Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôAldeia Cachoeira
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Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
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Coletivo KrahôO cantor de maracá (Cotojcrer) Antônio Cahxêt, da Aldeia Cachoeira, apresenta uma cantiga que conta do ratinho (amxôre) e do calanguinho (ajpryre) da Chapada;
Essa Cantiga é executada ao amanhecer, geralmente entre 5h e 6h da manhã.
O acompanham as cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj.
Cantor da Aldeia Bacuri, Carlito Pànrã Krahô acompanhado das cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer).
Cantiga do veado mateiro (jãxy), que não anda na Chapada não, gosta de andar no mato; a cantiga segue contando sobre o pé de babaçu (rõrtipàr). Sobre o jaó-do-mato (capure); sobre a moça linda (me cupry impej); sobre a arara bonita (pànre); sobre a rapozinha (xore) e finaliza sobre o filhotinho do veado (pokrare).
Ambrósio Cupêhkaj Krahô, cantor (increr) da Aldeia Cachoeira canta a Cantiga do Canarinho usando o maracá (cotoj) e com o Xÿ (cinto) amarrado na cintura.
Levada mais lenta.
Acompanhado das cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer)
Ambrósio Cupehkaj Krahô, cantor (increr) da Aldeia Cachoeira canta a Cantiga do Canarinho usando o cotoj (maracá) e com o Xy (cinto) amarrado na cintura. Levada mais acelerada.
Acompanhado das cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer) que fala sobre passarinhos do mato; sobre morcego (xêpre); sobre a anta pretinha (cukryt).
Com passos, pulos e danças. Hunte explica que “a dança, o jeito de pular e seguir o ritmo do maracá (cotoj) agrupa toda a experiência do próprio povo”.
Dança da moçada (mêntuw jõkrun xà); existe um movimento de dois pares de cantores, dois kahaeré e dois homré em volta do pátio disputam na cantoria. O cantor inicia e a cantora tem que responder, se não fizer bem, pode ser conquistada por ele.
Cena de fora da casa onde está acontecendo o velório do Sr.Domingo Caxêt Krahô. Alguns homens sentados voltados para dentro da casa acompanham o movimento.
Os mestres cantores o cacique da Aldeia Cachoeira, Sr.Odilio Pêha Krahô, Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco e Abílio Côhcawe Krahô.
mantém o canto continuo, assim como a “dança”.
São executados duas músicas do Amjekin Pepcahàc (Iniciação de crianças e jovens) com formas diferentes:
1ª - Cahtyti
2ª - Harapêre
Fala do Sr.Odilio Pêha Krahô, cacique da Aldeia Cachoeira, sobre o Amekin Cahtyti, ritual que engloba o Pepcahàc do qual, o Sr.Domingo Caxêt, o falecido, participou quando era jovem.
Coletivo KrahôCemitério = kre
Homem cavando cova. Tem a pessoa certa para essa função. O genro do falecido com ajuda de toda a sua família cuida dessa parte que inclui: pegar pau no mato, pegar e colocar folhas de palmeira bacaba sobre a cova.
Boa cena da noite mantendo a imagem focada do cantor de maracá (Cotojcrer) - Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri no pátio.
Coletivo KrahôJosé Cadete Jóhê Krahô o Hôkehcate “chamador” no meio do pátio central (cá) faz o chamado – cena muito curta
Coletivo KrahôJosé Cadete Jóhê Krahô, convoca os parentes do Cantor (Increr) que está com o maracá (cotoj); estimula para as mulheres se animarem; chamando para as mulheres (caháj) virem cantar: Hõkjêr cate e Capêr jõxwýn.
Em seu chamado, Zé Cadete Jóhê Krahô pede para virem prestigiar o cantador (increr) Carlito Pànnã Krahô da Aldeia Bacuri que está com o maracá (cotoj) no pátio central (cá). Convoca os parentes dele para participar. Anima constantemente as mulheres cantoras durante o ritual (Amjekin).
As cantoras profissionais, usam os adereços rituais de uso só das cantoras (Hokrepoj), são eles:
- Kratre (cuínha) – enfeite usado pelas jovens associadas aos rituais de iniciação masculina (LADEIRA, 2012)
- Kôjker - apito/pente que fica pendurado na cantora amarrado com uma trança especial, atualmente enfeitado com medalinhas; antigamente penduravam unha de veado nas pontas da trança. O Kôjker, ajuda a abrir mais a voz, dar coragem para a mulher enfrentar o público.
