São Paulo
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Roteiro de densidade com oportunas combinações ao ensaio histórico, recompõe facetas em torno da trajetória do Apóstolo do Brasil. Uma vida rica de lances afirmativos no período civilizatório, com enfoque às múltiplas atividades de quem exerceu o míster de missionário. Tinha o dom de curar almas e corpos, recebendo por todos os méritos o título de Doutor dos Índios.
UntitledPor Província do Paraguai entendeu-se de meados do século XVI a meados do século XVIII um vasto território, abrangendo as atuais República do Paraguai e partes da Argentina, Brasil e Uruguai. Nele, desenvolveu-se um extraordinário projeto social, envolvendo padres jesuítas e índios guaranis
UntitledA história de Dom Pedro II confunde-se com a do Segundo Reinado. Aqui os fatos históricos são narrados enquanto é contada a infância e a adolescência do imperador, seu casamento e sua vida familiar, além de seu relacionamento com artistas e cientistas de todo o mundo
UntitledA proposta geral da publicação é responder as dúvidas mais freqüentes que surgem no dia-a-dia em relação à legislação que trata de áreas protegidas, sejam elas terras indígenas ou unidades de conservação. Por meio de perguntas e respostas buscou-se reunir informações que possam ser úteis para aquelas pessoas que vivem nessas áreas ou em seu entorno
UntitledA coleção O sabor da História aborda os povos que formaram a população brasileira, incluindo aspectos de sua vida social para enriquecer os temas curriculares
UntitledO naturalista Martius, que junto com Spix, nos deixou obras de enorme importância para o conhecimento do Brasil, tem aqui publicado outro de seus inúmeros trabalhos, de enorme valor não só para a Botânica, mas também observações de valor geográfico, histórico, sócio-antropológico e linguístico
Flora Brasílica é uma série de livros publicados pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo entre 1940 e 1955, que pretendia atualizar e ampliar a coleção Flora Brasiliensis publicada meio século antes na Europa. Foi planejada e iniciada por Frederico Carlos Hoehne, diretor superintendente do departamento de botânica do estado.; A coleção escrita por diversos especialistas e publicada somente em parte, após a aposentadoria de Hoehne em 1952, foi lançado um volume por ele deixado completo em 1955. Foi então interrompida até 1968, quando por obra de Alcides Ribeiro Teixeira, foi lançado mais um fascículo. Alguns dos volumes publicados, apesar de já parcialmente desatualizados quanto à nomenclatura dos gêneros e espécies, ainda permenecem como as melhores e mais completas referências publicadas até hoje sobre as plantas do Brasil
UntitledFlora Brasílica é uma série de livros publicados pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo entre 1940 e 1955, que pretendia atualizar e ampliar a coleção Flora Brasiliensis publicada meio século antes na Europa. Foi planejada e iniciada por Frederico Carlos Hoehne, diretor superintendente do departamento de botânica do estado.; A coleção escrita por diversos especialistas e publicada somente em parte, após a aposentadoria de Hoehne em 1952, foi lançado um volume por ele deixado completo em 1955. Foi então interrompida até 1968, quando por obra de Alcides Ribeiro Teixeira, foi lançado mais um fascículo. Alguns dos volumes publicados, apesar de já parcialmente desatualizados quanto à nomenclatura dos gêneros e espécies, ainda permenecem como as melhores e mais completas referências publicadas até hoje sobre as plantas do Brasil
UntitledFlora Brasílica é uma série de livros publicados pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo entre 1940 e 1955, que pretendia atualizar e ampliar a coleção Flora Brasiliensis publicada meio século antes na Europa. Foi planejada e iniciada por Frederico Carlos Hoehne, diretor superintendente do departamento de botânica do estado.; A coleção escrita por diversos especialistas e publicada somente em parte, após a aposentadoria de Hoehne em 1952, foi lançado um volume por ele deixado completo em 1955. Foi então interrompida até 1968, quando por obra de Alcides Ribeiro Teixeira, foi lançado mais um fascículo. Alguns dos volumes publicados, apesar de já parcialmente desatualizados quanto à nomenclatura dos gêneros e espécies, ainda permenecem como as melhores e mais completas referências publicadas até hoje sobre as plantas do Brasil
