São Paulo
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Na área de museologia, poucas publicações de interesse podem ser encontradas em português. Daí a importância dessa coleção, de caráter eminentemente prático, iniciativa conjunta da Edusp, Fundação Vitae e Museums & Galleries Commission da Grã-Bretanha. O primeiro volume, destinado aos profissionais que pretendem implantar planos de gestão museológica, traz uma introdução simples e direta ao processo de elaboração de um plano diretor. O volume seguinte aborda a área de exposição do museu, a ser encarada como uma questão de âmbito interno, independente de haver ou não curador ou especialista de fora convidado. Por fim, o terceiro volume tem como alvo os responsáveis por museus que desejam criar um setor educativo, orientando a organização de planos de trabalho e a formulação de políticas educacionais
UntitledNa área de museologia, poucas publicações de interesse podem ser encontradas em português. Daí a importância dessa coleção, de caráter eminentemente prático, iniciativa conjunta da Edusp, Fundação Vitae e Museums & Galleries Commission da Grã-Bretanha. O primeiro volume, destinado aos profissionais que pretendem implantar planos de gestão museológica, traz uma introdução simples e direta ao processo de elaboração de um plano diretor. O volume seguinte aborda a área de exposição do museu, a ser encarada como uma questão de âmbito interno, independente de haver ou não curador ou especialista de fora convidado. Por fim, o terceiro volume tem como alvo os responsáveis por museus que desejam criar um setor educativo, orientando a organização de planos de trabalho e a formulação de políticas educacionais
UntitledNa trilha da cidadania reúne 14 iniciativas voltadas para a promoção dos direitos dos povos indígenas, desenvolvidas por suas próprias comunidades ou com sua decisiva participação. São experiências premiadas ao longo dos oito ciclos anuais de premiação do Programa Gestão Pública e Cidadania, realizados entre 1996 e 2003
UntitledComplementando o anterior, este volume também é dedicado à época de relativa prosperidade material e estabilidade política, entre 1870 e 1930. As histórias dos diversos países latino-americanos são tratadas individualmente, abordando de início o México (a ditadura de Porfirio Díaz, a Revolução Mexicana e o período de reconstrução) e a América Central, em sua “Era Liberal”. Em seguida, são estudadas as Repúblicas Andinas (Chile, Bolívia, Peru e Equador, além de Colômbia e Venezuela) e as Platinas (Uruguai, Paraguai e Argentina). A última parte é dedicada ao Brasil, entre o final do Segundo Império e a Primeira República
UntitledO terceiro volume da série estuda inicialmente a derrocada do domínio colonial espanhol e português no primeiro quarto do século XIX, examinando as origens das revoluções e guerras de independência da América espanhola continental, a separação relativamente pacífica entre Portugal e o Brasil, e ainda a dimensão internacional da emergência desses novos Estados latino-americanos. Os capítulos que compõem o núcleo central abordam a história econômica, social e política dos países hispano-americanos após a independência no período que se estende entre cerca de 1820 e 1870, assim como do Brasil, desde sua independência até a Guerra do Paraguai. A parte final apresenta um levantamento da vida cultural na América Latina, no período em destaque – a Era do Romantismo
UntitledMarshall Sahlins ao discutir sobre a morte e a divinização do capitão James Cook, no Havaí, em 1779, afirma que a deificação de Cook foi construída a partir das relações entre a cosmologia havaiana e a própria história do navegador britânico, contrariamente às afirmações de Gananath Obeyesekere, para quem os havaianos eram por demais racionais para considerar Cook como um de seus próprios deuses. Marshall Sahlins atribui ao seu contendor a negação da particularidade cultural havaiana, privando os nativos de uma racionalidade prática universal, que acaba por transformar ilhéus setecentistas em europeus modernos
UntitledDistante de um olhar que ressalta o exotismo da cultura Yanomami, este livro ajuda a consolidar um debate público em relação à miséria e aos graves problemas de saúde que vêm dizimando os povos indígenas após contato com garimpeiros e madeireiros. Mais do que um documento e um testemunho de suas expedições na Amazônia, Valdir Cruz, com apurada técnica, apresenta fotografias tão maravilhosas quanto trágicas. Além de vistas gerais das aldeias e retratos admiráveis de índios iluminados por focos de luzes que penetram entre as árvores, Faces da floresta inclui fotos que não são exatamente belas, com registros de uma degradação que dificilmente integraria calendários ou cartões postais.