- Hahi - “é uma tira larga tecida com algodão que possui um feixe em suas extremidades feito de diversos fios de algodão revestidos de miçangas e finalizado com pingentes também de algodão. No passado, no lugar de miçangas eram usadas as sementes de tiririca. É usada atravessada no peito e pintada com a tinta vermelha do urucum, que de tempos em tempos precisa ser renovada. Atualmente, o fio de algodão vem sendo substituído pela linha de crochê, devido à variedade de cores que esta apresenta, o que estimulou a criação de novos modelos mais coloridos, ainda que mantida a variedade nos padrões, iroc, da tecelagem. Emblema das boas cantadoras, não são todas as mulheres que podem usar um Kaxýtprẽp, ou hahῖ (como é comumente designado) no pátio. Algumas meninas, escolhidas pelo timbre de sua voz, depois de serem preparadas com infusões e ensinamentos para cantarem, recebem o Kaxýtprẽp de uma cantadora mais velha. Assim, as jovens cantadoras passam a ter a obrigação de serem as primeiras a chegar ao pátio quando o cantador pega o maracá, e devem permanecer cantando até o final.” (LADEIRA,2012)
Últimos segundos do soar do maracá, de imediato as meninas atentas à regência rítmica se olham e se dispersam todas juntas.
Coletivo KrahôCena com Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco - considerado pelo povo Krahô um “Pat-re” = Mestre da Cultura, profundo entendedor da cultura - cantando a música de finalização do Cacot acompanhado do Sr.Odilio Pêha (cacique da Aldeia Cachoeira) único que possui o direito de juntar e carregar o feixe de flechas Cacot. É o Sr.Odilio Pêha também que escolhe para quem vai entregar o feixe de Cacot.
Contornando a via principal que dá acesso ás casas (Kriikapé) da aldeia (krin) e entrando nas vias menores (prÿcarã) que dão acesso ao pátio central (cà) até mais ou menos o meio Sr. Tejapoc canta e faz um gesto balançando um único cacot que leva na mão. No momento que em que o Sr.Tejapoc acenou mandou o espirito da ave dona do Cacot de volta para a natureza. “Durante todo a festa/ritual (amjekin) o espirito do passarinho ficou com a gente. Agora ele já pode voltar para a mata. Fica o povo lá.” Foi essa ave que ensinou aos Krahô o Cacot. Segundo Gregório Huhtê trata-se do “Kôtti” = Uru-Coroado, que possui ligação com o milho e sua calda se assemelha muito à duas flechas. O Kôtti também gosta de cantar ao amanhecer, horário em que é liberado da festa para retornar ao cerrado. Outros nos explicaram que o Dono do Cacot é a ave conhecida regionalmente por Bico de Brasa = Xororó (ave pretinha do bico alaranjado vivo)
Música especifica de finalização do Cacot. Somente o Sr.Tejapoc sabe cantar essa música que deve ser entoada em voz bem baixa. Andando em cada rua radial Tejapoc canta essa palavra e volta. Ninguém pode cantar, e nem falar alto. Ninguém pode cantar essa música em outra ocasião. Não é uma cantiga coletiva, e nem coral. É a única música especifica do Cacot.
Existem outras cantigas de cacot, mas entoadas fora desse ritual de cacot, geralmente no pátio com coro feminino e cantor de maracá.
Os que jogam/disputam com as flechas, não tem esse direito.
Depoimento do Sr.Jõhi “Mundico” falando com os anciãos Dovacir Xêpym Krahô e Divaldo Pepti Krahô. Fala na língua. Em baixo das mangueiras no circulo entre jovens e lideranças masculinas. Incentivando os anciãos a repassar suas inteligências na língua, pois são mais conhecedores de antigamente.
“Antigamente era um esquema muito diferente do de agora. Os jovens merecem aprender e o velhos não estão explicando”
Continuação da fala de Francisco Potyt em plano mais aberto onde aparecem vários jovens registrando em equipamentos variados a entrevista.
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Coletivo KrahôCantor (increr) Domingos Kajré canta duas músicas acompanhado das duas cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj.
