Arnaldo Filho Kulina ao lado de shashakora. Arnaldo traz uma máquina de retratos pendurada no pescoço. Benjamim registra a explicação com a filmadora. Eles se encontram na sala de museologia do Museu do Índio fazendo a qualificação do acervo kulina.
De acordo com a equipe de qualificação, antigamente os Madiha usavam o shashakora como cama. Ele é feito da folha da palmeira aricuri, chamada na língua kulina de birihari nodi. É confeccionado pelas mulheres e em geral compõem-se de duas partes fechando todo o chão para o casal. Ainda hoje ele é utilizado para fechar o chão sob o mosquiteiro. Dormem assim as mulheres e crianças nas redes e os homens no chão sobre o shashakora.
Shashakora e Kakade
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Benjamim sentado na escada da sala de museologia, operando filmadora. Atrás, na parede, desenhos de indígenas operando vários redes tradicionais de pesca. Ele está filmando a qualificação do acervo kulina feita por Arnaldo e Raimundo Kulina, junto à equipe de museologia do Museu do Índio
George MagaraiaNas primeiras horas do dia, avó, filha e netos (de Buaçu) se esquentam em fogueira acesa no terreiro em frente a suas casas. Todos os dias homens, mulheres e criança aglomeram-se em volta de fogueiras esperando a chegada do sol e seu calor.
Coletivo KulinaFamília de Buaçu se essquenta de manhã à beira de fogueira, que é o fogão da casa, enquanto Chiquinha esquenta o desjejum. O kakade está bem próximo da fogueira.
Coletivo KulinaKakade deixado ao lado de fogueira acesa, onde se assam peixes para comer, em acampamento de caça de família às margens do rio Chandless.
Coletivo KulinaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina informaram que o kakade bedeni é um abano pequeno. Trata-se de um instrumento importante para a manutenção do fogo nas cozinhas. Confeccionado pelas mulheres e utilizado sobretudo por elas também, mas não apenas. É com o abano pequeno que as mulheres fazem vento para manter o fogo dos fornos ou fogueiras acesas, tanto para fazer as refeições, cozidas ou assadas, como também para se aquecer ao amanhecer. O kakade é feito da folha da palmeira aricuri, chamada em língua kulina ‘birihari’.
George MagaraiaArnaldo Kulina e Raimundo Kulina explicaram que o kakade imeni, um tipo de abano grande, é chamado de ‘Warikoze phephe’, isto é, rabo de tatu. Ele também é confeccionado pelas mulheres, mas utilizado sobretudo pelos homens como técnica de caça ao tatu (tatu em língua kulina é warikoze). Abre-se o buraco do tatu, e se faz uma fogueira na beira do buraco. Então, com o ‘warikoze phephe’, o abano grande, abana-se a fumaça da fogueira para dentro do buraco, obrigando o tatu a sair.
George MagaraiaFamília da aldeia Maloca em acampamento de caça às margens do rio Chandless. As mulheres preparam uma refeição em uma fogueira na porta do tapiri. Elas utilizam o kakade (abano) para acender o fogo.
Coletivo KulinaRapazes de Buaçu em excursão de caça ao rio Chandless fazem fogueira para preparar a janta. Eles utilizam um kakade (abano) para fazer o fogo.
Coletivo KulinaMenina e mãe (de Santa Júlia) sentadas nas bordas de um forno kulina de cozinha. Ao lado da menina, um kakade (abano) que serve para acender o forno. Ao lado da mulher, encontra-se um socador para amassar banana para cozinhar o principal prato da culinária kulina: uma massaroca de banana verde amassada.
Coletivo KulinaSenhora mais velha da aldeia Santa Júlia agachada, utilizando o kakade (abano) para acender o fogo de cozinha.
Coletivo KulinaO velho Sikima, da aldeia Buaçu, tira uma soneca ao sol, deitado em seu shashakora no terreiro de sua casa.
Coletivo KulinaO velho Sikima, da aldeia Buaçu, tira um cochilo ao sol, deitado no shashakora no terreiro em frente a sua casa.
Coletivo Kulina