UntitledEm Cativando Maíra, o autor busca apresentar suas considerações teóricas sobre a inevitabilidade de lidar com as relações de poder para a compreensão da vida, das práticas e dos discursos dos avá-canoeiro em seus esforços de sobrevivência e superação da condição tutelada imposta pelo indigenismo empresarial. Os dados que subsidiam este livro derivam da experiência de pesquisa de campo entre os Avá-canoeiro no alto rio Tocantins e em material histórico e documental reunido com a autorização da Funai a partir dos arquivos históricos e fundiários deste órgão
UntitledEsta é a primeira obra ilustrada de forma abrangente tão vasto tema: a conquista da última fronteira do território brasileiro pelos mais importantes viajantes e expedicionários brasileiros e estrangeiros; O projeto, concebido pelo autor em conjunto com o editor Ronaldo Graça Couto, adota a estratégia de restringir o tema do ano de 1500 até as viagens de Rondon nos anos 1930 – visto que a partir disso a quantidade de expedições se multiplica exponencialmente em busca de riquezas, pesquisas de toda sorte ou mesmo de aventuras; As 42 viagens selecionadas são apresentadas em ordem cronológica, a partir do momento em que a primeira expedição européia adentra a Amazônia, segundo a seguinte itemização: data da expedição; contexto histórico e cultural; líder (a biografia do líder ou dos líderes); principais colaboradores; percurso; obra (produção escrita e iconográfica); e principais contribuições
UntitledVice-Reino do Peru, Cuzco, 1781. Depois de ter liderado um exército indígena de 40 mil homens na maior rebelião contra o domínio e a exploração colonial espanhola ocorrida até então, José Gabriel Tupac Amaru, um descendente direto da antiga nobreza inca, foi condenado, decapitado e esquartejado em plena praça pública. Um terrível exemplo de força da Coroa esponhola contra a sede de liberdade dos povos latino-americanos, mas que não seria suficiente para impedir as independências que, mais cedo ou mais tarde, chegariam
UntitledO professor Aurelio M. G. de Abreu vem realizando pesquisas nas áreas de Arqueologia, Etnologia e Antropologia há mais de 20 anos, tendo feito escavações no Brasil, Bolívia, Paraguai e Chile, além de ter pertencido ao grupo internacional multidisciplinar que efetuou pesquisas na Ilha de Páscoa. Para o preparo desta obra selecionou uma relação de trabalhos arqueológicos realizados por indivíduos de todo o mundo, analisando os vestígios deixados pelos fenícios nos Açores, civilizações singulares das Américas, as culturas esquecidas das ilhas do Pacífico, cidades cobertas pelas areias dos desertos da Ásia Central, misteriosas ruínas africanas e os grandes enigmas escondidos pelo gelo eterno do Pólo Sul. Ídolos de ouro, crânios de cristal, minas, pedras, maldições e tesouros. Razões de sobra para que muitos arriscassem suas vidas na busca de intrigantes cidades perdidas tentando encontrar, lá longe, a realização de seus sonhos. E pouco importa se conseguiram ou não. O importante é que tentaram
UntitledEste livro dá sequência à série iniciada com "Manejo do Mundo. Conhecimentos e práticas dos povos indígenas do rio Negro", publicado em 2010. Como o primeiro, este volume dedica-se a um tema de enorme relevância na vida dos povos indígenas do rio Negro: a inscrição de suas histórias de origem na paisagem natural. Em seu conjunto, os textos aqui reunidos são o resultado de pesquisas colaborativas e de múltiplos diálogos entre pesquisadores brancos e indígenas acerca de como fazer pesquisa, do que e como registrar, de como tratar das histórias contadas pelos mais velhos e de como estimular os mais jovens a se envolver neste tipo de atividade