A primeira cantiga é sobre a arara azul (pànre) e o papagaio curico (Kãre), e a segunda sobre o Anú (paráre) ave que gosta de sair à noite.
As cantoras escolhidas para esses registros, são consideradas para o povo Krahô como “profissionais” e são convidadas por outras aldeias para participar de importantes Amjekins (festas/rituais). Já passaram pelas principais festas/rituais de iniciação de cantoras, tendo usado os adornos específicos de cantoras como o Hahi e o Kratre. Segundo Huntê, elas “tem aquele secura/vontade de cantar, cantam com som bonito...as meninas chegam cedo no pátio.”
Kaxýtprẽp ou Hahi
“Kaxýtprẽp é uma tira larga tecida com algodão que possui um feixe em suas extremidades feito de diversos ios de algodão revestidos de miçangas e inalizado com pingentes também de algodão. No passado, no lugar de miçangas eram usadas as sementes de tiririca. É usada atravessada no peito e pintada com a tinta vermelha do urucum, que de tempos em tempos precisa ser renovada. Atualmente, o io de algodão vem sendo substituído pela linha de crochê, devido à variedade de cores que esta apresenta, o que estimulou a criação de novos modelos mais coloridos, ainda que mantida a variedade nos padrões, iroc, da tecelagem. Emblema das boas cantadoras, não são todas as mulheres que podem usar um Kaxýtprẽp, ou hahῖ (como é comumente designado) no pátio. Algumas meninas, escolhidas pelo timbre de sua voz, depois de serem preparadas com infusões e ensinamentos para cantarem, recebem o Kaxýtprẽp de uma cantadora mais velha. Assim, as jovens cantadoras passam a ter a obrigação de serem as primeiras a chegar ao pátio quando o cantador pega o maracá, e devem permanecer cantando até o final.” (LADEIRA, 2012)
Cantor (icrer) da Aldeia Pedra Branca, Tomi Krahô acompanhado das cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj canta com maracá (cotoj) e o com o corpo pintado de ururcum. Cantiga da Tarde, geralmente executada depois das 16h A cantiga conta sobre o pé-de-bacuri (cumxê); rolinha pintadinha (tutre); cotia (cukênre); peixe preto (teptyc). Francisco Potyt faz uma interferência com um chamado durante o inicio da cantiga.
Na cena muitas crianças observando os cantores; alguns jovens registrando com celulares; anciãos e professores acompanhando. Leonardo Pires Rosse (Museu do índio) gravando em áudio.
Áudio sobre aprendizagem musical / cena com crianças na roda.
José Cadete Jõhê, mandando Osmar Cuhkõ animar mais e as hõkrepoj cantar mais.
Osmar Cuhkõ , cantor (increr) da Aldeia Manoel Alves, canta Cantiga da Tarde, acompanhado pelas cantoras (hokrepôj) Côhcahac e Terehkwyj.
Sr.Divaldo Pêpti, ancião da Aldeia Cachoeira fala na língua nativa sobre seu gosto pela música em sua juventude. Trecho muito curto.
Coletivo KrahôSr.Getúlio Kruwakraj Krahô contando na língua sobre seu tempo de rapaz.
Coletivo KrahôAlunos jovens e adultos, na sala de aula com uma professora não índia da Escola Indígena Crôkroc (homenagem ao grande cacique Crôkroc falecido em 2013) na Aldeia Cachoeira, registram de forma escrita e desenhada as atividades realizadas durante o dia.
Coletivo KrahôCantiga do Xexéu = Pêhàre[ti]
Só canta à tarde = Pyt Kãm pit m~e to cre
Cantoras (Hõkrepôj):
Jogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
Cantores (Increr):
Domingos Kaj Krahô
Carlito Pànrã Krahô
Ambrósio Cup~ehkaj Krahô
No kricape tem varias cantorias por exemplo quando finaliza-se a festa de Pempkahac ou a festa da Batata, ou Ketwajê.
Quem é artista quando chega depois da corrida vai procurar o Xy e colocar na cintura pra cantar “ do que ele aprendeu ele vai soltar, cantando”.
Quando não sabe mais passa para outro cantor que vai continuar na sequencia.
Comentários do Huntê sobre a matemática dos cantos do espaço da Aldeia (krin):
Os cantores tem que imaginar e medir a aldeia. Fazer um planejamento do espaço. Não pode levar muito tempo cantando a mesma cantiga/estrofe.
Quando você canta no pátio você tem que já colocar na linha certa. Música é planejada, se planeja oralmente e mentalmente.
Cena de cima da árvore filmando alguns mehin esperando a tora Pohy jo Crow. Os anciãos Getúlio e Tejapoc aparecem.
Coletivo KrahôAmê Kôt - descanso da comunidade no pátio.
Coletivo KrahôHomens de todas as idades caminhando para a casa Whyty levando os presentes recebidos pela cantora solista.
Coletivo KrahôImagem um pouco tremida; grupo de homens vai até a casa do menino Pohypre (“príncipe do milho”); chegando lá Osmar Cuhkõ canta música de Whyty.
Coletivo KrahôXaape Krahô tirando os tecidos (cupêxê) do corpo de Sulivan que fica apenas com o côfo (feito da folha do buriti) cheio de petecas. No pátio o espera também ornado de tecidos no dorso e cabeça Marcelo Purcux`y, esse também “príncipe do milho” – pohypre – que ajoelhado rebate para a comunidade as petecas enviadas por Sulivam.
Coletivo KrahôAndorinho (Arlindo) Cakrô canta – IHTYCTYJRE – música de levar sucuri (hoti) para o pátio - padrinho do inverno – partido Catamjê – chuvas; água.
Hohti to Cator Catê = acompanhador de sucuri
Claudete Terehkwyj Krahô e outras mulheres (pyjê) indo para uma casa
Coletivo KrahôJovens e crianças do sexo masculino chegando da corrida do Hotre (“torinha do milho”); um grupo de mulheres e crianças menores observa e depois se junta no caminho para o pátio. Dentre o grupo: Eliete Côhcahàc e Silvia Hõrõt Krahô.
Coletivo KrahôHomens e rapazes segurando folhas e galhos com folhas verdes entram na Casa do Rohti (Sucuri). “Rohti jurkwa”
Coletivo KrahôTalmã Hutên Catê. Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Cantiga do Gavião. e a fila = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà).
Coletivo KrahôRa cà mã cator (chegando no pátio). Filmado do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê). Cantiga do Gavião. O Cacique e CrocCroc, os dois anciãos que estão nos primeiros lugares da fila por uma questão de “hierarquia cultural” aparecem de olhos fechados em postura de muita concentração e entrega aos Ritual/Amjekin.
Coletivo KrahôContinuação. Cena filmada do alto de uma árvore. A fila de homens = Sucuri (Rohti) indo lentamente ao pátio central (Cà). Andorinho Cakrô Krahô - Acompanhador da Sucuri (Rohti to Cator catê pê quêt, wacmejê to Cator Catê).Imagem de Faustino Krôkrôc (Liderança=Pahhi) na frente (falecido em 2013 ofendido por cobra). Aparecem acompanhando os registros Souza Krahô; Leonardo Pires Rosse e Ana Gabriela Morin.
Coletivo KrahôFaustino CrocCroc (falecido) e Johi “Mundico” Krahô conversam baixinho olhando para os homens Catamjê que estão ali no Cá ouvindo o que os mais velhos estão decidindo; quem será o novo líder sazonal – “prefeito” = Homré
Coletivo KrahôO cantor (increr) Andorinha cantando à sombra das mangueira.
Coletivo KrahôGrupo de homens; cortando a vaca para dividir a carne.
Coletivo KrahôHomens aguardando reunião.
Coletivo KrahôA pesquisadora Veronica Aldè (Prodocson) discursa para alguns índios.
Coletivo KrahôContinuação da fala do pesquisador e cacique da Aldeia Manoel Alves Dodanin Piiken Krahô, ao lado de Veronica Aldé, sobre os objetivos do projeto, (parte em língua nativa e parte em português).
Coletivo KrahôFala em língua nativa.do Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco, considerado padle (mestre maior da cultura);
Coletivo KrahôJogo de petecas (Põhyhpry); brincadeira de petecas; final de mandato Wacmejê partido do verão/seca.
Coletivo KrahôDepoimento do vice-cacique (Pahhi jori) Sr.Quinquin da Aldeia Cachoeira falando na língua nativa para seu povo animar nesta festa; pra ficar felizes como era antes.
