilégio do ressentimento, abordado de formas diferentes pelos diversos autores, no intuito de buscar tecer suas possiveis relações com a história e a memória
Sem títuloA conquista do oeste de São Paulo e Mato Grosso nos séculos XVIII e XIX geralmente é abordada como uma aventura de heróis desbravadores, de valentes soldados do Rei. Em O Extremo Oeste, o desgastado tom romanceado cede lugar à análise do fator histórico principal - o combate do imigrante europeu para sobreviver e adaptar-se ao sertão inóspito
Sem títuloPensadores contemporâneos da História, provenientes de distintas tradições nacionais e simpatias teóricas, refletem acerca do conceito de historiografia e analisam a epistemologia da história
Sem títuloSérgio Buarque de Holanda se tornou um clássico entre os pensadores que trataram da formação histórica e cultural do Brasil. Sua obra Raízes do Brasil, ao lado de Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, figura como uma das mais importantes para o entendimento da construção social do Brasil; Holanda difere da perspectiva de autores como Freyre e Ribeiro, que enfatizam a importância da mestiçagem étnico-cultural para a configuração do povo brasileiro. Ele considera o elemento lusitano como predominante. Mesmo onde há mistura, esta teria sido devida mais a uma plasticidade portuguesa a adaptar e se adaptar a novos costumes do que a uma mescla de culturas. A seu ver toda a associação se deu com o predomínio e precedência dos colonizadores portugueses, perspectiva que diminui a grande importância dos outros elementos étnico-culturais, notadamente do aborígine nativo e do escravo africano
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