Neste trabalho, a autora procura abordar aspectos da dinâmica dos Guarani-Mbya, como xamanismo, mobilidade, relações de parentes e cosmologia. Inicialmente, compõe um mapa geral das duas aldeias mbya em que viveu, com o objetivo de tornar possível ao leitor visualizar os contextos locais em suas particularidades. Depois, aprofunda-se, dedicando-se à etnografia dos deslocamentos, do parentesco, de aspectos estruturais da multilocalidade mbya. Trata também da questão da não-durabilidade da vida humana, ligada ao tema da doença, analisa capacidades existenciais enviadas aos humanos pelos deuses, com atenção à noção de alma e dos nomes pessoais, finalizando com o tema da vida breve no comentário do tratamento, pela cosmologia mbya, da morte, da imortalidade e do destino incorruptível da pessoa na "Terra sem mal"
PISSOLATO, ElizabethSão Paulo
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Hans Staden é figura quase lendária do século XVI, que escreveu sobre suas viagens ao Brasil, onde, convivendo com índios antropofagos, participou de "arrojadas aventuras". Historicamente, foi esse navegador o primeiro a deixar em forma de livro, para conhecimento dod pósteros, uma obra que o tornou secularmente célebre e que se fixou como uma das fontes mais autorizadas da etnografia sul-americana
STADEN, HansEste guia traz informações preliminares sobre os principais acervos arquivísticos localizados nas capitais do país. Inclui índices por nomes étnicos, locais geográficos e assuntos
MONTEIRO, John ManuelImportante obra de Frei Vicente do Salvador permite vislumbrar algo próximo do texto original, repleto de referências e narrativas a respeito de povos indígenas
SALVADOR, Vicente doTrata-se de uma compilação das principais leis, decretos, provisões e outras peças de legislação referentes às populações indígenas. Acompanha uma excelente introdução aos principais temas da política e da legislação indigenista durante o Império
CUNHA, Manuela Carneiro daColocando no centro do palco as populações indígenas e o contato diferenciado que mantinham com colonos e jesuítas, o historiador John Monteiro reinterpreta criticamente a formação da sociedade paulista entre os séculos XVI e XVIII; Com uma economia voltada prioritariamente para a arregimentação de mão-de-obra nativa e oscilando entre a abundância e a escassez de índios - os "Negros da Terra" -, os paulistas tiveram constantemente de redimensionar as suas atividades. Dessa forma, a busca de metais preciosos, a expansão do gado e o contínuo crescimento da produção agrícola, aumentando a demanda de mão-de-obra, vinculam de modo irreversível a formação econômica e social paulista à dizimação das sociedades indígenas e a uma dinâmica interna de cunho eminentemente escravista; Realizado a partir de uma ampla pesquisa documental em arquivos da Europa e do Brasil, este livro é o resultado de mais de uma década de estudos. Sua linguagem fluente e a perspicácia interpretativa do autor recomendam-no a todos aqueles que se interessam pela história social brasileira
MONTEIRO, John ManuelCom um estudo preliminar e notas muito esclarecedoras, colocando o texto em diálogo com a atual historiografia e etnologia. São três tratados: "Do Clima e Terra do Brasil", que é uma espécie compêndio de saberes indígenas; "Do Princípio e Origem dos Índios do Brasil", que inclui uma descrição detalhada das práticas culturais dos Tupi e um esboço da diversidade étnica; e a "Narrativa Epistolar de uma Viagem e Missão Jesuítica", o que apresenta um relato esmiuçado da viagem do visitador jesuíta Cristóvão de Gouveia pelas missões do Brasil entre 1583 e 1590, com descrições preciosas dos índios que viviam nessas aldeias
CARDIM, Fernão