São Paulo
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Estudo da formação dos museus de Arte Moderna brasileiros, acompanhando ao longo de cerca de meio século, dos anos 50 à atualidade, o histórico de entusiasmo inicial, problemas e impasses enfrentados por essas instituições. Especialista no tema e ex-diretora da Pinacoteca do Estado, em São Paulo, a autora analisa os vários tipos de propostas que presidiram a implantação desses museus e seus desdobramentos posteriores, para colaborar na necessária reflexão sobre o seu futuro. A atuação dos vários agentes envolvidos na complexa rede que está por trás das salas de exposição, os critérios de formação de acervos e de desenvolvimento de programas educacionais, os modelos de museus estrangeiros similares ou a imagem pública das instituições são algumas das inúmeras questões tratadas neste livro
LOURENÇO, Maria Cecília FrançaNa trilha da cidadania reúne 14 iniciativas voltadas para a promoção dos direitos dos povos indígenas, desenvolvidas por suas próprias comunidades ou com sua decisiva participação. São experiências premiadas ao longo dos oito ciclos anuais de premiação do Programa Gestão Pública e Cidadania, realizados entre 1996 e 2003
BARBOZA, Helio Batista (org)Os historiadores, como muitos outros praticantes das disciplinas sociais e humanas preocupam-se com a questão da textualidade. Parecem-lhes pertinentes, em especial, as estruturas narrativas e a noção de sentido ou significação. Este manual quer preencher as lacunas nessa área da formação em História. Cada capítulo dedica-se à apresentação detalhada e à explicação passo a passo de exemplos de uso, para os fins de pesquisa histórica, de métodos que permitam abordar com proveito as questões atinentes à narrativa e ao sentido de textos escritos e filmes
CARDOSO, Ciro Flamarion S.Fruto de laboriosa e bem conduzida pesquisa, este ensaio trata de navegantes, bandeirantes e diplomatas, sublinhando o papel desses três agentes sociais na história brasileira, e, mais especificamente, na formação das fronteiras do Brasil
GOES FILHO, Synesio SampaioColocando no centro do palco as populações indígenas e o contato diferenciado que mantinham com colonos e jesuítas, o historiador John Monteiro reinterpreta criticamente a formação da sociedade paulista entre os séculos XVI e XVIII; Com uma economia voltada prioritariamente para a arregimentação de mão-de-obra nativa e oscilando entre a abundância e a escassez de índios - os "Negros da Terra" -, os paulistas tiveram constantemente de redimensionar as suas atividades. Dessa forma, a busca de metais preciosos, a expansão do gado e o contínuo crescimento da produção agrícola, aumentando a demanda de mão-de-obra, vinculam de modo irreversível a formação econômica e social paulista à dizimação das sociedades indígenas e a uma dinâmica interna de cunho eminentemente escravista; Realizado a partir de uma ampla pesquisa documental em arquivos da Europa e do Brasil, este livro é o resultado de mais de uma década de estudos. Sua linguagem fluente e a perspicácia interpretativa do autor recomendam-no a todos aqueles que se interessam pela história social brasileira
MONTEIRO, John ManuelFruto subsidiário de uma pesquisa sobre o universo botânico dos Kaiowá, este livro reúne um grande número de cântigos, narrativas e depoimentos de índios enfocando sobretudo o tema da origem dos Kaiowá e de suas práticas culturais. Apesar de um índice temático abrangente, o livro é difícil de manusear e de apreciar. Há informações e perspectivas interessantes sobre a história dos Kaiowá, porém o organizador não deixa claro quem são os narradores, que ficam diluídos numa categoria geral de “informantes”. Ainda assim, conforme salienta Sílvia Carvalho na orelha do livro, a obra tem uma escala monumental que reflete a longa experiência do organizador entre os índios e, ademais, através da colaboração do tradutor Kaiowá Aniceto Ribeiro, a edição bilíngue contribui para colocar um material ao alcance de estudantes indígenas.
GARCIA, Wilson GalhegoAs histórias contadas no livro foram escritas em 2004 pelos monitores indígenas dos Centros de Educação Infantil Indígena - CECIs, a partir de um projeto de capacitação desenvolvido por uma equipe de antropólogos
Essencialmente uma etnografia dos Karipuna, este livro inclui uma problematização da história indígena, em dois sentidos: primeiro, na utilização de "dados históricos" sobre a região do Uaçá para mostrar como a dinâmica das relações interétnicas forneceu as condições para a configuração de identidades étnicas e para a manutenção de uma relativa autonomia dos povos indígenas; segundo, na utilização de histórias de vida e testemunhos indígenas para compreender como os Karipuna construíram concepções acerca da categoria de "misturados", a qual caracteriza a sua singularidade. O livro é muito bem ilustrado, não apenas com fotografias etnográficas contemporâneas mas também com algumas imagens antigas, inclusive do livro de viagem de Jean Mocquet (1617), com uma ilustração de mulheres Karipuna
TASSINARI, Antonella Maria ImperatrizDescreve as estapas do ritual dos Cinta Larga, povo que habita o noroeste do Mato Grosso e sudeste de RondOnia. Inclui danças, cantos, bedidas e, ao fim, o sacrifício de um animal
DAL POZ NETO, JoãoReflete sobre o processo que permitiu aos Xavante registrarem na imprensa e na opinião pública, a realidade vivida por eles
SILVA, Maria Aracy de Padua Lopes daPublicação com o resultado do levantamento socioambiental efetuado pelas comunidades Sagarana, localizada na Terra Indígena Sagarana, e Winain Tain, contígua a Terra Indígena Sagarana, em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA)