O filme mostra falas de duas mulheres baniwa, falando sobre a roça da mãe e o cultivo de pimenta da D. Laura. Elas apresentam os tipos de pimenta que tem na roça e sua importância na nossa vida, desde os tempos primórdios usamos a pimenta como proteção que nosso corpo precisa, servindo como anticorpo das doenças. Na vida dos Baniwa a pimenta é muito importante, assim fazendo parte do nosso mundo.
UntitledBaniwa
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O filme mostra todo processo da cerâmica, desde a retirada casca de caraipé (arvore), retirada da argila, queimada da casca de caraipé, moldação de cerâmica, polimento, pintura e queimada. Acompanhamos todo processo juntamente com as mulheres todos os passos ouvindo as narrativas e sobre a importância das histórias envolvido na arte.
UntitledNa foto está a Anny, Fabrício e Bruno levando mandioca no igarapé. Eles lavam e vão colocando dentro do aturá para depois levar nas costas para serem ralados.
UntitledNa foto vemos que a caixa da água se tornou um artefato, onde as mulheres colocaram a massa de mandioca dentro. Pela quantidade de massa de mandioca a, caixa da água se tornou útil.
UntitledNa foto aparece a professora Juracy Santos, torrando farinha no forno. Esse processo da farinha é muito difícil, pois leva horas para fazer todo processo, e por fim ainda tem o fogo e fumaça na hora de torrar farinha.
UntitledDepois de todo processo de puxar tucum. Na foto a Dona Virgília Almeida, posa com seus talos de tucum, que vai ser usado para fazer abano e seus fios de tucum que vão ser lavados.
UntitledA Dona Bidoca Castro na foto aparece lavando os tucum e tirando fios miúdos, e em seguida ela vai abrir para pegar sol e pode ficar branco.
UntitledA Laura Martins com seu aturá segui a trilha que vai levá-lo até sua roça que fica em umas das serras. O caminho é longo.
UntitledNo dia 15 de outubro, dia dos professores, teve uma festa tradicional para professores, e na qual nós também fomos homenageado pela comunidade. Na foto está o Senhor Paulino e Senhor Messias soprando o instrumento de Japurutu e outros homens atrás tocando instrumento de mawáku.
UntitledA Dona Bidoca Castro com suas mãos vai amassando as sementes na água. E com as técnicas vai Separando as sementes e vai ficar apenas o líquido que vai ser usado para tingir tucum.
UntitledA Dona Bidoca Castro segura a panela de urucum e a Dona Isabel derrama fixador (casca de castanheira) e ela vai misturar, e sem seguida levar ao fogo e deixar ferver.
UntitledNa foto aparece uma aturá (cesta) cheio de frutas variadas, tiradas de diversos lugares. Frutas tirada da roça (banana, abío e pimenta), da floresta ( cupuí -cupuaçu do mato, chumbinho -açaí, umarí), da beira do rio( periquito castanha). Quando vamos para roça sempre há essa variedade de colher frutas diferentes ao longo do caminho percorrido.
UntitledEsses artefatos que são usados pelas mulheres na casa de forno. O círculo é feito de turí (talo de uma árvore), é um molde usado para fazer beiju; vassourinha feito de piaçaba; tarubá feito com pedaço de madeira; abano feito com talos de tucum, usado para virar beiju e outro abano feito com arumã, também para virar beiju, existe dois de tipos de abano; um remo para torrar farinha e por baixo está peneira de farinha.
UntitledNa foto está Aparecida que é a dona e sua filha. Chegando na roça ela falou sobre as diferentes entre as roças antiga, onde tem apenas frutas e a roça nova, onde ainda tem manivas e outros tipos de frutas que são cultivados na roça.
UntitledNa foto vemos uma menina, em suas mãos está sua panela colhendo pimenta, perto está seu cachorro. Essa imagem representa todas as crianças indígenas. Vão com as mães para colher frutas e outros afazeres, já aprendendo muitas coisas.
UntitledO Senhor Antônio Almeida está benzendo kariamã da Helena, nora da Cleomar. Depois do nascimento do seu filho, era hora de benzer para ela e o beber poderem tomar banho no rio. Protegendo seus corpos dos seres invisíveis.
UntitledDona Cleomar soprando cigarro benzido no seu neto. A regra é sobra do meio da cabeça e vai descendo para os pés. E depois ela deixa ele lamber um pouquinho de pimenta, a mãe, o pai e o filho, para eles serem já protegidos.
UntitledNa foto vemos tigelas de quinhampira moqueado, algumas com peixe salgado, peixe fresco e beiju sempre está presente na mesa. Cada mulher prepara sua quinhampira do seu jeito para levar e compartilhar no centro comunitário e comer com seus parentes.
UntitledPela manhã bem cedo. Já estava no fogo, uma panela com peixe salgado. Essa quinhampira (peixe salgado com pimenta e tucupi), estava sendo preparada para levar ao centro comunitário para compartilhar com os parentes na hora do Caribé (café da manhã).
UntitledNa foto percebemos as coisas sendo passado na cachoeira de Tunuí. Tivemos que arrastar o bote e motor, pois a cachoeira estava muito forte, tivemos apoio dos rapazes da comunidade para carregar alimentos e combustível.
UntitledRegistro do cotidiano da comunidade de Ucuqui Cachoeira. Os Meninos jogando bola.
UntitledCapinar é um procedimento de cuidado da roça - é muito comum entre os povos do rio Negro e também observado em Ucuqui Cachoeira.
UntitledCriança exibe uma pimenta, no meio da roça. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
UntitledPlantação de milho na roça da Nadma
UntitledDepois de visitar todas as roças da comunidade, reunimos todas as mulheres na maloca para um compartilhamento de sementes, cultivos, histórias e saberes. Nessa foto, Francineia apresenta os objetivos do encontro.
UntitledAs mulheres cultivam diferentes plantas na roça, para além das manivas e das pimentas. Essa pequena amostra contém 10 espécies distintas cultivadas em Ucuqui, sendo a maioria para alimentação.
UntitledMulheres exibem produtos variados na foto de encerramento da roda de conversa. Mulheres e plantas cultivadas possuem uma estreita relação para os povos do Rio Negro.
UntitledFrancy Silva voltando para casa com seu aturá cheio de cascas de caraípe nas costa.
UntitledDona Carol e Francy Silva peneiram o barro (dekai) para tirar pedras e outros tipos de restos.
UntitledDepois de um longo dia de trabalho, mulheres Baniwa sentadas no centro comunitário. Momento de partilha com toda a comunidade, sempre compartilhando seus alimentos.
UntitledDona Laura molda a argila em tábua de madeira.
UntitledDois pratos recém moldado e um pote de água para ajudar a moldar.
UntitledNa foto tem semente de Inajá e uma pedra que servem para alisar e fazer brilhar as cerâmicas.
UntitledRegistro do cotidiano da roça. Dona Isaura na sua roça de abacaxis, na qual falou sobre o seus cultivos, variedades de manivas, tipos de abacxi e outras frutas. Falando sobre o cuidado que deve ter com a roça.
UntitledRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Mulher Baniwa pintando uma padrão de grafismo Baniwa em uma cerâmica, usando fios de cabelo para fazer o desenho.
UntitledMulher baniwa pintando sua cerâmica com grafismo indígena.
UntitledA direita está Dona Arcélia e esquerda Dona Maria Brasão cortando lenha para fazer a fogueira e queimar as cerâmicas.
UntitledPeças de Cerâmicas queimando na fogueira.
UntitledCerâmicas com pigmento verde acima do fogo, sendo defumadas.
UntitledDona Carol queimando as suas peças pequenas no forno de cerâmica.
UntitledDona Cristina Santos puxando fibra de tucum, usando suas habilidades de mestra.
UntitledMandiocas lavados dentro do aturá e outras ainda estão dentro da água.
UntitledAs mulheres estão puxando tucum para poder tirar os fios. Na imagem estão Dona Iris Bitencourt, Mariela Batista, Isabel Castro e Bidoca Castro.
UntitledNa imagem a Dona Virgília Almeida está com seu feixe de tucum na cabeça, no meio da floresta, juntamente com as outras mulheres.
UntitledNa foto está Dona Lúcia Emílio está com seu tucum tingido na mão, com cor vermelha. E perto dela está outros tucuns de cores vermelhos e amarelos, que foram tingidos nesse processo de tingimentos. O material é tudo tirado dos quintais que são usados para tingir tucum, sempre usando técnicas tradicionais.
UntitledNa foto vemos uma panela com casca de castanheira fervendo. A casca de castanheira serve como fixador.
UntitledNa foto temos tucum rama, é a matéria-prima de cor natural, depois de lavar e secar, o tucum fica bem branca. Ficando pronto para fazer vários tipos de artesanatos e pode ser fiado para ser novelo.
UntitledNa foto vemos tucum já tingido com mangarataia. Mangarataia é uma raiz. Depois socar as raízes na panela e misturar com fixador, é levado ao fogo para ferver. Em seguida é colocado tucum branca na panela, e deixar ferver por uns minutos, até pegar ficar no ponto de tirar da panela. Enquanto isso as mulheres vão mexendo sempre para poder pegar a cor amarela.
UntitledAs pessoas da comunidade todos indo em fileira para centro comunitário. Todos estão com algo nas mãos de crianças aos mais velhos. No dabucurí eles levam para oferecer peixes, caças, frutas diversos, farinha, beiju, curada, tapioca, caxiri e outros.
UntitledNa foto estão tocando japurutu e dançando, o Senhor Paulino e Bibiana, Ilda e Messias. Atrás outras pessoas da comunidade vão deixando no meio as coisas que estão oferecendo as professores.
UntitledA foto vemos um aturá com Feixe de maniva, que estão na beira da roça, que vai ser plantada.
UntitledUma roça recém queimada, que já está plantada. A dona da roça no meio, quebrando manivas.
UntitledNa foto vemos uma enorme panela no fogo. Dentro da panela está o líquido tirado da mandioca, o preparo leva muito tempo para poder ficar pronto, que chamamos de “tucupi”, que é nosso único tempero, que colocamos no peixe.
UntitledDona Aparecida seguindo seu esposo na trilha, e sua filhinha atrás dela.
UntitledDepois de um longo processo de fazer o beiju, usando toda sabedoria do “fazer”, enfim está pronto o beiju para fazer caxiri.
UntitledA Dona Lúcia em seu quintal moqueando (defumando) pedaços de surubim (pintada), debaixo de açaizeiros.
UntitledNa imagem vemos várias panelas de caribé (beiju fervido), mingau (farinha fervida), mingau com goma, mingau de abacaxi. Na comunidade sempre há momentos de compartilhar comida com demais parentes nos centros comunitários. Que chamamos de caribé, onde levamos nossa comida para comer juntos.
UntitledCanoa sendo carregada por vários homens para ultrapassar pedras da cachoeira. Registro da dificuldade para se chegar à Ucuqui-Cachoeira, depois de muitos dias de viagem.
UntitledA casa de Pimenta Baniwa tem várias unidades na bacia do Içana, sendo uma delas na comunidade de Ucuqui.
UntitledA maloca é onde se realizam as refeições coletivas ao longo da semana e também todas as reuniões, cerimônias e festas coletivas de toda a comunidade.
UntitledApresentação de 11 espécies diferentes de pimentas cultivadas na roça da D. Dulcila Fontes. Pimentas são bastante apreciadas na região, fazem parte da cosmologia nativa e geram renda a partir de uma rede de produtos sustentáveis.
UntitledNádma apresenta o tuberculo do cará na sua roça, ao lado do pé de cará. Além das manivas e pimentas que constituem os principais cultivos de roça, as mulheres de Ucuqui apresentam grande diversidade de plantio.
UntitledVerônica a caminho de sua roça navegando com canoa e motor de polpa para chegar até a sua roça. Navegar pelo igarapé é uma rotina das mulheres.
UntitledD. Carmem apresenta as manivas com seus nomes em baniwa. Falou sobre o cuidado que tem com suas manivas e plantas que tem na roça. Contou a história do Kaali o dono da roça, segundo nossas narrativas, dizendo que para agradar o dono da roça, precisa fazer caxirí e assim ter sempre mandioca na roça. As manivas são o principal cultivo da roça e as mandiocas, suas raízes, são a base do consumo alimentar da comunidade.
UntitledA caminho da roça, uma mulher carrega seu mingau de cubiu. Quando a mulher vai para roça sempre leva algo para seus filhos. Aqui a mulher levou mingau de cubío, uma fruta comum que tem nas roças
UntitledLúcia exibe suas manivas na roça. Na roça sempre há enormes diversidade e variedade de manivas cultivadas pelas mulheres da comunidade.
