História do Brasil
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O livro tem como objetivo apreender o processo integral de formação do Brasil; ou seja, trata-se de se costurar uma narrativa contínua que vai desde o descobrimento até o governo Fernando Henrique Cardoso. São quase 500 anos de história de um povo a procura de um país moderno e reconhecido internacionalmente em sua singularidade
SKIDMORE, Thomas EPartindo das Exposições Universais, eventos que funcionavam como vitrine para as conquistas tecnológicas da burguesia no século XIX, o professor Francisco Foot Hardman investiga a expansão do capitalismo pelo globo, centrando-se no episódio da construção da ferrovia Madeira-Mamoré. O delírio desenvolvimentista levou operários de mais de quarenta países aos confins da Amazônia, para trabalhar em uma linha de trem cuja finalidade em pouco compensava os problemas de terreno e logística. Em um relato amplamente documentado, o autor mostra como esta obra faraônica custou a vida de milhares de trabalhadores anônimos
HARDMAN, Francisco FootPartindo das Exposições Universais, eventos que funcionavam como vitrine para as conquistas tecnológicas da burguesia no século XIX, o professor Francisco Foot Hardman investiga a expansão do capitalismo pelo globo, centrando-se no episódio da construção da ferrovia Madeira-Mamoré. O delírio desenvolvimentista levou operários de mais de quarenta países aos confins da Amazônia, para trabalhar em uma linha de trem cuja finalidade em pouco compensava os problemas de terreno e logística. Em um relato amplamente documentado, o autor mostra como esta obra faraônica custou a vida de milhares de trabalhadores anônimos
HARDMAN, Francisco FootReedição da primeira obra impressa em português sobre o Brasil (História), de 1576, junto com um texto que permaneceu inédito até o século XIX. Fonte importante para avaliar os conhecimentos vigentes na segunda metade do século XVI a respeito das populações indígenas. O prefácio inclui informações úteis sobre o autor e as edições anteriores da obra
GÂNDAVO, Pero de Magalhães deSérgio Buarque de Holanda se tornou um clássico entre os pensadores que trataram da formação histórica e cultural do Brasil. Sua obra Raízes do Brasil, ao lado de Casa-Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, e O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, figura como uma das mais importantes para o entendimento da construção social do Brasil; Holanda difere da perspectiva de autores como Freyre e Ribeiro, que enfatizam a importância da mestiçagem étnico-cultural para a configuração do povo brasileiro. Ele considera o elemento lusitano como predominante. Mesmo onde há mistura, esta teria sido devida mais a uma plasticidade portuguesa a adaptar e se adaptar a novos costumes do que a uma mescla de culturas. A seu ver toda a associação se deu com o predomínio e precedência dos colonizadores portugueses, perspectiva que diminui a grande importância dos outros elementos étnico-culturais, notadamente do aborígine nativo e do escravo africano
HOLANDA, Sérgio Buarque de, 1902-1982Preto no branco é um trabalho já clássico e, de certa forma, premonitório. Nos anos 1970, época em que a questão racial andava esquecida pela academia, e ainda não fazia parte do debate público, Thomas E. Skidmore, decano entre os “brasilianistas”, tenta compreender um momento central para a explicação do racismo na sociedade brasileira. Seu estudo causou grande sensação na época e ajudou a recolocar em pauta esse tema agudo da realidade nacional. Com base nos escritos e discursos de uma grande gama de cientistas, políticos e romancistas, o livro revela que a intelligentsia local, influenciada por padrões e formas europeus, procurou acomodar as teorias racistas então em voga - que consideravam o negro inferior e condenavam a mestiçagem - à situação local. A solução original encontrada foi o “branqueamento” da sociedade, por meio da imigração europeia. Skidmore mostra, no entanto, como as ideias deterministas foram gradualmente cedendo lugar a novas perspectivas, que davam ênfase aos aspectos positivos da miscigenação, e acabaram por produzir um consenso sobre a existência de uma “democracia racial” no país, tese que gerou uma percepção distorcida do racismo brasileiro
SKIDMORE, Thomas EMostra a construção do vazio demográfico, a presença indígenas no território paranaense, o modo de vida Kaingang e a resistências as diversas formas de submissão
Mota, Lucio TadeuEvidencia os efeitos da "civilização" sobre o índio no período do século XVIII ao XX. Destaca como os agentes "civilizatórios" desestruturaram a ordem tribal de inúmeros grupos, provocando o seu extermínio