Amjekin na mê Cuma ampo jarên xà pahi Krac rè hopen catê.
Zé Cadete (Johê Krahô), conta da narrativa do Pajé da chuva e seu cunhado (Crowjikôt); o ancião e historiador conta como que um cunhado quase acabou com o outro cunhado com feitiço.
Hahàkrê mê cumã ampo jarê, caj wyrjapê – mêhot caprar catejê. Me to curan mã.
Hipêr tamã - continuação do arquivo 3546; Zé Cadete (Johê Krahô), conta da narrativa do Pajé da chuva e seu cunhado (Crowjikôt); o ancião e historiador conta como que um cunhado quase acabou com o outro cunhado com feitiço.
Coletivo KrahôDuas mulheres pintando dois homens com jenipapo (prôtti). A mais velha se chama Dª.Iracy Wapyr é da Aldeia Rio Vermelho. A mais nova Mª Claudina Romkwyj e é da Aldeia Cachoeira. O primeiro homem se chama Pedrinho Hampà Krahô, e o segundo, José Lindo Xêpým Krahô.
Coletivo KrahôItamar Cakãhhy Krahô sendo pintado com tinta de jenipapo (prôtti).
Coletivo KrahôVelório = mehtyc
Canto fúnebre dentro da casa do falecido Sr.Domingo Caxêt Krahô. Três mestres anciãos (mekore) conduzem o canto fúnebre ritual balançando o corpo, são: o cacique da Aldeia Cachoeira, Sr.Odilio Pêha Krahô, Sr.Odecir Tejapôc Krahô, da Aldeia Pé-de-Côco e Abílio Côhcawe Krahô.
Os anciãos cantam rezando. A escolha desse canto especifico diz respeito ao falecido ter sido um homem importante na cultura; cantador de maracá (Cotoj Inkre`r ) e essa música foi cantada em seu ritual de iniciação durante a infância - Amjekin Pepcahàc (Iniciação de crianças e jovens.
As três mulheres em volta do falecido são suas parentes. Ou quando jovens namoraram. Através do choro estão falando com o espírito do falecido pedindo para não fazer mal para a família, não assombrar, nem assustar ninguém. O lamento é uma forma de diálogo com o espírito. Também é no lamento que as mulheres comentam sobre algum fato ocorrido entre elas e o falecido, alguma conversa, uma convivência, uma farra; as características daquela pessoa; o bem que a pessoa fez.
Cena do enterro; muitas moças e crianças acompanham atentas todo o processo; homens aparentados rastelam as folhas; duas mulheres mais velhas sentadas choram e lamentam permanentemente;
Coletivo KrahôNo pátio da Aldeia Cachoeira de noite o chamador (Hôkehcate) Zé Cadete Jôhê anima o cantador (Kö`tojkatë) Carlito Intohôc Krahô da Aldeia Bacuri e a comunidade.
Coletivo KrahôAmanhecer do dia depois da noite inteira de cantoria no pátio; grupo feminino acompanhado do cantador (Kö`tojkatë) Antônio Tàmi Krahô da Aldeia Pedra Branca com seu maracá. D.ªPerolina; Creuza Prumkwyj; dentre outras cantoras; e Leonardo Pires Rosse registrando o áudio.
Coletivo KrahôAs meninas cantoras vem chegando para acompanhar o cantor (increr) Carlito Pànrã Krahô da Aldeia Bacuri. São elas: Mailza Kujkô Krahô, usando o Hahi, e Jõxen Krahô usando o Kratre. Cantam cantiga do peixe-mandi e seu burburinho.
Coletivo KrahôCarlitos Pànrã, da Aldeia Bacuri, cantador (inkrer) de maracá (cotoj) no pátio com côro de mulheres canta a Cantiga do Quati (Wakô) que é executada de dia.
Coletivo KrahôSr.Tejapoc e Sr.Xêpym que segura o feixe de cacot (flechas com ponta de peteca de palha de milho) no pátio central (cà).
Coletivo KrahôCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
Coletivo KrahôCantiga de kricapé pelo cantor Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira. Pintado de urucum e jenipapo canta solo cantiga executada à tarde no kricapé (via circular que contorna a aldeia). Durante o caminho recebe água na cabaça de uma parente próxima. Canto executado sem maracá. Na mão ele segura um pequeno gravador digital. Em sua cintura está amarrado o Txy = cinto feito de muitas “cabecinhas” de cabaça cortada que se chocam uma as outras percutindo e fazendo um som característico.