UntitledO cativeiro da terra é a matriz estrutural e histórica da sociedade que somos hoje. Ele condenou a nossa modernidade e a nossa entrada no mundo capitalista a uma modalidade de coerção do trabalho. Aí encontramos a explicação de nossa lentidão histórica e a postergação da ascensão social dos condenados à servidão
UntitledEm edição bilíngue – português e guarani –, Olívio Jekupé conta a história de Vera, um indiozinho que queria estudar na escola dos não índios. As aquarelas de Rodrigo Abrahim captam a atmosfera alegre e corajosa dos indígenas, em sua luta para defender-se dos não índios
UntitledA publicação é o resultado de um processo de aprendizagem de pesquisa e registro de informações desenvolvido pelos índios funcionários do Museu Kuahí junto aos artesãos de suas comunidades indígenas. Essa pesquisa tem como tema as matérias-primas utilizadas pelos povos indígenas do Oiapoque para fazer os seus objetos
UntitledContos retratando diversos povos indígenas
UntitledLivros sobre os jogos e brincadeiras dos povos indígenas do Xingu, mais especificamente, o povo indígena Kalapalo
UntitledContos de histórias tradicionais do povo indígena Xavánte das aldeias Fontoura e Etenhiritipá
UntitledLivro contendo contos representativos de diversos povos indígenas
UntitledConto infanto-juvenil que narra a história de uma mulher que come carne de onça e lentamente vai se transformando em um animal mitológico chamado Yaguarãboia do povo Maraguá
UntitledO livro conta a odisseia de um índio Mawé, desde o seu nascimento, da sua luta para salvar o povo das garras do monstro mau da floresta, até acabar com a morte do guerreiro tuxaua
UntitledLivro com lendas do grupo indígena Tikuna
UntitledConto do grupo indígena Maraguá
UntitledLivro contendo a discussão sobre a identidade brasileira à partir do marco dos 500 anos de descobrimento do Brasil
UntitledMito da terra sem males dos índios Guarani
UntitledPublicação contendo as transformações e a evolução dos vários termos que compõem a linguagem museal, considerando a história e o sentido atual
Livro contendo a narrativa de contos de diversos povos indígenas
UntitledO livro é sobre o xamanismo Yanomami que reúne uma série de trabalhos realizados por meio da parceria entre pesquisadores Yanomami da aldeia Watoriki e assessores napëpë
UntitledLivro dos saberes indígenas sobre o açaí do povo indígena Karipuna
UntitledPublicação sobre a coleção etnográfica do povo Xikrin realizada pela antropóloga Lux Boelitz Vidal e incorporada a coleção do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo
UntitledLivro de literatura infanto-juvenil contendo a temática indígena
UntitledPublicação que reúne os saberes do povo indígena Galibi Marworno sobre o Lago Maruane
UntitledConto indígena sobre o surgimento da noite realizado pelos Yanomami do grupo Parahiteri
Esta obra se constrói a partir dos horizontes de São Gabriel da Cachoeira, cidade amazônica situada no Alto Rio Negro, com a maioria da população composta de indígenas. Tais características esboçam um quadro extremamente instigante de convivência entre índios e não-índios, historicamente cristalizado sob os signos genéricos da exploração, da submissão e, do modo específico, das denúncias de violência sexual contra as mulheres; Vai estudar os dado de campo à luz da contribuição de sólida literatura, relativa à etnologia amazônica das últimas décadas, realiza uma reflexão densa, questionadora e madura, guiada por uma visão crítica diante da noção de gênero, que aprofunda a compreensão de problemas complexos relativos à nossa gente
