Tupinambá
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Em seu A CRIANÇA E A MULHER TUPINAMBÁ, o Prof. José de Ribamar Chaves Caldeira analisa antologicamente uma sociedade fundamental para a formaçào sociocultural brasileira, em especial do Maranhão: os Tupinambás. A análise da criança e da mulher Tupinambá nos possibilita uma viagem pelo universo indígena, irradiando novas possibilidades para melhor compreensão da cultura e sociedade maranhenses
CALDEIRA, José de Ribamar ChavesA Confederação dos Tamoios, como ficou conhecido o movimento contra a dominação do colonizador português, iniciado pelos índios tupinambás, é considerada o primeiro levante popular brasileiro em nome da liberdade. O livro de Aylton Quintiliano registra esse momento histórico, ao relatar em detalhes a revolta que começava a moldar a mistura racial e social do povo brasileiro. Os insurgentes, que ficaram conhecidos como tamoios –os mais velhos, os donos da terra – ganham o destaque merecido, ao lado de figuras como Estácio de Sá, Villegagnon e Anchieta, em um momento no qual o Rio de Janeiro ainda não existia oficialmente como cidade
QUINTILIANO, AyltonA guerra dos tamoios é, antes de tudo, a história de um grupo de heróis. Negligenciados pelos livros e obscurecidos por nomes como os de Estácio de Sá e Villegagnon, os tamoios são exemplos de união em defesa da terra e de seus direitos; É também um registro do Rio de Janeiro antes da fundação da cidade de São Sebastião, seus tipos, suas práticas econômicas, sua vida social e política e do espírito de independência e amor à liberdade que permanece até hoje na alma carioca
QUINTILIANO, AyltonAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
VAINFAS, RonaldoEste livro reúne cinco ensaios etnológicos escritos por Fernandes entre 1946 e 1964, incluindo estudos sobre a reação tupi à conquista, a educação entre os Tupinambá, a trajetória de Tiago Marques Abiporeu, as tendências teóricas da pesquisa etnológica e o valor etnográfico das fontes coloniais. Inclui o famoso quadro sinóptico das observações registradas pelos “cronistas”
FERNANDES, FlorestanDurante mais de quatro séculos foi vendida a imagem do índio como um homem geneticamente preguiçoso, um homem nada afeito ao trabalho sistemático. Esta preguiça, entretanto, seria mera conseqüência da riqueza da terra. O índio brasileiro vivia numa espécie de Leste do Éden, um espaço onde tudo estava à mão e nenhuma necessidade se apresentava. Daí seu nomadismo, seu desapego à terra, seu desprezo ao trabalho. Segundo a tese em voga, também daí vinham seu caráter de povo sem lei, nem fé, nem rei e a formação de uma sociedade onde tudo era permitido, inclusive o canibalismo, a promiscuidade e a libertinagem.; Este olhar quinhentista formalizou o motivo necessário para se trazer da África os milhões de negros escravizados, afinal, uma “cultura superior”, como a européia, não podia conviver com tamanha ignomínia. E o sistema colonial precisava de uma mão de obra mais, digamos, responsável para fazer valer seus altos investimentos
FERNANDES, FlorestanEdição da revista Caros Amigos: especial genocídio e resistência dos povos indígenas que apresenta diversas matérias abordando a violação dos direitos indígenas. Há reportagens sobre os índios Guarani Kaiwá, Tupinambá, Pataxó, além da questão de Belo Monte assim como entrevistas com a antropóloga Manuela Carneiro da Cunha e do ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Márcio Meira
A publicação conta o olhar dos índios Tupinambá para a fundação da cidade de São Luís pelos franceses
Araujo, Joseh CarlosA publicação conta a expulsão dos franceses do Maranhão sob a ótica dos índios Tupinambá
Araujo, Joseh CarlosFontes importantes para o estudo dos índios do Brasil quinhentista, sobretudo pelas informações sobre os Tupinambás