Coletivo KrahôDepoimento do Sr.Getúlio Krwakraj (Aldeia Manoel Alves) na língua. Contando a história do Pohyhpry – ritual da colheita do milho, de seus conhecimentos no tempo em que os Krahô (mehi) só movimentavam na cultura.
“Não existia educação, saúde, renda, nada disso.” Sr.Getúlio Krwakraj
Depoimento do Sr.Getúlio Krwakraj na língua sobre sua experiência na juventude, da importância dos jovens serem bons corredores. Explica que toda a comunidade confia em quem é bom corredor.
Gregório Huntê comenta sobre o ornamento de cabeça utilizado por Getúlio e chamado de honka do modelo antigo preparado no período da seca com folha de babaçu; folha já amarela, representando o partido Wakmeje. Hoje os homens usam um ornamento com duas “antenas” na parte anterior, como sendo uma variação do honka. Honka é feito da palha “olho” do babaçu
Honka é feito da palha “olho” do babaçu.
Áudio se mantém no depoimento do Sr.Getúlio Krwakraj na língua enquanto filma as pessoas que estão na roda de conversa ouvindo o discurso. Conta que para se plantar o milho para essas festas Pohypre, Cacot e Pohy jõ Crow a pessoa deve fazer vários resguardos, não pode plantar de qualquer jeito; continua incentivando os jovens a se prepararem para serem bons atletas. José Lindo Xepym Krahô e José Cadete participam. Souza Prehtyc, cacique (Pahhi) da Aldeia Pé de Coco (Rõr Pàr Pyxit).
Coletivo KrahôCreuza Prunkroi e Veronica Aldè (Xaaprit) na cena arrumando os equipamentos depois Creuza Prunkroi (Prum) faz uma pergunta na língua para os anciãos.
Coletivo KrahôGritos dos partidos Catamjê e Wacmjê.
Txai: Ihtyctyjre catámjê gritando e respondendo o desafio de Andorinha Cakrô, cantando Wacmjê. O desafio diz respeito à corrida de tora entre os dois partidos (seca e inverno).
Na rua, perto das casas muitos jovens registrando com gravadores, filmadoras e máquinas fotográficas o Canto da Sucuri pelo cantor (inkrer) Andorinha Cakrô da Aldeia Cachoeira.
Andorinho Cakrô está respondendo o grito do João Duruteu Txai que é o Ihtyctyjre.
Ihtyctyjre são as pessoas que sabem responder o grito do partido oposto.
Catámjê só tem esse grito; Wacmjê tem dois jeitos e gritar (existe uma divisão dentro do poder dele).
O movimento Catámjê é muito mais bonito afirma Gregório Huhtê.
O ancião catámjê quanto mais seu grupo é melhor, aconselha os jovens wacmjê a fazer mais resguardo, não pode comer muito, senão nunca vai ganhar. E o ancião wacmjê também fala aconselhando os jovens catámjê.
Vice-cacique da Aldeia Cachoeira Sr. Quinquin Juarez brincando com os amigos.
Coletivo KrahôFala na lingua nativa do cacique da Aldeia Cachoeira Sr.Odilio Pêhà – discorre sobre seu papel diante da comunidade; pede aos jovens que escutem mais e respeitem os costumes dos antigos;
Coletivo KrahôO Francisco Popyt é cantor (increr) profissional de Wyty, Copo e Xy, não é de maracá (Cotoj).
Dizendo que as mulheres tem reponsabilidade de cuidar bem dos velhos cantores; não “judiar”, contribuir com esse profissional de desempenha um papel importante para toda a comunidade.
Cantiga do Potyt esta falando sobre mulher. Como é que mulher pode tratar ele, por ele ser um artista. A mulher tem que ter responsabilidade de dar tudo certo para ele; não pode judiar. Porque ele é uma pessoa que está no centro do mundo.
Nessa pasta temos 21 cenas que registram a corrida de tóra de buriti realizada por ocasião do ritual Amjekim Pohy jõ Crow (Plantio do Milho) na Aldeia Cachoeira
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Coletivo KrahôNessa pasta temos 24 arquivos que registram o momento em que várias pessoas estão fazendo o corte tradicional de cabelo na Aldeia Cachoeira se preparando para os Rituais previstos.