UntitledO leitor encontra, neste livro, uma história e uma etnografia de Iauaretê, povoado indígena multiétnico situado no médio rio Uaupés, fronteira Brasil-Colômbia, noroeste da Amazônia Brasileira. O tratamento das fontes históricas e do material empírico é um exercício dedicado à elucidação das premissas sociocosmológicas pelas quais os grupos indígenas descrevem e vivenciam as transformações sociais que se passaram na região desde o inicio da colonização do século XVIII; É uma história de mais de dois séculos, vivida por militares, missionários, viajantes, comerciantes, seringueiros, agências indigenistas, instituições do poder local e vários grupos indígenas. Como é de se esperar, é uma história de violências e exploração. Mas, mesmo em seus desdobramentos recentes, quando uma cidade começa a surgir e atrair inúmeros grupos antes dispersos pela comunidades do rio Uaupés, é preciso atentar para a maneira específica, e sutil, pela qual os índios imprimiram sua marca no processo; Nessa linha, a narrativa visa a um ponto de vista indígena e seu repertório simbólico, guiando-se pelo estilo das próprias descrições nativas e oferecendo um quadro precioso para a compreensão dessa realidade
UntitledEstamos no meio da humanidade”, dizem os Araweté. Habitamos a terra, este patamar intermediário entre os dois céus e o mundo subterrâneo, povoados pelos deuses que se exilaram no começo dos tempos; 083: Os Araweté dizem viver agora “na beira da terra”, depois de sucessivos deslocamentos sempre em fuga diante de inimigos mais poderosos. Em 1976, eles saíram da floresta para pacificar os brancos na beira do rio Xingu e foram então “descobertos” pelos regionais, pelos funcionários do governo, pela imprensa, pelos missionários e pelos antropólogos; 083: Este livro é uma síntese, em texto e ensaio fotográfico, de uma pesquisa antropológica, conduzida por Eduardo Viveiros de Castro, sobre o povo tupi da Amazónia. Eduardo Viveiros de Castro voltou aos Araweté em 1991/92, depois de concluir a sua investigação para a tese de doutoramento, que se transformou num marco da etnologia brasileira; 083: O modo de vida, a visão do mundo, a história, a situação actual e os desafios para o futuro dos Araweté são tratados pelo autor de maneira competente e directa, numa leitura acessível a um público não especializado, através de uma escrita extremamente límpida
Untitled"Testemunho" é um livro de auto-análise dos "fazimentos" de Darcy Ribeiro como etnólogo, pesquisador, intelectual, educador, escritor e político, incluindo uma Bibliografia Básica do autor e uma biobibliografia cronológica de suas atividades até 1990
UntitledEste trabalho é uma tentativa de expor a um público mais amplo a trágica história do primitivo habitante do Brasil e de sua marginalização progressiva, histórica, geográfica e cultural. Fala sobre a dívida que o povo brasileiro tem para com os povos que aqui viveram, sendo um convite para meditar sobre a questão indígena
UntitledPoucos livros contribuíram de maneira tão decisiva para a compreensão em profundidade das grandes questões nacionais quanto História Econômica do Brasil, de Caio Prado Jr. Produto de um esforço precursor de interpretação da história brasileira sob um ponto de vista marxista, ele inaugurou uma nova etapa da vida intelectual do país. Hoje, passados quase cinqüenta anos de sua primeira edição, História Econômica do Brasil continua a ser um livro indispensável para o entendimento das características estruturais da sociedade brasileira, dos dilemas que herdamos do passado e dos possíveis caminhos de sua superação
UntitledEste livro traz a proposta de uma nova antropologia: uma antropologia radical, que dirige sua atenção interdisciplinarmente às várias expressões culturais do mundo moderno. Com isto realiza um grande avanço nos estudos sobre cinema e as ideologias nas sociedades industriais. A partir da busca do "espírito do cinema", dos seus mecanismos de reprodução de estereótipos, e de toda mitologia que o cerca, o autor lança nova luz sobre a questão da indústria cultural do capitalismo
UntitledPor meio de considerações acerca do território, da economia, do parentesco, da organização política e da religião, a autora fornece uma visão geral das sociedades indígenas no continente sul-americano, chamando a atenção para semelhanças entre sociedades indígenas distintas