UntitledUma vasta bibliografia e uma análise minuciosa dos fatos históricos sustentam a obra, com o apoio, também, de pesquisas antropológicas
UntitledA primeira vista, trata-se de uma etnografia nos moldes clássicos sobre os Parakanã, povo tupi-guarani que vive entre os rios Xingu e Tocantins. No entanto, como as boas monografias clássicas, o alcance do livro vai muito além da descrição do objeto em si e traz aportes para a abordagem antropológica dos processos históricos vivenciados por sociedades indígenas. Ao se defrontar com o desafio de explicar porque dois ramos dos Parakanã – de origem comum porém cindidos no final do século XIX em decorrência de uma "briga por mulheres" – apresentavam, na época do contato (década de 1970), formas sociais "significativamente distintas", o autor procura "mostrar como as transformações foram produto da intersecção de determinações internas e externas, interesecção que se deu em situações históricas particulares, conformando e sendo conformada pela ação dos agentes". Transitando entre estrutura e processo, esta etnografia apresenta uma sofisticada apreciação das "formas na história" e da "história das formas", manejando com destreza documentos históricos, narrativas indígenas, observações pessoais e uma extensa bibliografia etnológica
UntitledExamina a política pública para as estruturas territoriais do país. O autor estuda a geopolítica portuguesa no Brasil, estratégias de ocupação e domínio adotadas e o quadro territorial e político no contexto da Independência, examinando desde as revoltas provincianas (Cabanagem, Sabinada, Farroupilha) até a consolidação do Estado Nacional
UntitledOs historiadores, como muitos outros praticantes das disciplinas sociais e humanas preocupam-se com a questão da textualidade. Parecem-lhes pertinentes, em especial, as estruturas narrativas e a noção de sentido ou significação. Este manual quer preencher as lacunas nessa área da formação em História. Cada capítulo dedica-se à apresentação detalhada e à explicação passo a passo de exemplos de uso, para os fins de pesquisa histórica, de métodos que permitam abordar com proveito as questões atinentes à narrativa e ao sentido de textos escritos e filmes
UntitledEsse é o grande mérito do belíssimo trabalho que a antropóloga Betty Mindlin vem desenvolvendo entre os Suruí de Rondônia, Os Tupari deste livro e quiça junto a muitos outros grupos antes que se perca por completo a memória multissecular de histórias como estas: apanhar o mito vivo, na sua grandeza simples sem a solenidade do monumento mais impregnado de um pathos que só quando narrado possui."
UntitledImportante coletânea traz 15 estudos sobre história, organização social, cosmologia e natureza, enfocando várias sociedades indígenas na Amazônia. Na parte sobre "História e Historicidade", destacam-se os trabalhos de Terence Turner sobre a relação entre história e cosmologia entre os Kayapó, de Bruna Franchetto sobre os discursos cerimoniais dos Kuikuro e de Rafael Menezes Bastos sobre a relação entre música e história entre os Kamayurá. Os textos ilustram de forma representativa algumas das tendências atuais da antropologia histórica
UntitledEste relato antropológico apresenta as impressões de Nathan Wachtel como pesquisador ao retornar a uma aldeia de índios urus, no altiplano boliviano, após vários anos de afastamento. É um momento de grave crise na aldeia, decorrente das mudanças radicais introduzidas em suas instituições e costumes, entre elas, a adesão de parcela significativa dos habitantes ao catolicismo e às religiões evangélicas e pentecostais. A ruptura dos laços tradicionais, criados e mantidos pela estrutura coletiva dual da religião pagã, interrompe práticas seculares e desestrutura o coletivo. Wachtel mostra como nesse contexto de desestruturação renascem personagens de um universo imaginário arcaico e fantástico, identificados com vampiros, aqueles que sugam o sangue com propósitos diabólicos e misteriosos
UntitledAo longo do século XVI os colonizadores europeus se horrorizaram com um fenômeno religioso entre os tupis, a que chamaram santidade. Nela, em meio a danças, transes, cânticos e À fumaça inebriante do tabaco, os índios renovavam a peregrinação À Terra sem Mal - lugar mítico da felicidade eterna que buscavam no mundo terreno. Vasculhando documentação inquisitorial inédita sobre o culto indígena na fazenda de Jaguaripe (Bahia), Ronaldo Vainfas descobre na santidade uma idolatria insurgente, culturalmente híbrida, que ao mesmo tempo negava e incorporava valores da dominação colonial. Por meio de um texto apaixonado e instigante, o autor lança luz sobre uma nova e reveladora faceta da conquista da América portuguesa