Coletivo KrahôZé Cadete Jõhê (hõkjêr catê = chamador) pintado e ornado chamando e avisando os jovens (mentwaies) para o encontro de cantores.
Coletivo KrahôGregório Huhtê explica para a comunidade na língua nativa sobre o propósito do encontro e sobre o Projeto o Trabalho da Memória através dos Cantos. Ninguém deve ficar triste pois não tem ninguém doente nesse momento. Avise os dois anciãos que foram escolhidos para serem os chamadores (hõkjêr catê) do encontro. O desejo que esses registros possam ser utilizados na Escola e de outras formas.
Coletivo KrahôContinuação do cantor de maracá (Cotojcrer) Antônio Cahxêt, da Aldeia Cachoeira que apresenta uma cantiga que conta do ratinho (amxôre) e do calanguinho (ajpryre) da Chapada; o acompanham as cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj.
Coletivo KrahôAmbrósio Cupehkaj Krahô, cantor (increr) da Aldeia Cachoeira canta a Cantiga do Canarinho usando o cotoj e com o Xy (cinto) amarrado na cintura. Levada mais rápida. .Acompanhado das cantoras (hokrepô) Côhcahac e Terehkwyj executa a cantiga de maracá (cotojcrer) que fala sobre cigarra (kohkot) e andorinha (xiprôre).
Com passos, pulos e danças bem acelerados.
Sr. Olegário Tejapôc da Aldeia Pé de Coco amarrando o Xy na perna direita. Cena muito curta.
Coletivo KrahôSr.Olegário Tejapoc Krahô em depoimento diz na língua nativa que vai gravar para deixar o registro para os seus netos em um lugar seguro, bem guardado pois ele já está de idade.
Sr.Olegário Tejapoc Krahô canta e dança com o Xy amarrado à perna, música que faz a Abertura; importante para iniciar as grandes festas/rituais (Amjekin) como o Ketwajê, Pepcahac e Pohypre.
“Música que representa as caçadas. Grande Festa.”
Bonita imagem da comunidade no pátio cantando a Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti]
Só canta à tarde = Pyt Kãm pit mê to cre
Cantoras (Hõkrepôj): Jogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
Cantores (Increr): Domingos Kaj Krahô / Carlito Pànrã Krahô / Ambrósio Cupêhkaj Krahô
Música do Xexéu, pássaro que come ingá. Só canta na parte da tarde. Essa cantiga está por dentro e é sócia de todas as festas.
.A cantiga do xexéu fala sobre ele mesmo. A formação dele - sobre o bico, as penas. Ele que ensinou essa musica para os mehin. A cantiga fala sobre limpeza na aldeia, sobre estrada limpa.
O xexéu, o canarinho, e o pássaro preto do cerrado são os três pássaros que mais cantam e são inteligentes. O xexéu imita o quati também, faz ninho nas arvores altas ou junto com os marimbondos.
Desses três, o canarinho é o mais inteligente, emenda um canto no outro; o xexéu da um espacinho. O canarinho vai imitar a cantiga de vários outros pássaros porque eles estão ligados nele. Outros pássaros que não podem cantar pedem pro compadre (honpin) canarinho para cantar por eles. O canarinho não pode cantar sobre o xexéu nem sobre outros pássaros cantores. Tem que cantar só pelo pássaro com quem combinou, que fez acordo com ele; igual cupen (não índio)
Continuação da Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti] entoada pela comunidade que canta contornando o Kricapé
Só canta à tarde = Pyt Kãm pit m~e to cre
Cantoras (Hõkrepôj):
Jogãn Krahô e Luzia Huhkô Krahô
Cantores (Increr):
Domingos Kaj Krahô
Carlito Pànrã Krahô
Ambrósio Cup~ehkaj Krahô
Continuação da Cantiga do Xexéu = Pêhàre[ti] entoada pela comunidade que canta contornando o Kricapé. Muitas crianças, moças e mulheres (pyjê) acompanham o grupo de homens (mêhumre). Algumas mulheres comem manga; Huntê comenta que comem a manga imitando o Xexeu.
Coletivo Krahô