UntitledTrata-se de um grande clássico de caráter didático primordial para a educação infanto-infantil. Possui texto de fácil entendimento que estimula o jovem a pensar e adquirir interesse pela leitura
UntitledTrata-se da primeira obra de Oliveira Viana, publicada em 1920, quando o autor completara 37 anos. Contrariando o enfoque tradicional entre os sociólogos e historiadores da época, que consideravam que o povo brasileiro constituía uma massa homogênea, o autor defendia a tese de que a nação brasileira era constituída de três sociedades diferentes: a dos sertões (o sertanejo), a das matas (o matuto) e a dos pampas (o gaúcho). Obra fundamental para o conhecimento do pensamento sociológico e historiográfico em nosso país
Untitled- A arte no período pré-colonial arte Índia do século XVI desenho industrial comunicação visual; 2. Ínício do século XIX maneirismo, barroco e rococó; 3. Século XVII e o Brasil holandês os pintores de Nassau; 4. Século XIX transição e início do século XX Art-Noveau; 5. Modernismo ecletismo e industrialismo; 6. Arte contemporânea Arquitetura contemporânea Fotografia; 7. Desenho Industrial comunição visual arte afro brasileira; 8. Artesanato Arte educação; 9. Arte e Arquitetura contemporâneas Fotografia
Esta coletânea trata da organização social do espaço doméstico de algumas sociedades indígenas brasileiras, o objetivo principal é fornecer dados etnográficos sobre a casa e sua construção, além de mostrar a percepção que tem os membros de uma determinada sociedade do espaço por eles habitado. Apesar dos artigos se deterem mais especificamente na descrição e análise da casa, todos apontam para a necessidade de se verificar como esta unidade espacial aparece na composição dos outros espaços reconhecidos pelo grupo em questão
UntitledNa primeira metade do século XVII, Portugal ainda dependia politicamente da Espanha, fato que, se por um lado exasperava os sentimentos patrióticos de um frei Antão, como mostrou Gonçalves Dias, por outro lado a ele se acomodavam os conservadoristas e os portugueses de pouco brio. D. Antônio de Mariz, fidalgo dos mais insignes da nobreza de Portugal, leva adiante no Brasil uma colonização dentro mais rigoroso espírito de obediência à sua pátria. Representa, com sua casa-forte, elevada na Serra dos Órgãos, um baluarte na Colônia, a desafiar o poderio espanhol. Sua casa-forte, às margens do Pequequer, afluente do Paraíba, é abrigo de ilustres portugueses, afinados no mesmo espírito patriótico e colonizador, mas acolhe inicialmente, com ingênua cordialidade, bandos de mercenários, homens sedentos de ouro e prata, como o aventureiro Loredano, ex-padre que assassinara um homem desarmado, a troco do mapa das famosas minas de prata. Dentro da respeitável casa de D. Antônio de Mariz, Loredano vai pacientemente urdindo seu plano de destruição de toda a família e dos agregados. Em seus planos, contudo, está o rapto da bela Cecília, filha de D. Antônio, mas que é constantemente vigiada por um índio forte e corajoso, Peri, que em recompensa por tê-la salvo certa vez de uma avalancha de pedras, recebeu a mais alta gratidão de D. Antônio e mesmo o afeto espontâneo da moça, que o trata como a um irmão. A narrativa inicia seus momentos épicos logo após o incidente em que Diogo, filho de D. Antônio, inadvertidamente, mata uma indiazinha aimoré, durante uma caçada. Indignados, os aimorés procuram vingança: surpreendidos por Peri, enquanto espreitavam o banho de Ceci, para logo após assassiná-la, dois aimorés caem transpassados por certeiras flechas; o fato é relatado à tribo aimoré por uma índia que conseguira ver o ocorrido. A luta que se irá travar não diminui a ambição de Loredano, que continua a tramar a destruição de todos os que não o acompanhem. Pela bravura demonstrada do homem português, têm importância ainda dois personagens: Álvaro, jovem enamorado de Ceci e não retribuído nesse amor, senão numa fraterna simpatia; Aires Gomes, espécie de comandante de armas, leal defensor da casa de D. Antônio. Durante todos os momentos da luta, Peri, vigilante, não