CARDIM, FernãoDuas vezes em meados do século XVI, o mercenário e arcabuzeiro alemão Hans Staden (1524-1576) aportou nas costas do recém-descoberto Brasil. A primeira, em 1549, passando por Pernambuco e pela Paraíba, e a segunda, em 1550, quando chegou na ilha de Santa Catarina, dirigindo-se posteriormente à capitania de São Vicente, no litoral sul do atual estado de São Paulo. Na segunda viagem, como viera a bordo de um navio espanhol, foi preso pelo governador-geral, o português Tomé de Sousa, e em seguida capturado pelos índios tamoios, inimigos dos tupiniquins e dos portugueses e aliados dos franceses. O jovem Staden viveu para contar o que viu: paisagens virgens, riquezas inexploradas e a prática ritual do canibalismo, do qual por muito pouco não foi vítima. O livro com o seu relato foi publicado em 1557, em Marburgo, Alemanha, ilustrado por xilogravuras anônimas (reproduzidas nesta edição) baseadas nas suas descrições, e imediatamente tornou-se um best-seller em toda Europa. Trata-se da mais acurada e impressionante descrição do banquete antropofágico? o festim canibal praticado pelos povos Tupi. É, também (junto à Carta de Pero Vaz de Caminha) umas das primeiríssimas reportagens realizadas sobre os povos que viviam no que viria a ser o Brasil
STADEN, HansNeste livro, o autor conta a história dos franceses na terra do Brasil e a intenção de nela estabelecer o que chamavam de uma França Antártica e uma França Equinocial; suas lutas com os portugueses e as alianças com a gente dessa terra, os tupinambás, entre outros. Com rigor histórico, Adriana Lopez narra os passos iniciais incertos dados nessa terra que viria a ser o Brasil
LOPEZ, AdrianaPublicado em Paris em 1614, a História do capuchinho Abbeville tem duas traduções em português, a primeira de César Marques (1874) e a segunda, mais divulgada, de Sérgio Milliet (1945), cada qual, segundo o prefácio de Sebastião Moreira Duarte, "bem longe de ser perfeita". O relato é sumamente valioso não apenas pela descrição minuciosa dos Tupinambá do Maranhão, como também pelas narrativas indígenas embutidas no texto. Cabe ainda refletir sobre este texto enquanto relato histórico e não propriamente etnográfico
ABEVILLE, Claude d'Claude D'Abreville, capuchinho francês, fez parte da missão que veio ao Maranhão acompanhando a expedição de La Ravardière, em 1612. Demorou-se no Brasil quatro meses. De volta à França escreveu esta História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, publicada pela primeira vez em 1614
D'ABREVILLE, Claude"Nossa visão das sociedades indígenas há muito é distorcida por equívocos e preconceitos que surgem quando tentamos aplicar a outras civilizações os critérios de nossa própria cultura. (.) Para compreender melhor os povos indígenas, temos de examinar sua realidade a partir de sua perspectiva”. Desta prerrogativa parte História e cultura dos povos indígenas no Brasil, que trata das particularidades dos indígenas brasileiros, sua trajetória desde a conquista portuguesa, o impacto por ela causado e as lutas que eles empreendem hoje no país
Esta tese aborda a forma pela qual os índios de diversos grupos foram se incorporando à ordem colonial da AmazOnia portuguesa, tornando-se índiso cristãos. O autor busca mostrar como esses cristãos reinventaram e rearticularam os padrOes religiosos e morais introduzidos por missionários. O trabalho é fruto de uma extensa pesquisa em processos da Inquisição e traz novos aportes para se pensar o confronto de cosmologias e de universos culturais nesse período
CARVALHO JÚNIOR, Almir Diniz dePrimeira referência a índios na literatura e uma das mais importantes obras do período pré-romântico
GAVET, DanielPrimeira referência a índios na literatura e uma das mais importantes obras do período pré-romântico
GAVET, DanielLivro construído coletivamente sobre a visão dos índios sobre a natureza por 27 autores indígenas