MEIRELES, Denise MaldiEsta é a primeira tentativa de abordar a história de todos os índios brasileiros durantes os séculos de conquista colonial o primeiro contato que o autor teve com os índios brasileiros deu-se em 1961 numa expedição pelas cabeceiras do rio Iriri, quando sofreram uma emboscada preparada pelos kreen-akrore, tribo ainda desconhecida no país após essa primeira expedição, realizou várias viagens para diferentes regiões do país, conhecendo em profundidade a realidade de nossos índios neste livro, se propõe a escrever uma história dos índios brasileiros ou da conquista do Brasil em termos de seus povos nativos destaca a atuação dos exploradores europeus que deixaram alguma documentação sobre os índios que encontraram, e especialmente a atuação dos jesuítas, a seu ver, de fundamental importância para o bem estar dos índios durante a maior parte do domínio colonial português termina com a expulsão dos jesuítas na década de 1760, quando o equilíbrio de poder entre os colonos e os índios já se havia modificado
Hemming, JohnAtravés de uma minuciosa releitura dos documentos escritos pelos primeiros jesuítas no Brasil, o autor busca analisar as representações do índio nestes escritos. Com efeito, o livro enfoca de maneira especial os próprios jesuítas e os índios que eles em certo sentido inventaram
MOREAU, Filipe EduardoOlinda Restaurada” inaugura o estilo de Cabral de Mello: produzir uma história total, ou seja, econômica, política, social e militar – que acaba resultando numa leitura para especialistas. Almejando ressaltar a guerra como fator determinante do período de ocupação holandesa, e a importância do açúcar, como objeto de manutenção do período, e não só como objetivo financeiro, Mello apresenta sua fantástica pesquisa documental em capítulos de abordagens inusitadas, sempre centrados na questão das guerras holandesas em Pernambuco, que ele dividiu em dois períodos: a Guerra da Resistência (1630-1637), e a Guerra da Restauração (1645-1654). Essa abordagem é absolutamente inovadora para a época da publicação do livro, pois vem derrubar a ênfase no nativismo no estudo das guerras holandesas, dada pelos historiadores do século XIX, e nas questões sociais, dada pelos historiadores mais recentes. Evaldo foi o primeiro a levantar como prioritária a questão econômica - militar
MELLO, Evaldo Cabral deTrabalha com o papel de catequese dos índios, quanto à função desempenhada no contexto colonial quinhentista
PAIVA, José Maria deTodos os estudantes brasileiros aprenderam que os holandeses foram expulsos do Brasil em 1654, numa guerra valente movida contra eles por índios, negros e portugueses. Só faltou explicar como essa gente armada de espingarda, espada e arco e flecha foi capaz de vencer a principal potência econômica e militar do século XVII. Neste livro, o historiador Evaldo Cabral de Mello conta o que aconteceu - Portugal comprou o Nordeste dos holandeses
MELLO, Evaldo Cabral deO autor alia uma extensa pesquisa documental a sua longa experiência como etnógrafo e indigenista para produzir um detalhadíssimo relato das relações entre os Tenetehara do Maranhão e os brancos, desde o contato inicial com os franceses no início do século XVII aos dias de hoje. Conforme alerta o próprio autor, o livro está escrito em vários registros distintos, passando pela teoria antropológica ("ontosistêmica"), pela história do contato, pela "economia igualitarista", pela demografia e pela filosofia. A parte sobre a história é organizada pela seqüência das principais instituições da política indigenista, com uma concentração maior no período do SPI. No mais, destacam-se a abordagem da rebelião de Alto Alegre (1901) e o capítulo sobre a demografia histórica. Presente de maneira indireta ao longo do livro, a voz dos índios aparece de maneira explícita num capítulo curto com a transcrição de alguns depoimentos
GOMES, Mércio PereiraEstuda as condiçOes históricas que permitiram a fundação do SPI
GAGLIARDI, José MauroEste livro estuda as condições históricas que permitiram a fundação do serviço de proteção aos índios e mostra como o desenvolvimento capitalista no Brasil, sobretudo no ultimo quartel do século XIX, acirrou a luta armada que envolvia a sociedade dominante e os grupos indígenas
GAGLIARDI, José MauroA conquista do oeste de São Paulo e Mato Grosso nos séculos XVIII e XIX geralmente é abordada como uma aventura de heróis desbravadores, de valentes soldados do Rei. Em O Extremo Oeste, o desgastado tom romanceado cede lugar à análise do fator histórico principal - o combate do imigrante europeu para sobreviver e adaptar-se ao sertão inóspito
Holanda, Sérgio Buarque deDedica-se especial atenção aos comentários a respeito da presença lusitana no Brasil e ao conceito de “comércio”
RAYNAL, Guillaume-Thomas FrançoisPublicação em comemoração do sesquicentenário de nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon realizado pelo Governo do Estado do Mato Grosso
SIQUEIRA, Elizabeth MadureiraCatálogo de uma bem-sucedida exposição, o livro oferece belas reproduções de representações artísticas de temas brasileiros, com algum destaque para a temática indígena. O primeiro volume, sobre o "Imaginário do Novo Mundo", enfoca as imagens dos índios nas gravuras impressas, em mapas e na pintura, do início do século XVI ao período holandês. O segundo volume, "Um Lugar no Universo", dá ênfase à construção dos saberes científicos, de Frei Cristóvão de Lisboa (século XVII) à expedição de Agassiz em 1865-66. Também estão reproduzidas imagens, algumas menos conhecidas, das viagens de Alexandre Rodrigues Ferreira, Maximiliano Príncipe de Wied-Neuwied, Debret, Rugendas e Keller. O terceiro volume, "A Construção da Paisagem", inclui algumas poucas representações de índios no contexto da natureza luxuriante. Os três volumes trazem abundantes notas biográficas (sobre viajantes e artistas) e indicações bibliográficas