UntitledDepois de visitar todas as roças da comunidade, reunimos todas as mulheres na maloca para um compartilhamento de sementes, cultivos, histórias e saberes. Nessa foto, Lorena, Francineia e Júlia, componentes da equipe, integram a roda.
UntitledDona Carol e Arcélia peneiram as cinzas.
UntitledRegistros de técnicas e processos de modelagem após a subida inicial das peças de cerâmicas. A jovem Francy Silva ensinando às meninas Baniwa como moldar a cerâmica.
UntitledNa foto a Madalena faz teste no korawali (apito) para ver se está soando bem.
UntitledJovem garota baniwa lustra pequeno prato de cerâmica.
UntitledDona Maria Brazão lustrando seu prato, e fazendo acabamento e polindo seu prato para ficar brilhoso, usando caroço de inajá na finalização
UntitledRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Diferentes tipos e cores de tinta para pintar os padrões das cerâmicas.
UntitledRegistro de técnicas e processos de pintura das peças de cerâmica antes da queima. Peças que vão ser pintadas e os matérias que vão ser usado nesse processo de pintura.
UntitledFrancy Baniwa na oficina de audiovisual ensinando à algumas crianças da comunidade a operar a câmera.
UntitledDona Cristina com gancho e tucum na mão e Graciela passando no meio a uma roça de capoeira.
UntitledDona Graziela Fontes tirando tucum do talo cheio de espinhos.
UntitledNessa imagem as mulheres depois de tirar tucum, estavam no meio da roça aguardando as demais mulheres.
UntitledTucum já puxado e suas folhas no chão.
UntitledA Dona Graciela lavando seus tucuns e suas filhas perto dela tomando banho, sempre perto para aprender.
UntitledNa imagem vemos o trabalho coletivo entre as mulheres e crianças da comunidade, para puxar seus feixes de tucum.
UntitledNesta imagem as mulheres estão caminhando em meio às manivas chegando na roça.
UntitledNa imagem pudemos ver as mulheres arrancando mandioca na roça. Usando suas técnicas milenares, do cuidar das manivas, de como deve ser feito, sempre usando métodos próprio. Fazendo fogo, capinando e fazendo replantio novamente.
UntitledÀ direita é a Dona Graciela, Cristina, Nilda e sua prima. As mulheres descansam numa grande árvore que estava no meio da roça. Depois de muito tempo de cultivo de mandioca, hoje só tem batatas doce.
UntitledNessa imagem vemos a Dona Cristina em sua roça, e seu aturá perto. Nesse momento ela fala de todas as maniwa que ela tem na roça, com seus respectivos nomes.
UntitledNa imagem vemos flores de uma maniva e algumas frutas. O registro foi feito na roça da Dona Cristina Camico, durante visita à sua roça, na qual fizemos muitos registros sobre diversidade de maniva que ela planta em sua roça, os nomes todos em Baniwa.
UntitledNesse período, o principal desafio das comunidades e organizações indígenas passou da repressão imposta pelo sistema de escolarização dos missionários à resistência das autoridades oficiais de educação em reconhecer e apoiar as escolas indígenas, conforme assegurado na Constituição Federal de 1998
UntitledCom o tema Manejo do Mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro, o seminário que teve início hoje (9/4) tem como objetivo propiciar o diálogo entre várias concepções indígenas sobre manejo de recursos naturais, práticas de observação da natureza na constituição de calendários ecológicos, ciclo de vida dos animais e das pessoas; práticas de manejo ambiental que vêm sendo desenvolvidos pelas associações indígenas locais, discursos e articulações com diversos atores sejam cientistas, políticos, sociedade civil em torno da problemática das mudanças climáticas.
UntitledCena do rio Negro em frente ao prédio do Instituto Socioambiental, em São Gabriel da Cachoeira
UntitledRegistro do primeiro dia da viagem de subida entre São Gabriel e São Joaquim. A chegada em Tunuí foi realizada à noite, portanto não houve registro da aldeia neste dia, somente no dia seguinte.
Participantes: Armindo de Souza Brazão, piloto de voadeira.
Cenas do entardecer em São Joaquim.
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