UntitledPara caracterizar melhor a cultura Tapirapé é feita uma comparação com as culturas das tribos vizinhas e de diversas outras tribos Tupi. A consideração de certos pormenores revela, as vezes, peculiaridades culturais que se opõem a dadas generalizações difusionistas
Untitled“Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América. Ao mesmo tempo, essa pesquisa ética é uma reflexão sobre os signos, a interpretação e a comunicação, pois o semiótico não poder ser pensado fora da relação com outro”. T. Todorov
UntitledA Majestade do Xingu é uma história de imigrantes, de russos, de judeus, de comunistas, de índios, de Noel Nutels, de pequenos comerciantes, de várias formas de ser brasileiro, de pais e mães, de filhos e amigos, de diferentes qualidades de amor e ódio, de cartas que não escrevemos, de lutas contra a dor. Dando voz a um dono de armarinho que dispersou afetos entre miudezas empoeiradas, Moacyr Scliar enlaça todas as histórias neste romance. Elas às vezes nos fazem rir, sempre nos confrontam com uma melancolia irremediável e se incorporam à nossa experiência de leitores de forma definitiva
UntitledEscrito em tom de denúncia, o livro conta a envolvente história deste povo de língua tupi-guarani e mostra que a história recente dos povos indígenas de Rondônia só pode ser compreendida à luz do papel do Estado brasileiro e suas políticas para o desenvolvimento econômico da região. O autor percorre uma vasta quantidade de depoimentos e documentos, com destaque para os arquivos do SPI e da Funai, relatando uma dramática seqüência de agressões ensejadas pelas frentes de expansão extrativista
UntitledPara Mindlin, a vida dos Suruí Paiter mudou consideravelmente desde sua chegada à aldeia, há quase 30 anos, levada por Apoena Meirelles. "Hoje, são cidadãos brasileiros, inseridos no mercado, nas escolas, na cidade, votam, são candidatos, usam computadores e Internet, organizam-se em associações, têm muitos interesses, enfim, além dos que prevaleciam em 1980". A antropóloga acredita que apesar das mudanças, os mitos, contados por líderes mais velhos e pajés, ainda estão bem vivos para os Suruí, mas seria preciso fazer uma pesquisa para saber quem tem conhecimento da tradição
UntitledCobrindo um período de mais de quinhentos anos, desde as raízes da colonização portuguesa até nossos dias, Boris Fausto narra aqui os fatos mais importantes da história brasileira. Ao analisar minuciosamente as grandes linhas de força que indicam o sentido de nossa formação, o autor detém-se no estudo de instituições fundamentais, como o sistema colonial, o sistema escravista e os regimes autoritários do século XX, dando ênfase às práticas sociopolíticas, sem deixar de enfrentar questões polêmicas, como as razões do abandono da escravidão dos índios pelos portugueses e a opção pelos africanos; a manutenção da unidade territorial brasileira em contraposição à fragmentação das colônias espanholas; ou ainda a difícil transição do regime autoritário para o democrático, nas últimas décadas. Dessa forma, esse livro oferece ao leitor orientação segura no estudo de nossa história, mantendo, ao mesmo tempo, uma postura aberta às suas diferentes interpretações
UntitledO livro organizado por Benedito Prezia aborda a história da pastoral indigenista e do Conselho Indigenista Missionário - CIMI - nos últimos 60 e 30 anos, respectivamente
UntitledEste livro reúne os principais ensaios sobre a região amazônica produzidos pelo geógrafo Aziz Ab´Sáber, que encontravam-se dispersos em várias revistas especializadas, de acesso restrito aos pesquisadores e grande público. Neles, são discutidos problemas como o zoneamento ecológico e econômico ou os impactos da implantação da indústria siderúrgica na região, mobilizando um arsenal de conhecimentos de geomorfologia e geoecologia que fazem do autor o maior especialista em problemas ambientais do Brasil. Traça, ao mesmo tempo, um painel dos projetos governamentais de exploração da região, analisando os equívocos cometidos em nome do interesse econômico imediato e apontando para as possibilidades de modelos auto-sustentados que preservem recursos naturais e respeitem a identidade cultural das diferentes populações amazônicas
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