BELLUZZO, Ana Maria de MoraesEduardo Bueno fez uma pesquisa minuciosa em documentos de época, como os diários de bordo, relatos de viagem e fragmentos de cartas, para reconstituir, com precisão e vivacidade, a incrível saga enfrentada pelos primeiros homens brancos que viveram no país. Os que vieram parar nas praias brasileiras pelo acaso de um naufrágio, os que chegaram nas primeiras missões de exploração, os condenados ao degredo e os que simplesmente decidiram ficar no Brasil por livre e espontânea vontade. Conhecer a história desses homens - vários deles casados com as filhas dos principais chefes indígenas, exercendo importante papel na tribo e intermediando o comércio com as potências européias - é indispensável para se entender os rumos do futuro país.; Nessa galeria de personagens extraordinárias, figuras-chave na ocupação e colonização do Brasil, vamos encontrar, além do mitológico Caramuru e de João Ramalho, outros bem menos conhecidos, como o misterioso Bacharel de Cananéia, primeiro grande traficante de escravos do Brasil; o grumete Francisco del Puerto, que viveu 14 anos entre os nativos do Prata e depois traiu os europeus, ou o intrépido Aleixo Garcia, que em 1524 marchou de Santa Catarina, com um exército particular de dois mil índios, para atacar as cidades limítrofes do Império Inca. Ao resgatar o papel desempenhado por estes, que podemos considerar os primeiros brasileiros, Bueno ilumina as três décadas esquecidas de nossa história oficial, período em que, entre outros fatos de grande destaque, o Brasil adquiriu seu nome e serviu de modelo para "A Utopia", de Thomas Morus.
BUENO, EduardoEm 20 de março, “os agregados da fazenda do Sr. Barão do Piabanha levantaram-se contra o filho deste senhor. O Juiz Municipal de Paraíba informado deste acontecimento mandou até uma pequena força, que conseguiu prender três dos cabeças. Logo depois porém armaram-se os demais sublevados em número de trinta e arrancaram os presos das mãos da Justiça” Esta notícia, publicada no Jornal do Commercio em 1858, é o ponto de partida das reflexões presentes neste livro. Ao desconfiar das interpretações registradas por aquele jornal e pelas visões recorrentes sobre os pobres do campo, Márcia Motta analisa em Nas fronteiras do poder as dimensões do conflito e do direito à terra no Brasil do oitocentos. Com base em um intenso cruzamento de fontes e em constante diálogo com a produção acadêmica sobre a apropriação territorial, a autora recupera as diversas leituras sobre a primeira lei agrária do Império - a Lei de 1850 – Para tanto, ela investiga os embates que deram origem à lei e as tentativas anteriores de fazer emergir um dispositivo legal que pudesse pôr fim aos conflitos agrários. Ao compreendê-la enquanto espaço de luta, Márcia Motta investiga como a lei foi instrumentalizada pelos fazendeiros, além de analisar as razões mais profundas que fizeram emergir a sublevação dos “agregados” do Barão. Foi possível assim demonstrar, inclusive, como a Lei de Terras pôde adquirir outro sentido para aqueles sublevados
MOTTA, Márcia Maria MenendesAnalisa, do ponto de vista da história social e econômica, um dos aspectos mais importantes da expansão geográfica do Brasil
Holanda, Sérgio Buarque deEstuda a etno-história sob o ponto de vista arqueológico do índio brasileiro Kaingang
VILLELA, Wilséa VieiraA obra analisa vários campos da formação histórica do país, da organização material da sociedade às formas da cultura e do pensamento. Os dois primeiros volumes são dedicados à época colonial: Do Descobrimento à Expansão Territorial e Administração, Economia, Sociedade. Especialistas estudam o processo de constituição e consolidação do Brasil como colônia portuguesa, abrangendo desde os aspectos econômicos e sociopolíticos até os temas medicina colonial, música barroca e expedições científicas; O período monárquico é tratado em cinco livros: O Processo de Emancipação, Dispersão e Unidade, Reações e Transações, Declínio e Queda do Império e Do Império à República. Inicia-se com a análise das condições de emancipação do Brasil e se encerra com a crise do regime monárquico e a transição para a República, em um volume, clássico, inteiramente escrito por Sérgio Buarque de Holanda. Os quatro volumes do período republicano, por sua vez, são Estrutura de Poder e Economia (1889-1930), Sociedade e Instituições (1889-1930), Sociedade e Política (1930-1964) e Economia e Cultura (1930- 1964). Dividem-se em duas épocas: uma anterior e outra posterior a 1930, ano de crise mundial e de revolução no Brasil
Holanda, Sérgio Buarque de