descura dos passos de Loredano, frustrando todas suas tentativas de traição ou de rapto de Ceci. Muito mais numerosos, os aimorés vão ganhando a luta passo a passo. Num momento, dos mais heróicos por sinal, Peri, conhecendo que estavam quase perdidos, tenta uma solução tipicamente indígena: tomando veneno, pois sabe que os aimorés são antropófagos, desce a montanha e vai lutar "in loco" contra os aimorés: sabe que, morrendo, seria sua carne devorada pelos antropófagos e aí estaria a salvação da casa de D. Antônio: eles morreriam, pois seu organismo já estaria de todo envenenado. Depois de encarniçada luta, onde morreram muitos inimigos, Peri é subjugado e, já sem forças, espera, armado, o sacrifício que lhe irão impingir. Álvaro (a esta altura enamorado de Isabel, irmã adotiva de Cecília) consegue heroicamente salvar Peri. Peri volta e diz a Ceci que havia tomado veneno. Ante o desespero da moça com essa revelação, Peri volta à floresta em busca de um antídoto, espécie de erva que neutraliza o poder letal do veneno. De volta, traz o cadáver de Álvaro morto em combate com os aimorés. Dá-se então o momento trágico da narrativa: Isabel, inconformada com a desgraça ocorrida ao amado, suicida-se sobre seu corpo. Loredano continua agindo. Crendo-se completamente seguro, trama agora a morte de D. Antônio e parte para a ação. Quando menos supõe, é preso e condenado a morrer na fogueira, como traidor. O cerco dos selvagens é cada vez maior. Peri, a pedido do pai de Cecília, se faz cristão, única maneira possível para que D. Antônio concordasse, na fuga dos dois, os únicos que se poderiam salvar. Descendo por uma corda através do abismo, carregando Cecília entorpecida pelo vinho que o pai lhe dera para que dormisse, Peri, consegue afinal chegar ao rio Paquequer. Numa frágil canoa, vai descendo rio abaixo, até que ouve o grande estampido provocado por D. Antônio, que, vendo entrarem os aimorés em sua fortaleza, ateia fogo aos barris de pólvora, destruindo índios e portugueses. Testemunhas únicas do ocorrido, Peri e Ceci caminham agora por uma natureza revolta em águas, enfrentando a fúria dos elementos da tempestade. Cecília acorda e Peri lhe relata o sucedido. Transtornada, a moça se vê sozinha no mundo. Prefere não mais voltar ao Rio de Janeiro, para onde iria. Prefere ficar com Peri, morando nas selvas. A tempestade faz as águas subirem ainda mais. Por segurança, Peri sobe ao alto de uma palmeira, protegendo fielmente a moça. Como as águas fossem subindo perigosamente, Peri, com força descomunal, arranca a palmeira do solo, improvisando uma canoa. O romance termina com a palmeira perdendo-se no horizonte, não sem antes Alencar ter sugerido, nas últimas linhas do romance, uma bela união amorosa, semente de onde brotaria mais tarde a raça brasileira
UntitledNuma atmosfera lendária e exótica, desenrola-se a história dos amores de Martim, o primeiro colonizador português do Ceará, e Iracema, bela jovem índia. A moça era filha de Araquém, pajé da tribo Tabajara. Martim saira à caça com seu amigo Poti e perdera-se do companheiro indo ter aos campos dos inimigos Tabajaras. Encontra Iracema, que o acolhe na cabana de Araquém, enquanto volta Caubi, seu irmão, que conduziria o guerreiro branco, são e salvo, às terras potiguaras. Iracema, porém, apaixona-se por Martim e, depois de algum tempo, casa-se com ele e deixa sua tribo num ambiente de revolta. Desencadeia-se uma guerra de vingança e os tabajaras são derrotados. Iracema confunde as aventuras do amor com as amargas tristezas da morte de seus irmãos. Ao remorso e saudade, outra dor lhe acrescenta, a desilusão ao amor de Martim, que triste por estar longe de sua pátria, ausenta-se em longas jornadas. Num de seus regressos, encontra Iracema a beira da morte, exausta pelo esforço que fizera para alimentar o filho recém-nascido, a quem dera o nome de Moacir (filho da dor). Martim enterra o corpo da esposa e parte, levando a criança e a saudade da fiel companheira
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