Arian Pataxó [et.al.]Em Meu Querido Canibal, Torres se debruça sobre a vida do líder indígena Cunhambebe para traçar um painel das primeiras décadas de história brasileira. Considerado o mais valente dos nativos que lutaram contra a escravidão ou morte proposta pelos colonizadores, Cunhambebe, que, presumivelmente, morreu entre 1554 e 1560, era o mais temido e adorado guerreiro índigena e sua vida acabou sendo envolta em mitos. O livro acompanha a criação, apogeu e massacre da Confederação dos Tamoios, a organização social das tribos, o modo de vida, a ligação com os piratas franceses, o papel ambíguo de Anchieta, as mentiras e trapaças dos conquistadores, a fundação sangrenta da cidade do Rio de Janeiro, entre muitos outros temas que não estão nos livros escolares
TORRES, AntônioLivro contendo artigos sobre diversos povos indígenas no Brasil
Costa, Francisco Vanderlei FerreiraAndréa Daher analisa as características da missão francesa no Brasil - que buscava a cristianização e a ocidentalização dos selvagens -, a partir de um estudo da colônia do Maranhão. A autora compara os discursos dos capuchinhos franceses com os dois jesuítas portugueses e reflete com sutileza sobre os diferentes olhares desses colonizadores
DAHER, AndréaTraçando um amplo painel do Renascimento ao Romantismo, o autor sustenta que a degradação da imagem do outro foi acompanhado por uma crescente incompreensão da antropofagia. Grande especialista nos textos quinhentistas franceses a respeito do Brasil, Lestringant dedica alguns capítulos aos Tupinambá e à sua fortuna política e filosófica no pensamento europeu
Lestringant, FrankUm mundo se desenvolveu por milênios à margem do Ocidente e do Oriente, até um dia ser descoberto e conquistado. Seus traços, que ficaram impressos na solidez da pedra e na fragilidade do barro, são o objeto deste livro. Das escarpas dos Andes ao Amazonas, do cerrado ao litoral, o leitor é convidado a conhecer esse mundo de antes de Cabral
FAUSTO, CarlosAqui se conta a história da conquista do Maranhão pelos franceses com base em relatos dos frades capuchinhos Claude d'Abbeville e Yves d'Evreux, além de pesquisas do autor realizadas em Saint-Malo, de onde partiam as expedições corsárias, Paris, Genebra, Lisboa, Sevilha e Rio de Janeiro, nas bibliotecas e arquivos públicos. Logo, o livro não é apenas a compilação de outros volumes, mas uma visão particular e especial. Da mesma forma a apresentação não segue os padrões acadêmicos e a leitura se torna mais agradável quando o autor dá um tom romanesco à História, sem fugir em nenhum momento à verdade da cronologia e da saga gaulesa em terras maranhenses. Como afirma o senador José Sarney: "Os papagaios amarelos nos relembram que aqui se pensou criar uma nova França, que se pensou que os índios se transformariam em franceses. Com que grande orgulho o padre d'Abbeville julgava que o altíssimo e poderosíssimo monarca Luís XIII teria essa bela glória da tiara e a tríplice coroa de França, Navarra e Maranhão!"
PIANZOLA, MauriceNum tom trágico, conta a história da destruição dos povos Tupi da costa diante dos processos de doenças epidêmicas, escravização e confinamento em aldeias missionárias
MAESTRI FILHO, MárioEsta é a primeira tentativa de abordar a história de todos os índios brasileiros durantes os séculos de conquista colonial o primeiro contato que o autor teve com os índios brasileiros deu-se em 1961 numa expedição pelas cabeceiras do rio Iriri, quando sofreram uma emboscada preparada pelos kreen-akrore, tribo ainda desconhecida no país após essa primeira expedição, realizou várias viagens para diferentes regiões do país, conhecendo em profundidade a realidade de nossos índios neste livro, se propõe a escrever uma história dos índios brasileiros ou da conquista do Brasil em termos de seus povos nativos destaca a atuação dos exploradores europeus que deixaram alguma documentação sobre os índios que encontraram, e especialmente a atuação dos jesuítas, a seu ver, de fundamental importância para o bem estar dos índios durante a maior parte do domínio colonial português termina com a expulsão dos jesuítas na década de 1760, quando o equilíbrio de poder entre os colonos e os índios já se havia modificado
Hemming, JohnLivro sobre a situação das mulheres indígenas na região do Nordeste brasileiro