Cabeça do Cachorro é como a população da região chama o traçado fronteiriço entre Brasil e Colômbia. “Pegue o mapa do Brasil. Olhe para cima e para a esquerda, no extremo noroeste do estado do Amazonas. O contorno da fronteira com Venezuela e Colômbia não desenha a cabeça de um cachorro? É a essa região que dedicamos este livro: o Alto Rio Negro, terra das florestas mais preservadas da Amazônia. Sobrevoá-las é viver o êxtase. Até onde a vista alcança, são 360 graus de mata virgem; parece o mar”, escreve o médico Drauzio Varella, responsável pelo texto do livro
ALCÂNTARA, AraquémSão Paulo
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O leitor encontra, neste livro, uma história e uma etnografia de Iauaretê, povoado indígena multiétnico situado no médio rio Uaupés, fronteira Brasil-Colômbia, noroeste da Amazônia Brasileira. O tratamento das fontes históricas e do material empírico é um exercício dedicado à elucidação das premissas sociocosmológicas pelas quais os grupos indígenas descrevem e vivenciam as transformações sociais que se passaram na região desde o inicio da colonização do século XVIII; É uma história de mais de dois séculos, vivida por militares, missionários, viajantes, comerciantes, seringueiros, agências indigenistas, instituições do poder local e vários grupos indígenas. Como é de se esperar, é uma história de violências e exploração. Mas, mesmo em seus desdobramentos recentes, quando uma cidade começa a surgir e atrair inúmeros grupos antes dispersos pela comunidades do rio Uaupés, é preciso atentar para a maneira específica, e sutil, pela qual os índios imprimiram sua marca no processo; Nessa linha, a narrativa visa a um ponto de vista indígena e seu repertório simbólico, guiando-se pelo estilo das próprias descrições nativas e oferecendo um quadro precioso para a compreensão dessa realidade
ANDRELLO, GeraldoNesse período, o principal desafio das comunidades e organizações indígenas passou da repressão imposta pelo sistema de escolarização dos missionários à resistência das autoridades oficiais de educação em reconhecer e apoiar as escolas indígenas, conforme assegurado na Constituição Federal de 1998
CABALZAR, Flora Dias (org)A publicação é uma introdução à diversidade socioambiental da região do alto e médio rio Negro, no noroeste da Amazônia brasileira. É composta pelo mapa Terras e Comunidades Indígenas no Alto e Médio Rio Negro e por livro de textos com fotos, iconografia e mapas temáticos. Trata-se de uma publicação de referência que se destina, prioritariamente, a um público local de multiplicadores indígenas (lideranças, professores e agentes de saúde) e profissionais de instituições de serviços, públicas ou privadas, que atuam na região. Os mapas temáticos apresentam as famílias lingüísticas da região, etnias, classe de solo, povoados e paisagens florestais. Os textos tratam da diversidade cultural e lingüística do Rio Negro; conta uma história da ocupação daquela região e detalha a ecologia e o manejo ambiental no Alto e Médio Rio Negro. Conta ainda da história de chegada dos primeiros europeus e do contato como os povos nativos até a demarcação das terras indígenas em meados dos anos 1990
CABALZAR, Aloisio (ed)A publicação, organizada por Saulo Andrade, Gustavo Vieira Peixoto e Marina Antongiovanni, traz os debates, recomendações e sugestões do Seminário-oficina Impactos das Mudanças Climáticas Globais em Manaus e Bacia do Rio Negro, realizado em março de 2008 pelo ISA em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Os debates foram pontuados por duas questões emergenciais propostas pelos organizadores do evento: "Que prejuízos o aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera pode trazer para a Bacia do Rio Negro, especialmente a Manaus, onde vive a maior parte de sua população?" "Como cada cidadão e os governantes podem se organizar na tentativa de reduzir essas conseqüências negativas?" As sugestões dos que participaram do evento, de como sociedade e governo podem se preparar para lidar da melhor forma possível com os prováveis efeitos das mudanças climáticas globais na região também estão incluídos na publicação
CRUZ, Gustavo Vieira Peixoto (org)Este livro dá sequência à série iniciada com "Manejo do Mundo. Conhecimentos e práticas dos povos indígenas do rio Negro", publicado em 2010. Como o primeiro, este volume dedica-se a um tema de enorme relevância na vida dos povos indígenas do rio Negro: a inscrição de suas histórias de origem na paisagem natural. Em seu conjunto, os textos aqui reunidos são o resultado de pesquisas colaborativas e de múltiplos diálogos entre pesquisadores brancos e indígenas acerca de como fazer pesquisa, do que e como registrar, de como tratar das histórias contadas pelos mais velhos e de como estimular os mais jovens a se envolver neste tipo de atividade
ANDRELLO, Geraldo (org)A publicação Visões do Rio Negro construindo uma rede socioambiental na maior bacia de águas pretas do mundo traz os debates, sugestões e recomendações do Seminário Visões do Rio Babel, conversas sobre o futuro do Rio Negro, realizado em Manaus em maio de 2007, pelo ISA em parceria com a Fundação Vitória Amazônica (FVA). "O que será da Bacia do Rio Negro daqui a 50 anos?", foi um dos motes propostos pelos organizadores do evento, o ISA e a Fundação Vitória Amazônica (FVA). A publicação, organizada e editada por Beto Ricardo e Marina Antongiovanni, traz também as sugestões dos participantes para a construção de uma rede de responsabilidade socioambiental compartilhada no sentido de garantir um futuro sustentável na maior bacia de águas pretas do mundo